quinta-feira, 26 de abril de 2018

Esclarecendo os Níveis e Graus da Ordem - parte 1

Esclarecendo exatamente o que são os graus, o que não é segredo, pois cada um deve saber o que está fazendo e para onde está indo, assim também o propósito de cada passo. Em progressão de ensino são os graus de estudo, estes são de conhecimentos e práticas. Nesses ocorrem os graus de consecução, que são graus de realização e experiência. Os primeiros ocorrem em sequência, os segundos não necessariamente.

Por que agora falaremos os graus? Por que eles estariam em segredo? Nunca estiveram, o que fica restrito ao particular são alguns objetivos, procedimentos e conhecimentos porque existem muitas instituições trabalhando com força em sentido contrário e em concorrência direta, e pessoas que não exitariam em nos destruir, como já fizeram várias vezes na história, ao saberem quem somos nós e o que fazemos por inteiro. Isto atrapalharia nosso trabalho, nosso objetivo não é o enfrentamento, mas uma vitória silenciosa. O que continua secreto é o procedimento pelo perigo de cair em mãos ambiciosas e pela perseguição.

Esta é a apresentação sucinta dos graus de nossa ordem em sua ordem numérica. Não necessariamente a ordem recebida pela pessoa. Algumas pessoas podem estar aptas mais para dois graus acima do seu do que para o próximo subsequente, por exemplo. Outra coisa que pode acontecer é que a pessoa esteja pronta para galgar dois ou mais graus de um mesmo nível simultaneamente. O que já dificilmente poderia ocorrer entre os níveis, visto que são platôs de realização.

Exitem três níveis ou platôs a serem atingidos. Estes podem ser subdivididos em graus. Este é o esqueleto básico obrigatório para todos de nossa ordem  independente da via escolhida e das práticas pessoais adicionais que podem ser muitas.

O conteúdo de cada grau está sempre classificado em três aspectos: (1) conhecimento intelectual, estudo livresco; (2) prática, conhecimento e experiência prática e (3) realização, experiência e consecução pessoal específica de cada grau. 

Trata-se de uma graduação e habilitação específica, com todas as exigências de uma universidade, isto é, que o estudante adquira conhecimentos e realize práticas que o capacitarão e lhe proporcionarão conhecimentos específicos e habilidades treinadas, onde o primeiro platô equivale a uma graduação, o segundo a uma pós-graduação e o terceiro a um doutorado.
Toda escola ordem ou religião que almeja o conhecimento supremo, comprovado pessoalmente por cada membro, possui esses três platôs de realização (aqui representados como as peças no jogo de xadrez) que podemos descrever no geral:

1. Um nível de conhecimento e reconhecimento - Torre de Vigilância.
Primeiro ele reconhece a realidade decaída em que se encontra, esse mundo decadente, de degeneração, sofrimento e morte, de uma natureza e seres hostis em constante conflito, um corpo sujeito doenças, mutações, uma mente inconstante cheia de emoções e desejos conflitantes, ignorante de sua origem, seu objetivo e seu destino. Ao mesmo tempo reconhece algo superior e perfeito e uma origem divina e prefeita, da qual se encontra agora alienado, afastado. Percebe que não pode confiar nessa natureza nem em seus elementos para solução desse problema fundamental e que só pode confiar em uma natureza que transcenda esta, que seja perfeita e imutável. A pessoa percebe que há o caos, mas que existe uma ordem. Os graus, entre seus aprendizados e experiências, garantem a observação e a comprovação desse estado de coisas e fenômenos. Mas para muitos é difícil perceber essa realidade antes de chegar na escola, e, para aqueles na escola, também pode ser difícil para alguns chegar a esse conhecimento, que não pode ser apenas um entendimento intelectual, mas uma observação cuidadosa, uma evidência pessoal, e uma comprovação que não deixa dúvidas. Existem duas naturezas a serem observadas e uma escolha a ser feita, porque existem elementos que colaboram com uma natureza e elementos que colaboram com outra, e seres inconsciente ou conscientemente trabalhando para desenvolver uma ou outra, para instalar cada vez mais o caos ou a ordem.

Por isso os primeiro graus da ordem são preparatórios, eles contém não apenas uma série de conhecimentos que o estudante não sabe ou a princípio, que não entendia corretamente, mas também instruções práticas adequadas a desobstaculizar sua visão do real e para aguçá-la e treiná-la, para mudar o foco de sua atenção das distrações para suas causas; das aparências para as essências, para os significados; dos fenômenos, fatos e objetos para as leis. O ápice disso geralmente é realizado a tempo na consecução do terceiro grau de nossa ordem.

Então ao fim de todo aprendizado e processo, ao fim de toda mudança e purificação inicial ela vê o que não via antes, mas de forma tão clara que se assustará em como podia não perceber isto ante antes. e o que ela perceberá? Além do já mencionado ela perceberá uma "centelha" divina original em seu interior. O sopro do Eterno, a rosa do coração, a estrela da manhã, o lótus em meio ao lodaçal, o raio de sol que dissipa a escuridão, a luz no fim do túnel. Ela descobre a origem divinal e se enamora por ela, ela descobre uma reminiscência da consciência original, e até lembranças estranhas, mas muito mais familiares e sadias do que as suas próprias habituais, de uma outra realidade. Essa lembrança pode se dar em sensações e sentimentos, em imagens, sons, aromas e até vividamente em tudo isso e ou em conhecimentos puros, mais além da percepção e da não percepção, compreensões súbitas. É o início da gnoses que é a união direta da consciência  com o conhecimento ou o reconhecimento a princípio de que são um só. Todas essas gradações de experiências podem vir gradualmente, ou progredir gradualmente nos próximos, e ou pode se dar toda de uma só vez, simultânea e instantaneamente. Varia de pessoa para pessoa. Então deve ser iniciado o segundo processo, de reconhecimento disso, do que é isso e do que fazer a partir disso. Não é alguém dizer tudo isso, mas a própria pessoa ver, encontrar.

2. Um nível de vontade, ação e transformação - Bispo ou Cavaleiro.
Isto é uma iniciação real, científica, uma marca, se está em uma outra visão, outro platô de percepção, então surge uma nova atitude de vida, como um centro objetivo, ou como ideal perfeito, livre, cheio de conhecimento; surge não só o amor ao conhecimento, mas a este tipo de conhecimento e a vontade voluntária de buscá-lo. Deve notar que não busca mais para si, não é para a satisfação, é como uma sede, se busca a água para saciá-la, não porque se deseje ou goste ou queira para si a posse da água, mas por caus da sede, porque a água é uma necessidade vital. Assim torna-se esse conhecimento, uma necessidade vital, um prazer é água para o sedento, um prazer é esse conhecimento ao seu buscador. Mas ele não busca para si nem por uma razão ou propósito objetivo, ele busca como um sedento busca água, a água sacia a sede do corpo, esse conhecimento a sede da mente. 

Esse conhecimento é como água pura, para alguém que só tomou durante a vida água suja e misturada, água amarga, ele é como água mineral para a pessoa acostumada a essas águas impuras. Águas impuras que estás sempre consumindo e nunca soubeste o sabor da água pura , não é verdade? É verdade, a água que bebeste até hoje nunca saciou bem a sede, sempre foi mais ou menos um sacrifício encontrá-la e bebê-la. E esse encontro com tal fonte, com tal alguma, gera uma nova atitude de vida em que não mais se cultua o ego, a personalidade, não mais se busca conhecimento para o satisfazer o ego nem para a cultura da personalidade, pelo contrário, se descobre que essa personalidade é algo consumidor, trabalhoso, cansativo, tão cansativo como esse mundo inteiro que carregaste até então nas costas. Se descobre a falsidade dessa infinidade de objetivos, trabalhos, tarefas, como desvios do real. Se descobre que esse ego é falso, que não existe, é uma imagem sugadora a qual alimentaste a custa de esforço e sofrimento e tudo isso para nada, apenas para auto afirmar-se, sentir uma falsa segurança, uma pseudo sobrevivência e conforto, e para apresentar uma imagem aceitável ao que chamaste de sociedade. Então aos poucos se deixa, abandona, tal personalidade e seus elementos e se livra de tal ilusão de um ego pessoal ou natural ou permanente, etc. isto é a morte alquímica isto da início ao segundo processo, de transformação. Mas como e devido a que esse processo se realiza é que é o segredo...

Só que ao lado disso, uma das diferenças de nossas ordem é que desde o início a pessoa é orientada a descobrir por si mesma o propósito de sua vida, a sua verdadeira vontade, a fonte de sua vida, de sua individualidade, que lava à sua verdadeira satisfação, sua realização e sua felicidade. Na culminação desse processo ou em meio a ele essa descoberta pode correr, mas é rara ou então incompleta quando assim acontece, o que é mais comum, e vai se ampliando e clareando à medida que avança para o próximo nível. 

Nesse nível há uma parte toda dedicada a isso do início ao fim dele e sem essa descoberta ele não chega ao fim do segundo nível. Ela pode pode marcar o fim do segundo nível quando é completa. Mas também na passagem de um platô para outro naturalmente a experiência pode ser de tal força ou despertar que a pessoa descobre isso, e às vezes até sua fonte. isto é o que dá sentido à sua vida e a todo o seu trabalho espiritual daqui em diante. Se não acontecer essa descoberta no início do segundo nível ela com certeza surgirá em seu tempo no caminhar dos graus deste e se clarificará até o fim do segundo nível, quando surge uma intenção pura e um amor puro, uma compreensão e compaixão profundas da situação dos seres e de nosso aprisionamento e talvez também, para alguns, um vislumbre da saída dessa dessa limitação e como ensiná-la a outros.

Isto e as consecuções do segundo nível (não abordados completamente aqui porque são muitos aspectos) levarão seguramente ao terceiro nível, um nível onde a realização dessa vontade é levada a cabo em completa integração ao propósito supremo, a razão de sua existência, sua "missão" aqui agora, e um amor e compreensão dos seres e suas necessidades reais, numa sabedoria progressiva de como ajudar a si mesmo e aos seres.

3. Um nível de amorosa realização - Rei ou Rainha.
Pouco se fala do nível terceiro porque neste a pessoa faz seu próprio caminho, já sabe para onde vai e o que precisa fazer, neste podem continuar os estudos, mas é um nível de realização predominantemente. Aqui novamente a pessoa sabe que não trabalha para si, mas agora entende que está inserido numa ordem bem maior do que pensava, uma ordenação universal que vem desde o princípio e onde cada ser tem um papel a cumprir na eternidade em amor e liberdade. 

