segunda-feira, 3 de junho de 2019
Respondendo uma pergunta que se resume em: por que os animais sofrem? - parte 1
Deus criou tudo perfeito e eterno, o ser humano comeu da árvore do conhecimento do bem e do mal, isto significa: o ser humano escolheu conhecer bem e mal, e suas consequências obrigatoriamente. Os outros animais não escolheram isso, mas o ser humano contaminou todo o universo, entenda que ele contaminou toda a sua realidade, tudo que conhece e o que possa conhecer tem que ter agora obrigatoriamente bem e mal, inclusive os animais, todo o universo, tudo agora é perecível e sofre a degradação e o fim, como Deus avisou que seria. Até mesmo o universo, sabemos que em bilhões de anos vai acabar, tudo morre.
Mas os animais não escolheram conhecer isso, eles sofrem as consequências por estarem em nosso conhecimento, mas eles não são capazes de distinguir o que é bom ou mal, eles não conseguem julgar se o que fazem é bom ou mal, são completamente inocentes, mesmo quando fazer algum mal a outros ou a si próprios, eles simplesmente sentem o efeito: o sofrimento, o mal. Mas isto no final será compensado, pois esse é um universo caído, decadente, imerso na temporalidade, fatalmente chegará ao fim e todos os seres imersos nele, toda matéria, animais, extraterrestres, espíritos, todos são caídos, enganados, iludidos, só temos, todos, uma visão muito parcial das coisas e um ínfimo de todas as dimensões.
Esse mundo é quase um nada, todo esse universo é quase nada, é um infinitésimo, pequeníssimo, ínfimo do que poderíamos conhecer, da eternidade do espaço infinito (o universo não é infinito nem em espaço nem em tempo, é uma caixinha em que estamos presos). E quando esse universo, ou seja, essa ilusão do conhecimento, chegar ao fim, tudo se encaixará e fará sentido. Agora só vemos em parte, e que pequena parte! Devido a nossas escolhas.
Todos os dias dezenas de vezes nos é dada a oportunidade de comer da árvore da vida ou do conhecimento do bem e do mal e o que escolhemos? É, somos viciados em bem e mal, por isso você vê tanto mal, é sua escolha. É muito difícil dirigir nossa mente para fora desse conhecimento de bem e mal, para a vida verdadeira, estamos presos, é toda experiência que temos desde o útero, somos condicionados. Mas podemos escolher a cada instante qual conhecimento queremos: o contaminado, dualista, que julga, com bem e ma,l ou o puro, sem julgamento, que olha para o todo possível, unitário. Não é impossível, muitos meios já foram dados para vermos e escolhermos de outras maneiras, só que não é mecânico, tem que ser consciente, tem que começar pela consciência porque é ela que tem o conhecimento e agora tudo que tem é um conhecimento errado, mecânico e parcial (vindo dos sentidos e da mente condicionada em suas relações gerando experiência 90% no mínimo totalmente ilusória).
E os animais? O que é que eles tem a ver com isso? No mundo original os animais não são assim, eles têm inteligência e discernimento como nós. Os que estão aqui não estão totalmente como nós. Sua consciência não está dividida e presa como a nossa, porque nós escolhemos isso, eles não. Aqui está somente a mente animal (que também temos) e a consciência animal (que também temos) que é uma pequena parte da consciência original deles (assim como a nossa é uma pequena parte da original). A nossa também não está toda aprisionada aqui como parece, só não temos acesso consciente a ela. Assim também a dos animais. Só que a deles não está dividida de si mesma como a nossa.
Quando eles estão aqui uma pequena fração da consciência (a que se manifesta e da qual vemos imagens corpóreas) está limitada pelo cérebros, é o que passa para nós, é o que vemos e que conhecemos, mas não está separada de sua verdadeira dimensão unitária, está em unidade com as outras consciências e com Deus. Mas a nossa está separada. Nós escolhemos a separação, não temos acesso à nossa consciência original por vários motivos que não cabem aqui. E estamos separados de Deus: nossa consciência tem pouco acesso a consciência de Deus, só temos dela um ínfimo, que é o que nos da vida, autoconsciência e capacidade de amar. Temos que despertar para essa verdadeira consciência em nós.
Não existe de fato divisão entre o conhecedor e o conhecido, essa separação é ilusória, tudo no universo está ligado, relacionado, tudo está em Deus, na consciência de Deus, o Onisciente. Os animais não são como vemos, assim como nós não somos como pensamos que somos, o que vemos é o que conhecemos, é a limitação de nosso conhecimento, é o que nos impomos a conhecer, através da lente de bem e mal. Quando olhamos para um animal não temos acesso a sua consciência (como nem a de outras pessoas também), nunca os vimos por inteiro. Olhamos para um animal e vemos algo inferior, limitado, até irracional ou sem inteligência e algumas pessoas até os vêem como seres sem consciência! Que maior prova você quer de visão parcial do que essa? É uma visão muito descuidada, sem nenhum detalhe nem critério justo.
Quando olhamos um animal estamos na verdade olhando para nós, é mais ou menos como Deus nos vê, só que a visão dele não tem limitação e é real, nós (essa parte de nós, a consciência que temos agora de tudo) estamos realmente animalizados, super limitados. Mas Deus também nos vê por inteiro e já vê também no final do processo. É impossível para nós conhecermos como é a consciência de Deus, que está simultaneamente em todos os lugares e em todos os tempos. Como é impossível a parte animal chamada formiga conhecer a nós, ela sequer pode nos enxergar como enxergamos, pior ainda entender, prever o que faremos, saber o que pensamos. Assim somos nós em nossa visão de Deus, como formigas.
Quando olhamos um animal o que vemos é o nosso conhecimento de nós mesmos, porque um animal é como nós e nós não vemos, vemos apenas uma parte. Um animal tem corpo transitório e corpo verdadeiro, tem mente, tem consciência, nós só vemos seu corpo transitório e seu comportamento e por este julgamos como pode ser sua mente. É aí que mais nos enganamos.
Nós pensamos que um ser super inteligente agiria diferente, que falaria, escreveria, aprenderia como nós. Isto já lhe mostra quão pouca inteligência temos? Veja, nós não temos a mínima capacidade de entender, saber ou prever como um ser super inteligente agiria, nós não temos esse conhecimento nem essa experiência. Julgamos a partir de nossa perspectiva e nos achamos inteligentes, e acreditamos que um ser inteligente agiria como nós. Não é uma prova de cegueira e falta de inteligência isto? Que critério usamos? O pequeno conhecimento que temos de nós mesmos, usamos como parâmetro, como medida da inteligência dos outros.
Os animais são representações de nós mesmos no mundo, das partes dos nosso ser, as feras, as bestas, os amorosos, os carinhosos, os inteligentes, os irracionais... Cada um de nós tem todos os animais dentro de si mesmo, são partes de nossa verdeira consciência que está aprisionada nesses processos animalescos, mecânicos, automáticos, quando na realidade a maioria deles deveria ser consciente, especialmente o amor, a consciência e a vontade que são as três faces do ser original. Nossa vontade, amor e consciência são praticamente totalmente condicionados, ligada aos instintos (especialmente o de preservação) e ao sexo (e até essa ligação é inconsciente). Na época de Enoch até a que Noah (Noé) viveu a Terra estada povoada por uma espécie misturada de humanos e anjos caídos, esses anjos fizeram isso, "procriaram com mulheres", eles misturaram sua genética à nossa, uma mistura não apenas inter-espécie, mas também inter-dimensional e nasceram pessoas deformadas e gigantes. Você acha que eles podem ter feito isso com os animais? Sim, poderiam, isto pode ter acontecido. Veja que antes do dilúvio os seres humanos não comiam animais, apenas frutos e grãos, nem sequer erva comiam, que era alimento para os outros animais. E depois do dilúvio passou a comer animais. Será que estes eram os mesmos animais que temos hoje? Assim como temos genes de Adão e de todos os nossos antepassados (que podem conter até mesmo memórias destes) temos um tipo de consciência herdado dele, portanto caída, na dualidade, no mundo de bem e mal. Os animais não herdaram genética de Adão, mas estão na nossa consciência. Se houveram modificações neles como em nós, foi por ação nossa e ou dos nefilins, gerando múltiplas deformações.
