sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

ILUMINACIONISMOE

Por Frater I.L.I.V.
Iluminacionismo
Realmente a expressão "esclarecimento libertário" é uma dos significados da palavra iluminacinismo. Iluminação significa claramente duas coisas, despertar, e todo despertar é um esclarecimento, e se libertar. É conhecer a verdade, e isto liberta. então esclarecimento libertário é o mesmo que iluminação.
Iluminação tem duas acepções e elas são interdependentes: esclarecer-se e despertar. Para despertar é preciso certo esclarecimento. Para que o esclarecimento realmente surta efeito, seja esclarecedor é preciso pelo menos algum grau de estar desperto. No oriente se fala de despertamento, mas quando é feita a tradução a grande esmagadoras maioria dos tradutores usa a a palavra iluminação.
E iluminacionismo são os métodos, sistemas, descrições, que vão desde procedimentos, entendimentos até compreensões plenas e plenas realizações desse despertar e dessa liberdade.
O importante é o significado correto disso.  A pessoa atinge a iluminação completa quando ele se torna totalmente desperta, atingindo certo conhecimento que é um tipo de onisciência. Assim, ela é esclarecida de tudo, digamos. Esta é a parte metafísica do conceito, a qual têm sido problemática, pois se apenas poucos aceitam, bem menos são os que entendem (e esse entendimento só pode ser progressivo e em níveis do próprio processo do despertar, não apenas intelectual).
Mas iluminação também é quando se liberta totalmente de tudo, de todas as condições, de todas as limitações do conhecimento verdadeiro, uma libertação plena. Essa libertação significa por outro lado poderes e saberes. Essa é a parte não metafísica do conceito, embora para muitos nem estão claros os limites humanos e da mente humana, nem estão claros os significados da palavra liberdade (e essa liberdade é justamente dentro do máximo das possibilidades, ela não inclui o impossível nem a destruição da lógica, menos ainda da ética e da moralidade, pelo contrário, tem base nestas).
Entretanto, se for apenas um lado desses dois não é a verdadeira e completa iluminação. A verdadeira iluminação implica necessariamente em despertar e libertação. Despertar implica necessariamente em lucidez e saber, conhecimento consciente. E libertação implica necessariamente em purificação, eliminação das obstruções da liberdade e do conhecimento e implica também em poder realizar a vontade e seu propósito.
Observe que essa abordagem coloca um sistema de visão e pensamento completamente diferente do habitual. O habitual, parte do mundo, das coisas, das aparências para o pensamento, a vontade, ações e conhecimento. Este não, este parte da consciência, da vontade, do conhecimento anterior às coisas e fenômenos para o que julgamos conhecer e o que podemos conhecer de fato, o universo dos fenômenos. Em suma, se formos pegar os pontos mais radicais, diríamos que um sistema parte do supostamente conhecido para o desconhecido, e outro, este que quero apresentar, parte do anterior ao conhecimento, do desconhecido para o que se julga conhecido. É uma virada de 180 graus.
Esclarecimento e Despertar Gradual
Mas existem níveis de iluminação. Que podemos didaticamente dividir em dois, a completa e a parcial, quando ainda resta algo a ser feito; a parcial pode ser subdividida ainda em três níveis. No nível parcial podemos chamar esses graus de iluminação de esclarecimento e no nível completo podemos chamar de despertar ou plena e completa iluminação. Ambas as formas de esclarecimento nessa direção são libertadoras. São esclarecimentos libertários. Mas não é apenas um conhecimento teórico ou de ouvir dizer. Têm que ser compressão e uma experiência profundas.
Todo esclarecimento libertário pode contribuir com a iluminação. Iluminacionismo é o sistema que estuda a iluminaciologia, a ciência de como trazer à luz o que está escondido e o que está nas trevas. Então veja que são dois sentidos novamente, de esclarecer, ver o que não se está vendo, ver o que está oculto e ainda outro sentido, de trazer luz, por luz na escuridão, clarear o que está em trevas. Então não só é a visão do que está escindido, mas da própria obscuridade e suas causas, isto é, eliminar os obstáculos à luz, retirar o que está impedindo que a luz chegue, clarear os pontos que estão nas trevas, pois uma luz destrói trevas de milênios, as trevas não prevalecem quando há luz, isto é iluminar. O sistema de estuda, cataloga, classifica, examina, testa, relaciona, explica e enfim esclarece os processos e os sistemas de iluminação, é o iluminacionismo e esse estudo é chamado iluminaciologia, o estudo da iluminação no sentido de despertar e ser liberto.
Em outros artigos e neste mais adiante estudamos e estudaremos o que é e quais os níveis, como ocorre, quais os processos da iluminação. E vamos também discutir o que é a liberdade e a libertação. Pois não se pode ignorar que o conceito de liberdade não é unânime, muitos creem que não há qualquer liberdade nesse mundo, outros que temos absoluta liberdade, mas se descartarmos esses extremos que são absurdos podemos ver com mais clareza a liberdade possível, compararmos com a liberdade mais limitada que temos agora e analisar até que ponto esta pode se estender. Assim podemos compreender o princípio, e porque ele é um princípio supremo.
O entendimento do esclarecimento e da libertação
O entendimento por si só não ilumina, não esclarece, menos ainda a informação, um conhecimento só ilumina quando ele nos altera significativamente; é preciso uma ação mental ou processamento pela mente que recebe essa informação. Assim se a informação for bem entendida e guardada ela gera um conhecimento, mas esse conhecimento só pode ser chamado de uma compreensão quando a pessoa se apossa dele como se ele fosse sua própria descoberta, há essa sensação, que se chama de insight, que pode ser traduzido como compreensão ou uma compreensão mais profunda, que é quando o novo conhecimento se relaciona com outros conhecimentos que existem em nossa mente e até forma um novo conhecimento diferente do primeiro, que veio mais recentemente. Este que é mais amplo e com várias relações e níveis de conhecimento e significado que podem gradativamente serem revelados ou conhecidos pela mente. Só então podemos falar de um esclarecimento de fato.
Isto só acontece quando a pessoa se apossa do conhecimento não como tem livros e informações, mas como se fosse o seu próprio autor. Tal assimilação pode exigir certas experiências e um amadurecimento, que pode se dar pelas relações interiores, isto é, reflexão, pela observação exterior, ou por experiências que podem ser traumáticas ou prazerosas. Assim o sábio lê os símbolos e os avisos dos sinais e os traduz em suas relações interiores, o néscio ou o medíocre precisa ver para entender, às vezes muitas vezes antes que isso aconteça, e o tolo precisa sofrer experiências marcantes (então bem vê-se que a maioria das ordens ocultistas não são para seletos como se diz, mas para os tolos que têm essa necessidade). Talvez possamos dizer que o filósofo é que aproveita todas as três formas da mesma maneira que a primeira e a sistematiza, descobre suas leis e princípios, e às vezes até prevê muitos resultados.
Também não é todo esclarecimento que ilumina, nem tampouco ilumina completamente. Só alguns tipos de esclarecimentos podem ser considerados alguma iluminação ou algum tipo de iluminação da forma como foi escrita acima. E é preciso que se diga com precisão que tipo de esclarecimentos são estes. São os que nos moldes acima descritos produzem libertação e são verdadeiros. Só a verdade pode ser esclarecedora e só a verdade pode libertar. Então esclarecimento libertário é o que revela a verdade e a verdade que liberta, não "uma verdade", não uma "verdade" que aprisiona, mas A Verdade, e não só A Verdade, mas A Verdade que liberta. Então não é qualquer esclarecimento que interessa, nem é qualquer verdade, mas a que liberta, e no mais apenas as que levam a esta,que se relacionam com esta.
Só que existem muitos níveis de conhecimento da verdade que são aprofundamentos de significado ou níveis cada vez mais elevados de significação melhor dizendo e existem muitos níveis de expansão do alcance das verdades e da verdade mesma. Por isso o simples ler, lembrar e saber não pode ser dito sequer um nível de conhecimento, pois para que seja conhecimento pelo menos o nível mais rudimentar de processamento tem que ser realizado, que é a decodificação dos símbolos. As palavras, números, frases, nos seus significados, formando um produto mental completamente diferentes dos símbolos, isto é das letras ou fonemas, que se traduzem em imagens também completamente diferentes dessas, de fenômenos, de fatos, de relações, etc. e desde isto até os reais entendimentos e a compreensão chamada de profunda, quando aqueles significados em relação com outros mais fazem agora parte da mente do conhecedor.
Esclarecimento libertário, portanto, não é a simples informação que se lê ou se declara em algum lugar mas o processo de tomada para si própria, como foi dito acima e em níveis cada vez mais elevados e amplos conforme esta trabalhe, nesses processamentos por parte da mente que se apropria e compreende, tendo muito mais a ver com o que recebe a informação do com o que ou quem a transmite. Isto desde o nível mais simples de entendimento até o mais elevado de esclarecimento ou iluminação ou sabedoria.
Libertário é o que realmente liberta
Liberdade é um princípio supremo, que tem a ver com a vontade mesma, isto é, existente em si e por si mesma, não é simplesmente um conceito ou uma lei, mas um princípio e este princípio determina as possibilidades, não só está contido em possibilidades. É preciso entender que existem leis e princípios inalteráveis, por haverem possibilidades (e limitadas) dentre esses princípios não quer dizer que tudo seja relativo, muito pelo contrário, significa que as possibilidades existem, mas são limitadas. Não é difícil de entender isso. Por exemplo se tivermos dois dados e lançá-los, sempre teremos, se considerarmos a soma dos números que caem virados para cima, um número entre dois e doze. Podemos ter 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11 ou 12, não podemos ter 0, nem 1, nem 13, nem 15, nem 1253, nem qualquer outra soma que não um número inteiro entre dois e doze. Assim podemos entender que entendimento é que liberta, se soubermos também o que é liberdade, quais suas possibilidades e seus limites.
A libertação não é só conhecer as possibilidades e poder escolher como costumam dizer. É aumentar as possibilidades ou conhecer outras possibilidades. Seguindo com o símile acima, é o mesmo que ser informado que você tem outros dois dados, onde eles estão, como chegar até lá, etc. e mais que isso conhecer as chances mais prováveis no lançamento de quatro dados. Você terá mais possibilidades. Mas libertação não é só isso. É poder driblar e até eliminar os obstáculos do conhecimento, os obstáculos que causam as dificuldades, os obstáculos que restringem as possibilidades de realizar a vontade, o propósito de sua vida. Fazendo uma comparação seria como descobrir que os condicionamentos de sua mente, do seu corpo e das suas mãos é que determinam os números entre 2 e 24 que você poderá obter como resultado, e ainda saber como livrar-se desses condicionamentos e poder controlara os resultados dos dados à vontade.
Mas também a verdadeira libertação também não é só isso. São essas duas coisas também, sem dúvida, mas principalmente é a descoberta de que se está num estado alterado de consciência, que limita não só seu conhecimento, mas seu agir, seu falar, suas emoções, sua lucidez, suas lembranças, sua criatividade, suas habilidades e enfim sua satisfação e felicidade. Essa descoberta por si só já é libertadora, mas não muito, liberdade mesmo é livrar-se desse estado, dessa embriaguez, dessas limitações, dessa prisão, desse mundo de fenômenos distorcidos que pensamos ser A realidade. Então liberdade, em sentido último é primeiro voltar ao estado original. É voltar à natureza original, à consciência original, e ao conhecimento original. Isto por si é um supremo esclarecimento, e uma verdadeira liberdade.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