Se os outros níveis enfatizaram mais os aspectos da consciência e da vontade, não faltando porém o aspecto afetivo, neste nível, esse aspecto é mais enfatizado. O aspecto emocional, afetivo, amoroso, mas não é um aspecto de sentimento apenas como se pensa, e sim muito mais um aspecto de compreensão e aprendizado, amor, compaixão e suas ações efetivas. As pessoas pensam que amor é sempre um sentimento (ou até mesmo algo instintivo que não pode ser aprendido, ou, por outro extremo, algo maravilhoso e tão subjetivo que não pode ser definido), isto só prova a soberania da linguagem na nossa compreensão e na nossa vida, se conhecêssemos as formas de amor como em outras línguas teríamos concepções diferentes. Interessa-nos as definições gregas antigas das três palavras que se referem a amor, exatamente três tipos de amor: (1) filos, amizade sincera, simpatia amorosa, alegria simpatética...; (2) eros, atração sexual, amor sexual, paixão sexual, enamoramento...; e (3) ágape, amor incondicional, amor-bondade, amorosidade universal, compreensão simpatética (os três tipos só podem ser sentidos ao mesmo tempo e pela mesma pessoa numa relação de casal, essa também é uma das razões porque o simbolismo alquímico do casamento é tão importante). Este terceiro tipo precisamente precisa ser desenvolvido, aprendido e elevado aos níveis necessários, direcionados aos alvos corretos, portanto é algo que depende muito mais da atitude e da ação, e até mesmo da decisão para tal crescimento. 

Por esse aspecto ser enfatizado nesse nível podemos dizer que aqui a obra (e a ordem) é predominantemente filantrópica. E a maior caridade, o maior presente que se pode dar a outro é o caminho que liberta, que cura da cegueira e faz ver o caminho, a direção e o alvo, mas não esquecendo de ajudar em outros aspectos da vida também. Não quer dizer que nos outros dois níveis não haja essa filantropia, há, só que não é enfatizada dessa maneira nem tão utilizada no sentido de um desenvolvimento pessoal para uma comunhão universal verdadeira e muito maior do que se pensa nas religiões e filosofias, simplesmente porque a pessoa não está pronta, não compreende o que é necessário para isso, então veja que para que esta atitude se desenvolva é necessário um certo conhecimento específico. Assim o necessário para esse crescimento também precisa ser conhecido e praticado para que tal realização possa acontecer, e qualquer pessoa que não realizou esse caminho está bem longe de saber o que é isso de fato, e de realizar tal forma de amor. Lembre-se sempre da definição amor incondicional, isso significa, não importa o que seja, quem seja a pessoa, o que ela faça, o que ela lhe faça, que você a ama como se fosse sua mãe, filho ou cônjuge. Você acha que está pelo menos perto de ter em si esse amor? Se a resposta for sim, você está muito enganado, porque esse amor também trás não só uma profunda compreensão e compaixão, mas principalmente uma profunda humildade (e com isso o reconhecimento de que estamos longe). Então uma das características desse nível, além da completa realização dos desenvolvimentos e descobrimentos dos níveis anteriores é também um grau filantrópico e amoroso.

sábado, 21 de abril de 2018

RELIGIÃO E MORTE - Parte 2


Uma característica praticamente inevitável da religião é lidar com a eternidade. Eu sempre existi ou passei a existir em algum momento? Onde eu estava antes de nascer? Para onde vou depois da morte? Depois da morte eu serei imortal ou passará um tempo e então virá outra morte? Ou haverão ainda várias mortes? 

A religião é o campo do conhecimento que mais oferece respostas a essas perguntas. Uns dizem que é uma tentativa de responder. Estudiosos associam o aparecimento da religião com a consciência da morte. Mas em que é tarefa real da religião responder sobre a morte? No que vem depois. Na eternidade. Essa questão está ligada à questão do tempo. Depois da morte existe o tempo?

Nisso exatamente devemos investigar sobre os fatos apresentados pela religião e sua realidade. A realidade precisamente tem que ser um conteúdo da consciência. Temos a relação então entre esses três elementos: consciência; depois da morte; e tempo-eternidade. Formulado o problema podemos imaginar hipóteses e experimentos para demonstrar à consciência a realidade depois da morte. Mas conscientes de que toda realidade se processa na consciência e estamos acostumados com uma consciência no tempo, em função do espaço, condicionada pela relação de nossa mente à matéria, e a realidade depois da morte, pode não estar dentro desse parâmetro de percepção, aliás dificilmente estaria. Uma realidade puramente mental deve ser constatada antes de presenciar outra realidade, depois da morte, que pode ser também puramente mental ou não, pode ser também espiritual ou apenas espiritual, isto é, puramente consciencial...

sexta-feira, 13 de abril de 2018

OBJETIVO DA MANIFESTAÇÃO DA ORDEM NO MUNDO


A ordem em sua manifestação como fraternidade de seres tem como objetivo compartilhar um conhecimento que leva gradativamente a uma compreensão, uma vivência e uma libertação. Esse conhecimento é muito amplo e possui também nele ensinamentos que levam ao conhecimento direto, pessoal e a um despertar, uma visão diferente, das coisas e ligações que antes estavam ocultas aos sentidos e ao entendimento; a compreensão e a vivência disso é conduz a um despertar e uma libertação. Em consequência desse processo, quase que como um efeito colateral, a vida das pessoas é afetada, elevando os participantes a um nível de conhecimento, inteligência, amorosidade, liberdade e força de vontade incomuns, por meios explicáveis pela ciência e por meios próprios da religião, neste sentido é uma ordem científica e esotérica (que possui um círculo interno com um conhecimento particular).

 A ordem tem o objetivo de levar o praticante a conhecer a verdade por si mesmo e conhecer isto até a Verdade última, absoluta, queiram a princípio chamá-la como Ser Supremo, Onisciência, Deus, Uno, Adi-Buddha, Nibbana, Ain Sof, Eu, Nirvana, Ain, Tao, Consciência Apenas, Mente Única, Nous. Este-isto que é a Verdade não está completamente expresso em nenhuma dessas palavras ou entendimentos humanos. Ele é de fato, o princípio uno, único, incondicionado, eterno, onisciente, inefável, inexprimível. Este que nós mesmos temos chamado provisoriamente no passado,  não muito tempo atrás, de IT, pois nenhum adjetivo pode expressá-lo, contê-lo ou defini-lo completamente, muito esta palavra. Neste sentido embora não seja uma religião, nem se apresente como tal, é uma ordem que investiga os objetos da religião e quiçá também o objetivo supremo; fazendo todo o necessário para que tal investigação leve apenas à verdade da religião, isto é, vivê-la, experimentá-la. Assim é uma ordem religiosa, não no sentido de religiosidade, mas no sentido estrito da palavra religião: que objetiva uma religação com sua natureza original e o conhecimento de uma Verdade absoluta. Ainda mais que sabemos que a única maneira de conhecer de verdade à Verdade depende de estar intimamente relacionado, ligado à ela.


Este é o objetivo geral e também em seu último estágio o objetivo final. Dentro desse objetivo existem níveis, e os níveis são de dois gêneros, (1) níveis de conhecimento e (2) níveis de realização, e a relação entre esses dois níveis gera um terceiro tipo ou divisão de níveis, os (3) níveis de prática. 

Os níveis de prática só podem ser gradativos, ordenados e progressivos. Nessa ordem agora organizamos os três níveis de prática em onze graus, os três níveis de prática são (1) aquele em que se encontram os iniciantes, (2) aquele em que se encontram os inciados, e (3) aquele em que se encontram os amplamente iniciados, sendo cada nível mais treinado que outro (estes níveis são nomeados e explicados mais adiante). 

Os níveis de realização são (1) o dos resgatados, (2) o dos transformados e (3) o dos retornados ao estado estado original ou libertos. 


Os níveis de conhecimento são (1) o dos esclarecidos, (2) o dos graduados até (3) o dos doutorados e iluminados ou plenamente despertos. 


Esses níveis podem ocasionalmente se darem em sequência adversa da gradual ou habitual, o que gera uma outra maneira mais geral de vê-los em que podem ser chamadas como tradicionalmente de (1) redenção, (2) santificação e (3) conhecimento direto ou conhecimento de Deus, podendo ocorrer em ordens diferentes em paralelo com os outros níveis que podem ser controlados pela instrução: prática e conhecimento. 


Todas as classes de níveis ocorrem em paralelo. Se considerarmos a preparação como um nível anterior ou grau zero (o que temos feito) temos então quatro níveis, e este primeiro é composto de purificação e estudo. Sem purificação as experiências mais sutis e profundas não podem acontecer nem serem percebidas e sem estudo não podem ser entendidas nem interpretadas corretamente.

Paralelamente a esses objetivos e níveis existem objetivos específicos e por vezes intermediários (encarados tanto como pontes quanto como realizações), são eles: (1) descoberta do propósito individual de sua existência ou como dizem outros verdadeira vontade, ou verdadeira vocação, ou verdadeiro chamado, ou verdadeiro objetivo de vida, etc.; (2) comunicação direta ou como dizem outros inter-níveis, ou interdimensionais, ou entre as partes do ser, ou com o Supremo Onisciente, etc.; (3) e em seguida a realização de tal objetivo de sua existência junto com a transformação ou chamada conversão ou santificação, etc. até seu total  retorno à eternidade e ao estado original. 
Como todos esse níveis de realização e objetivos podem ocorrer em ordem e momento diferentes por vários motivos, além da dedicação pessoal de cada um, os únicos níveis que podem ser considerados mais ou menos fixados são os dados, ou seja, (a) estudo, conhecimento; e (b) os praticados, ou seja, prática e purificação (não confunda purificação com transformação, o primeiro parte da pessoa em seu comportamento, atitude, compromisso, e o segundo lhe ocorre, se processa, paralelamente, mas não necessariamente ligado ao primeiro).

Vê-se até aqui porque em nossa manifestação da ordem se pode avançar rápido. No entanto a palavra escola aqui é bem mais adequada, pois uma escola recebe pessoas de diversas culturas, religiões, filosofias e ordens, visando determinado tipo de conhecimento, habilitação, educação e ou exercício. E é exatamente isto que a ordem faz e proporciona. Ela aceita pessoas de diversas culturas, religiões, filosofias e ordens para um fim, de um aprendizado específico, não porque todos devam realizar o que a escola propõe, mas porque estes querem realizar isto. E o que é isto? É o que a escola almeja: um conhecimento antes da morte daquilo vem depois dela e dos fatores que causam o conhecimento e a condição posterior à morte. Isto é uma outra forma de dizer numa só frase tudo que foi dito sobre objetivo. A escola no mundo é um estudo da eternidade e de como acessá-la de um modo consciente, recordado e sem sofrimento.


Esta escola apresenta um ensinamento, que ensina a ver, a saber, entender, sentir, amar, querer, pesquisar e ensinar de tal forma que o resultado é o despertar, a sabedoria, a felicidade, o amor, a verdadeira vontade e sua realização, a paz, em resumo, a bem-aventurança eterna, a transformação pessoal e o conhecimento do divino, a intimidade com o Supremo. A palavra escola também é mais adequada por significar uma linha de pensamento e procedimento específica, em outras palavras, um sistema, e é isso que a nossa escola é, um sistema completo e que se relaciona com vários outros sistemas, inclusive incluindo alguns desses como parte que se origina no seu próprio sistema. 