Assim como do lobo geramos o cachorro do mato e as várias raças de cães por inter-cruzamentos, alterando seus temperamentos, capacidades e inteligências naturais, podemos ter feito o mesmo no passado com todos os animais, ou não? Certamente fizemos, já tivemos tecnologias bem diferentes ao longo da existência humana e usamos.
Os animais nos dizem do nosso processo de animalização (éramos puros, perfeitos, incorruptíveis, inocentes e a cada geração estamos DEGENERANDO, não "evoluindo" como querem dizer), mecanização, perda de consciência, da consciência voluntária e do controle desta. Tenha consciência da roupa que estou vestido enquanto escrevo isso. Por mais queira não conseguirá. Poucos percebem o quanto isso é ridículo, querer realizar algo com a mente e não conseguir, querer entender algo e não conseguir, querer ter conhecimento ou consciência de algo e não conseguir; uma prisão, à qual nos prendemos mais e mais, uma limitação.
E o mundo todo é apenas linguagem. Tudo no mundo, por outro lado, é um código, uma fala direta a nós, como exemplifiquei com os animais. Todo fenômeno de nossa vida é como uma novela para nos dizer algo. Como não estamos lendo esse livro da natureza conscientemente, estamos sendo transformados e purificados da sujeira que acumulamos de novo e de novo a cada dia pela pior maneira: pelo sofrimento. E por que? De novo porque a cada instante estamos escolhendo olhar pela consciência animalesca dual, a que só tem uma perspectiva, do conhecimento de bem e mal, essa consciência que queremos salvar e que já nasceu condenada porque é instável e passageira (que dorme, escurece apaga, e uma nova aparece no dia seguinte, se não fosse a consciência pura e a memória que ainda temos, apesar de bastante limitadas, seríamos bem mais inconscientes que os animais).
Mas quando decidirmos e começarmos a olhar através da nossa consciência verdadeira, a consciência espiritual, a consciência unitária, o sopro de Deus, a consciência de Deus em nós, o sopro do Eterno como dizem os upanishads, a rosa do coração como dizem os rosacruzes ou a centelha do espírito, o átomo divino dos pitagóricos ou Mônada ou centelha divina, o Cristo interno do cristãos e gnósticos, o Daat dos cabalistas, o Eu ou atma dos hindus, o não-eu ou anatma dos budistas ou verdadeiro eu, o Tao dos taoistas, o Ruah dos hebreus, o Nous dos herméticos, o sulfur dos alquimistas, etc.... Aí então as coisas começam a mudar, começamos a ver diferente. Mas ainda temos um longo caminho pela frente a partir desse instante.
Os animais podem até ter um instante de sofrimento na eternidade, aqui nessa "fração" incompleta chamada tempo, mas isso só aumentará sua glória na eternidade. Sua colaboração (será que não é voluntária?) em nos tirar da lama, do mundo decadente, é parte fundamental da nossa cura e da cura de nossa espécie (que leva milhares de anos porque escolhemos sempre cair mais um "tempinho"). Eles voltam à eternidade original e sempre. Já nós podemos estar escolhendo voltar à eternidade, à consciência original ou ficar mais um tempinho incontável aqui no sofrimento. Só retornando ao estado original teremos consciência de como as coisas realmente são (inclusive os animais e o que acontece com eles e quem são os quatro animais que estão diante do trono, etc....) e do que realmente aconteceu conosco e porque vimos tudo que vimos acontecer. Nossa mente deve se desprender cada vez mais da matéria e reconectar-se com o espírito, a consciência, pois esta é a que sobrevive, a matéria não sobrevive, se divide, desfaz, então o que acontecerá com a mente se esta permanecer ligada à matéria? Yeshua fez um trabalho perfeito e completo para salvar nossas mentes, nossas almas, porque elas já estavam completamente perdidas, condenadas, toda a humanidade, já naquela época. Só através de sua mente perfeita nossa mente pode regenerar, nossa própria mente não tem essa capacidade, tanto que não vê essas realidades, nem qualquer outra. Ela não guarda nada, não se transforma nunca o suficiente, não consegue permanecer ligada ao espírito, ou seja, completamente consciente o tempo todo. Só a mente crística consegue, só a nossa mente transformada, pura, restaurada ao estado original pode se reconectar à consciência completa. Só retornando à unidade divina teremos conhecimento e consciência imortais e na eternidade livres do sofrimento finalmente.
quarta-feira, 22 de maio de 2019
ESCOLAS, ORDENS, RELIGIÕES E TRADIÇÕES RELIGIÕES - Parte 2 - RELIGIÃO - uma prática
O que é religião na prática
Na definição da palavra religião anteriormente focamos mais na provável origem da palavra e como a partir dessas prováveis origens o seu significado evoluiu para o que temos hoje. Mas deixamos de focar na origem em si, a palavra religio. Temos aqui um terceiro aspecto e talvez o mais importante, pois se refere ao que, na prática, é religião.
A palavra religião existe em português desde o século XIII e não há duvida de que ela seja derivada do latim religio, que significa culto, respeito, reverência, hoje no sentido de respeito pelo sagrado, pelo divino, ou culto a divindade ou lei divina, ou respeito a preceitos sagrados. Na prática religião é um culto. Então a prática religiosa é reverenciar, cultuar, respeitar, adorar, a algo tido como sagrado, sublime, transcendente, isto através de um relacionamento com este algo, através de cerimônias, respeito a lei divina ou divina revelação, preceitos sagrados, santidade, moral, ritos e ou rituais, meditações, exercícios, enfim, práticas e comportamentos coerentes com este fim, de ligação a algo sagrado e transcendente.
É bom frisar que só agora depois que já definimos o que é religião é que podemos falar isso, afinal não é simplesmente qualquer culto ou qualquer adoração, qualquer reverência qualquer entidade ou respeito a quaisquer leis ou preceitos, etc., que caracterizam uma religião, mas somente estas que se dirigem a, e objetivam unir-se a, algo transcendente, normalmente visto também como eterno, completo, perfeito, sublime... Religião na prática é um culto, e um culto a algo que transcende a finitude, as limitações humanas, o conhecimento e até entendimento humano natural. Também não podemos fugir disso. É tanto cultuar, prestar culto, homenagear, adorar, reverenciar, venerar como também é cultivar algo para.
O objetivo da prática é que vai definir se ela é ou não religiosa, não o tipo de prática em si. Podemos chamar de religião o culto a pessoas como é feito em alguns países onde lideres de estado, estejam vivos ou mortos, são cultuados, adorados e cantados em praça pública? Podemos chamar de religião todo rito, cerimônia, prática, ideologia que se dirija para ou seja uma crença num estado ou num mundo ou num tipo de ser humano perfeito num futuro? Podemos chamar de religião toda obediência ou observância de toda e qualquer lei ou preceito? É claro que, embora estes tenham características comuns às práticas religiosas, para todos esses casos a resposta é não. Então o que define uma prática como religiosa é que ela se fundamente e se dirija para o que já foi mostrado anteriormente na parte sobre definição de religião.
A visão do sentido da palavra religião, quanto à sua origem mais primitiva, relegere, reler, rever, revisitar, retomar, pode ser visto como ato de reler e reinterpretar incessantemente tanto o mundo ou a realidade quanto os textos de doutrina religiosa. Mas também se aplica a retomada de uma dimensão espiritual, ou melhor, mais concretamente ainda de um retorno a uma condição original. Reler, assim estar retornando a uma visão pura ou menos obstruída cada vez mais próximo da visão verdadeira até o reencontro dessa verdade esquecida. Mas depois, na antiguidade tardia essa palavra foi mais usada em ligação ao sentido de religare, religar, atar, apertar, reunir, ligar bem. Neste sentido fica ainda mais nítida a ideia de retorno à origem, à fonte, ao estado de potência e ciência anterior ao mundo como conhecemos. O verbo religare no passado já foi empregado com o sentido mais comum, de prender os cabelos, enfeixar lenha, etc.. Só com a associação à palavra religião é que o termo ganha essa conotação. O sentido do que é religião na vida prática arrastou consigo não só a palavra lhe dando um novo significado, mas também lhe atribuindo uma outra origem mesmo que supostamente.