A   T E O R I A   D O   E T E R N O   R E T O R N O   I N F E R N A L

 P o r   F r a t e r   I . L . I . V .
 S e g u n d o   u m a   e x p l i c a ç ã o   m u i t o   o c u l t a ,   q u e   v o u   r e v e l a r   e m   p a r t e ,   d e s d e   c e r t a   é p o c a   j á   f o m o s   j u l g a d o s   e   c o n d e n a d o s   e   d e   f a t o   e s t a m o s   n o   l a g o   d e   f o g o .   M a s   c o m o   J e s u s   d e s c e u   a o   i n f e r n o   ( e   o   q u e   f e z   l á ,   o u   m e l h o r ,   a q u i ? )   e   d e i x o u   u m a   p r e g a ç ã o   p a r a   o s   h a b i t a n t e s   d a q u e l e   l u g a r   t e m o s   u m a   s a í d a .   Q u e   p r e g a ç ã o   f o i   e s t a ?   É   a   q u e   c o n h e c e m o s ,   é   o   q u e   e s t á   e s c r i t o   n o   n o v o   t e s t a m e n t o ,   e s s e   é   o   n o v o   t e s t a m e n t o ,   é   a   h e r a n ç a   q u e   d e i x o u   d e s d e   e n t ã o   p a r a   n ó s .   N a   v e r d a d e   d e p o i s   q u e   J e s u s   v e i o   n a   t e r r a   e   q u a n d o   r e t o r n o u   ( s e g u n d o   e s s a   t e o r i a   e l e   j á   r e t o r n o u   e   j á   j u l g o u )   j á   n o s   c o n d e n o u .   M a s   c o m o   s u a   m i s e r i c ó r d i a   é   i n f i n i t a   v i v e m o s   n e s s e   s o n h o   i n f e r n a l ,   d e s t e   m u n d o   p a r a l e l o   e   s u a   h i s t ó r i a ,   e m b o r a   s e m   s e n t i r   a s   p e n a s   d o   l a g o   d e   f o g o   c o m p l e t a m e n t e ,   a p a r e n t e m e n t e   v i v e n d o   e   m o r r e n d o   m u i t a s   v e z e s   a o   l o n g o   d e s s e s   m i l ê n i o s ,   p o i s   s u a   p a l a v r a   n ã o   v o l t a   a t r á s ,   a   c a d a   u m   é   d a d o   v i v e r   u m a   v e z   e   d e p o i s   o   j u l g a m e n t o ,   c o m o   e s t á   e s c r i t o   e m   H e b r e u s .  
 E n t ã o   q u a n d o   n a s c e m o s   d e   n o v o   n a   v e r d a d e   n ã o   n a s c e m o s ,   n a   v e r d a d e   m e s m o   n e m   m o r r e m o s ,   a p e n a s   a p a g a m o s ,   e s q u e c e m o s   t u d o   e   v o l t a m o s   c o m o   s e   f o s s e m o s   o u t r a   p e s s o a ,   u m   n o v o   f e t o ,   m a s   é   a   m e s m a   v i d a   e   a   m e s m a   p e s s o a .   J e s u s   e s t á   n o s   d a n d o   c h a n c e s   i n f i n i t a s   d e   o u v i r m o s   s u a s   p a l a v r a s .   M a s   e n q u a n t o   n ã o   o u v i m o s   e s t a m o s   r e a l m e n t e   c o n d e n a d o s   i n d e f i n i d a m e n t e ,   a l g u n s   p o d e m ,   s e   a s s i m   q u i s e r e m ,   r e s i s t i r   p o r   t o d a s   a s   v i d a s ,   e n t ã o   e s t á   c o n d e n a d o   a   e s s e   e t e r n o   r e t o r n o ,   e s q u e c e r   d e   t u d o   e   c o m e ç a r   d e   n o v o ,   c o m o   u m a   d o e n ç a ,   u m a   a m n é s i a   i n c u r á v e l ,   m a s   e m   c o m p e n s a ç ã o   p e r d e   a q u e l e   d u r e z a   d e   c o r a ç ã o   e   o r g u l h o   q u e   c o n s t r u i u   d u r a n t e   u m   d e s s e s   i n t e r v a l o s   e   r e a l m e n t e   t e m   u m a   n o v a   c h a n c e .   G o s t o   d e s s a   t e o r i a .   E s t o u   s e n d o   b e m   r e s u m i d o   s o b r e   e l a ,   m a s   c r e i o   q u e   e s s a   e x p l i c a ç ã o   é   s u f i c i e n t e   p a r a   v o c ê   p e r c e b e r   q u e ,   s e j a   o u   n ã o   v e r d a d e ,   n ã o   a d i a n t a   n a d a   v i v e r   v á r i a s   v e z e s ,   v o c ê   e s q u e c e   t o d o   o   a p r e n d i d o ,   p e r d e   t u d o   e   t o d o s   o s   q u e   a m a   e   n ã o   a d i a n t a   d i z e r   q u e   o s   r e e n c o n t r a ,   p o i s   n ã o   s a b e   d i s s o ,   n ã o   e s t á   c o n s c i e n t e   d i s s o .
 D e   q u e   a d i a n t a   v i v e r   m u i t a s   v e z e s   s e   n ã o   l e m b r a   d e   n a d a ?   A   p e s s o a   m a i s   a m a d a   n u m a   v i d a   e s t a r i a   s u j e i t a   a   s e r   a   m a i o r   i n i m i g a   e m   o u t r a   e   a   m a i s   o d i a d a   s e r   s e u   c ô n j u g e ,   p a i   o u   f i l h a .   Q u e   m o r a l   é   e s s a ?   Q u e   a p r e n d i z a d o   s e   p o d e r i a   o b t e r   d i s s o ,   a l g o   t o t a l m e n t e   i n c o n s c i e n t e   e   q u e   s e   e s q u e c e   e   p e r d e   p e r i o d i c a m e n t e ?   É   c o m o   s e   o   p r o f e s s o r   d e p o i s   d o   i n s u c e s s o   d o   a l u n o   r e p r o v a d o   d i s s e s s e   v o c ê   v a i   t e r   q u e   r e p e t i r   a   s é r i e   t o d a ,   m a s   a n t e s   d i s s o   d e i x e   e u   a p a g a r   s u a   m e m ó r i a   p a r a   q u e   v o c ê   n ã o   p o s s a   a p r o v e i t a r   c o n s c i e n t e m e n t e   n e n h u m a   d e s s a s   e x p e r i ê n c i a s   e   i n f o r m a ç õ e s .   E s s a   e x p l i c a ç ã o   s e r v e   p a r a   m o s t r a r   q u e   c r e r   n u m a   e v o l u ç ã o   m e c â n i c a   e   o b r i g a t ó r i a ,   s e j a   p e l a   p r ó p r i a   n a t u r e z a   d o   p r o c e s s o   o u   p e l a   v o n t a d e   d e   D e u s   s ó   p o d e   s e r   e n g a n o   o u   e s t u p i d e z ,   p o i s   é   o   m e s m o   q u e   d i z e r   q u e   D e u s   n ã o   d e u   l i b e r d a d e   e   q u e   f o r ç o s a m e n t e   d e   u m   j e i t o   o u   d e   o u t r o   v o c ê   u m a   d i a   v a i   e v o l u i r .   D e u s   d e u   o p ç õ e s ,   i n c l u s i v e   d e   s e   s e p a r a r   d e l e .   E   i n f e r n o   é   j u s t a m e n t e   i s s o ,   s i g n i f i c a   e x a t a m e n t e   i s s o ,   a   s e p a r a ç ã o   d e   D e u s .   V o c ê   e s t á   c o m   D e u s   a g o r a   o u   e s t á   n o   i n f e r n o ?   R e f l e t i n d o   d e s s a   m a n e i r a   e s s a   t e o r i a   f a z   m u i t o   s e n t i d o   e   t e m   p e l o   m e n o s   o   e f e i t o   d i d á t i c o   d e   m o s t r a r   a   i l u s ã o   i n f e r n a l   q u e   é   a   s e d u ç ã o   d e s s e   m u n d o   e   d e   c e r t a s   c r e n ç a s   i r r a c i o n a i s   q u e   n o s   c o n d e n a m   a   e s t a g n a ç ã o .