Tal sistema é (1) ontológico, (2) epistemológico, (3) cosmogônico, (4) hermenêutico,  (5) pedagógico, (6) objetivo e (7) prático. Isto em poucas palavras quer dizer que ele parte de outro ponto de vista, a partir do ser, em si, das origens de tudo, da existência e dos fenômenos, que sempre estão em dependência da consciência, dos seres, e das causas, para explicar os fenômenos que se nos aparecem, sendo que a verdadeira compreensão está relacionada de nossa parte com a intenção e com aprender e praticar. Só que esse sistema não pretende apenas oferecer uma explicação plausível, mas demonstrá-la de modo particular (que é o único possível) de modo que cada um conheça pessoalmente a verdade dos fenômenos, não apenas porque leu ou ouviu ou entendeu, e sim porque testemunhou por si mesmo.Então para que cada um tenha este tipo de conhecimento dessa maneira é necessário que se realizem certos procedimentos, portanto é uma prática. Essa prática pode ser resumida em modos de ver, de viver e de pensar. E seu objetivo final e em cada instante e etapa do processo é sempre a verdade, desde a mais imediata até a final. Então se pode dizer que o que importa é ver a verdade e que o sistema objetiva a verdade.


Além disso ela tem o objetivo de propiciar a mesma elevação final para todos os seres, não apenas aos seus participantes, e propiciar os meios favoráveis a que esse conhecimento seja conhecido. Dentre esses meios o principal, princípio, meio e fim, é a liberdade individual, que leva à sede e à liberdade de conhecer, buscar, professar, confessar; liberdade de investigação, de entendimento, de religião; liberdade de conhecimento, de ação e de expressão. A ordem é liberdade, não condicionamento, é descondicionamento, e  seu intuito é levar essa terapia para todos, para o bem e saúde de todos. E a fraternidade quer também ajudar aos seres de todas as formas possíveis libertando-os dos sofrimentos, da ignorância, das impurezas, das doenças, das dificuldades e das suas necessidades, carências e precariedades espirituais e mundanas. Nesse sentido é uma entidade filantrópica. E enfim, o objetivo da manifestação da ordem no mundo é trazer (ou transmutar) o mundo caótico à ordem original.


A ordem enquanto organização no mundo, no entanto, não é apenas isso. Ela contempla todos os campos de conhecimento mesmo, religião, arte, ciência, filosofia, epistemologia, hermenêutica, ontologia e hermética (esses campos são abordados em outros artigos). Esses campos se interpenetram e até se confundem às vezes, mas claro está para nós que existe algo que torna cada um destes um campo distinto, único, algo exclusivo. E a ordem se ocupa desses campos de conhecimento não só por ser uma ordem dedicada ao conhecimento, mas também por ter por finalidade conhecer a verdade, a verdade de todas as coisas ou fenômenos, e a Verdade única e última. Nisto todos os recursos necessários de obtenção e maneiras de conhecimento são utilizados.


Então quem descrever nossa ordem como sendo uma ordem (e um sistema) (a) científica, (b) esotérica, (c) religiosa, (d) terapêutica e (e) filantrópica não comete erro.


segunda-feira, 9 de abril de 2018

O lugar secreto: o nível mais elevado da ordem



Existe curiosidade e especulação sobre o último nível, os últimos graus da nossa ordem. Eles são graus onde a realização final é realizada. Uns pensam que não existem graus de fato depois do sétimo. Outros pensando em outros modelos imaginam que tais graus sejam apenas por conta do iniciado. Não deixam de ter certa razão, ainda que pouca. 

A reclamação comum é a suposição de que hoje não existem mais razões para segredo. Quem quiser saber nove ou dez razões por que mantemos segredo hoje deve ler os artigos específicos sobre isso. Mas uma razão específica do segredo nesse nível, nesses graus, é que esse segredo é a razão da ordem, se isso fosse exposto não haveria mais necessidade da ordem, e se não houver mais a ordem as várias pessoas que necessitam dela e muitas que só podem ser resgatadas pela ordem ficarão sem ordem alguma para encontrar, e sujeitas a outras ordens que não podem levar a realizar o objetivo de suas vidas. A ordem existe assim para ajudar essas pessoas a realizar o objetivo de suas vidas. Essas que não podem realizá-lo de outro modo, por outro meio. Tem a ver com o tipo de objetivo.


O chamado


Vou agora revelar sem revelar o que há nos graus últimos. Pela autoridade que me foi concedida como responsável pela organização da ordem e seu funcionamento eu posso fazer isso, e cumprir assim o objetivo de que a ordem alcance você e você alcance a ordem, revelando claramente esse  processo aqui sem que ele seja de fato exposto, mas de forma que você exatamente entenda. 

Existem três realizações principais no objetivo da ordem. Não vou falar do final do último, do retorno à ordem original... Vou fala do funcionamento da ordem e dessas realizações. A primeira é o conhecimento do objetivo de sua existência (que uns chamam de verdadeira vontade, outros da vocação, outros do ministério, outros de objetiva da vida, todos estão errados, mas em parte alguns estão certos); a segunda é a comunicação (uns dizem interdimensional, outros dizem com as partes sutis de si mesmo, outros comunhão divina, outros de sintonia, todos estão errados, mas em parte alguns estão certos) e o terceiro é o grau de realização desse objetivo de sua existência em liberdade adquirida e sob orientação apenas dessa comunicação, realmente é uma independência da organização externa da ordem. Estas realizações não se dão necessariamente nessa ordem.

E o que é essa terceira realização? Qual é esse processo? Então o que acontece? Como a ordem funciona? É simples. Depois que as duas primeiras realizações se realizam um terceiro processo tem que acontecer. Tem que acontecer significa, é obrigatório para que essa independência final aconteça, sem esse processo não há a última realização dessa ordem. 

Esse processo ocorre de forma espontânea, mas não é mecânico, automático, pode demorar muito, ou ser rápido ou até já ter acontecido quando a pessoa chega aí . Que processo é esse? Dizer seria acabar com a ordem. Mas é chamado de transformação, e muitos outros nomes, uns chamam de transformação, é o que mais uso, simples, direto e bonito.

Outros chamam de transmutação por influência da chamada alquimia espiritual; outros de transfiguração; outros de alquimia apenas; outros de conversão. Gosto de usar transformação, transmutação e conversão porque são as palavras que mais exatamente dizem o que acontece, principalmente se usarmos as três juntas. Mas conversão é o que mais me interessa explicar agora porque revela sem revelar ou revela apenas a você que já pode intuir ou que anela ardentemente por isso: significa uma curva ou até mesmo uma volta (depende da direção que você estava indo antes), uma mudança de rumo. 


O processo


Quando essa mudança de rumo acontece há uma mudanças de destino. Suponha que uma pessoa está conduzindo por uma estrada. Imagine isso, você, dirigindo, numa estrada. Se uma pessoa está numa estrada indo num destino, ainda que não saiba qual é este, e normalmente não sabe, normalmente ela vai chegar nele. Mas se muda de estrada e vai por uma  que leva a outro destino, ela vai chegar a outro destino e não ao anterior, de quando ia pela outra estrada. Essa mudança, curva, conversão, é exatamente isso, o que vai mudar o destino que a pessoa estava indo, que era sofrimento, morte, esquecimento, e agora, vai para outro destino, retorno à ordem original, vida infinita, consciência infinita. Pronto está dito, sem dizer todo o processo dos últimos graus da ordem.

Mas quando essa transformação acontece, depois de mais um tempo de preparação, a pessoa é desligada externamente da ordem; ela é, pode-se dizer expulsa por seu próprio mérito, por sua própria realização, por sua própria vitória: porque ela agora tem que dirigir uma ordem externa, ela tem que fazer a mesma coisa como a ordem e seu professor fizeram por ela, organizar uma ordem de pessoas para libertar as pessoas e levá-las a realizar os objetivos descobertos de suas existências. Eu estou fazendo o que meus professores fizeram. Meus estudantes quando estiverem prontos vão fazer o que estou fazendo. Até que nossos estudantes cheguem a completar todos o processos e o último processo, de transformação. Simples assim.

Ainda resta a alguns a dúvida de como se encaixam aqui os outros objetivos da ordem, os gerais e os específicos. Sugiro que leiam nossos artigos específicos sobre esses outros. E sobre a dúvida sobre o objetivo ultimal iluminacionista digo o mesmo, mas tenho que avisar que o sentido que damos à palavra iluminação precisa ser entendido (e existem artigos que tratam disso), ainda que ele só possa ser compreendido completamente nos últimos graus como já foi dito em outros artigos.