Portanto a chave para entendermos e discernirmos depois de tudo o campo de estudo a que devemos delimitar se prende a duas coisas bem mais importantes do que aparência e origem etimológica: (1) o objetivo a que se quer chegar com esse conjunto de doutrinas, comportamentos, leis, preceitos, etc. e (2) a receita prática para se atingir esse fim, a prática, o comportamento, as crenças, os conhecimentos, etc..
Na prática o que é religião tem a ver com o objetivo. Por exemplo, uma mesma prática pode ser considerada religiosa ou não a depender do objetivo a que almeje. Temos recitações na literatura, em alguns ritos legais, na arte poética, mas uma recitação só é considerada ligada à religião se ela se dirigir ou for relacionada a algo transcendente. Do mesmo modo temos o ato de reverenciar, rituais, meditações, exercícios, leis, preceitos, etc. que, só poderão ser relacionados à religião se seu objetivo é transcendental, nem sequer algumas práticas místicas podem ser consideradas como fenômeno da religião (no sentido da palavra místico, que é de levar a pessoa a experiências incomuns ou sobrenaturais); algumas práticas místicas são derivadas ou servem a propósitos religiosos, mas outras claramente não servem.
Por outro lado temos práticas que só podem ser classificadas como fenômeno da religião, que é o que acontece, o que se faça, se pratique, todo comportamento que tenha um fim na religião (lembrando que agora estamos usando o termo em seu aspecto preciso específico, não o coloquial, comum). Por exemplo a oração à divindade, as crenças religiosas, as doutrinas e filosofias da religião em sua vivência pessoal, como observância de preceitos ou leis religiosas (excluindo-se aqui as leis morais que podem ser comuns a um povo, não necessariamente vindas da religião, mas até às vezes vindas dela e adotadas pela população, sejam adeptos ou não da religião em questão). Assim estamos clarificando o nosso campo de estudo quanto ao que seja e o que caracteriza a religião.
Mas obviamente existem práticas destas e até religiões por inteiro em seu corpo e sua doutrina que, embora se dirijam para um objeto ou objetivo transcendental, estejam completamente erradas quanto a este objeto e meios de atingir esse objetivo. Portanto em nossa investigação, se é que ela chega mesmo ao pretende, e ela chega, temos todo o direito de classificar algumas religiões como falsas ou verdadeiras, e outras nem completamente falsas nem completamente verdadeiras (embora nos revelamos o direito de revelar nossas descobertas entre nós em muitos casos que não são nocivos, mas em outros que são engano nocivo, más fés, charlatanismos, etc. nos sentimos justamente na obrigação de avisar a todos sobre isso, denunciar e até mesmo combater, por isso mesmo a grande maioria de nós preferirá fazer isso no anonimato, evitado assim as perseguições e retaliações a pessoa e famílias).
O que deve ser nosso campo de estudo
Até aqui então vemos que o que define algo como religião tem a ver com o objetivo e a prática que visa o objetivo. Mas para chegarmos na questão das ordens, tradições e escolas precisamos levar em consideração outros fatores, como já foi ressaltado anteriormente. Um dos mais importantes (antes de chegarmos ao que realmente interessa, o transcendente) é o aspecto histórico que vai envolver alguns fatores primordiais: a origem; a evolução; os fundamentos; as fontes originais ou tardias preservadas (livro ou registro sagrado, tradição, transmissão oral, etc.); e as adições, modificações, supressões, omissões, restaurações, reinterpretações, inovações e traduções. Portanto isto nos levará ao estudo também das instituições, isto é, religiões, seitas, ordens, grupos, escolas, tradições e não tradições, etc.. Estes dois grupos de objetos de estudo tem que ficar muito claros em tudo ao pesquisador e é o que faz a principal diferença entre o pesquisador estudioso e o que simplesmente busca para si alguma religião: além do critério de sua observação e a profundidade da mesma em todos os detalhes possíveis, ele sabe ou procura saber, porque deve saber o que em dada religião é, por exemplo, original, o que é adição, o que é inovação e a partir de quando foi introduzida, o que é fundamento, o que é interpretação proposta por alguma seita ou outro tipo de divisão, etc..
Então veremos por um lado temos como objeto de estudo estruturas que se formam ao longo do tempo, na história, como conjunto de práticas e conhecimentos orientados a um transcendente, que estamos aqui considerando como o objeto e objetivo que define a religião e provisoriamente caracterizando-o como sobrenatural ou preternatural, melhor dizendo, origem e ou destino final e ou sublime ao qual devemos chegar. E por outro lado este mesmo objeto e objetivo (transcendente, preternatural e ou metafísico, origem e ou fim e ou destino final e ou sublime ao qual devemos chegar ou retornar) também como objeto de estudo, o que nos distingue muito e claramente por um lado das pessoas que simplesmente adotam as religiões e por outros dos cientistas que se propõem a estudá-las, enfim, distingue o que fazemos e o que estudamos da religião mesma e da ciência da religião, pois investigamos mais além, as propostas da religião, sua veracidade, verificabilidade, eficácia, etc..
segunda-feira, 13 de maio de 2019
ESCOLAS, ORDENS, RELIGIÕES E TRADIÇÕES - Parte 1 - Religião, uma definição
Evolução etimológica e semântica da palavra religião
Muitos dizem que existem muitas religiões, será isso verdade? O que se observa está muito longe de ser a verdade nesse caso, pois poderíamos perguntar: (1) existem muitas religiões ou subdivisões e derivações de uma só? (2) existem muitas religiões ou muitas falsificações, muitas seitas, muitos enganos? Explico.
O que podemos notar por uma observação mais sincera e acurada é que existem diferentes pontos de vista sobre o que uma religião é, qual seu objetivo e caminho e qual sua meta final. O apressado se contenta facilmente com o que o senso comum lhe informará, "existem muitas religiões e muitas divisões destas mesmas", falsamente e quase que em unanimidade todos dirão. Isto é um engano muito comum. Eu mesmo pensei assim antes por muito tempos e seria impossível ver de outra maneira até que eu pudesse definir melhor o que é uma religião e separasse melhor esse conceito do de religiosidade, ritualismo, tradição, entre outros.
Nem toda tradição é religião, disso todos sabem. O que existem são diferentes escolas. Escolas de pensamento, ou filosóficas, escolas de crenças ou como dizem, de fé, do mesmo modo que existem escolas e divisões científicas, psicológicas, teosóficas, teúrgicas, etc..
Uma escola se caracteriza por uma doutrina, uma filosofia, uma metodologia. E uma religião pelo que se caracteriza? Se não usarmos criteriosamente a palavra religião em seu real sentido ela pode ser qualquer coisa. Temos que saber também não só o significado, mas também a origem da palavra, e não só etimológica como também histórica. A origem etimológica trata da sua forma mais antiga, e também da evolução do termo em diferentes estados anteriores da língua em que é falada e pelas quais passou. A origem histórica tem a ver com isso também, mas vai além, até a razão pela qual surgiu, às vezes até ao seu autor, e como ela chegou a cada etapa de sua evolução etimológica.
A palavra religião vem da palavra religio, em latim, que significa respeito, reverência, hoje no sentido de respeito pelo sagrado, pelo divino, ou culto a divindade ou lei divina, respeito a preceitos sagrados. Mas nem sempre foi assim. A história dessa palavra tem algo anos dizer. Em sua origem no latim não se referia a algo transcendente, mas se referia à reverência que o cidadão romano deveria ter pelas instituições do Império.