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

UNIVERSALIDADE DOS PRINCÍPIOS

Todas as religiões e religiosos estão incompletas ou enfraquecidas quanto ao equilíbrio dos três princípios. Deus é triuno  e assim também somos. E assim também deveria ser o ensino verdadeiro. Deus é pai, filho e Espírito Santo, e nós  somos espírito, mente e corpo. O Uno é consciência, amor e vontade e nós também somos. O budismo e o taoísmo visam só  consciência e amor, o cristianismo e o thelemismo amor e vontade, o hermetismo a a yoga consciência e vontade, o gnosticismo visa só consciência e... Então vem essas religiões mais incompletas ainda, e as falsas, e as inferiores de quais nem devemos falar.
Nós precisamos descobrir, conhecer e desenvolver esses três aspectos em nós mesmos em toda a nossa vida. Não se trata de ser bem sucedido, ou rico ou feliz ou religioso ou espiritualizado etc.. Nada disso vale qualquer coisa se simplesmente morremos depois, mesmo que fôssemos voltar para cá de novo. Se trata de descobrir e ser quem nós somos realmente, plenamente conscientes disso e de realizar o que viemos fazer aqui.
É isso que fazemos. Isso é a única coisa que realmente pode satisfazer completamente. Trata-se de saber e realizar, se tornar sábio e então poder partir em paz sabendo para onde vai, e não voltar mais, como dizem, esquecidos de tudo. Ir para o seu lugar. É disso que tratamos...
O PRICÍPIO DO PRINCÍPIO - A TRIUNIDADE
Eu poderia ficar enumerando equivalências e explicando cada uma delas em seu contexto histórico e seu contexto universal, mas não é isso que interessa. O que importa é que entedamos esses três pricípios e suas leis no que se refere a nós e nosso caminho.
A triunidade se aplica ao Uno, aos mundos e a nós (e ao nosso caminho, mas isso é falado em outro artigo). No mundo a triunidade é diferente da triunidade suprema, consciência-mente-vontade, no mundo é consciência-mente-forma. Deus é consciência (espírito), mente (atributos e características) e vontade (logos, palavra, verbo, ação). Estes são chamados Pai, Filho e Espírito Santo ou dharmakaya, Sambogakaya e nirmanacaya, "corpo" da verdade, corpo do deleite (ou desfrute ou sabedoria...) e corpo de manifestação.
Esses dois conceitos, sínteses dos modernos conceitos ocidental e oriental respectivamente significam o que nós estudamos como nous (consciência)-agape (amor incondicional ou afeição...)-thelema (vontade, intenção).
Deus pai é a consciência original, Deus filho é a vontade de Deus sempre manifesta de alguma maneira, e Deus espírito é a mente divina.
Só podem existir mundos se houver uma consciência suporte, pois tudo que existe só pode existir na consciência (lei de existência), a consciência é passiva, testemunha, assiste, contém. sendo a consciência passiva ela não pode produzir algo a não ser que haja uma intenção, a intenção  é ativa, é dinâmica, é movimento e resistência, é a vontade. Mas para que a manifestação da vontade não seja uniforme e unidireçional é preciso que haja uma preferências, atração e repulsão, é preciso que haja afeição por um certo tipo de existência.
E é isso que vemos, um universo múltiplo, complexo e que teve um começo. Então temos aí uma nova big-bang teory completa.
Tudo que existe é devido a isso. Tudo que existe só pode existir porque áa uma inteligência, consciência que projeta um universo segundo sua vontade porque gosta disso, ama um universo e seres assim, como os fez, e ama incondicionalmente, se não fosse assim não teria criado como acima fica um pouco demonstrado, seria impossível. É claro que toda essa nossa "cabala futurista" está aqui extremamente resumida e não contém todos os elementos necessários a essa explicação e compreensão, mas temos agora o suficiente em conceitos para entender o que precisamos.
Nós temos essa semlhança de Deus (que pode ser percebido por nós na sua triunidade), pois somos seres triunos. Mas o mundo também é triuno em todas as suas dimensões, consciência (pois é existente), mente (natureza, leis, representação, atração) e vontade (forma, matéria-energia, resistência, repulsão). E cada partícula do cosmo contém as mesmas, é um microcosmo. Vejamos por exemplo o átomo, possui massa positiva, prótons; possui carga negativa, elétrons; e possui carga neutra, nêutrons. E mesmo que não tenha nêutrons possui cargas de atração e repulsão. Entre os prótons e elétrons não existe vazio, é cheio de energia, não existe vazio em lugar nenhum.
NO mundo há triunidade de três sensações sempre: consciência que testemunha como um fluxo de instantes (fluxo no tempo), mente que sente, percebe e registra (o sentido que capta dos outros sentidos), e objetos mentais (os percebidos e registrados que vão desde os mais abstratos aos mais concretos). Sendo que a consciência no mundo é de objetos e mente, a mente contém os objetos e fenômenos e estes são as formas que são a perspectiva da vontade no mundo.
Consciência e mente não têm forma. No mundo a forma é sentida como material, em qualquer mundo, pois se refere a forma, por mais sutil, energética ou etérea que seja em relação a outro ela é sentida como resistência, mais ou menso sutil, mais ou menos maleável; variando como vemos não só de mundo para mundo mas num mesmo mundo também constituindo enorme variedade.
Nós enquanto seres somos semelhantes ao mundo, consciência-mente-corpo. Mas enquanto verdade última ou individualidade "interior" ou verdadeira somos semelhantes a Deus, consciência (espírito)-mente (alma)-vontade (forma). Só que em nós ocorre algo, digamos, inapropriado, que veremos depois, que é o desvio e multi-diferenciação da vontade a partir da livre vontade numa direção imitadora e aprisionadora. Então temos uma forma semelhante ao mundo que faz parte desse e de seus processos de transformação e isto é tão marcante enquanto experiência que muitos se identificam com essa manifestação, ainda que muitos outros se identifiquem mais com a mente, e ainda relativamente poucos com a consciência.
Qualquer dessas identificações está errada porque temos uma interferência na consciência-mente-forma original devido a esse processo consciência-mente forma desviada. De modo que temos uma forma original e uma forma material biológica, temos uma mente original e uma persona construída no mundo, e temos um consciência original espiritual e uma consciência biológica limitada, aprisionada e iludida, isto é, vendo uma mistura de verdade e projeções, como uma miragem ou alucinação num cenário perigoso.
Então é difícil conhecer algo além desse mundo e dessa dimensão visto que estamos sempre enredados por essas condições que sequer sabemos distinguir bem. Estamos em resumo verdadeiramente condicionados a essa dimensão.
Então o que interessa nisso tudo é como libertar-se desse condicionamento se quisermos ver alguma coisa além ou se quisermos ir mais longe ainda e descobri o que realmente somos e o que estamos fazendo aqui, e para onde vamos e se existe algum proposito para nossa existência. O que importa é saber o que temos que fazer para isso, o resto acessório para deleite intelectual ou simplesmente atrativos diverso para trazer as pessoas ao que realmente interessa, sua liberdade e que conheçam a verdade por si mesma, não porque alguém disse.
UM MÉTODO CIENTÍFICO DE RELIGIÃO?
Observe que não precisaríamos ir muito mais além (embora hajam muitos outros aspectos e detalhes) para perceber que isso também é um dos significados do que dizemos quando afirmamos que vivemos um mundo de ilusão. Vivemos nos identificamos com cópias baratas, ou melhor, perecíveis, suscetíveis a inúmeras limitações e enganos, do que realmente somos.
Vamos ver o que podemos fazer. Vamos descobrir o que somos nós primeiro, para então podermos fazer alguma coisas. Ainda temos certa "quantidade" de vontade livre, não condicionada por esses enganos, que é o que realmente somos. Essa parte é a vontade original, pura, é a única coisa que realmente somos de maneira diferenciada dos outros. Ela é também a única parte ativa em nós e realmente independente, mas precisamos distingui-la da vontade aparente, os múltiplos quereres condicionados, desejos e impulsos, naturais ou aprendidos, que são também, como o restante, dependentes e incondicionados. Existem poucas pessoas neste caminho de despertar porque também é o mais perigoso. Despertar pela vontade em vez de pela consciência e ou devoção (amor)? Sim também, mas não quer dizer que não devamos trabalhar os outros dois do mesmo modo, e sim que enfatizamos o da vontade (thelema) igualmente ao despertar da consciência pura (nous) e do amor (agape).
 Todo o resto que pensamos ser nós mesmos de fato não é nem nosso, nem está sob nosso inteiro controle, ou é algo dependente e condicionado (mente e objetos mentais) ou é neutro e igual ao de qualquer outra pessoa (consciência pura). Tudo se enquadra nas seguintes categorias: objetos da consciência, mente e objetos mentais (incluindo o que pensamos, o mundo, a matéria, as pessoas, nossas características pessoais e nossos corpos, etc.) que são condicionados e dependentes; e (2) consciência pura, verdadeira, limpa como um espelho perfeito limpo e polido, que é neutra e igual a qualquer outra de qualquer outro ser. Porque a consciência é essencial e primordial, mas ela é igual a de qualquer outro ser, vazia como um espelho que apenas reflete imagens, vistas como seus conteúdos, condicionados.
Só que nisso também há uma vantagem, ela é como a de Deus, ela é igual, ela é a parte dele em nós, é o sopro vital de Deus em nós, o nosso espírito, vindo de Deus, a partícula de Deus em nós, que se conserva igual desde o princípio, original, intacta, intocável. Ela é vista separadamente apenas de maneira didática, pois na verdade ela também constitui uma triunidade, com a vontade original e a afeição original, esta afeição é o amor puro, incondicional, principalmente pelo que é objetivo de sua vontade, por isso o busca incansavelmente e não estará jamais feliz e satisfeita enquanto não o estiver cumprindo.
Contudo a consciência de Deus não tem limites e obstruções (além de ter acesso a todos os instantes simultaneamente) e a nossa embora seja infinita como a dele está cheia de obstruções que impedem de ter consciência de muitas coisas. Precisamos apenas conhecê-la como ela realmente é, pura luminosa e desobstinada, reconhecê-la. Mas para isso precisamos eliminar os obstáculos, os condicionantes que a limitam, nem que seja por alguns momentos quando vamos investigar a verdade (e temos métodos para isso). Esses condicionantes são como sujeiras no espelho, a saber, as emoções negativas, ódio, aversão, os desejos e tendências insalubres e egoístas, cobiça, arrogância, inveja, etc.. De que adiantaria olhar a verdade por um espelho sujo que faz ver imagens que não estão de fato lá? Precisamos limpá-lo.
Não adianta dizer que não há espelho nem onde a sujeira se sustente quando justamente esse espelho é o que vê, a testemunha, a consciência, e nós sabemos que há um que vê, e nós sabemos que há visões (independentemente de onde, ou do que sejam essas visões ou se elas são reais ou não, o fato é que há e sempre haverá visão de algo), e nós vamos um pouco mais além, baseados em nossa experiência e de vários outros, e dizemos que as visões estão distorcidas e nos iludindo justamente porque há uma sujeira no espelho. E nós estamos vendo essa sujeira também (por isso dizemos que o caminho chamado da não-mente é infrutífero e o da mente-única produz fruto). Embora essas visões dos obstáculos estejam também vistas de forma distorcida (mas quando removemos alguma delas já enxergamos algo que elas escondiam) nós sabemos que existe uma visão clara exatamente quando as removemos mesmo que por alguns instantes quando nos sentamos fazendo alguma prática voltada a isso. Não adianta complicar o que é simples, nem simplificar em excesso, mutilando, o que é complexo. Esta ideia é simples e facilmente verificável por qualquer pessoa. Um caminho em que você se dedica toda uma vida para talvez lá num futuro distante ter um vislumbre de realidade ou uma promessa de libertação realmente não vale a pena, pode ser um engano ou enganação.