quarta-feira, 14 de março de 2018

A ORDEM NO MUNDO


A ordem se manifesta ao longo da história de várias maneiras, essas maneiras podem variar de uma época para outra ou lugar ou podem variar em um mesmo lugar e época se manifestando de formas diferentes de acordo com a necessidade e capacidade do ser humano. Ordem é uma lei invariável, mas ajustável como uma função matemática. Se houvesse uma rigidez de padrões ela não poderia penetrar no caos (pelas próprias naturezas muito diferentes das duas partes), mas há variáveis possíveis na função, e  existem valores fixos invariáveis. Estes últimos terão que compor um todo em algum momento na equação para que o resultado requerido seja alcançado, são como os números na equação, ou seja, que são todos os valores fixos, têm que estar presentes, como em uma equação matemática, para realizar toda a operação necessária.
Então existem três esferas de realidade nesse trabalho, uma constante, que contempla os valores invariáveis; uma relativa composta de várias variáveis possíveis, mas não infinitas obviamente; e um limite, que caracteriza a função, ele é uma relação fora do campo de influência variável, este é composto de variáveis possíveis, mas neutras, sem efeito, pois as variáveis relativas têm efeito apenas dentro de certos limites e operações, se elas por um lado tendem à máxima efetividade, por outro tendem à nulidade, quando uma variável atinge essa nulidade ela é neutra.
Para entender isso menos abstratamente temos: uma (1) realidade relativa; uma (2) realidade que não é relativa, sendo seus valores fixos e invariáveis; e um conjunto de (3) realidades que não influenciam, como variáveis neutras sempre (porém algumas outras a depender da relação, neste caso, se ela tem influência, então é ou se torna uma realidade do segundo tipo, relativa). O mesmo vale para valores culturais, morais, éticos, emocionais, etc., existem entre eles valores: (1) fixos e invioláveis, certos e errados, corretos, benéficos ou maléficos sempre e invariavelmente, independente de qualquer situação; (2) relativos, que dependem da situação, da causa, da motivação, das consequências, podendo ser certo ou errado, benéfico ou maléfico a depender da situação, enfim, das relações; e (3) neutros, que não têm influência nas consequências (morais, legais, factuais, histórica, éticas, emocionais, etc.), nem nas situações, nem nas relações, não constituem valores em si, nem em relação.
Isto aparentemente complexifica-se mais ainda quando tratamos de liberdade e consequências, sabemos que vivemos dentro de vários limites, mas também que temos muitas escolhas. Este modelo de universo que temos, por outro lado, é uma elaborada representação detalhada disso. Se tudo fosse relativo, não existiria de fato, não teríamos qualquer parâmetro sobre nada, nem direito a qualquer noção sobre coisa alguma, qualquer coisa poderia ser relativizado, inclusive esta noção. Mas dentro desse modelo de universo rapidamente podemos notar limites fixos, padrões, enfim, leis e constantes gerais e invariáveis, parâmetros sobre os quais podemos erguer definições, descobrir medidas, realidades e inclusive as próprias leis e prever certos resultados. E assim o que parece ao primeiro momento um conhecimento e aceitação de mais limites fixos revela mais liberdade, possibilidade, potenciais (que comumente são mal utilizados ou ainda nunca utilizados por nós).
Devido a isso não existem margens implacavelmente delimitadas, mas regiões fronteiriças onde uma natureza pode se comunicar com outra. Acontece porém, que essas margens estão muito distantes em relação a como somos, como vivemos, o que procuramos, o que queremos, como percebemos, como vemos, enfim, de como usamos nossas mentes. Nossas mentes, por serem dessa natureza, possuem duas características, uma que funciona bem e invariavelmente ordenada, e outra que que é totalmente desordenada, imprecisa, em confusão, em ignorância, não percepção. Esta é uma natureza caótica (que vem da palavra grega que significa confusão, desarmonia), sem acesso à natureza ordenada a não ser por dois expedientes, um temporário e outro definitivo, a saber, neutralizar a natureza desordenada da mente por tempo suficiente para a natureza ordenada tomar todos os processos (sensoriais, intelectivos, perceptivos, cognitivos, etc.) e ou purificar a mente de todos os processos corrompidos pela natureza caótica (isto também pode ser conseguido temporariamente, embora seja mais difícil) restabelecendo definitiva completamente a natureza original. Este segundo processo só acontece de forma gradual, o primeiro pode ser tanto gradual quanto instantâneo, mas seu resultado é bem mais limitado e passível de erro, enganos, interpretações erradas, etc.
Existem algumas maneiras de realizar o exposto acima. Ordem é a natureza original e todos os processos que à ordem aqui realiza são meios de estabelecer uma comunicação com a Ordem e de restabelecer a natureza original perdida e esquecida em todos que habitam qualquer nível dessa natureza caótica. Portanto, qualquer "comunicação" fora dos semelhantes processos ditos acima (com seres superiores, espíritos, mestres, extra-terrestres hiper desenvolvidos, anjos, etc.) está cientificamente fora de cogitação (se tratando quase que invariavelmente farsa ou engano), principalmente no cotidiano comum de nossas vidas . Se houver, se é que existe, alguma comunicação com seres de "outras dimensões", seriam seres de mesmo nível de natureza que a nossa. Tais "dimensões" não se tocam, e a natureza ordenada só se comunica com o ordenado, a natureza pura, original. O objetivo não é comunicação com "seres de outras dimensões" ou de outra natureza, mas precisamente de nossa natureza original. Nossa natureza original comunicar com a própria natureza de origem, restabelecer seu estado original e então sua habitação original, este é o fito. Para haver ou restabelecer certa comunicação ainda que num nível primário existem poucos meios, que são o que a ordem ensina, e é sempre preciso transformação pessoal, purificação (a não ser num primeiro momento por certo meio).
Em suas manifestações atuais nesse mundo a ordem propicia uma preparação para todo aquele que dela se aproximar com a intenção de ver de fato e ou a intensão do conhecimento da Verdade. Este é um desenvolvimento objetivo que envolve estudos, práticas e comportamentos, tanto num receituário geral, como num particular de acordo com a necessidade de cada estudante; tanto interna como externamente, principalmente uma educação na maneira de ver, de perceber e critérios de observação.
Particularmente em nossa atuação denominada F.I.T.O. o método hermético tradicional de transmissão é mantido: a transmissão é de professor a estudante, direta e particular. Durante essa transmissão a mente do estudante recebe a influência das informações do professor em seu intelecto, como em qualquer curso normal, e as influências da ordem no processo do entendimento e visão correta, daí a importância do contanto direto, das correspondências e das leituras, durante os quais a mente em sua forma desorganizada de pensar e de sintonizar níveis de entendimento é levada a sintonizar de forma cada vez mais harmônica e corretamente em níveis organizados e diferentes platôs de entendimento e de significação, tanto das informações quando da visão das realidades. 
Desde aí então alguns poderão querer conhecer a Verdade completamente, alguns descobrirão que foram destinados a esse fito, todos estes verão que é assim também para que possam ensinar e libertar outros, especialmente àqueles de difícil acesso, então o modo de ensinar não é sempre o melhor, mas aquele que seja necessário para alcançar a essência de cada um que esteja fora do alcance e conduzi-lo até a porta.
Então por que hermético? Porque é para quem precisa que seja assim. Existem outras manifestações que não são, em cujo progresso se dá de outra forma, depende da necessidade das pessoas. E existiram algumas muito esotéricas, esotérico só significa hermético, secreto, particular: que há um círculo interno ao qual só têm acesso os graduados do círculo mais exterior. Não há qualquer coisa de misterioso nisso, é o comum, ou alguém pode fazer doutorado em engenharia sem nunca ter estudado engenharia? Obviamente que não, não está preparado, não conseguiria tratar nem dos cálculos mais básicos e se alguma pessoa despreparada conseguisse um diploma de doutorado dessa forma seria um perigo para quem vai construir alguma coisa projetada por essa pessoa. 
Quando se lida com perigos aumentam as responsabilidades, "com poderes vêm responsabilidades", quando se trata de algo muito difícil de se mostrar, que só se mostra individual e particularmente, qualquer forma de demonstrar a outro certamente não passa de truque, enganação, hipnose, fraude, etc.. Então para que falar o que não pode ser demonstrado, que só pode ser individualmente vivenciado? Falar, como e o que, vai interferir nos resultados, ou induzindo a crê-lo ou a descrê-los, ou a interpretações erradas de experiências. Ordem é discreta, se ela se mostrasse e todos tivessem acesso, muitos se conformariam em ter acesso a duas naturezas e continuariam cultivando a natureza corrompida se perdendo completamente afinal. Tudo que a ordem mostra aqui é no máximo uma harmonia temporária, tudo aqui é temporário. Nós também podemos criar momentos mentais assim, mas sempre fugazes. Pensando desse modo podemos todos refletir na nossa finitude atual e buscar a realidade verdadeira e infinita da nossa consciência original.

quinta-feira, 1 de março de 2018

POR QUE NOSSA ORDEM É SECRETA - EXPLANAÇÃO SOBRE ESSAS RAZÕES 3


3. Porque a ordem tem pessoas de diversas crenças, religiões e ideologias que as condenariam se soubesse que elas são de uma ordem como a nossa, a qual nem sequer se importariam em procurar saber realmente do que se trata, e especialmente porque existem pessoas de religiões ou ideologias que se opões no mundo umas as outras. 
Nós tratamos de assuntos religiosos de várias religiões, analisando, concordando, mas muitas vezes refutando também, outras vezes tratamos o mesmo tema de uma uma maneira diferente destas, uma maneira que muitas vezes elas discordam, elas se sentem ofendidas, elas nos acusam de estar usando suas verdades de forma distorcida. E não é nossa intensão produzir conflito, nem provar que elas estão erradas (a não ser que sejam maléficas), consideramo-as, mesmo quando contém erros, como uma forma de atrair para a verdade, para a pureza, para justiça, para a sabedoria, ou mesmo como maneiras de apresentar a verdade conforme esta posssa ser compreendida ou aceita por algumas pessoas ou grupos que não aceitariam nem compreenderiam se fosse de outra maneira. Mas elas, sejam religiões, ordens ou quaisquer outras instituições, geralmente não têm a mesma postura, pelo contrário, ela querem provar que estamos errados, nos acusar e até nos difamar e caluniar muitas vezes, até perseguir e criar leis que nos prejudique ou à nossa prática. Vou citar um exemplo corriqueiro, a alquimia espargírica, esta contêm remédios, essências etratamentos que promovem cura e se o estado fosse realmente bem intencionado já teria investigado essas substâncias e comprovado sua eficácia ou ineficácia conforme o caso. Mas tudo o que fazem são leis que proibem o uso desses remédios, que se enquadram segundo essas leis no crime de curandeirismo, de forma que esses alquimistas por respeitarem as leis só podem usar tais substâncias em segredo e em benefício próprio. O mesmo ocorre com outros aspectos, até certos aspectos religiosos, por incrível que pareca
Então mais uma vez para evitar conflitos, ataques, guerras e até mesmo discussões inúteis preferimos manter nossas interpretações e doutrinas mais caras de forma particular para nós mesmos e para aqueles que as aceitem ou busquem ou compreendam.
Posso citar o exemplo do cristianismo versus budismo e vice versa: muitas instituições cristãs nos acusam de distorções dos evangelhos, de heresia, gnosticismo, ocultismo, fundamentalismo, budismo, de doutrinas humanistas e até diabólicas, etc.. Enquanto que os budistas, thelêmicos e gnósticos por exemplo nos acusam de cristianismo, de conservadorismo, de revelar segredos e de coisas semelhantes ao que os que se chamam cristãos nos acusam. Nós preferimos não seguir rótulos, principalmente ligados a religiões, afinal nós temos pessoas de diversas religiões e nosso objetivo não é converter a uma religião, mas ajudar as pessoas que querem encontrar a verdade. Nós procuramos a verdade, e certas verdades, sobre certos temas. Mesmo alguns auto intitulados buscadores da verdade têm interesse diferentes dos nossos, como por exemplos "fatos" científicos, ou "fatos" sociais, ou "fatos" históricos, doutrinas, contos de supostos espíritos desencarnados, enfim, coisas que não nos interessam e que embora chamem de verdades, não nos interessa como tal e até discordamos enfaticamente de que sejam verdades por vezes. 
Então mais uma vez para evitar conflitos e etc. com ocultistas e outras escolas esotéricas e científicas e filosóficas preferimos manter essas discursões, pesquisas e conclusões apenas entre nós e outros interessados não por mera curiosidade ou para discutir contra ou a favor. É um direito nossso, é nossa liberdade e bem deles mesmos, pelo que assim agimos. Não saimos acusando alguma denominação ou religião de falsidade e de enganar os outros mesmo quando temos provas, até porque a maioria de seus seguidores não as aceitarão e defenderão seus enganadores. Nós só fazemos isso quando há uma ameaça real à liberdade de procurar a verdade, à vida ou saúde, etc.. 
A ordem em sua minssão só pode vir da ordem interna. Mas enquanto interesses, pesquisas, aprendizagens e até mesmo como atrativo trouxe para si elementos sevcretos de outras ordens por seus participantes virem de outras ordens ou por alguns de nossos membros entrarem ou fazerem parte de outras ordens. Essas pessoas prometeram não revelar esses segredos dessas ordens para os profanos. Em respeito a essas pessoas e ordens nós também não vamos revelar tais segredos de certas ordens. Muito do que se pensa serem segredos nossos são na verdade segredos de outros, que nos foram confiados, para nosso benefício, conhecimento ou simplesmente por amizade. Assim por respeito a estes não revelamos seus segredos, assim como, esperamos, guardam alguns nossos. Esse recíproco respeito também está incluso nessa razão porque ele também evita conflitos, tanto o ataque à pessoas da nossa ordem diante de outros meios que frequentem, quanto nos poupa do desgaste de ter que se defender ou responder críticas ignorantes ou mal fundamentadas ou acusações partidárias apaixonas.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