O problema, porém, ainda pode ir mais longe. É que historicamente esse substantivo teria vindo de um verbo. Uns querem dizer que vem do verbo religare, religar, reatar. Outros querem ainda dizer que vem de relegere, reler. Se isso for verdade, a primeira opção não faz sentido, a palavra como era usada em sua origem pelo cidadão romano, seria religar-se ao império, ao exército, ao imperador. Se for verdade a segunda opção, além de também não fazer sentido (pois seria reler o império), qualquer coisa outra poderia ser tida como religião, desde ciência, filosofia, psicologia, até sociologia, arte, ideologia, etc.; estas podem ser todas religiões e serão pois são essencialmente visões, leituras, cada uma tem uma ou trás várias novas formas de ler, de ver, o mundo, a realidade, o futuro; cada uma forma várias escolas de interpretação, metodologia, modo de ver e de viver.
O que isso mostra é que a evolução como ocorre na língua, nas tradições, nas ciências, etc., também ocorre na nossa compreensão (mas lembrando que evolução não significa melhoramento, mas simplesmente transformação, mudanças ao longo de um período, esta pode ser também uma degeneração, no caso da compreensão esta pode tanto degenerar, quanto clarificar, se perder ou se transformar em outra diferente). E neste caso a evolução da palavra casou com uma evolução do conceito que se tornou mais abrangente, mas não por isso mais exato, pelo contrário, se tornou mais obscuro. Hoje muitas coisas podem ser chamados de religião e o conceito se tornou tão abrangente que crenças, mesmo não sendo metafísicas, que assumiram um papel verdadeiramente de religiosidade em termos ideológicos, recebem o mesmo voto de confiança e devoção que antes só as religiões recebiam. Tal culto pode se dirigir a pessoas, ideias (ideologia, doutrina, sistema, teoria, etc.) e até mesmo a movimentos culturais.
Sendo nós rigorosos não poderíamos tomar tal "definição" moderna como uma boa medida para o que pretendemos estudar, pelo contrário vamos recorrer às definições que são adotadas e ou preservadas pelas tradições que se assumiram como religião (ainda que algumas não o sejam no sentido da palavra e contraditoriamente adotem um sentido semelhante). É claro que com isso não chegamos a um consenso, mas delimitamos bem melhor a nossa margem do que cabe nesse conceito. Para chegar a tal definição não precisamos nos ater a uma média dos conceitos das tradições, mas sim à uma observação de como a palavra tem sido usada e definida por essas chamadas religiões e tidas como tradicionais.
Logo que fazemos isso nos deparamos também com outros obstáculos. Por exemplo, alguns vão propor que o termo religião no sentido atual só existe no ocidente e por força do catolicismo que se propôs como sendo a única religião e a inauguradora da palavra no sentido de religar. Este religar evidentemente seria ao Deus único e verdadeiro como é descrito por essa religião e isso evidentemente excluirá todas as outras religiões, inclusive cristãs. Mas isso cai por terra ao examinarmos o uso da palavra por outras que também se dizem religiões verdadeiras, ainda que algumas destas ainda dissessem a mesma coisa, que são a única e verdadeira religião.
O que estamos fazendo não se trata de ciência da religião ou filosofia da religião, se quase se propões um ar alienígena, como se pudesse olhar de fora para dentro, como se esta visão mesmo não tivesse se construído no seio da cultura à qual incorporava e era moldada pela religião. Então temos que tomar um decisão lúcida, sóbria, não recorrer a análises evasivas e negações de completa adequação semântica, etimológica, nem por outro lado simplesmente adotar arbitrariamente um significado e determinar a nossa como uma definição. Essas necessidades não existem, o que existe é a necessidade de uma definição que delimite bem o campo de nosso estudo evitando a confusão.
Então segundo a evolução semântica e etimológica da palavra temos um sentido mais amplo que encampa o anterior mas exclui algumas aplicabilidades anteriores. Assim temos religião, deixando de se referir à reverência às instituições do império e passando a se referir estritamente à reverência ao transcendente e ou sobrenatural e ou metafísico, aplicado à quase totalidade do que se chama religião hoje, politeístas, panteístas, monoteístas, gnósticas, ateísticas, iluminacionistas, etc.. Então esse conceito assume o significado de revisão por um lado e de religação por outro, restringindo ainda mais o campo do que pode ser chamado religião, onde alguns exemplares de todos esses campos citados são excluídos (depois veremos exemplos de porque isto acontece).
Origens da palavra religião através da história
Apesar palavra religião ser usada universalmente pelos ocidentais, ela não possui uma equivalente em muitas línguas e tradições do oriente, portanto, é uma visão ocidental aplicada ao oriente, quando lançada sobre as chamadas religiões orientais e mesmo africanas, e não necessariamente uma visão que eles tenham de suas próprias tradições, crenças, doutrinas, etc..
Religião foi um termo usado no contexto cultural europeu da época em que a cristandade se apropriou do termo latino religio, que era dirigida não para Deus ou deuses ou algo transcendente, mas às instituições imperiais. No hinduísmo antigo, por exemplo, se utilizava a palavra "rita" que se refere a uma ordem cósmica do mundo, ordem esta com a qual todos os seres deveriam estar harmonizados, mas a palavra também se referia à correta execução dos ritos pelos brâmanes; bem mais tarde, o termo foi substituído por dharma, que é traduzido neste sentido como lei, uma lei divina e eterna, ou ensinamento, a depender do uso; esse mesmo termo atualmente é também usado pelo budismo para se referir à lei ensinada pelo Buda, ou o ensinamento dele como um todo.
Foram propostas algumas etimologias ao longo história para a origem de religio. Dessas, algumas são mais aceitas ou conhecidas.
Cícero, em 45 a.C., disse que o termo se refere a relegere, reler, se referindo às pessoas que sempre reliam as escrituras e se empenhavam em tudo o que se relacionasse com deuses.
Bem depois Lactâncio, que viveu entre os séculos III e IV d.C., rejeitou o argumento de Cícero, dizia que o termo vem de religare, religar os seres humanos a Deus, argumentando que a religião seria um laço de piedade que serve para estabelecer essa religação .
Um pouco depois Agostinho de Hipona, no século IV d.C., disse que religio derivaria de religere, "reeleger", no sentido de que através da religião a humanidade reelege a Deus, do qual havia se separado. Mas mais tarde Agostinho retoma a interpretação de Lactâncio, que religio viria de "religar".
Depois disso ainda surgiram outras hipóteses, como a de Macróbio, no século V d.C., que afirmava que religio derivaria de relinquere, deixar para trás. Além dessa também muitas outras interpretações populares foram acreditadas como a verdadeira origem da palavra ou mesmo hipóteses que remontam as partes da palavra atribuindo diferentes junções de termos supostamente originais.
Entretanto a evolução do conceito da palavra nos leva hoje a apontar novamente para as primeiras origens a que foi atribuída na antiga europa cristã, porém nem tão restrito como fizeram alguns, se referindo apenas ao cristianismo ou ao monoteísmo, nem tão abrangente como se faz coloquialmente na pós-modernidade, se referindo a todo tipo de doutrina metafísica, seita, crença, tradição primitiva, etc.. Isto porque não podemos perder o alvo da palavra que é uma forma de reler a realidade, mas não apenas isso, é uma forma de reler a realidade com um fim de, isto é, para e por este meio, da religião, se religar a uma origem transcendental ou se ligar a um estado transcendental.
Esta releitura é a face da religião que se dirige para o mundo, o mundo comum, que aparentemente compartilhamos e parte de um mundo invisível, que quase nunca compartilhamos. E esta religação é a face da religião que se dirige para o transcendente, para o que não está nem é perceptivelmente presente aqui agora. Isto, em suma, é o que define hoje o que é religião e exclui o que não pode ser tomado como tal.