Nós também não somos a mente porque, além de ser condicionada, dependente e não estar totalmente sob nosso controle, esta muda, se transforma e é construída e desconstruída várias vezes durante na vida. O que ela tem de original? Todas as diferenças entre as mentes são apenas devido a condicionante biológicos e da experiência, ela não é o que somos, tudo que está nela veio "de fora". Se acreditamos que somos mente é como se fossemos vítimas do ambiente, pois mesmo nossas escolhas estão condicionadas a ele. E nem sequer conhecemos nossa mente, pouco dela aparece na consciência, uma parte muito pequena de toda sua atividade. Ela pensa e sente por si mesma, em grande parte independente de nossa vontade. Mas também nisso está uma ferramenta: ela trabalha automaticamente e pode ser reprogramada e comandada em parte pela vontade para fazer o que for necessário para nosso desenvolvimento e vai trabalhar automaticamente para nós. Precisamos de meios de colocá-la a nosso serviço, mas antes precisamos conhecê-la de fato e não apenas a parte que aparece em nossa continência, mas também o que está nos chamados as vezes de subconsciente e inconsciente.
A única coisa que realmente somos nós até aqui é a livre vontade, a vontade pura. Precisamos do mesmo modo que as outras duas descobri-la na sua originalidade, separado das demais e dos condicionamentos e desvios da verdadeira vontade.
Então em suma nosso método primeiro envolve conhecer, por si mesmo, de forma empírica, testemunhar. E observando de forma criteriosa e científica conhecer primeiro o que nós mesmos realmente somos, a triunidade original, consciência pura original (nous), afeição original (agape) e vontade pura original (thelema). Nesse caminho inevitavelmente vamos também conhecer ou pelo menso descobrir muito sobre a parte condicionada, atuais e temporais objetos da consciência: mente (dito nosso mundo subjetivo) e objetos mentais (nosso mundo do subjetivo ao objetivo) e o que costuma se chamar de nosso mundo que também é uma triunidade: (1) aparente consciência de si, ou seja, consciência de uma consciência própria que testemunha; (2) consciência de mente e objetos mentais aparentemente interiores que são as sensações mentais; e (3) consciência de objetos mentais aparentemente exteriores que as sensações materiais fenomênicas e de sentidos. Se essas três são apenas impressões ou se são aspectos da mesma coisa, ou mesmo se as três bases disso são também apenas uma única coisa é outro assunto para mais adiante e que precisa também ser descoberto pelo estudante praticante.
O MÉTODO NA PRÁTICA
O método tem sido chamado de religioso, mais por identificação dele com diferentes práticas de diferentes religiões do que pelo que ele é em si, um método, científico, de realizar algo próprio da religião, a religação com Deus, a purificação espiritual e o retorno à natureza original.
Nós propomos na verdade um método que tem que ser primeiro científico, embora utilize técnicas já consagradas em algumas religiões, que complementa, auxilia, potencializa, investiga e dá provas e garantias da eficácia de certos procedimentos, da realização plena dos resultados esperados e da realidade do descrito e ou prometido. Assim podemos dizer que se trata de um método científico que tem objetivo religioso, isto é, não só de conhecer a nós mesmos e a realidade tal qual é e suas leis, mas também de retornar a um estado original, de religação. Isto em primeiro lugar. E tanto secundariamente quanto como um efeito colateral terminamos descobrindo algumas coisas sobre os métodos das religiões; sobre as naturezas e os mundos; e sobre os seres e nós mesmos. Podemos ainda dizer que se trata de investigar cientificamente os métodos e conclusões das religiões; ou ainda da investigação sobre a realidade dos seus objetivos últimos e também dos secundários. Mas por que nos identificam tanto com as religiões e até nos acusam de sermos uma religião eclética ou um sincretismo (o que não somos)? Vejamos.
Usamos o método da atenção vigilante e da meditação zen budista (que vem das disciplinas ou psicologias que restaram do budismo e taoísmo primordiais) para conhecer a consciência só, isolada, pura, original. E nesse processo também conheceremos a mente automática porque ela não vai parar só porque decidimos parar, ela vai levar muito tempo para concordar conosco em parar ou em não atrapalhar e colaborar; ela vai continuar sua atividade de várias maneiras, como já sabem todas as pessoas que meditam ou praticam zazen ou mindfulness, então vamos simplesmente observá-la também, boa parte do tempo, aí teremos a completa certeza que ela não pode ser chamada de um eu ou minha mente, pois veremos que ela age sozinha como bem lhe apraz. Mas também por vezes teremos intervalos de controle e outros sem nenhuma interferência dela nem do que se chamam impurezas, então veremos a consciência pura, clara e lúcida tal qual ela realmente é.
Também usamos o que evolui como ciência desde as ciências antigas, da yoga, do hermetismo, da alquimia e da gnosis, para conhecer nossa verdadeira vontade, única e ultimal, que é a razão de tudo, que é a razão da nossa própria existência, que é o plano original de Deus para nós. Aqui a alma (mente) é convidada a desapegar-se cada vez mais da matéria de baixo (corpo material, mundo material e suas demandas) e voltar-se para cima, para sua verdadeira natureza imutável e imortal, o espírito (consciência-afeição-vontade original). Nisto se resume todo o processo chamado alquimia espiritual ou simplesmente alquimia, bem descrito e sintetizado na tábula esmeraldina. E do mesmo modo, no trabalhar e conhecer dessas hoje, na prática desses experimentos e exercícios, no processo de obter esse conhecimento, adquiriremos uma série de outros tantos conhecimentos sobre as naturezas e os mundos e sobre os seres e nós mesmos.
Usamos o que foi preservado do cristianismo primevo, o cristianismo primitivo, original, cristianismo no sentido da palavra, não o cristianismo religioso ou cultural, isto fazemos para realizar a única religião verdadeira, no sentido da palavra, que independe de qualquer religiosidade, isto é, reunião, religação verdadeira e possível: a da nossa triunidade primordial e verdadeira à triunidade de Deus em seu plano original, religação esta que é feita através do filho em nós e de nós como filhos... E do mesmo modo como nas anteriores no realizar disso, na prática desses e uso desses princípios universais, adquiriremos uma série de outros tantos conhecimentos, transformações sobre nós mesmos; e ao final do processo a realização plena do objetivo original e do acesso ao nosso ser plenamente restaurado à natureza original e ao plano original.
E usamos todos esses métodos e outros para descobrir a verdade das coisas, de tudo e do todo. Esse método chama-se de gnosis. Gnosis no sentido da palavra, não como diz-se que os gnósticos antigos acreditavam nem como os gnósticos de hoje tentam confundir, mas uma forma de conhecer plenamente. É um tipo de ciência, uma ciência do conhecimento, do modo de conhecer e daquilo que conhece; uma ciência do que toma ciência, a testemunha, a consciência. Não estamos falando das doutrinas diferentes das várias escolas que foram chamadas de gnósticas no início deste milênio, nem estamos nos referindo a esse "gnosticismo" misturado ou da "nova era" (neognosticismo) que têm sido apresentado desviando os buscadores, nem tampouco o gnosticismo que ao contrário se dividia em inúmeras seitas sectárias em sua maior parte desde o início e ao longo de toda a história. Estamos falando de um método, um modo de conhecer seguro onde a divisão entre conhecedor, conhecido e processo de conhecer desaparece, sobrando a realidade do conhecimento puro e inteiro, completo, ou o conhecimento real.
Então se por um lado temos um papel científico como foi resumido acima sobre nosso estudo, pesquisa e métodos, por outro temos um papel no resgate histórico e moral através da pesquisa das fontes originais eficazes das práticas religiosas, dos seus princípios, de suas sabedorias e de seus resultados.
COMO REALIZAMOS ISSO?
O que pôde ser descrito aqui é apenas o processo inicial básico e resumido. Mas existem várias práticas e detalhes que levam muito tempo e estudo, o que é o trabalho da ordem. Existe portanto um conhecimento, uma disciplina e práticas, e um contato direto com as realidades além da matéria desse mundo. O que resulta numa específica sabedoria.
Fazemos isso através do ensino dirigido e individual a cada estudante praticante. Por técnicas que são ensinadas e pelo estudo principalmente dos livros sagrados que são a fonte inalterável desses saberes, assim como, secundariamente, através das conclusões destes estudantes ao longo da história e nossas das nossa próprias experiências individuais e testes, e ainda em terceiro lugar através das tradições e seus resultados obtidos ao longo da história.
Mas principalmente, em determinado momento, o estudante tem que se tornar independente e conseguir por si mesmo o conhecimento direto. Isto acontece através de três processos fundamentais. Através (1) do conhecimento da verdade em si mesmo, por certos de métodos, através (2) da comunicação direta com as dimensões muito mais sutis e o recebimento direto do conhecimento necessário, e através finalmente (3) da reunião definitiva com o plano original.
Cada integrante da ordem deve também deixar a fraternidade quando estiver pronto em seu aprendizado e ensino e fazer o mesmo, preparar outras pessoas, tendo apenas sobre si a interferência da ordem interna. Esse ideal, entretanto, raramente é conseguido, pois: de dezenas ou até mesmo centenas de estudantes aparece um que queira, de todos os que querem poucos são os que estudam e praticam o suficiente, e de todos os que estudam e praticam poucos conseguem finalizar completamente todos os objetivos. Então o que cada um deve fazer é superar essas etapas e de fato querer, estudar e praticar por isso sem dificuldades alcançar os objetivos e ensinar outros a fazer o mesmo. Cada professor da ordem assume que deve preparar pelo menos um sucessor dessa forma. E todos, se estudarem e se dedicarem, em relativamente pouco tempo estarão prontos para isso antes mesmo da realização final, isto é, no transcorrer do segundo processo descrito no parágrafo anterior. Então se um professor tem doze estudantes, um ou dois que atinjam isto está muito muito bom, mas se tem mais em condições ou condições de ter mais estudantes se dedicando somente a isto é muito melhor para a humanidade. Lembrando que não é um trabalho egoísta, não trabalha para si mesmo, nem em última análise para seus estudantes mas para a verdadeira ordem na humanidade.
Então uma vez tendo conseguido a  comunicação indubitável com a ordem por um meio suficiente e eficaz todo estudantes pode ser convidado a intensificar seu estudo e ensinar a outros antes mesmo das últimas consecuções. Isto explica porque a ordem é diferente e funciona dessa forma. Suas consecuções são fáceis e atingíveis a todas as pessoas desde que queiram, pratiquem e estudem, pois o processo é seguro e eficaz. É muito fácil.
Nós vamos direto ao que interessa e mantemos o foco. Ao contrário de outras ordens que dão milhares de práticas de diversos tipos e estudam toda espécie de ocultismo e esoterismo inútil apenas no intuito de atrair mais gente (gente que com tantas práticas jamais praticarão as fundamentais por tempo suficiente, nem sequer saberão escolher quais são, é como querer ferver uma comida dividindo o tempo da fervura em vários fogões em lugares diferentes e a panela novamente esfriando). Mas aquele que não tem provas não deve ensinar. Então é preciso ter provado a si mesmo o que aprendeu para ensinar.
E as últimas consecuções são raras e difíceis, não são como todas as primeiras. Só com uma orientação superior, precisa, individual e particular pode ser transmitido o que supera essa passagem do fácil ao intermediário. E só a fraternidade interna agora pode transmitir o necessário para passar do nível intermediário ao de consecução difícil.
Saímos do alto explicando a aplicação universal dos princípios até as pequenas e múltiplas coisas e processo. Os níveis em que se distribuem os graus também formam uma triunidade compatível com o mundo que vivemos, com nosso ser e com o Supremo funcionando como elo entre este mundo decadente e nossa aparente realidade e o mundo real original. O que fazemos é instruir individual e adequadamente em como fazer e o que fazer para realizar isto.



quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

MOVIMENTO DOS ILUMINACONISTAS DO TEMPLO DO ONISCIENTE

O.I.T.O.
M.I.T.O. 

O.H.E.O. F.I.T.O. 

M.L.R.M. 
I.A.U. I.A.O.S.
A.A.A. M.M.M. S.S.S.



  
edição 1




UMA PUBLICAÇÃO DO
MOVIMENTO DOS ILUMINACONISTAS DO TEMPLO DO ONISCIENTE
Coordenação geral por Frater        ...  
Editado por Frater I.L.I.V.  






O que é o MOVIMENTO DOS ILUMINACONISTAS DO TEMPLO DO ONISCIENTE?
MOVIMENTO é um conjunto de ações de pessoas e ou grupos voltados a um mesmo fim, um instituto livre e aberto do qual fazem parte várias instituições, que, como a palvra diz está em movimento, não é estático e finalizado a não ser em sua meta e qualidade dos meios ou caminhos. Em nosso caso o movimento formado pelas pelas pessoas, ideias e instituições (como as representadas nas siglas de nossa capa entre outras) que podem se organizar em escolas, ordens, comunidades, grupos, etc.. Dentro do movimento formado por muitas outras siglas e instituições nós representamos e ou fazemos parte das que estão em nossa capa. O movimento está ligado e pode ser considerado uma manifestação da ordem maior e interior, O.I.T.O.. e eu, Frater I.L.I.V. estou ligado a tal ordem e tal movimento, no qual recebi a incubência de fundar e organizar uma fraternidade e uma ordem iniciática para pessoas do exterior após ter criado uma escola e me graduado nas I.A.U. e I.A.O.S..
ILUMINACIONISTAS são seres que se dedicam a própria iluminação com o fim de ensinar outros a alcançar o mesmo. Iluminação tem dois sentidos, esclarecimento progressivo e despertar gradual. As ordens iluminacionistas são as que se dedicam a estes dois fins, tanto quanto a ensinar quanto e a ensinar a ensinar. Esclarecimento é conhecimento que tem compreensão, comprensão é entendimento que se relaciona e se apropria como se fosse seu autor (devido à compreensão mesma); e despertar é ver por si mesmo, saber porque testemunha, não porque alguém disse ou está escrito. O despertar tem dois sentidos também, despertar gradual da visão real dos fenômenos como eles são e despertar último que é conhecer toda a realidade, dimensões e mundos também chamado de onisciência, mas apenas no sentido de consciecia livre e desperta que pode buscar e alcançar completamente todos os conhecimentos possíveis à nossa consciência. Nos dois sentidos ela só é de fato alcançada quando há puificação da mente, isto é alquimia espiritual, restauração do estado original do ser.
TEMPLO DO ONISCIENTE é o que deve ser nosso triplo ser formado de consciência, mente e corpo, que deve voltar ao estado original triuno (consciência, mente e vontade originais) em nosso plano original na plenitude, ou seja, ser o templo do espírito verdadeiro e harmônico. No estado em que nos encontramos a mente está voltada mais para o corpo e as coisas materiais e no processo a que nos dedicamos ela se religa novamente ao espírito e desfruta de corpos ou formas e experiências espirituais. Este é o processo chamado alquimia espiritual. O corpo e demais recipientes estão mais cheios de materialidade, emoções inferiores e aflitivas e ignorância (visões distorcidas e erradas), através do processo de despertar e purificar eliminamos os obstáculos que nos impedem de desfrutar de um corpo material, mental e até espiritual, puros, onde não existirão mais emoções inferiores e aflitivas nem ignorância nem visões distorcidas e erradas e nem o corpo material constituirá um obstáculo ou limite aos nossos sentidos e capacidades de conhecer a verdade (gnosis). Mesmo antes, no decorrer desse processo, nosso triplo ser corrompido já se torna, e cada vez mais claramente para nós, o templo do onisciente, que é a fonte triuna original, consciência (nous), amor (agape) e vontade (thelema), chamada Deus (Pai, Filho e Espírito). Até que novamente nos tornemos semelhantes a ele, como realmente somos e nunca deveriamos ter escolhido deixar de ser ou ser separados. Então nossa triunidade é restaurada à sua condição original, consciência (espírito), mente (alma) e corpo (vontade), puros. E depois dessa vida, ao retornar ao estado original de plenitude (pleroma), totalmente iluminados e livres de toda condição decadente, desfrutamos infinitamente o convívio com Deus segundo seu plano original e uma espírito de paz e lucidês infinita, uma alma pura e plena de conhecimento e sabedoria infinitos e um corpo glorioso de maleabilidade à vontade, incorruptível e imortal .


quarta-feira, 29 de novembro de 2017

POR QUE NOSSA ORDEM É SECRETA? (segunda parte)

EXPLANAÇÃO SOBRE ESSAS RAZÕES
1. A ordem é secreta e tem que ser secreta porque as pessoas da ordem têm que ser protegidas das crenças preconceituosas e ignorantes de outras pessoas sobre as ordens, pois o agir de Deus é misterioso e o ser humano quer usar a razão para descobrir o seu porquê não se conformando que Deus é como é e que muito do que faz é assim simplesmente porque é sua vontade. E tais, sem entender o mistério da vontade, se arrogam sempre contra e em perseguição a todos os que se digam "conhecedores da vontade de Deus", "realizadores da vontade de Deus", "escolhidos pela vontade de Deus", etc. sem sequer e nunca na verdade compreender o que significa isto, pois seus olhos estão fechados e eles NÃO QUEREM abrir, então como nos aproximaríamos deles ou viveríamos nos meio deles? Teríamos que nos isolar e como somos poucos logo por algum motivo como desculpa se lançariam contra nós e nos destruiriam novamente como tantas vezes fizeram na história e HOJE MESMO estão fazendo.
E nós somos o tipo de ordem exato que os incomoda, porque dizemos que um de nossos objetivos é conhecer a vontade de Deus e executá-la. Muitas religiões dizem que buscam isso, mas se incomodam conosco. Nos acusam falsamente de nos acharmos uma elite de escolhidos que acham ter um conhecimento especial. Esquecem que todas as escrituras também afirmam pessoas diferentes umas das outras em qualquer que seja a religião ou tradição, por alguma qualquer razão, ou mesmo por Deus ter escolhido assim. Uns são santos, uns são iluminados, uns são profetas, uns professores, uns curam, uns manifestam algo, etc. Exatamente como um é pastor, um é professor, um é médico, um é escritor, um é padeiro, um é vendedor, etc.. Alguns podem também desempenhar vários papeis. E isto  depende de duas coisas, como dizemos em nossa ordem, (1) da vontade de Deus e (2) da vontade da pessoa. Ora, se quero ter um conhecimento mais profundo e completo, na engenharia digamos, eu posso, mas sobre Deus e as coisas do alto não posso? Nossa ordem é exatamente para pessoas que querem descobrir o propósito de sua vida, a vontade de Deus para suas vidas, e para pessoas que querem um conhecimento direto das coisas eternas. E isto sempre em toda história inexplicavelmente tem levado a perseguição. Portanto as pessoas têm que ser protegidas e permanecer no anonimato. Quando pensamos em ordem secreta, as pessoas podem interpretar como uma sociedade anônima. Se fizerem isso terão acertado sobre o que é uma ordem secreta  do tipo da nossa. Existem outras que são secretas em outros sentidos, são livre para isso. Nós somos livres para continuarmos assim, pois é assim que funcionamos bem e ainda evitamos julgamentos, perseguições e discussões inúteis.
Observe que coloquei este ponto em primeiro lugar. Por esse perigo, que é quase sempre ignorado, desprezado e até ridicularizado por alguns, mas que ao longo da história tem acontecido invariavelmente. Agora mesmo em alguns países pessoas estão sendo procuradas, aprisionadas, torturadas e mortas por essa razão. Mesmo por por alguma outra razão religiosa ou ideológica isto está acontecendo sempre em algum lugar e sabemos que as ideologias de um país, especialmente neste, mudam em menos de uma década, e até aquilo que era moral passa a ser imoral e o que era crime passa a ser normal em alguns casos. Também ocorre o contrário, o que era bom, aprovado ou permitido, pode passar a ser visto como ruim, vergonhoso e até proibido.
Este perigo tem sempre dois aspectos, um é esse, sobre a vida e a integridade física e psicológica; e outro é o da liberdade de escolha e de pensamento. O mundo, inclusive as partes auto proclamadas democráticas, está forçando as pessoas a sempre fazer escolhas, mesmo em matéria de ideologia e de religião. Ideias são o que movem o mundo, tudo é ideia de alguma coisa e gera alguma ideia em nossa mente. Pessoas não são aceitas em certos ambientes, religiões, partidos se não concordarem com um pacote de ideias e abandonarem outro pacote ou se oporem fervorosamente a outras. Isto provoca segregação, sectarismo e ódio. Com isso muitas vezes há uma usurpação da liberdade de pensamento, que força as pessoas a "serem" ou "se tornarem" isso ou aquilo, aceitar isso isso ou aquilo, entre outras escolhas, "para poder" falar sobre algo, ou frequentar um local público, ou terem direito a voz, etc., enfim como se isso fosse condição para um direito que na realidade já possui.
Cada um é livre para pensar como queira e juntar em sua mente as ideias que bem queira por mais contraditórias que parecam aos incapazes de entender isso, e tem o direito de comungar ou não com qualquer emancipado que quiser, ou ter suas ideias apenas para si. Desse modo são também algumas de nossas ideias, nos mantemos no direito de mantê-las apenas para nós e para outros que as queiram ou as apreciem, aos quais elas serão apresentados lentamente porque são muitas e muitas bem difíceis, não porque estejamos com mesquinharias.
E também preservamos nossos membros da discriminação de outros que, além de não quererem adotar nossas ideias, o que é normal, até mesmo entre alguns de nossos estudantes, jamais se darão ao trabalho de debruçar-se sobre nossas ideias apenas para saber ou entender. Até porque seria, na visão delas, um trabalho longo, cansativo e inútil. Ainda que publicamente as apresentemos da forma mais sintética e resumida possível, é fácil notar que poucos se interessam pelos temas ou por nossa maneira de abordar tais. Então não tem sentido arriscar nossa liberdade de expressão e até mesmo a integridade física e intelectual apenas porque alguns tem curiosidade ou desconfiança do que professamos mais interna e particularmente.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