A verdade sobre este mundo - parte 2 de 3


O retorno ao mundo original

Mas existe a consciência sua, perfeita, clara e sem limites aqui e agora e isso é sua possibilidade de retorno ao original. Primeiro deve despertar essa consciência aqui agora, olhando-a, reconhecendo-a e então através de constante atenção a ela conhecê-la verdadeira e profundamente, sabendo reencontrá-la, diferenciá-la do resto, isto é, da mente e de todos os seus conteúdos (porque tudo mais só é isso, mente e conteúdos mentais em suas inúmeras características). 
Quando finalmente tiver reconhecido o que ela é na verdade e desobstruindo constantemente de seus obstáculos, vê-se com clareza a consciência e seus produtos e intencionalidade. Este é o acesso e o reconhecimento do espírito original, a consciência pura, na sua essência e no seu propósito. Mas ainda não é o retorno nem tampouco a totalidade. É preciso ir além, à plenitude da consciência.
Esse processo precisa avançar pois o mundo original só é acessível à consciência original, então ele se amplia e se desenvolve também em mais dois outros processos. Por um lado é preciso retirar os obstáculos a esse objetivo e por outro, paralela ou posteriormente, adquirir uma força e estabilidade para entrar no estado original e permanecer até ver todas as coisas como realmente são em sua natureza real e original.

Três processos

Estamos falando então de três processos distintos que se entrelaçam e se apoiam mutualmente (e podem ser divididos cada um em três também), o primeiro já descrito pode ser conhecido como despertar, o segundo como purificação e o terceiro como restauração. Os dois primeiros dependem de nós, mas o terceiro não está ao nosso alcance por nós mesmos apenas. 
A purificação pode vir antes ou durante a restauração e o despertar antes ou depois dessa. No processo científico o despertar começa antes, e a partir dele, e do ponto de vista correto, se desenvolvem os outros dois, por isso muitas vezes esse dois são entendidos como um só processo.  No religioso o despertar geralmente ocorre depois. A descoberta da intencionalidade real da consciência, a verdeira vontade, pode ser entendido como parte do despertar ou como parte da restauração, o que resulta novamente em três processos. 
Estamos ainda falando dos processos de conhecimento, existe ainda o processo de realização e libertação, sempre três processos, que se subdividem em três processos, que se relacionam entre si, podendo tanto suceder um ao outro de forma cumlulativa quanto serem emparelhados simultaneamente, portanto a divisão e ordenação em graus não é hierárquica mas apenas didática. Na restauração final também há um conhecimento especial que é um despertar também e esse conhecimento também transforma, purifica. A única coisa que permanece uma sequência inalterável é que o completo despertar e a completa libertação sempre só podem vir depois de purificação e restauração. 

O processo da vontade

A vontade tem que atuar no começo no meio e no fim do processo. No começo ela é decisiva, de escolha e atitude; no meio ela é de conhecimento, despertar para a verdadeira vontade e saber qual ela é, seu intento; e por fim é realização, libertação das falsas vontades e realização da vontade verdadeira.
A nossa mente por si mesma não tem, nem nunca terá por mais que treine, a estabilidade necessária para entrar e permanecer no estado original porque ela tem muitos elementos autônomos condicionados que não fazem parte da sua natureza original, são as imupurezas. Por exemplo, emoções perturbadoras, falta de foco, falta de concentração, agitação, má vontade, desejos, cansaço, preguiça, dúvidas, etc. surgem a todo e qualquer instante na mente independente de nossa vontade, que só é capaz de dominar dentro de certos limites e por um tempo limitado também. Portanto é necessário a purificação da mente e uma força de vontade superior que a possa controlar e estabilizar o suficiente necessário para mantê-la ligada a consciência original e não aos seus elementos condicionados e condicionantes, que incluem também o corpo, os sentidos e todo o mundo. Então a mente tem que ser entregue a quem tem essa força de controlá-la, o verdadeiro espírito, de consciência pura, o qual temos que conhecer e vir conhecendo ao ponto de nossa confiança ser inteira e suficiente para entregar a ele a direção das duas outras funções, os fenômenos corpo e mente (corpo incluindo a vida e o mundo e mente oncluido todos os objetos mentais também). 
Só que este processo não é tão simples porque não vemos esse espírito facilmente em nós a não ser o seu processo original, a consciência. Chegamos no dilema crucial, pois ela é vista inteiramente apenas naquele que possui todos os processos originais, e para que alguém a veja inteiramente tem que possuir os processos originais ou vê-la em outro. Enfim, para que se chegue a ver esse espírito isso é preciso tê-lo, mas só é possível tê-lo quande se o viu, ou pelo menos o conheceu indiretamente. É onde entra a instrução e o trabalho numa ordem, em que chegará a este reconhecimento, primeiro tanto interna como externamente até que se estabeleça a unidade.
Mas alguns detalhes já podem ser resumidos: isto só é possivel abrindo mão da falsa persona, o falso eu, o engano do ego, que se pensa ser um eu mas não o é, que é um embuste um constructo auto-desrutivo e aprisionador, que se chama em seu conjuto ego, mas que é uma ilusão porque não existe de fato, são impressões a que se atribui uma essencialidade e acredita-se (1) que são uma coisa só, (2) que são o tempo todo, e (3) que que controlam o resto e portanto estariam sob inteiro controle, ou que seriam o controlador, enfim, o nosso eu. Pela observação direcionada, perpicaz e constante se verá rapidamente que esses três pressupostos são falsos, portanto, que infelizmente temos vivido uma ilusão. Isto nos coduzirá imediatamente a uma busca da verdade, de nossa verdadeira realidade. Aquilo que realmente é essencial, está sempre presente (mesmo que não notemos), é uma unidade, e controla o resto, a vontade original, a intensionalidade essencial. E então depois de conhecê-la bem podemos deixar que esta verdadeira vontade conduza eficazmente o restante do processo.
Assim a vontade tem que ser usada num primeiro momento e durante todo o processo para iniciar e conduzir tudo da maneira correta na forma da atenção e observação, bem como a decisão e manutenção da decisão de estar em atençaõ e observando; num segundo momento de reconhecimento e de escolha entre o conjunto da falsa pesonalidade, o ego, e a unidade do verdadeiro espírito, a consciência, na direção do processo. Isto é feito de uma maneira minuciosa e cautelosa que não pode ser descrita num artigo, mas comunicada pessoalmente na realização das etapas do processo, quando for conviniente e sobr e o modelo correto a ser seguido em cada passo para não haver desvios ou erros. E num terceiro momento esta vontade que é do verdadeiro espírito entra no processo em que cumpre seus propósitos e realiza a plenitude do seu ser e o retorno ao seu estado original e finalmente à natureza original.

sábado, 10 de fevereiro de 2018

O.I.T.O. - A ORDEM

O.I.T.O.


A ORDEM


Ordem é o que diz a palavra, ordem, sentido, organização, paz, verdade. Fora dela há o kaos e mais além deste há o abismo, na margem do qual estamos. Numa nomenclatura mais realística do que simbólica, mas sem deixar de ser também simbólica: são dois vórtices ou planos ou esferas ou círculos, um superior e outro inferior, no superior está a ordem, no inferior estão o kaos e o abismo. Na extremidade superior desses dois círculos está o Supremo Ser e na inferior o abismo, infernal; um, todo luz, amor, liberdade, onisciente, vida, paz, incondicionado e o outro, trevas, aversão, impossibilidades, morte, entorpecimento, tormento, totalmente preso a condições; e entre esses dois extremos muitas gradações, tudo que estiver em cada um desses dois vórtices será semelhante a uma ou outra dessas naturezas de acordo com a proximidade (ou sintonia) a um ou outra dessas duas extremidades. 
Quando algo sai da ordem existem essas três naturezas. Ordem está em plena ordem, em harmonia, abismo está em desarmonia, desordem, e kaos contempla algo dessas duas naturezas de múltiplas maneiras. Não são só lugar, são lugares, estados, níveis, dimensões, planos, platôs, ideias, consciências, seres, etc. E isto tudo e mais é que chamamos de 8.

8

Ordem é a parte de cima, o círculo que permanece no projeto original, harmoniosa, sem sofrimento, livre; kaos é a parte que decai, o vórtice de baixo, que sai da ordem, que dentro das milhares de possibilidades da liberdade escolhe a inconveniente, a única não liberada (devido a suas más consequências), na que surge o mal, e colhe suas consequências, o continuar caindo, a ligação com o pequeno, com a pouca possibilidade e com a gigantesca limitação, até o abismo. 
O que é a Ordem? É a parte superior do oito que segue em seu círculo num ciclo de conhecimento perfeito enquanto os que caem seguem um círculo inferior do oito, longo, demorado, cheio de ignorância, e limitação do conhecimento e das maneiras de conhecer. E o que é a ordem? É o todo. A ordem inclui Ordem e o resto, é o oito completo com os dois círculos (mas devo avisar que dificilmente cuidaremos desses maiúsculo e minúsculo ao escrever, tanto quanto no falar, de modo que quem lê ou escuta deve estar atento ao contexto e à intenção, esta explicação é apenas geral e é dada aqui apenas porque será util nesse capítulo). Tudo está "previsto" na onisciência (pois está presente em todo instante de tudo simultaneamente) e nada escapa ao plano original, de modo a formar uma equação matematicamente precisa em sua resolução no todo que contempla todas as liberdades possíveis no seu precurso (supostas "variáveis" alternativas ao longo da equação).
Ordem e ordem são conteúdos de consciência. A noção de consciências separadas da Ordem termina originando a noção de consciências isoladas umas das outros em conteúdos de consciência, seres, tais quais conhecemos aqui. E a Ordem enquanto seres pode ser classificada como constituída por (1) seres que nunca caíram e permanecem na Ordem, (2) seres da ordem que retornaram da queda e (3)  seres da ordem que querem e ou que estão regressando à Ordem; os demais seres constituem a ordem. A Ordem manifestada no mundo aparece como várias ordens, em diferentes épocas e ou lugares, com diferentes nomes. Essa manifestação especificamente da qual estás tomando ciência agora estamos aqui denominando F.I.T.O. (Fraternidade dos Iluminacionistas do Templo do Onisciente) e a Ordem de origem da qual é manifestação estamos chamando de O.I.T.O. (Ordem iluminacionista do Templo do Onisciente); a F.I.T.O. e todas as suas ramificações e a fraternidade co-irmã estão todas incluídas no que normalmente chamamos de "nossa ordem" (outras, mesmo quando são autênticas são chamadas de "outras ordens", pois usam outras linguagens).