Mas ainda existem muitos outros critérios, que não são o objetivo de nossa exposição aqui. Enfim, religião pode não se referir mais a um sistema, seja de crenças ou de práticas ou ambas ligadas a alguma coisa transcendente, mas é algo que sempre está ligado a este algo que transcende a nossa percepção e exige uma visão diferente, que é apresentada seja por práticas, doutrinas ou crenças (diferentes ou semelhantes em cada uma das religiões). Assim religião não é o que aponta ou discute ou estuda o transcendente (isto fazemos nós cientistas), mas o que propõe um caminho de ligação com algo transcendente.
Resta ao pesquisador e ao que busca um caminho comprovar os fatos e fenômenos religiosos em sua eficácia (enquanto caminho que leva a um fim ou enquanto método), sua veracidade (enquanto doutrinas, sistemas, propostas ou crenças, etc. e definição do que é realmente este fim) e sua realidade (enquanto moral e comportamental, o observável comum e concreto e ou fenomênico). E então através disso poder verificar essa influência e seus resultados, desde esse nível observável normalmente, o nível moral e comportamental (pelas ações, palavras e transformações observáveis em cada pessoa e em s mesmo), até os seus objetivos finais (se leva seu adepto aonde propõe levá-lo (e por esse último critério é que nossa ordem pode excluir várias das ditas religiões de seu campo de estudo como religião: por já terem se comprovado pela ordem como ineficazes ou mesmo falsas, pois não levam ao que propõem ou apontam fins falsos)).
domingo, 5 de maio de 2019
DIFERENTES RELIGIÕES OU DIFERENTES SABEDORIAS? - COMO VEMOS NA ORDEM E QUAL NOSSO OBJETIVO AO ESTUDÁ-LAS
A pessoa que se aproxima do primeiro nível ou graduação da ordem, deve entender que a ordem não é religião, que os livros sagrados das religiões que estudamos são vistos como sabedorias, e que os estudamos da mesma maneira que faz o cientista da religião. A diferença talvez é que ao fazê-lo nós nos pomos numa tripla posição, isto é, sem abandonar a análise racional, mas nos colocando a par completamente das doutrinas e tradições como se fôssemos daquela religião, daquela tradição, e até mesmo nos colocando no lugar das pessoas da época em que foi escrito. E por um terceiro lado ainda nos colocamos numa terceira posição, a de um historiador, estudando não só os diferentes pontos de vista de vários historiadores, mas também encarando arqueologicamente os escritos, criando nossa própria perspectiva, pessoal, individual, que deve ser compartilhada e debatida. Coloquialmente continuamos a usar o termo religião, até por respeito aos grupos religiosos, mas nossa visão é que são tradições ou vias de conhecimento que explicam e ou tentam alcançar uma determinada realidade eterna (e até muitas vezes muitas vezes diferem não só nas maneiras para alcançar isso e explicar isso, também diferem no conceito disso e no mesmo no objetivo, podem se dirigir a objetivos diferentes). Assim nós vemos como diferentes sabedorias e ou diferentes tradições, portanto estudamos tradições e sabedorias, não religiões.
Por isso nos reservamos o direito de fazermos isso entre nós. Se por um lado não há como debater com ignorantes ou mesmo eruditos menos informados, por outro exercemos nosso direito de crítica sem reservas. Críticas tais que poderiam ser muito mal usadas se caíssem no conhecimento de ignorantes ou de acadêmicos, contra essas religiões mesmo, pois obtendo informação parcial e como alguém do exterior dessas religiões, qualquer um poderia escolher pontos isoladamente ou fora do contexto ou mesmo ideologicamente, para atacar estas religiões. Então quando fazemos assim protegemos não só a nós mesmos, mas também ao nosso objeto de estudo, essas religiões. E por essa razão, as religiões não comprovadas por nós como religião, no sentido humano mesmo (pois no sentido científico ou filosófico praticamente nenhuma se comprovaria como tal), também não são dessa forma estudadas, pois seria expor o estudante a uma visão errônea, simulando adortar uma religião ou uma filosofia que de fato não o é, ou que é apenas a invenção ou loucura de uma mente desequilibrada. Mas estas falsas religiões e falsas filosofias também são estudadas na medida que for necessário, na forma científica, racional, crítica, filosófica e lógica. Estudamos tais sabedorias desse tríplice ponto de vista que pode ser resumido como o ponto de vista de alguém que está em contato e buscando para si mesmo naquela filosofia. Se a pessoa não se vê capaz de adotar simultaneamente tais posicionamentos (os três já citados), ela ainda não está preparada, então deve aprender sobre essa capacidade e como deve agir, pois essa é a posição natural de todo buscador, busca sinceramente ali, tem dúvidas, procura ver a história e como se chegou àquela doutrina, analisa logicamente, procura provas empíricas, etc. (se a pessoa não tem naturalmente essa posição tríplice é porque já a perdeu nos condicionamentos sociais e aprendizados, deve então aprender a resgatar essa capacidade e visão natural).
E além disso no primeiro nível não estudamos apenas livros e doutrinas da religião como se pode pensar, mas muito mais estudamos a nossos procedimentos e a metodologia científica. Estudamos a história, estudamos as teologias e ou cosmogonias, estudamos a metodologia científica e os construtores da ciência moderna e contemporânea, estudamos a epistemologia e a epistemologia das ciências, e estudamos a filosofia relacionada à temática (metafísica, religiosa, soteriológica, iluminaciológica, conscienciológica, etc.) e a psicologia (santificação, purificação, regeneração, transfiguração, metempsicose (captar o conteúdo ou influência de outras mentes), parapsicologia, etc.). Estudamos todas ciências contemporâneas em suas descobertas com relação aos temas fundamentais da religião e seus processos (vida a pós a morte, curas, ressurreição, saída do corpo, sonhos lúcidos, visões, obediências, leis, procedimentos, etc.). Estudamos sempre dentro de nossa posição objetiva e ética ao mesmo tempo, portanto não podemos deixar de estudar, aprender e adotar uma disciplina moral, da qual depende, pois colocamos como condição (e é psicologicamente uma condição), do avanço do conhecimento e do discernimento. E estudamos também nossas teses que são derivadas desses estudos e procedimentos. Nosso estudo não objetiva sequer a religião ou as ordens ou o oculto como se poderia pensar, mas a ordem tem como objetivo a verdade, a certeza sobre essas temáticas, que costumam ser classificadas como metafísicas, ou seja, além da fisis. Nossa ordem objetiva levar o estudante a comprovar por si mesmo a verdade sobre tudo isso e até mesmo a verdade em si mesma.
quarta-feira, 1 de maio de 2019
QUEM É FRATER ... E QUAL PAPEL DESEMPENHA NA ORDEM?
Frater ... (pronunciado como frater silêncio) é o nome iniciático bem humorado que escolhi para representar o professor do círculo mais externo (qualquer que seja ele). Esse cuidado de esconder o nome interno não é por mim, mas se aplica a todos como regra por necessidade ou possível necessidade, já que mesmo que não necessitasse dessa proteção agora poderia vir a necessitar em algum momento, isto é pelos mesmos motivos já citados:
a. para proteger as fontes e de não permitir ao não iniciado ignorante a zombaria com nomes dessa natureza o que lhe traria já mal resultado.
b. todos já sabem meu nome de professor e apresentação exterior e alguns sabem outros nomes que adotei na ordem enquanto vagava nos graus do primeiro nível, não há razão para dizer que esse nome seja meu nome, ou nome interno, mas a realidade é que esse nome é aqui utilizado para o anonimato de todo e qualquer da ordem, para idéias gerais da ordem que não sejam minhas próprias teses ou de algum outro estudante e finalmente para manter o sigilo da identidade do produtor de algum texto, neste caso, tanto externa, quanto internamente.
c. para não crescer o "ego" de quem quer que venha a publicar aqui um texto, principalmente sendo professor ou de um grau elevado, é uma vacina, uma prevenção para que nenhum venha a se orgulhar ou se sentir de qualquer modo acima dos outros por causa disso, (a não ser que seja um texto de tese, ou novo ou controverso, neste caso é obrigado a colocar seu nome de iniciado para que assim assuma a responsabilidade daquela ideia).