O PRINCÍPIO DA SIMULTANEIDADE

Não existem duas realidades históricas atuando simultaneamente a não ser num multiverso. Este é princípio de simultaneidade (macro).
Mas existe outro princípio da simultaneidade. No primeiro caso, do multiverso, teriamos todos os universos separados existindo exatamente ao mesmo tempo, simultanealmente e no mesmo lugar no espaço (pois o fim de um universo e o começo de outro seriam tamém o fim do tempo e um novo começo do tempo). Mas também temos a simultaneidade de todos os instantes eternos, cada instante é presente simplesmente não se pode afirmar de forma alguma um começo e um fim de cada instante nem mesmo em nossa percepção, só na imaginação. Instante é o presente, não pode ser dividido ou seccionado e se isso pudesse ser feito dividiriamos infinitamente em frações cada vez menores. 
Na realidade só existe o presente, sempre. Nunca se poderia verificar a presença de qualquer passado ou pior ainda futuro, a única coisa que realmente existe o tempo todo é o presente. O presente é eterno. Eterno é sem começo e sem fim.
Cada instante é sempre presente, sem começo nem fim, com ausência completa de qualquer passado ou futuro. Este é outro princípio da simultaneidade (micro).
Mas existe ainda outro princípio da simultaneidade. É o que chamaremos de visão de Deus, a presença imediata e simultânea de todos os instantes em toda eternidade e em todos os tempos . Esse é o princípio fundamental da simultaneidade (visão de Deus).
Sobre esse princípio não há muito o que discutir. Isto é claro, lógico e evidente (já que todo e qualquer instante é sempre eterno e simultaneo). 
Não podemos verificar esse tipo de simultaneidade como também não podemos verificar qualquer um dos outros dois tipos (pois só podemos verificar o instante presente). Mas pela visão de Deus podemos entender a simultaneidade de todos os instantes. Isto é tão evidente ou mais até do que a evidência de que houveram outros instantes antes. Esta simultaneidade, visão de Deus, é inimaginável devido ao nosso tipo de percepção, mas claramente pode ser descrito como um terceiro tipo de simultaneidade diferente das outras duas.
Isto até parece gerar um quarto tipo de simultaneidade (imagine como se pudessêmos percebê-las): todas são simultaneidades, e são simultâneas; todas essas três simultaneidades são simultaneas. Se houvesse percepção disso estariamos falando de quatro tipos de precepções diferentes de simultaneidades diferentes.
Esses princípios explicam a eterna simultaneidade de tudo.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

POR QUE NOSSA ORDEM É SECRETA? (primeira parte)

Porque somos uma ordem secreta e que tem que ser secreta. Esta é uma característica.
Por que, por que, por quê? Têm perguntado. Por que nossa ordem tem ser secreta ou como alguns poucos acusam, e com certa razão, ultra-secreta?
São muitas as razões. Mas antes de todas vamos lembrar nosso princípio de evitação do porquê. O porquê nesse caso sempre é uma pergunta errada. Então a resposta de fato já foi dada. Nossa ordem é secreta porque é assim. É uma característica dela, não há um porquê, como uma espécie de prevensão ou funcionalidade, que seja justificativa suficiente ou maior que esse.
Existem muitas ordens e muitas delas são secretas, pelo menos em parte, e existem muitas outras que não são. É uma diversidade natural e meios diferentes de sabedoria. A maioria tem suas razões ou justificativas. A nossa é assim porque é. Simples e aceitável assim mesmo.
Mas se queres uma justificativa, ou uma razão, daremos várias. Só que nenhuma deve ser tão suficiente e satisfatória como esta já apresentada. Nisto está um dos maiores ensinamentos da ordem e se você ainda não aceitou é sinal que ainda não entendeu esse ensinamento. Então estudando, meditando, praticando, lendo, que rapidamente você entenda como os outros e cada vez mais.
OUTRAS PRINCIAPAIS RAZÕES
Vamos às duas justificativas que escolhi como as mais importantes e interessantes além da já apresentada (como existem várias, você pode achar que alguma ou as outras sejam mais) e depois vamos nos alongar um pouco mais em explicá-las: (1) a ordem é secreta e tem que ser secreta porque as pessoas da ordem têm que ser protegidas das crenças preconceituosas e ignorantes de outras pessoas sobre as ordens e (2) porque possui alguns ensinamentos secretos que se cairem no conhecimento de enganadores serão mal usados e usados muito eficientemente para enganar milhões de pessoas, desses fazem parte interpretações secretas dos livros sagrados, princípios e instruções secretas que se forem descobertos por enganadores e mal intensionados causarão o kaos e a destruição da humanidade e da liberdade, como tem acontecido com alguns segredos de algumas ordens que estãosendo usados por políticos, religiosos, acadêmicos, e líderes de grandes corporções para enganar milhões de pessoas e ou enriquecer esorbitantemente às suas custas.
OUTRAS RAZÕES IMPORTANTES
Agora vamos à outras razões importantes que têm sido apresentadas aos estudantes e ou outras razões que tradicionalmente têm permanecido apesar de não parecerem mais necessárias nos dias de hoje. Dpois do mesmo modo veremos explicações sobre eles. Existem outras razões que posso não ter lembrado, mas essas são as principais para este século 21.
3. porque a ordem tem membros de diversas crenças, religiões e ideologias que as condenariam ou discriminariam se soubesse que elas são de uma ordem a qual nem sequer se importariam em procurar saber realmente do que se trata e especialmente porque existem pessoas de religiões ou ideologias que se opões no mundo umas as outras.
4. porque algumas práticas se tornam perigosas se caírem nas mentes de pessoas inescrupulosas, despreparadas, ou mal intensionadas ou que não tenham sido preparadas e provadas moralmente nos critérios eleveados da ordem.
5. porque se algumas pessoas souberem do que é sagrado e mais particular para nós isso os levaria a confusão, interpretações erradas, a falar mal dessas coisas e à zombaria, o que traria a essas pessoas, e a outras no campo de sua influência, péssimas e desastrosas consequências.
6. porque a ordem tem conhecimentos particulares reservados a pessoas bem selecionadas e depois de terem sido preparadas para receber e lidar com tal conhecimento, exatamente como uma faculdade particular de medicina não ensina a técnica da anestesia ou neuro-cirurgia a calouros. E outras segredos servem de prêmio, revelado para os que chegam a certas etapas, ou novamente: como numa universidade algumas matérias só são ensinadas na dependência de certas outras.
7. porque o modo de avaliar as pessoas também envolve, desde o começo e até os mais altos graus, que elas descubram certos segredos por elas mesmas e se nós dissermos os segredos que a pessoa tem que descobrir ou os descrevermos, como poderemos avaliar se a pessoa realmente comprovou por si mesma algo ou se está apenas fingindo ou mentindo ou repetindo ou interpretando uma informação que leu ou que ouviu?
8. a didática da ordem envolve a transmissão unicamente de professor a estudante na qual, no primeiro nível que comporta de 4 graus, ou seja, toda a graduação de formação, os estudantes não devem se encontrar, se conhecer ou reconhecer, e isto mesmo é um ponto muito polêmico por várias razões que antes também era mantido em segredo, mas que agora é revelado para contrastar justamente com as falsas organizações que fazem grandes reuniões e conferências e congressos, arrecadando fundos de várias pessoas e cobrando taxas. Não que todas as ordens que façam isso sejam falsas, mas que a que tem objetivo como o nosso e que tenha um segredo próprio como a nossa não trabalha dessa maneira e se está trabalhando é porque ja se desligou da ordem verdadeira.
Em seguida vamos aprofundar mais um pouco sobre cada uma dessas razões.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

O CAMINHO DA ORDEM

De acordo com esta organização que se apresenta nessa manifestação que estamos descrevendo todo o caminho da ordem pode ser resumido numa tríplice jornada. Na primeira etapa temos uma psicologia, ou seja, uma ciência da mente, uma atividade da consciência de tomar ciência da mente; na segunda etapa nós temos uma medicina, uma ciência e ação curativa da vontade, ou seja, do corpo e mente; e na terceira temos um sacerdócio, ou seja, o ensino e o sacrifício, para ensinar, curar e formar novos professores. A psicologia em certo ponto deixa de ser apenas um método de conhecimento, pois não se trata de cultura da personalidade, mas iniciar justamente o inverso disso, um desmonte, a destruição e morte da falsa personalidade, do falso eu, então passa a ser medicina, cura, transformação, transmutação, transfiguração. E nesse processo o conhecimento do real vai surgindo, e como só a consciência pura e a verdadeira personalidade recém renascida e descoberta podem ver as coisas como realmente são, a maturação disso e o processo pelo qual cada um chega a ver esse conhecimento da verdade por si mesmo é o que deve ser ensinado.
Na primeira etapa temos o pé da montanha, amplo e quase plano, cheio de territórios para conhecer e caminhos a serem percorridos. Na segunda temos uma parte mais inclinada e estreita da montanha, que embora ja tenha sido conhecida de longe e de baixo, se revela mais acidentada e dificultosa de perto. E na terceira temos a parte mais ingrime, aquela parte onde muitos desistem e só os esforçados alpinistas sedentos do conhecimento mais elevado que se encobre na distância da altitude e sob a neblina densa podem querer escalar e alcançar o topo, de onde verão tudo, abaixo, acima e ao redor por todos os lados. 
Mas por outro lado, diferente do caminho da montanha material em que cada etapa é percorrida em um momento diferente este caminho já é triplo desde o começo: no começo já há curas a serem feitas e como são muitos os conhecimentos já há algo que se possa ensinar ao que não sabe; o caminho é cumulativo então durante o trabalho de cura não deixa de haver o estudo, o esclarecimento, o despertar, a conscientização, e como há bem mais conhecimento e experiência agora, bem mais também há para ensinar; no terceiro embora já se esteja dedicando ao ensino, sempre há mais a conhecer e ainda alguma transformação a ser feita. O que varia então é a enfase de cada etapa, mas as três jornadas são de certa forma simultâneas. 