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

COMO É O TRABALHO NA ORDEM


É muito simples e direto o trabalho de nossa ordem. A ordem trabalha através das fraternidades e nas fraternidades seus integrantes podem fundar instituições (ordens, fraternidades, igrejas, escolas, movimentos, etc.), ou trabalhar na mesma instituição que o acolheu, e ou influenciar outras instituições interiormente, se tornando membros influentes das mesmas.
O ensinamento é passado de professor a aluno gradativamente e na medida de seu progresso e interesse, dentro duma estrutura de graus e platôs. Os platôs são os três níveis de desenvolvimento que o estudante pode galgar pelos graus da escola, eles se diferenciam em graus de purificação e conhecimento direto, ou, em resumo, em graus de realização. Os graus são onze séries que se distribuem nos níveis, sendo graus de conhecimentos formais que deve estudar, de práticas que deve saber executar e de experiências que precisa passar. O conhecimento é passado de professor a estudante e as práticas e experiências são testadas e avaliadas pelo professor. Há como avaliar em que medida (mesmo sem que o  estudante saiba que está sendo avaliado) a realização de um platô foi ou não atingida. Nem tudo é necessário realizar e nem toda estrutura é conhecida pelo estudante, mas apenas na medida da necessidade e interesse do estudante: o que pedir será dado, assim como o necessário. Mas se ele quer também ensinar como professor (porque ensinar como amigo a outros sempre deve) e fundador de instituições, nesse caso deve estudar tudo, mesmo os caminhos dos outros que não tem a ver com o seu nem com sua religião nem com suas pesquisas. Há também um que, didaticamente falando, poderia ser chamado o quarto platô, constituído de dois graus, ou diferenças de realização final. Nos platôs o ápice espiritual pode ser atingido a qualquer momento, ou seja, a realização plena pode também ocorrer subitamente, por fatores cumulativos anteriores ou fatores ainda desconhecidos, e há como medir e avaliar se isto realmente ocorreu, então independente do grau ou nível que a pessoa estava se diz que a estudante atingiu o último platô.
O ensinamento da ordem é o principal a saber, ele tem (1) uma estrutura central que se encontra em todos os livros sagrados das religiões estudadas, de uma forma oculta ou explícita em cada livro ou parte, com exatidão em uns ou  alterações em outros e (2) um estudo específico da ordem, científico e atualizado sobre cosmologia (que envolve também cosmogonia, antropogonia e psicologia). O ensinamento dos livros sagrados, em seu núcleo, é mantido pela ordem mesma inalterado ao longo da história, resulta disso que o mais sagrado é completa e  praticamente inalterado, enquanto os demais foram sofrendo alterações, correções, retirada de parte e adição de outras. E a pesquisa científica é contínua e atualizada como qualquer ciência. Os livros sagrados tratam basicamente de três assuntos, salvação, purificação e conhecimento direto da verdade. Eles têm seus métodos, conservados em forma simbólica e ou explícita em algumas partes e alguns livros. Este ensino tem o objetivo de conhecimento profundo e  libertação. Já os científicos, além de investigar os métodos e resultados da religião e da ciência do oculto, auxiliam no entendimento das experiências e sua interpretação correta.  Existe também um terceiro grupo de ensinamentos, de acordo com a época e os interesses, que podem auxiliar na jornada e de acordo com os interesses pessoais. Isto é uma das razões por que os ensinamentos só podem ser transmitidos de um para um. Mas estes últimos não constituem necessariamente ensinamentos da ordem, embora muitas vezes sejam confundidos com estes pelos que estão fora ou no primeiro nível; estes outros são apenas estudos úteis ou inúteis ao trabalho geral da ordem (dados por alguma razão, ou porque alguém precise esgotar ou esclarecer ou apenas para atrair). O material com que trabalha a ordem são as escrituras sagradas das religiões estudadas na ordem e nenhum outro novo livro dito sagrado. Então veja que básica e essencialmente não existe uma doutrina ou um estudo sagrado na ordem além do que está já escrito, a diferença é o método de levar a cabo os fins propostos, sua consecução completa e atual e a interpretação profunda dos seus símbolos em todos os seus níveis de significado. Existem sete níveis de significado, um para a perdição, um para a vida no mundo, um para a vida segundo o plano original, dois para a vida mental e dois para a vida espiritual. É preciso saber todos esses, evitar a realização do primeiro e realizar os outros. Podem haver outros escritos próprios da ordem, porém não sagrados, ou de outros autores segundo a necessidade e utilidade. São artigos, pesquisas, monografias, ensaios, e até, às vezes, livros de professores e estudantes, quando aprovados e necessários para a compreensão daquilo que está ali nos livros sagrados, dos seus significados, do nosso trabalho e do funcionamento da ordem, mas apenas isso, como auxiliares. Este artigo é um exemplo desta categoria.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

A EFICÁCIA DA ORIENTAÇÃO


Quisera eu que pudesse simplesmente publicar artigos, livros, orientações e explicações aqui e que você pudesse simplesmente segui-las e chegar aos objetivos. Mas não é assim que ocorre. Ao contrário do que geralmente se pensa, não estamos evoluindo, mas degenerando, desde o nosso nascimento, o processo natural em tudo é degenerar. Observe que é assim em todas as células de nosso corpo, embora aparentemente ele esteja crescendo e se desenvolvendo suas células estão nascendo cada vez mais degeneradas porque as cópias vão perdendo a exatidão ao longo de milhões de cópias, o que fatalmente nos levará ao envelhecimento e morte. 
A mente também é assim. Embora ela esteja aprendendo e aparentemente esteja se desenvolvendo moral e intelectualmente, seu elementos e objetos estão cada vez mais desagregando, perdendo a clareza e a interrelação, e se apagarão mais cedo ou mais tarde do nosso consciente, até mesmo os hábitos bons já são a prova disso, não os realizamos por consciência, mas mecanicamente, porque se tornaram habituais.
Se não fizermos nada com relação a nossa alimentação e saúde e nos entregarmos a tudo que nos apetece com certeza duraremos menos que cinquenta anos. Graças  hábitos de higiene, saúde e alimentação mais saudável o ser humano consegue viver cada vez mais. É uma pena que não tem o mesmo cuidado com a mente. E se não fizermos nada com relação a nossos hábitos mentais e nos entregarmos a tudo que nos apetece, essa mente degenerará ainda mais rápido.
O que ensinamos é justamente um processo de alimentação, saúde e regeneração mental. Se nos aspectos expostos mente e corpo são parecidos, a mente tem uma diferença, embora ela também naturalmente degenere ela não morre completamente, ela continua após a morte. Mas como ela continua é a questão. Ela continua lembrada e consciente? Ela retém todos os aprendizados e transformações boas e úteis?
Muitos querem enganar você dizendo o contrário e escrevendo milhares de livros que o levarão à ruína se você crer neles, mas a resposta é que na vida no mundo comum não existe essa garantia. Obviamente que mudamos, muitas vezes degeneramos do estado espiritual que tínhamos quando crianças, e esquecemos muitas coisas, e deixamos muitos hábitos e aprendizados para trás, nesta mesma vida. Pior ainda numa infinidade de anos futuros, pior ainda se for em muitas vidas como dizem. 
Se fosse verdade o que dizem, a capacidade de memória e de aprendizagem bem como de compreensão moral teria se elevado na história da humanidade, e não o contrário, como está acontecendo. Parece que evoluímos apenas pela impressão que temos, dada pelo acúmulo do conhecimento humano. Mas fato é que ter computadores e televisões não nos coloca no nível de inteligência de quem inventou o computador ou a televisão, na verdade, nós nem sabemos como essas coisas funcionam de fato. O fato é que estamos cada vez mais flexíveis moralmente e inflexiveis em matéria de hábitos saudáveis e modos de ver mais realistas. Estamos cada vez mais presos em nosso mundinho que imaginamos ser real e ser o único. 
De início, lendo e praticando o que está nesse site você pode sim realizar algum progresso. Pode até achar que ele é fatástico, mas a realidade é que é muito inicial. Para progredir é preciso orientação. É preciso que entre em contato conosco através de e-mail ou pelo whatsapp. É necessário que você conheça o que estudamos, receba intruções e livros. É preciso receber uma orientação pessoal, individual, específica para você. Você não será cobrado financeiramente por isso, não se preocupe. 
Eu estou falando especificamente para você que tem visto nossas ideias e de outros pouquíssimos sites semelhantes e praticou e começou a ver o que estamos dizendo, que começou a ver por si mesmo que é verdade, que já entendeu que existe uma forma correta de olhar o mundo e os fenômenos e que normalmente usamos formas incorretas de ver e por isso não vemos corretamente e somos vítmas de nossos condicionamentos, do meio, do aprendizado, dos sentidos, do mundo enfim.
Existe uma maneira de chegar aos passos corretos e a tempo para ampliar a visão e ver por si mesmo e se libertar gradualmente das imposições e limitações às quais estamos naturalmente submetidos. De despertar e clarificar a visão mais e mais, de ampliar enormemente a capacidade da mente de aprender e perceber, e de se transformar, em uma pessoa melhor e num estado bem melhor do que o que se encontra agora. Isto pode parecer trabalhoso ou doloroso, pode até ser em parte, mas pior é continuar sozinho, não progredir ou chegar num ponto estanque que não se consegue ir adiante e então começar a retroceder. Tudo que precisa fazer é entrar em contato conosco pelo e-mail frateriliv@gmail.com ou whatsapp (79) 9 9158 4859.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

A verdade sobre este mundo - parte 1

Trabalho apresentado Fra. I.L.I.V. como critério parcial para obtenção do doutorado em cosmologia e ontologia pela O.I.T.O.. - Orientação Fra. A.A..

Aviso
Esta é uma vida passageira, de passagem rápida. Uma informação é necessária, aquela que está escondida e que todo o mundo, os seres e a natureza conspiram inconscientemente contra ela porque está programada em toda natureza.
É sobre qual é a realidade desse mundo. Ela é tão fácil e tão direta tão facilmente pode ser dita que dificilmente é dita completamente ou compreendida. Vários seres que a descobriram tentaram dizê-la e fizeram isso de várias formas e eles tiveram que fazer isso porque perceberam que as pessoas não entendiam da forma correta, apenas pensavam que estavam entendendo. Isto é um aviso.
Está na hora de dizê-la para você de uma forma simples curta e clara. Eu oro que você a consiga compreender corretamente e não como algo que já sabia ou que já ouviu dizer. As próximas linhas lhe dirão sobre a verdade sobre este mundo.

A verdade sobre este mundo
Este mundo é ilusório, ilusão. E como ele é ilusão? Tudo que existe é mental, tudo só existe na mente e nada existe fora da mente, mas isto não é o problema. O problema é que esse mundo é um desvio, uma possibilidade dentro das inúmeras possibilidades da liberdade, só que esta é a possibilidade onde se fez o mal e existem suas consequências, o sofrimento.
Exatamente como um sonho o mundo é. No sonho há pessoas, coisas, casas, corpos palpáveis, você acredita em tudo que está lá, acredita que está numa casa ou falando com pessoas, que está usando seu corpo indo a um lugar, etc. Mas quando acorda vê que era um sonho. Exatamente assim é a vida. 
A diferença está na duração e nas consequências e sua duração. Tudo que você faz ou pensa ou a maneira como vê as coisas aqui tem uma consequência que leva a outra ação e a outras consequências e assim o sonho vai se alastrando e arrastando e durando por um tempo de vida e outro realmente incontável depois dessa vida. E mais, quando você morre passa a outro sonho, não acorda realmente.