E os três pontos? Não tem a ver com o que você pensou que fosse, com certeza, os três pontos ficaram aí porque os espaços que seriam os lugares das letras não aparecem na assinatura aqui no blog, é problema do software do blog. Então aparecem somente os três pontos e aí você já sabe que é frater . Três pontos também se referem ao fato que esse é um dos nomes, podem haver outros nomes do mesmo frater e outros frati que escrevam o texto...
Também o humor é devido a ver nomes pomposos de alguns que não deveriam usar tais nomes como uma espécie de medalha de honra chegando muitas vezes a corresponder ao contrário de suas ações.
Frater significa irmão, mas para nós é companheiro de trabalho e amigo espiritual, e pode se referir a um professor, não é o mesmo que um monge ou mestre ou alguém de uma hierarquia superior qualquer que seja ela. É simplesmente alguém que nasceu para a grande obra alquímica (a espiritual), um novo “ente”, um novo ser, um novo modo de ser, assim tem que ter outro nome.
Então resolvi por aqui o nome Frater porque é uma incógnita, não uma presunção, poder-se-ia dizer Frater Silêncio ou até Frater nada ou Frater Vazio, mas esses últimos já podem parecer alguma presunção de uma terrível falsa modéstia, então é melhor que não sejam falados assim.
O importante aqui é ensinar, desde o próprio nome, que não recebemos nomes para cultuar a personalidade, como muitos fazem, pois seguimos o caminho inverso, o do abandono. O "ego" diminui, a personalidade diminui, a luz, a nossa luz interna, a realidade em nós, aumenta.
O que é o nome iniciático em nossa ordem? É simplesmente aquele que identifica sua meta, o que você quer alcançar, e isto pode mudar ao longo do caminho até que chegue a resumir sua meta real, isto é, o que você vontadeia ser por toda a eternidade. Nos círculos seguintes você saberá outro nome meu, não só a sigla, agora já sabem aquela que escolhi por identificação da minha vontade e por ser a minha meta de trabalho. Algo que você também deverá fazer ao escolher o nome. Que o meu nome é I.L.I.V., você agora sabe, mas você ainda não sabe o que cada letra significa, sabe? Se sabe é porque eu já lhe revelei ou porque tem um chamado para a ordem, se for este segundo caso me escreva pelo e-mail. Mesmo aqueles a quem revelei, mesmo por displicência minha, e não merecem saber esse significado, já esqueceram. Então vejam como mesmo até a sigla é algo importante, quanto mais o nome.
O nome também é para assumir a responsabilidade sem exaltar o ego, pois o nome não é do conhecimento dos outros meios que frequentamos, não nos dá fama no mundo. Mas por outro lado é nossa assinatura, pela qual o que fazemos, falamos ou escrevemos fica ligado a nós, assumimos a responsabilidade perante a ordem, perante a verdade. Não fazemos as coisas covardemente como se vê em muitos sites e comunidades cheios de textos e postagens anônimas e até que foram tiradas de outros autores sem lhe dar o devido crédito. Essa modéstia desse falso anonimato que alguns fazem é apenas o véu da mentira, da fraqueza, da falsidade, de covardia.
Nós devemos assumir o que falamos e a responsabilidade sobre o que traduzimos, apresentamos ou escrevemos. Ser anônimo, ser modesto dessa outra forma, muito comum hoje, é ser hipócrita, "esperto", enganador, plagiador, buscador de fama. Para que saibam sobre frater I.L.I.V. farei a seguir um breve histórico contendo o que mais tem a ver com a carreira dentro da ordem e para chegar até ela, ou seja, antes disso, quando era um perdido buscador...
quinta-feira, 25 de abril de 2019
Qual a diferença entre Frater, Irmão, Amigo, Companheiro e Adepto em nossa ordem?
Frater, Irmão, Amigo, Companheiro e Adepto são títulos ou termos tradicionais para indicar qualitativos de determinado nível e tipo de realização. Antes desses qualificativos a pessoa é tida como aspirante ou candidato. Nossa ordem, como era de se esperar, tem uma maneira peculiar de definir esses termos. Eu mesmo durante anos na ordem tratei inclusive estudantes externos erradamente, já como frater ou como amigo e isto constitui um erro, leve, mas que se por um lado os anima os estudantes por já se sentirem parte de algo, por outro atrapalha, pois se auto enganam quanto a isso e quanto ao próprio merecimento. Vejamos porque isso acontece e quais nossas definições.
No primeiro nível, três ou quatro graus, as pessoas não deveriam jamais a rigor serem chamados frati, muito menos irmãos, porque frater é aquele que já faz parte da fraternidade, ou seja, do segundo nível, pois já assumiu não só compromissos, mas também responsabilidades, que incluem cuidar uns dos outros. E irmão é apenas aquele que já realizou a iniciação correspondente ao convencimento, convicção e prova pessoal sobre o caráter Supremo fora e dentro de si, isto é, já conhece sua obra dentro dele, e já descobriu em que obra isto pode ser encontrado e como se realiza esse processo, se tornando assim como irmão de sangue, pois comunga da mesma consciência dos demais, isso também quanto a essa unicidade e em que ela está, e no que consiste. Seria muito fácil falar isso em termos religiosos, mas isso não passaria do que já existe em forma de doutrina e como matéria de crença. O aspirante deve por si mesmo descobrir essa realidade e isso o trona irmão, sem possibilidade de retorno ao estado anterior. Por isso que apesar de frater significar irmão, nós usamos em duas acepções nas graduações, frater é o que comunga dos conhecimentos e experiências, as quais pode ainda interpretar de outro modo, e até errado às vezes, e pode até retroceder no caminho, enquanto o irmão é aquele que não pode mais retroceder, mesmo que surgisse essa essa intenção (hipoteticamente é claro, pois é impossível que ela surja). Então frater é apenas quem chegou no nível de fraternidade e irmão é um grau que acontece neste nível, mas podendo acontecer antes ou depois, ou mesmo a pessoa já tendo vindo de fora com essa realização ou ainda a convicção certa (pois alguns podem não ter provado, mas, entre as várias convicções que podem ser adquiridas nesse mundo, essa pessoa foi convencida "coincidentemente" da certa, da verdadeira).
Já amigo e companheiro são termos também antigos, tradicionais, pertencentes à nossa tradição clássica (embora os outros dois também pertençam a esta existe uma diferença...), mas referentes mais a graus do que a níveis. Antes de tudo a pessoa é um aspirante, o que chamamos candidata. Na nomenclatura de nossa organização ela é candidata ao grau zero, ela está no exterior quanto ao aprendizado e conhecimento, mas manifestou a intenção de obtê-los. Ao adquirir o grau zero ou pelo menos passar pela experiência iniciática desse grau tendo demonstrado a mínima realização, se costuma dizer bem vindo, mas não se deve dizer "bem vindo frater" e sim "bem vindo amigo", por isso se diz que o noviço ou novato é um amigo ou simplesmente estudantes. A qualquer momento pode se enganar e ir embora, mesmo que não se perca a amizade ele não tem mais o grau de amigo na ordem, mas apenas amigo pessoal no sentido coloquial, ou não, depende se a amizade surgiu ou não. Já ao entrar no grau um, o amigo pode continuar apenas um amigo por muito tempo, e ao final como é mais tradicional receber o grau de companheiro, pois já divide a caminhada, o caminho, tarefas, já colabora, já divide estudos e pesquisas. Mas a maioria dos professores tem muita reserva em chamar alguém assim mesmo nesse último grau, porque essa pessoa pode cometer erros incríveis contra o companheiro; ela é sujeita a tais erros. Mas a rigor, quando a pessoa começa a partilhar dos mesmo caminhos e experiências já então já pode ser chamada de companheiro, esteja ela no grau um ou quatro.