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

RESPIRAÇÃO (parte 1)

A saúde está diretamente ligada à qualidade e à quantidade de ar respirado. A qualidade está determinada primeiramente pela pureza do ar e a quantidade de oxigênio presente nele. A quantidade está relacionada à maneira que respiramos e a profundidade de nossa respiração.
Respirar superficialmente pode atrair muitos males físicos, psíquicos e espirituais. Doenças, ansiedade e o cansaço são exemplos de perturbações físicas que podem ser provocadas por um respirar superficial e ou um ar impróprio e uma quantidade de oxigênio insuficiente. Depressão, desânimo e irritabilidade são exemplos de males psíquicos frutos dessa respiração errônea. Torpeza, distração e obstrução da visão espiritual são exemplos de males espirituais frutos dessa ignorância do bom uso da respiração.
Nossa respiração não é ampla o suficiente de modo a não deixar resíduos, ou seja, sempre permanece em algumas partes algum ar viciado, carregado de dióxido de carbono, impurezas e energia ruim.
Por outro lado, nossos pulmões raramente preenchem de ar sua inteira capacidade. O máximo que alcançam é nos momentos de esforço extremo ou prolongado, como em uma corrida por exemplo, quando a respiração tanto amplia como acelera (o que não garante também que entre muito ar). É o bocejo que tem essa função para compensar justamente a renovação do ar porque não a realizamos proposital e conscientemente. O bocejo também pode trocar boa parte do ar dos seios nasais e paranasais.
Por uma respiração superficial ou insuficiente existem células de nossos pulmões que dificilmente recebem o ar do exterior em quantidade e qualidade suficientes, e assim vamos diminuindo sua capacidade. Devemos fazer alguns exercícios se quisermos recuperar e até ampliar essa capacidade.
Na ciência rosacruz, que é medicina universal, também sabemos que ao inspiramos tragamos energia viva junto com o oxigênio. Realmente pode-se dizer que absorvemos luz em nossa respiração, luz viva, uma energia muito sutil, que não é vista com os olhos e não é estudada pela ciência comum, que os indianos chamaram de prana, e os alquimistas chamaram de éter vital (diferente do elemento que é éter espiritual, ou seja, de mente até consciência).
Esse componente é de uma vibração elétrica superior à do elétron no átomo de hidrogênio (entenda-se isso como simbólico ou como fato), mas não tão etérico a ponto de não ser influenciado pelo ar em nosso nível de vibração material, nem por nosso corpo; também não material o suficiente para não ser influenciado pela nossa mente. Portanto é um elemento intermediário entre algo mais denso, matéria, e algo menos denso, mente.
Podemos atraí-lo em maior ou menor proporção de acordo com nossa respiração (e com nossa intensão, dizem alguns), quanto mais profunda, consciente e demorada a respiração maior quantidade e maior tempo de contato e trocas vão estar envolvendo essa energia vital.
É claro que não é conveniente que estejamos o tempo todo respirando dessa maneira. Então precisamos dedicar um tempo do dia, pela manhã e à noite para realizarmos conscientemente esse tipo de respiração. Devemos também várias vezes no dia nos tornarmos conscientes da respiração e provocar algumas respirações profundas, pelo menos a cada hora, digamos.
Assim fazendo estaremos oxigenando melhor e purificando nosso corpo, além disso, treinando e condicionando uma respiração mais ampla. Também estaremos treinando a estarmos mais consientes e presentes através da respiração consciente. A mente se relaciona com o físico através do sistema nervoso. Elétrons desempenham um papel importante, tanto nessa comunicação mente-corpo, quanto nos sinapses entre os neurônios. Assim também o citado éter desempenha um importante leque de relações entre a mente e a matéria, tanto corporal quanto além do corpo.
O exércicio a seguir tem essas funções. Com relação à saúde física e mental ampliando a oxigenação, a energizazação e com pouco tempo também ampliando a capacidade pulmonar. Ele também será um exercício espiritual, acendendo a clareza da consciência, a presença no aqui-agora; favorecendo a concentração e o abandono das distrações e ainda simulando um pequeno despertar no qual a pessoa pode às vezes perceber o que é realmente importante na vida; e, principalmente, a diferença entre um estado um pouco mais desperto de consciência provocado pelo exercício e os estados comuns de consciência normal ou quase ausente.
EXERCÍCIO RESPIRATÓRIO
Sentada ou em pé, em sua posição de meditação, coluna completamente ereta, mãos no colo em posição de meditação, ou na cintura formando como que as asas de um jarro em relação ao corpo, ou no peito em posição de oração ou de zazen, no caso de estar sentada.
DO JARRO (FASE 1)
Nesta primeira fase faça todo o exercício mantendo a mesma posição e com os olhos abertos.
(1) Encha gradativamente os pulmões, estendendo o diafragma de modo que o abdômen se expanda completamente, inchando a barriga  para fora, inspirando pelo nariz até o máximo que puder sem ter dor, então (2) pare. Você vai ter o impulso de soltar o ar, mas segure um pouco, não ao ponto de doer ou sentir muito incômodo. (3) Solte o ar, não de uma vez, mas gradativamente, pela boca ou nariz ou ambos, não importa, e continue soltando até não ter mais ar, então encolha o abdômen gradativamente soprando o restante do ar até não ter mais, então (4) faça uma pequenina pausa, sempre observando o que acontece com a consciência, mas mais atentamente ainda nesse momento. Então inspire novamente começando do ponto 1. Faça isso três vezes e meia, ou seja, três ciclos completos e mais meio, isto é, terminando com os passos 1e 2, de encher e segurar o ar.
DO FOLE (FASE 2)
Nesta segunda fase faça todo o exercício mantendo a mesma posição e com os olhos fechados ou semi cerrados.
(1) Sempre observando o que ocorre na consciência, ou seja, consciente da consciência, encha gradativamente os pulmões, estendendo o diafragrama de modo que o abdômen se expanda completamente, inspirando pelo nariz constantemente até não mais poder, então (2) pare. Você vai ter o impulso de soltar o ar; haja ao contrário disso, sugue mais ar rapidamente e pare, e depois novamente e ainda mais uma vez, isto é, por três vezes faça isso, mas não ao ponto de doer ou sentir muito incômodo. Você se surpreenderá com a capacidade do seu pulmão. (3) Quando sentir o impulso uma quarta vez solte o ar pela boca ou nariz ou ambos, não importa; então encolha o abdômen gradativamente até o máximo que conseguir soprando o restante do ar até não poder mais. A expiração dessa vez deve ser mais rápida que a inspiração, dois terços do tempo desta no máximo, porém não deve produzir barulho além do natural nem se tornar como ofegante, aliás, nenhuma das fases deve ser barulhenta, o que indicaria ou geraria desequilíbrio. Então soltando todo ar prossegue-se encolhendo a barriga para dentro ao máximo até secar todo o ar, pois parecerá que não há mais ar, mas depois de uma pequena pausa você ainda conseguirá expulsar mais ar por duas ou três vezes até sentir os rins serem comprimidos, mas não ao ponto de doer ou ser muito incômodo então (4) realize mais uma pequenina última pausa aguçando mais ainda a atenção à consciência nesse pequeno instante e novamente inspire repetindo tudo começando do ponto 1. Faça isso três vezes e meia, ou seja, três ciclos completos e mais meio, isto é, terminando com os passos 1e 2 de encher e segurar o ar.
Estas duas sequências (fases 1 e 2) devem ser feitas em fases, a primeira sequência (fase 1) por pelo menos uma semana ou até estar à vontade com a prática, e a segunda (fase 2) daí em diante. Só depois de pelo menos uma semana para cada uma das sequências ou de se estar habituada à pratica é que se pode fazer as duas sequências consecutivamente. Isto é um prazo mínimo visto que os pulmões levarão algum tempo nessa adaptação e os músculos levarão um tempo para se desenvolverem. Você pode verificar em parte esse desenvolvimento da capacidade pulmonar medindo o tórax mês a mês ou a cada semana, comparando à medida tomada antes de iniciar o primeiro dia de exercícios.
DO JARRO COM FOLE (FASE 3)
Uma terceira fase ou forma alternativa depois da terceira semana ou após estar habituada aos exercícios é estando em pé; de olhos obrigatoriamente abertos, com os pés juntos ou pelo menos os calcanhares, e em pose militar de sentido. Então ir inspirando e levantando e abrindo os braços estirados até acima (até formar com o corpo e braços a forma da letra ípsilon), levantando simultaneamente a cabeça, ficando de boca para cima enquato realiza os exercícios 1 e 2 de uma das sequências (preferencialmente, na primeira semana deste, usar as sequências da fase 1, e na segunda semana os da fase 2, perfazendo um mês, o tempo mínimo para realizar todos esses exercícios desde que se os execute diariamente). E então em seguida  baixar os braços e a cabeça voltando gradativa e lentamente à posição original enquanto realiza os procedimentos 3 e 4 da respectiva sequência. Não se deve misturar as duas sequências, isto é, deve-se terminar a sequência do início para poder só assim passar a outra. Faça isso três vezes e meia, ou seja, três ciclos completos e mais meio, isto é, terminando com os passos 1e 2. Das próximas vezes, nos próximos meses, você pode continuar com qualquer uma das fases ou todas, variando o tipo cada dia. Você ainda deve experiemetar um caráter mais purificador destes e execícios começando pelos procedimentos 3 e 4, isto é, esvaziando os pulmões primeiro e continuando a sequência com o 1 e o 2, mas sempre terminando enchendo e voltando à respiração natural a partir daí.
Observe o que ocorre à consciência durante e após os experimentos e compare ao estado anterior ao exercício. Anote os resultados e descreva se houverem visões, audições ou outros fenômenos psíquicos, e se quiser mais orientações ou seguir aprofundando os exercícios, bem como conhecer outras formas de exercícios envolvendo respiração, corpo e mente, para o benéfico da saúde e despertar do estado mais consciente e cura, escreva-nos. Também não nos deixe de contatar se houverem dúvidas. Se houver intenção de continuar e aprofundar as práticas e o despertar da consciência conhecendo todas as sequências de exercícios adequadas ao seu corpo ou tipo físico e sua mentalidade esplicite para nós  esse anelo. Para qualquer tipo de contato escreva para o e-mail frateriliv@gmail.com, que entraremos em contato e enviaremos mais lições. A única exigência para receber mais exercícios e  orientações para a saúde, cura e despertar é que se envie um resumo dos relatórios, dos resultados e anotações, para nosso acompanhamento e orientação adequada, após cada mês ou cada nova sequência de práticas.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