Outros mundos
Existem dois mundos, digamos, um original, livre, sem sofrimento nem esquecimento nem inconsciência, cheio de possibilidade e liberdade. E existe esse mundo cheio de limitações, obstáculos, esquecimento, semiconsciência e inconsciência, sofrimento, inseguranças, doenças, aflições, perigos, males, morte. Existe um mundo perfeito e este. 
Existe uma pessoa verdadeira, ilimitada, completa, perfeita, sua, original, e existe essa, construída sob várias influências incontroláveis, limitada, subdesenvolvida, sob parcial auto-controle. 
Existe você, pessoa livre, plenamente consciente, sábia, conhecedora, pura, amorosa, feliz satisfeita, ativa, em paz e existe esta pessoa que é sua prisão, limitada, ignorante, incompleta, suscetível, cansada, necessitada, condicionada, presa.  Mas existe uma saída.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

POR QUE NOSSA ORDEM É SECRETA? (parte 3)

EXPLANAÇÃO SOBRE ESSAS RAZÕES 2
2. A ordem é secreta porque possui alguns ensinamentos secretos que se caírem no conhecimento de enganadores serão mal usados e usados muito eficientemente para enganar milhões de pessoas, desses fazem parte interpretações secretas dos livros sagrados, princípios e instruções secretas que se forem descobertos por enganadores e mal intensionados causarão o kaos e a destruição da humanidade e da liberdade, como tem acontecido com alguns segredos de algumas ordens que estão sendo usados por políticos, religiosos, acadêmicos, e líderes de grandes corporções para enganar milhões de pessoas e ou enriquecer exorbitantemente às suas custas.
É curioso, por exempplo, como são lançados best selers e revistas, como palestrantes têm ganho dinheiro, como conselheiros profissionais têm feito sucesso, ensinando princípios bíblicos da prosperidade, desvinculados de sua origem, do judaísmo e do cristianismo, da religião e de seus princípios, e estes têm dado resulatado mesmo assim. Tais "segredos" são tão eficazes que mesmo praticados isoladamente produzem grandes resultados. Acontece que essas pessoas estão sendo enganadas também porque na quase totalidade esses conselheiros, palestrantes e livros não relacionam o que estão dizendo com a biblia, ensinam como se fosse uma novidade recem descoberta ou um segredo antigo ou qualquer outra coisa, desvinculado da moral e dos princípios dessas religiões e vinculado na verdade apenas com o aspecto do lucro e do dinheiro. O dinheiro em si não pode ser bom ou ruim, mas pessoas imorais enriquecem por esse processo tão facilmente quanto pessoas honestas e moralmente educadas. O dinheiro em grande quantidade implica também em poderes. O aumento de pessoas imorais com esse poder e grandes fortunas é algo muito desastroso para a humanidade.
Outro exemplo, alguns segredos rosacruzes estão sendo mal usados hoje para impressionar pessoas e as levarem a se tornar fanáticos seguidores de algumas seitas e religiões; e até a dar parte, quando não todo, o seu dinheiro para elas; ou fiel e mensalmente uma parte dos seus salários e de suas fortunas; outros segredos ao lado da psicolgia e pela psicologia mesmo estão sendo usados na indústria e no marketing para induzir as pessoas a determinadas ideologias prejudiciais como se elas fossem boas e uma solução para os problemas do mundo (sem falar na indução a consumir muito além do necessário); outras mesmo para induzir à compra de seus produtos, inclusive produtos que muitas vezes são prejudiciais à saúde (observe como surgiu uma ideologia que paradoxalmente condena o tabagismo e censura sua propaganda e uso, mas não à do alcool, nem à do refrigerante que é tão cancerigêno quanto o fumo).
Esses exemplos acima dão uma vaga ideia do que muitos igênuos chamariam de teoria de conspiração mundial (o que obviamente não é, trata-se somente de interesses de pessoas e grupos egoístas), mas historicamente falando, isto para quem convive nas lideranças ou estuda a influência das ordens secretas, é um fato corriqueiro. Sempre pessoas e grupos estão usando algum desses segredos, que seriam para o seu próprio bem num sentido espiritual e da humanidade num sentido geral, de alguma forma em benefício próprio de forma financeira em detrimento do bem de outros ou da humanidade.
Pois bem, tendo essa ordem um trabalho que envolve os livros sagrados e o que está impresso neles de forma secreta, mas que pode ser visto por qualquer um a qualquer momento, não nos arrogamos em dizer que todos esses segredos são nossos, afinal são segredos dos próprios livros sagrados e pessoas que não são da ordem os tem descoberto e até não necessariamente em livros e a ordem tem encontrado essas pessoas. Mas também não saimos por aí anunciando, a pessoas moralmente despreparadas e não provadas, todos os significados secretos. Ensinamos apenas individualmente quando a pessoa está pronta.
Quando recebem esse ensinamento alguns querem ensinar, mas precisam sabem como fazer isso sem causar esse risco de perigo. Existem não várias interpretações, mas níveis de interpretações, então a pessoa tem que subir galgando um nível verticalmente cada vez mais elevado e não horizontalmente em interpretações erradas ou possíveis num mesmo nível. E isto é dificil descobrir sozinho, mas foi para isso que foi escrito, e se nós dissermos simplesmente que o correto é esta ou aquela interpretação que estariamos fazendo de diferente? Já não existe muita gente e instituições fazendo isto? Que provas teríamos? Simplesmente nós mostramos as interpretações normais que acreditamos serem as corretas e a pessoas tem que descobrir por si mesma as secretos, pois não somos mais que Deus, nem que as pessoas que escreveram os livros, não temos uma nova revelação especial, só queremos alcançar, e que outros alcancem, um conhecimento e compreensão completa, e tal compreensão só ocorre na mente da pessoa, tais níveis não são passíveis de explicação, revelá-los a despreparados só geraria confusão e a experiência têm demonstrado isso.
O agir de Deus é assim, se não fosse tais obras seriam escritas de outra maneira, ou Deus mesmo falaria com uma voz tremenda que todos ouviriam, mas não é assim. E arrisco a dizer até um porquê: Deus não age assim porque ele sabe que não daria certo. A maneira de agir de Deus é secreta, não é aparecendo, gritando, nem dando provas inquestionáveis derrepente e a todo momento. Esta é a principal razão.
Posso citar exemplos mais simples de ideias esotéricas que são usadas hoje com eficiência porque já foram reveladas. A vogal o, pronunciada como mantra, alongando soando como ô, pode elevar as emoções, meche com o centro energético que fica na região do coração. Se um músico ou um marqueteiro quer provocar uma sensação de vitória, ou exautção ou simplesmente uma emoção boa, prazerosa, basta fazer uma melodia com um longo ô ô ô. Muitos músicos usam isso, consciente ou inconscientemente, pois não precisam saber disso: ele sente e quer sentir e fazer sentir, porque se sente bem. Outro exemplo, a ideia de universidade nasceu no mundo religioso do oriente e foi trazido para o ocidente pelas ordens esotéricas, os graus, a formatura, a divisão em disciplinas (por exemplo astronomia, matemática, música, filosofia e história já forma materias ensinadas somente em ordens osotéricas ou aulas particulares muito caras), tudo já existia no oriente. Mas o segredo é que se queremos que as pessoas aprendam mais rápido e melhor deveriamos estudar uma matéria depois da outra de cada vez porque não é que a mente se atrapalhe nem mistura as informações, mas que ela as amadurece e simula situações reais dos aprendizados teóricos nos sonhos quando ensinada assim. Se você apresenta vários assuntos de uma só vez a pessoa até desenvolve um processamento de informação melhor, mas nos sonhos isso não é processado da mesma maneira e os sonhos são confusos em relação ao aprendizado não gerando simulações, o resultado é que a pessoa não traduz como poderia o aprendizado em imagens e situações e consequentemente não amadurece. Então que interesse o ocidente tem de ensinar de outra forma ou é simples ignorância? Hoje se pode dizer que é ignorância, mas no passado isso foi usado para manipular as pessoas porque sem amadurecer as ideias elas não aprendem a pensar por si mesmas nem fazer suas próprias escolhas, elas são menos seguras e estão prontas para seguir ordens em vez de tomar decisões. Hoje tomar decisões é mais requerido que seguir ordens então isso está mudando.
Outro exemplo é o sistema de créditos nas universidades, foi criado para dividir as pessoas, as turmas, porque não exige uma sequência obrigatória comum, a falsa liberdade de cada um escolher as disciplinas serve não formar grupos de contato que gerem mais intimidade e consequente discursão e crítica sobre o que é ensinado. Hoje o pensamento crítico é valorizado, então volta o modelo americano de uma parte de conhecimento comum e então a parte mais específica da facudade depois, em que a pessoa escolhe seus próprio caminhos.
Nosso sistema de ensino na ordem mesmo é muito perigoso (isto será abordado em outro tópico), pois se passa apenas individualmente de professor a estudante, como o antigo ensino particular e ainda mais contendo partes secretas. Um professor mal intensionado pode enganar à vontade o estudante se for habilidoso. Pode até usar truques de mágica como muitos ocultistas já fizeram, para enganr seus estudantes. Mas infelizmente isso já nunca foi nenhum segredo e vem sendo mal usado hoje por enganadores. Por outro lado em grupos quanto mais numerosos forem mais possível de haver ali pessoas já combinadas, atores, etc.. Nos evitamos isso de várias maneiras, ensinamos a testar o ensinado, sozinhos, em suas casas. Quem não faz assim e trabalha com cenários de templos e rituaus pode estar sob suspeita, tem grande chance de ser descoberto um engandor.
Estes últimos exemplo nem sequer envolvem coisas mais "ocultas" e são de forte influência. Assim como esses exemplos mais normais existem exemplos mais psicologicos e esotéricos, muitas vezes bem mais perigosos, os quais se usados por alguém mal intensionados podem fazer muito mal, doenças, destruição, morte, etc. e dificilmente podendo ser descoberta a causa maléfica real por trás dessas calamidades. Isto é uma causa que tradicionalmente tem sido apresentada como a principal na manutenção dos segredos.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