E adepto é a apessoa que descobriu as realidades por trás das aparências, ou pelo menso algumas delas. Mas se ela descobriu por si mesma, por experiência e lógica própria. O adepto é chamado a ensinar e se ele recusa demonstrado indignidade, mesmo assim então, pode não ser chamado de adepto, pois guarda para si a sabedoria e espera que outros façam sua parte na transmissão do conhecimento. O adeptado é muito pessoal, não está restrito ao terceiro nível, ele pode acontecer diferente em cada pessoa, em etapas ou níveis diferentes, em graus diferentes, embora o adeptado esteja no curso gradual didático normal, ele pode ocorrer antes, até mesmo no neófito, embora seja muitíssimo raro. Então veja que mesmo galgando tais platôs se deve usar com muita cautela esses adjetivos. Adepto é o que já tem a visão espiritual, mesmo que sua mente ainda esteja despreparada isso pode acontecer, ou nas mentes mais preparadas pode também, ao contrário não ocorrer o adeptado, ou este ser inconsciente até. Estamos falando de situações mais raras, mas possíveis. Portanto não se dá o título de adepto por ter chegado a um grau ou nível. Adepto é um nível bem elevado de realização e os que o atingem só podem ser humildes, não vão se proclamar adeptos. Geralmente um adepto é apenas reconhecido por outros ou depois de sua partida para o mundo do espírito.
No primeiro nível nessa organização temos a ordem hermética com objetivo de aprendizado de muitos conhecimentos para que a pessoa tenha material com que chegue a suas reflexões e conhecimentos pessoais e práticas para a pessoa ter sua própria experiência e conclusões, isso é provado, desde em entrevistas, até de outras formas que não podemos revelar. Só no segundo nível é que temos a fraternidade, quando qualquer pessoa, mesmo a mais mundana e mais débil pode ser preparada através do primeiro nível, superando suas condições iniciais, seja de desconhecimento, debilidade, entendimento errôneo, visão distorcida, etc.. Só então, integrando a fraternidade, seria correto nos chamamos uns aos outros de frater, embora os estudantes possam chamar assim aos professores. E alguns professores menos rígidos chegam a chamar assim, no coloquial, aos alunos, mas não se deve fazer isso. Muito menos chamar de irmão, pois isso depende de uma certa realização específica entre as várias do nível de frater. No segundo nível é que temos os frati e só no terceiro os adeptos (didaticamente falando pelo menos, já que não se usa isso como adjetivo de tratamento). Mas não é assim que se chama, chama-se de professor, ou ainda de frater, ou de servidor incógnito quando a relação só se dá dentro dos encontros da ordem (chamado simplesmente de professor, frater ou de incógnito em expressão de humildade que esse grau assume, cuja sabedoria é o reconhecimento comprovado já de que depois de tantos conhecimentos e experiências extraordinários se desconhece muito mais do que o que tem de conhecimento...).
Então em resumo, o candidato pode se tornar aspirante, por vontade própria ou por convite; esse candidato aspirante se dirige para o noviçado, que depende de que seja instruído e estude o que lhe é proposto; uma vez tendo o noviço galgado a iniciação científica é um amigo, mas agora não dependeu dele, mas de uma realização; o amigo que estuda e se dedica, que é sincero e divide o caminho, por seu mérito se tornou companheiro; o companheiro continua sua jornada e é considerado um frater; se este frater alcançar certa realização ele será chamado irmão; e um irmão que está em contato e comunicação direta com as realidades verdadeiras e espirituais pode ser tido, por essa realização lhe ter ocorrido, um adepto.
sexta-feira, 29 de março de 2019
A RELAÇÃO DOS NÍVEIS DE REALIZAÇÃO DA ORDEM COM AS FILOSOFIAS RELIGIOSAS (A)
ETAPAS DE REALIZAÇÃO E ESTUDOS
ANTES DESSAS ETAPAS EXISTE A PREPARAÇÃO, O PESQUISADOR DEVE APRENDER COMO PESQUISAR, O BUSCADOR TEM QUE APRENDER OS MEIOS DE BUSCAR. E AQUILO QUE IGNORA (SOBRE O CONHECIMENTO, A REALIDADE E O PROPÓSITO) NÃO PODERÁ MAIS CONTINUAR IGNORANDO. AQUI DECIDIRÁ SE É ISTO MESMO QUE QUER E SERÁ ORIENTADO EM TUDO QUE PRECISAR, POR ISSO QUE É CHAMADO NEÓFITO.
PRIMEIRA ETAPA - FILÓSOFO: ESTUDA AS BASES DAS CINCO FORMAS DE RELIGAÇÃO, REINTEGRAÇÃO, RETORNO À PLENITUDE ORIGINAL, E MAIS AS DUAS OUTRAS FORMAS GERAIS
CINCO FILOSOFIAS DIFERENTES E SEMELHANTES, SÃO AS MÃES DE TODAS AS OUTRAS QUE SURGIRAM E QUE VÃO SURGIR (ISSO NÃO QUER DIZER QUE SEJAM CERTAS NEM ERRADAS, SÓ QUE SÃO ARQUETÍPICAS, INERENTES À EXISTÊNCIA, IMANENTES, E TRANSCENDEM A EXISTÊNCIA MANIFESTA), SEMPRE EXISTEM, SEMPRE EXISTIRAM MUITO ANTES DE SEU APARECIMENTO HISTÓRICO E SEMPRE EXISTIRÃO DE ALGUMA FORMA:
YOGA (PARTE DA MATÉRIA E DESSA NATUREZA PARA A CONSCIÊNCIA E NATUREZA SUPERIOR REUNINDO AS DUAS NATUREZAS QUE SERIAM NA VERDADE UMA SÓ)
TAOISMO (PARTE DA UNICIDADE DO TODO, A NATUREZA REAL, MÚLTIPLO E AO MESMO TEMPO DUAL, PORTANTO TRIPLO - UM NÃO DUAL MAIS OS DOIS LADOS DA DUALIDADE - A UNICIDADE ESTA JÁ PRESENTE AQUI AGORA, PORÉM NÃO VISTA, OBJETIVANDO A SE PERCEBER JÁ NESTA UNIDADE E NÃO COMO PARTE DE UMA DUALIDADE OU MULTIPLICIDADE)