O SEGUNDO TRABALHO

A principal meta do trabalho desde o início até o fim é permanecer acordado, lembrado, consciente. O sucesso em todas as outras metas depende disso. Existem técnicas para por isto em prática e alcançar tal resultado, como por exemplo, as do seu primeiro trabalho.
Do mesmo modo o segundo elemento principal do trabalho é transformação pessoal, a auto-transmutação, transfiguração: dela depende as mais elevadas metas e resutados e também para alcançá-la temos vários métodos e etapas.
 Este trabalho é chamado alquimia. Toda auto-transmutação é alquimia, mas nem toda alquimia é auto-transmutação. A auto-transmutação, ou tranformação, ou restauração, ou transfiguração é o que geralmente tem-se chamado alquimia espiritual. Mas não é o espírito que é transformado, é a psique, a mente, a alma; o espírito está pronto, mas a alma é que titubeia. Se queres mais exatidão esta pode ser chamada alquimia psíquica, é como temos chamado.
O despertar depende da auto-trasmutação e a auto-transmutação depende também de certo nível de despertar. Tudo está mudando o tempo todo. É preciso apenas que você perceba. Em seguida é preciso que você permita.
As manifestaçoes de um certo desejo que leva a um certo comportamento, por exemplo, nao é algo que acontece o tempo todo. Isto surge, cresce, permanece, diminui e então desaparece. É assim com tudo.
Num primeiro momento é preciso apenas que você perceba que é assim. Sem mudar, sem interferir, apenas observar (a não ser que o desejo, pensamento ou ação cause malefício a si ou a outro). Isso sendo feito constantemente de momento a momento deve levar uns dias, até uma semana.
Mas para perceber bem é melhor, e é preciso que esse desejo não passe disso, de desejo, não deve ser levado à uma ação ou fala ou qualquer outra manifestação exterior à mente. Este é um segundo momento. Isso sendo bem feito e constantemente, de momento a momento, deve levar umas semanas, ou meses, até mesmo um ano.
É preciso observar o que é mental em seu ambiente próprio, a mente, e não fazer como os psicólogos comuns fazem, olhando fora da mente, no comportamento ou em seus resultados, interpretações, sentimentos posteriores, etc.. É preciso ser um verdadeiro psicólogo, isto é, estudioso da psique, agora, não se pode observar outra psique que não a própria. Não se pode estudar a psique se não se observá-la diretamente. Agora é preciso fazer isso assidua e constantemente.
É preciso identificar os objetos mentais, pensamentos, emoções, sentimentos, sensações, lembranças, imaginações, desejos, quereres, vontade, instinto, atração, repulsão, prazer, incômodo, neutralidade, afeição, indiferença, aversão, apego, egoísmo, altruísmo, entorpecimento, lucidez, atenção, sono, etc. e não se identificar com eles. Isto é muito importante, pois a tendência é se identificar como sendo, tendo, ou sendo acometido por algum deles. É preciso simplesmente notar que acontecem. Sem indentificar-se com eles. Jamais. Mas como um observador, um cientista, que toma ciência da psique.
Num terceiro momento após essa compreensão já estar firme é preciso focar no final do processo, ou seja ao contrário do que se faz normalmente, focando no surgimento, crescimento e permanência. Ao contrário do "Ah, estou sentindo tal; estou ficando com vontade de; estou querendo ir para; estou com isso". etc.. Note bem como esmaece e desaparece e que sempre mais cedo ou mais tarde esvanece e desaparece. Simplesmente permita que isso aconteça. Observe. E permita, aprenda.
Cada vez note o processo do desaparecer. Aprenda-o. Saiba como ele esvanesce e se vai. E então você saberá por si mesma como fazê-lo sempre que aparecer. Até o dia que não mais aparecerá. Pois em vez do hábito de deixá-lo surgir você agora desenvolveu o hábito de deixar desaparecer. E saberá desaparecer com qualquer coisa ruim que surja. Até mais cedo, ao menor sinal de surgimento. Assim vencerá todos os obstáculos.
Este é o processo geral da alquimia psíquica, em sua fase mais científica, simples, fácil e eficiente, desde que se tenha constância em aplicá-lo. Persistência. Fazendo assim você desobstruirá a visão eliminando os elementos impeditivos, sejam eles quais forem. Aplique-o sempre, seguindo cada passo desse método. Isto é tudo por agora, o necessário, o principal no segundo objetivo principal, que é a purificação.
Mas existem também os métodos específicos. Estes métodos são os mais avançados e profundos, são também poderosos e o meio de consegui-los também é muito poderoso. Por isto alguns só podem ser totalmente aprendidos nos graus mais avançados. E existem também os obstáculos específicos que devem ser superados, aqueles que são a raiz da qual outros menores derivam, seria inútil atacar as raízes menores aparentemente inúmeras enquanto as raízes maiores renovam estas menores. é preciso conhecer a raiz principal, as principais decendentes delas e as derivadas dessas mesmas, que são as que devem ser atacadas, para que não percamos tempo com rizoides que enqunto cortamos um outro brota e outros crescem. Vamos  descreve-los de forma resumida em uma segunda parte.
Com o descrito acima está exposto ao público, como trabalhar por si mesmo. Se assim proceder diligentemente a fraternidade o ajudará, interna e ou externamente, a aprender os estágios mais elevados conforme sua aptidão e necessidade.








quinta-feira, 21 de setembro de 2017

O PRIMEIRO TRABALHO


Em nossa fraternidade explicamos tudo claramente, cientificamente e o mais sucintamente possível, para que não haja erro, engano ou distração com vãs teorizações. É preciso que se comprove, não apenas que se entenda. E ademais, apenas entender não é nosso objetivo.
Assim não estamos preocupados com explicações para convencê-la, nem para que você meramente entenda. Estamos ocupados em esclarecer com extrema clareza, lucidez e se possível o máximo sucintamente para que não haja devaneios nem perda de tempo, mas que se ponha logo em teste, em prática e corrobore com seus próprios resultados.
Mas para comprovar muitas coisas mais avançadas é preciso ver com clareza e para ver com clareza é preciso despertar um pouco mais. Sim, despertar, pois não estás acordado, ao contrário do que pensas. Estás apenas sonhando que estás acordado, pensando que estás consciente. Não percebes que estás sonhando exatamente como nos sonhos que tens à noite quando te deitas e dormes.
A única diferença deste sonho agora e daquele em que este corpo permanece na cama é a segurança: aquele sonho é seguro, de pouca duração e poucas consequências; este aqui em que estás agora é inseguro, perigoso em suas consequências que podem ser bem mais duradouras.
Entre aquela dimensão mental e esta não existe diferença na solidez (se olhares bem quando lá estiveres perceberás), mas sim na plasticidade dos objetos, na maleabilidade destes aos seus desejos, anseios, vontades, hábitos, condicionamentos.
Esta aparente “volatilidade” dos materiais lá é mais patente naqueles próprios constituintes mentais seus. Notavelmente perceptível na consciência, na lembrança e nas sensações que se tem lá. Esta “volatilidade” também está presente aqui. Isto é o mais essencial que vejas agora. Embora aqui durem mais as coisas, consciências, lembranças, sensações, estas também passam, também desaparecem, também oscilam. Tudo segue este processo, tudo está em processo de surgir, permanecer e desaparecer. Tudo se desintegra.
Este é o primeiro passo no acordar então. Ele é constituído de três elementos: (1) ver por si mesmo (não basta entender ou concordar comigo, é preciso ver de fato) que não está plenamente acordada, desperta; (2) ver que tudo está em constante processo de mudança, surgir, permanecer e desaparecer, e em constante transformação (não apenas em decorrência das intempéries ou quaisquer fatores físicos, mas também da atenção que lhe demos e da qualidade desta); e (3) tomar a decisão de estar atenta, acordada, vigilante ao que ocorre em sua consciência.
Esta é a principal técnica, estar sempre lembrada de estar atenta à própria consciência. Consciente da consciência, do que ocorre nela e de seus processos. Consciente também do que ela lhe mostra, principalmente nesta característica de constante mudança de tudo, inclusive de si mesma e de sua própria presença. Assim você notará que ela não é uma só, mas que você tem que invocá-la e sustentá-la sempre, de instante a instante, quase pode ver como que fabricando-a mesmo. Este é o primeiro passo.
Quando você perceber tudo isso uma ou outra coisa virá também à tona: (a) que você está sempre insatisfeita, ou que isto é sempre insatisfatório, ou seja, há sempre uma sede, ou por outra coisa, outro estado, ou por mais deste, a permanência, o incremento ou o crescimento deste; (b) a outra coisa que pode vir em vez disso à tona é que não há um centro de comando, um indivíduo, uma só personalidade reinante, um eu que comanda tudo, mas simplesmente elementos e características que se sucedem, e que também surgem e desaparecem. Esta segunda é bem mais difícil de ser vista pela maioria, mas se verá mais cedo ou mais tarde. Porém não é importante entrar em detalhe sobre isto agora, mas sim ver isso por si mesma, com a prática.
Ver estas três características em tudo, inclusive no chamado si mesmo, é então o segundo passo no processo do despertar, ver: (1) a impermanência, (2) a insatisfatoriedade e  (3) a insubstancialidade.
Isto é tudo no começo. Com isto está descrito tudo, todo processo e prática necessários ao início do despertar. Deves iniciá-lo exatamente agora se queres ver por si mesma, se queres realmente saber, se queres realmente compreender, para então ver por si mesma a verdade.
É preciso, neste caminho, antes de qualquer saber, entender e conhecer o “aparelho” do saber, o “mecanismo” do saber: o informador, os sentidos e a mente e o sabedor, a consciência. Só assim terás consciência de algum conhecimento seguro. Se não tudo será como foi até hoje, sonhos. Quando estiveres vendo compreenderás. Então pensarás consigo “que coisa! até hoje estive dormindo, nunca estive como estou agora!”. Que esta experiência se repita mais e mais em níveis cada vez mais elevados e possamos então nos encontrar e nos olharmos com um olhar de “estou realmente aqui, agora, acordando”.
Pode-se, deve-se, treinar isto numa forma de meditação formal também, começando com cinco minutos, então dez, quinze, vinte, trinta, quarenta e cinco...: sentada com a coluna ereta e pernas cruzadas, seja no chão, numa almofada, num banquinho ou numa cadeira, os olhos podem estar fechados ou semicerrados, simplesmente abandonar tudo que é “exterior”, pelo menos durante o tempo da meditação, firmemente, simplesmente abandonar, deixar tudo, deixar tudo ir, soltar, largar tudo, por esse momento e concentrar-se somente na consciência e no que ocorre nela. Apenas observando-a, consciente dela e do que estás fazendo, observando tudo que surgir, sejam sons, coceira, pensamentos sentimentos, lembranças, desejos, imaginações, aflições, seja o que for, resolutamente observar isto sem agarrar, sem tentar modificar, apenas observar imparcialmente, e deixar ir, soltar, deixar que se vá e voltar novamente a atenção à consciência somente. Farás isto diversas vezes numa sentada, e diariamente, até que comeces a ver “espaços” de apenas consciência, consciência pura, fixa-te nisto por enquanto, isto é tudo que precisas conhecer e isto é o conhecedor a fonte de todo conhecimento, não queira conceituá-la, segurá-la, tomá-la para si ou possuí-la, apenas observa-a, apenas procure conhecer. Se tudo mais atrapalhar ou se surgir desejo sedento por isso ou por qualquer coisa simplesmente note isso, pode dar um rótulo e em seguida abandonar, deixar ir, se for insistente simplesmente diga “isto não é meu, isto não sou eu, isto não é o meu eu” e largue, solte, deixe ser e deixe ir. Estes dois meios de livrar-se (identificar-rotular e deixar ir) são tudo que precisas saber agora e suficiente para alguns anos, para avançar, aprofundar e ir mais além.
Se qualquer um buscar isso e praticar com diligência a fraternidade o encontrará e ajudará, interna ou externamente, a aprender o que mais precisa para levar o processo adiante e ao seu potencial máximo.