ILUMINACIONISMOE

Por Frater I.L.I.V.
Iluminacionismo
Realmente a expressão "esclarecimento libertário" é uma dos significados da palavra iluminacinismo. Iluminação significa claramente duas coisas, despertar, e todo despertar é um esclarecimento, e se libertar. É conhecer a verdade, e isto liberta. então esclarecimento libertário é o mesmo que iluminação.
Iluminação tem duas acepções e elas são interdependentes: esclarecer-se e despertar. Para despertar é preciso certo esclarecimento. Para que o esclarecimento realmente surta efeito, seja esclarecedor é preciso pelo menos algum grau de estar desperto. No oriente se fala de despertamento, mas quando é feita a tradução a grande esmagadoras maioria dos tradutores usa a a palavra iluminação.
E iluminacionismo são os métodos, sistemas, descrições, que vão desde procedimentos, entendimentos até compreensões plenas e plenas realizações desse despertar e dessa liberdade.
O importante é o significado correto disso.  A pessoa atinge a iluminação completa quando ele se torna totalmente desperta, atingindo certo conhecimento que é um tipo de onisciência. Assim, ela é esclarecida de tudo, digamos. Esta é a parte metafísica do conceito, a qual têm sido problemática, pois se apenas poucos aceitam, bem menos são os que entendem (e esse entendimento só pode ser progressivo e em níveis do próprio processo do despertar, não apenas intelectual).
Mas iluminação também é quando se liberta totalmente de tudo, de todas as condições, de todas as limitações do conhecimento verdadeiro, uma libertação plena. Essa libertação significa por outro lado poderes e saberes. Essa é a parte não metafísica do conceito, embora para muitos nem estão claros os limites humanos e da mente humana, nem estão claros os significados da palavra liberdade (e essa liberdade é justamente dentro do máximo das possibilidades, ela não inclui o impossível nem a destruição da lógica, menos ainda da ética e da moralidade, pelo contrário, tem base nestas).
Entretanto, se for apenas um lado desses dois não é a verdadeira e completa iluminação. A verdadeira iluminação implica necessariamente em despertar e libertação. Despertar implica necessariamente em lucidez e saber, conhecimento consciente. E libertação implica necessariamente em purificação, eliminação das obstruções da liberdade e do conhecimento e implica também em poder realizar a vontade e seu propósito.
Observe que essa abordagem coloca um sistema de visão e pensamento completamente diferente do habitual. O habitual, parte do mundo, das coisas, das aparências para o pensamento, a vontade, ações e conhecimento. Este não, este parte da consciência, da vontade, do conhecimento anterior às coisas e fenômenos para o que julgamos conhecer e o que podemos conhecer de fato, o universo dos fenômenos. Em suma, se formos pegar os pontos mais radicais, diríamos que um sistema parte do supostamente conhecido para o desconhecido, e outro, este que quero apresentar, parte do anterior ao conhecimento, do desconhecido para o que se julga conhecido. É uma virada de 180 graus.
Esclarecimento e Despertar Gradual
Mas existem níveis de iluminação. Que podemos didaticamente dividir em dois, a completa e a parcial, quando ainda resta algo a ser feito; a parcial pode ser subdividida ainda em três níveis. No nível parcial podemos chamar esses graus de iluminação de esclarecimento e no nível completo podemos chamar de despertar ou plena e completa iluminação. Ambas as formas de esclarecimento nessa direção são libertadoras. São esclarecimentos libertários. Mas não é apenas um conhecimento teórico ou de ouvir dizer. Têm que ser compressão e uma experiência profundas.
Todo esclarecimento libertário pode contribuir com a iluminação. Iluminacionismo é o sistema que estuda a iluminaciologia, a ciência de como trazer à luz o que está escondido e o que está nas trevas. Então veja que são dois sentidos novamente, de esclarecer, ver o que não se está vendo, ver o que está oculto e ainda outro sentido, de trazer luz, por luz na escuridão, clarear o que está em trevas. Então não só é a visão do que está escindido, mas da própria obscuridade e suas causas, isto é, eliminar os obstáculos à luz, retirar o que está impedindo que a luz chegue, clarear os pontos que estão nas trevas, pois uma luz destrói trevas de milênios, as trevas não prevalecem quando há luz, isto é iluminar. O sistema de estuda, cataloga, classifica, examina, testa, relaciona, explica e enfim esclarece os processos e os sistemas de iluminação, é o iluminacionismo e esse estudo é chamado iluminaciologia, o estudo da iluminação no sentido de despertar e ser liberto.
Em outros artigos e neste mais adiante estudamos e estudaremos o que é e quais os níveis, como ocorre, quais os processos da iluminação. E vamos também discutir o que é a liberdade e a libertação. Pois não se pode ignorar que o conceito de liberdade não é unânime, muitos creem que não há qualquer liberdade nesse mundo, outros que temos absoluta liberdade, mas se descartarmos esses extremos que são absurdos podemos ver com mais clareza a liberdade possível, compararmos com a liberdade mais limitada que temos agora e analisar até que ponto esta pode se estender. Assim podemos compreender o princípio, e porque ele é um princípio supremo.
O entendimento do esclarecimento e da libertação
O entendimento por si só não ilumina, não esclarece, menos ainda a informação, um conhecimento só ilumina quando ele nos altera significativamente; é preciso uma ação mental ou processamento pela mente que recebe essa informação. Assim se a informação for bem entendida e guardada ela gera um conhecimento, mas esse conhecimento só pode ser chamado de uma compreensão quando a pessoa se apossa dele como se ele fosse sua própria descoberta, há essa sensação, que se chama de insight, que pode ser traduzido como compreensão ou uma compreensão mais profunda, que é quando o novo conhecimento se relaciona com outros conhecimentos que existem em nossa mente e até forma um novo conhecimento diferente do primeiro, que veio mais recentemente. Este que é mais amplo e com várias relações e níveis de conhecimento e significado que podem gradativamente serem revelados ou conhecidos pela mente. Só então podemos falar de um esclarecimento de fato.
Isto só acontece quando a pessoa se apossa do conhecimento não como tem livros e informações, mas como se fosse o seu próprio autor. Tal assimilação pode exigir certas experiências e um amadurecimento, que pode se dar pelas relações interiores, isto é, reflexão, pela observação exterior, ou por experiências que podem ser traumáticas ou prazerosas. Assim o sábio lê os símbolos e os avisos dos sinais e os traduz em suas relações interiores, o néscio ou o medíocre precisa ver para entender, às vezes muitas vezes antes que isso aconteça, e o tolo precisa sofrer experiências marcantes (então bem vê-se que a maioria das ordens ocultistas não são para seletos como se diz, mas para os tolos que têm essa necessidade). Talvez possamos dizer que o filósofo é que aproveita todas as três formas da mesma maneira que a primeira e a sistematiza, descobre suas leis e princípios, e às vezes até prevê muitos resultados.
Também não é todo esclarecimento que ilumina, nem tampouco ilumina completamente. Só alguns tipos de esclarecimentos podem ser considerados alguma iluminação ou algum tipo de iluminação da forma como foi escrita acima. E é preciso que se diga com precisão que tipo de esclarecimentos são estes. São os que nos moldes acima descritos produzem libertação e são verdadeiros. Só a verdade pode ser esclarecedora e só a verdade pode libertar. Então esclarecimento libertário é o que revela a verdade e a verdade que liberta, não "uma verdade", não uma "verdade" que aprisiona, mas A Verdade, e não só A Verdade, mas A Verdade que liberta. Então não é qualquer esclarecimento que interessa, nem é qualquer verdade, mas a que liberta, e no mais apenas as que levam a esta,que se relacionam com esta.
Só que existem muitos níveis de conhecimento da verdade que são aprofundamentos de significado ou níveis cada vez mais elevados de significação melhor dizendo e existem muitos níveis de expansão do alcance das verdades e da verdade mesma. Por isso o simples ler, lembrar e saber não pode ser dito sequer um nível de conhecimento, pois para que seja conhecimento pelo menos o nível mais rudimentar de processamento tem que ser realizado, que é a decodificação dos símbolos. As palavras, números, frases, nos seus significados, formando um produto mental completamente diferentes dos símbolos, isto é das letras ou fonemas, que se traduzem em imagens também completamente diferentes dessas, de fenômenos, de fatos, de relações, etc. e desde isto até os reais entendimentos e a compreensão chamada de profunda, quando aqueles significados em relação com outros mais fazem agora parte da mente do conhecedor.
Esclarecimento libertário, portanto, não é a simples informação que se lê ou se declara em algum lugar mas o processo de tomada para si própria, como foi dito acima e em níveis cada vez mais elevados e amplos conforme esta trabalhe, nesses processamentos por parte da mente que se apropria e compreende, tendo muito mais a ver com o que recebe a informação do com o que ou quem a transmite. Isto desde o nível mais simples de entendimento até o mais elevado de esclarecimento ou iluminação ou sabedoria.
Libertário é o que realmente liberta
Liberdade é um princípio supremo, que tem a ver com a vontade mesma, isto é, existente em si e por si mesma, não é simplesmente um conceito ou uma lei, mas um princípio e este princípio determina as possibilidades, não só está contido em possibilidades. É preciso entender que existem leis e princípios inalteráveis, por haverem possibilidades (e limitadas) dentre esses princípios não quer dizer que tudo seja relativo, muito pelo contrário, significa que as possibilidades existem, mas são limitadas. Não é difícil de entender isso. Por exemplo se tivermos dois dados e lançá-los, sempre teremos, se considerarmos a soma dos números que caem virados para cima, um número entre dois e doze. Podemos ter 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11 ou 12, não podemos ter 0, nem 1, nem 13, nem 15, nem 1253, nem qualquer outra soma que não um número inteiro entre dois e doze. Assim podemos entender que entendimento é que liberta, se soubermos também o que é liberdade, quais suas possibilidades e seus limites.
A libertação não é só conhecer as possibilidades e poder escolher como costumam dizer. É aumentar as possibilidades ou conhecer outras possibilidades. Seguindo com o símile acima, é o mesmo que ser informado que você tem outros dois dados, onde eles estão, como chegar até lá, etc. e mais que isso conhecer as chances mais prováveis no lançamento de quatro dados. Você terá mais possibilidades. Mas libertação não é só isso. É poder driblar e até eliminar os obstáculos do conhecimento, os obstáculos que causam as dificuldades, os obstáculos que restringem as possibilidades de realizar a vontade, o propósito de sua vida. Fazendo uma comparação seria como descobrir que os condicionamentos de sua mente, do seu corpo e das suas mãos é que determinam os números entre 2 e 24 que você poderá obter como resultado, e ainda saber como livrar-se desses condicionamentos e poder controlara os resultados dos dados à vontade.
Mas também a verdadeira libertação também não é só isso. São essas duas coisas também, sem dúvida, mas principalmente é a descoberta de que se está num estado alterado de consciência, que limita não só seu conhecimento, mas seu agir, seu falar, suas emoções, sua lucidez, suas lembranças, sua criatividade, suas habilidades e enfim sua satisfação e felicidade. Essa descoberta por si só já é libertadora, mas não muito, liberdade mesmo é livrar-se desse estado, dessa embriaguez, dessas limitações, dessa prisão, desse mundo de fenômenos distorcidos que pensamos ser A realidade. Então liberdade, em sentido último é primeiro voltar ao estado original. É voltar à natureza original, à consciência original, e ao conhecimento original. Isto por si é um supremo esclarecimento, e uma verdadeira liberdade.