BUDISMO (PARTE DA DESILUSÃO DESSA NATUREZA ILUSÓRIA, TRANSITÓRIA E INSATISFATÓRIA PARA A VERDADEIRA NATUREZA)
CRISTIANISMO (PARTE DA REALIDADE E NATUREZA ORIGINAL PARA ESSA NATUREZA DECAÍDA RESGATANDO A MENTE DE VOLTA PARA A NATUREZA ORIGINAL, ESPIRITUAL)
HERMETISMO (PARTE DA SEPARAÇÃO DESSA NATUREZA DECAÍDA INDO PARA A NATUREZA ORIGINAL E RETORNANDO PARA RESGATAR O QUE ESTÁ APRISIONADO NESTA NATUREZA CORROMPIDA DE VOLTA PARA A NATUREZA ORIGINAL)
MAIS DUAS FÓRMULAS GERAIS DE TRADIÇÃO:
XAMANISMO (PARTE DA UNICIDADE DA MULTIPLICIDADE ENTENDIDA COMO UMA MESMA NATUREZA (MÚLTIPLA PARA UNS, UNA PARA OUTROS) OBJETIVANDO A REUNIÃO)
ZOROASTRISMO (PARTE DA SEPARAÇÃO DA DUALIDADE E DA VITÓRIA SOBRE A NATUREZA MÁ INDO PARA O LADO DA NATUREZA BOA)
DENTRO DE CADA UMA DESSAS SETE TEMOS CENTENAS DE VERTENTES
O XAMANISMO É A MAIS VARIADA DE TODAS, VAI DESDE O TRIBALISMO MAIS PRIMITIVO COMO "MITOLOGIAS" INDÍGENAS, ATÉ O MAIS SOFISTICADO SISTEMA COMO A KABALAH JUDAICA MISTA E OS DERIVADOS SINCRETISMOS HERMÉTICOS (QUE TAMBÉM SÃO TODOS TRIBALISTAS EM SEU FUNCIONAMENTO EMBORA DESCONHEÇAM ISSO)
O ZOROASTRISMO ABRANGE NÃO SOMENTE ESSE SISTEMA PROPRIAMENTE DITO, MAS TODOS OS SISTEMAS DUALISTAS E DICOTOMISTAS
OS CINCO PRIMEIROS SISTEMAS DE FORMA GERAL PODEM SER TIDOS COMO MAIS OU MENOS MONISTAS (OU MESMO UNICISTAS) E DOIS MONOTEÍSTAS EM QUASE TODAS AS SUAS VARIAÇÕES E PELO MENOS PRETENDEM LEVAR A UM FIM ÚLTIMO OU DEFINITIVO, OS DOIS SEGUNDOS GERALMENTE NÃO TÊM ESSA PRETENSÃO E QUANDO TÊM GERALMENTE ELA É IMPORTADA DE OUTRO SISTEMA (POR SINCRETISMO OU IMITAÇÃO, ETC.) E PODEM TER SIDO ATÉ EFETIVOS NISSO EM ALGUM MOMENTO DA HISTÓRIA OU PARA ALGUM POVO, MAS SE MOSTRAM INEFICAZES HOJE QUANTO A ALCANÇAR UM FIM ÚLTIMO OU DEFINITIVO
TODOS OS SETE SISTEMAS DE CONHECIMENTO, OU RELIGAÇÃO OU BUSCA DO ETERNO PODEM SER ENTENDIDOS COMO GNÓSTICOS NO SENTIDO DA PALAVRA: TODOS DEPENDEM DE UM CONHECIMENTO ESPECIAL, DIRETO E PESSOAL EM CONTATO COM O SUPREMO, O ETERNO, OU A NATUREZA VERDADEIRA E ORIGINAL OU A ORIGEM OU SEJA LÁ COMO DENOMINEM ISTO
AS VARIANTES QUE NÃO SE ENQUADRAM NESSA DESCRIÇÃO CONSTITUEM APENAS OS DOIS EXTREMOS QUE JÁ PODEM SER VISTOS COMO FORA DO OBJETIVO, POIS, POR UM LADO UNS SÃO APENAS RACIONAIS E ESPECULATIVOS, PURAMENTE FILOSOFIA, ESFORÇO DO PENSAMENTO, POR OUTRO SÃO APENAS DOGMÁTICOS E LEGALISTAS, PURAMENTE AXIOMÁTICOS OU SOFISMAS, ESFORÇO DA EMOÇÃO, DAS PAIXÕES OU DA VONTADE OU DO IMPULSO. NADA PROVAM, NADA MOSTRAM, APENAS AFIRMAM
À MEDIDA QUE SE SOBE NA ORDEM GRAU A GRAU ENTRAMOS NO SEGUNDO NÍVEL, QUANDO A COMPREENSÃO JÁ CLAREOU SURGE:
SEGUNDA ETAPA - CIENTISTA (OU ALQUIMISTA): APLICA O MÉTODO CIENTÍFICO (COMO POSTULADO POR BACON, NEWTON, DESCARTES, HUME, PASCAL...) NA ANÁLISE DOS PROCEDIMENTOS, RESULTADOS E DOUTRINAS DAS DIFERENTES FONTES FILOSÓFICAS E RELIGIOSAS
SENDO CIENTÍFICA ENVOLVE MAIS A PRÁTICA, A INVESTIGAÇÃO EXPERIMENTAL, E O CONHECIMENTO DO QUE JÁ SE AVANÇOU OU SE COMPROVOU NAS AFIRMAÇÕES DAS FILOSOFIAS, DE UMA FORMA CIENTÍFICA, MAS TAMBÉM É O ESTUDO DA METAFÍSICA, EPISTEMOLOGIA, ONTOLOGIA, METODOLOGIA, MATEMÁTICA, PARAPSICOLOGIA, ETC.
NESSA ETAPA A PESSOA CARREGA SUA VERTENTE E A APROFUNDA, A SUBMETE A TESTES E CRITERIOSA ANÁLISE. UMA VERTENTE OU MAIS DE UMA, A PESSOA PODE TROCAR DE VERTENTE OU ESTUDAR TODAS OU NÃO ADOTAR NENHUMA E APENAS INVESTIGÁ-LAS, PARA, OBTENDO POR SI MESMO AS PROVAS REQUERIDAS, ENTRAR COM CONVICÇÃO NA TERCEIRA ETAPA CONHECIDA MUNDIALMENTE COMO ETAPA METAFÍSICA OU RELIGIOSA
TERCEIRA ETAPA - SACERDOTE (OU SERVO INCÓGNITO): SE CONVERTEU, ISTO É, IA NUMA DIREÇÃO (MONTANHA ABAIXO) E AGORA VAI NOUTRA (MONTANHA ACIMA) E AGORA NESSA ETAPA A PESSOA VAI IMERGIR NA VERDADEIRA RELIGIÃO E SUAS FUNÇÕES (CASO A TENHA DESCOBERTO, CASO NÃO TENHA DESCOBERTO PERMANECERÁ NO NÍVEL ANTERIOR PODENDO PARTICIPAR APENAS DOS ESTUDOS, A PARTE INTELECTUAL EXTERIOR DESTE)
NÃO SE DEVE FALAR MUITO SOBRE ESSE NÍVEL PARA NÃO INDUZIR A PESSOA AO ERRO, A ALGUMA TENDÊNCIA OU MESMO AO ACERTO SEM QUE TENHA PROVADO, OU SEJA, ACEITAR POR SIMPLES CHUTE OU CRENÇA OU IMITAÇÃO OU INTERESSE, DESPROVIDO DE COMPROVAÇÕES
POR AGORA SÓ OS QUE ESTÃO NESSE NÍVEL SABEM O QUE SE ESTUDA E SE PRATICA AQUI, MAS AQUELES QUE JÁ VÊM NESSE CAMINHO CERTO DESDE ANTES, MESMO COMO UNS, DE ANTES CONHECER A ORDEM, JÁ ENTRAM NESSE NÍVEL E DELE PARTICIPAM E PODEM NELE SE APROFUNDAR E COMPROVAR POR SI MESMO SUAS "DOUTRINAS" E "FILOSOFIAS" E SEUS RESULTADOS
EM BREVE TAL GRAU PODERÁ SE REVELAR NESSA MANIFESTAÇÃO. O QUE SERÁ DE ESPANTO E MUITOS SAIRÃO DA ORDEM, MAS MUITOS OUTROS MAIS SERÃO ATRAÍDOS DEVIDO A ESTA MESMA REVELAÇÃO. ANTES QUE A ORDEM NOVAMENTE DESAPAREÇA FICANDO TOTALMENTE SECRETA DE NOVO, CAIA NO ESQUECIMENTO E SÓ APAREÇA NOVAMENTE COM OUTRO NOME
CONCLUSÃO EM RELAÇÃO AS FILOSOFIAS DITAS RELIGIOSAS
CADA UMA DESSAS FILOSOFIAS DESEMPENHA UMA FUNÇÃO NO MUNDO, UM PAPEL NECESSÁRIO, MAS SÓ UMA DELAS É UMA RELIGIÃO NO SENTIDO DA PALAVRA. AS OUTRAS SÃO ARTES, CIÊNCIAS, FILOSOFIAS, OU COSMOLOGIA, COSMOGONIA, PSICOLOGIA, EPISTEMOLOGIA, ONTOLOGIA, ETC., OU COMBINAÇÕES DESTAS. TODAS ELAS PODEM COOPERAR ENTRE SI, E COOPERAR COM O MUNDO EM ALGO, PARA BOM CURSO OU MAL CURSO CONFORME O USO. E TODAS ELAS PODEM SER USADAS PARA A ORDEM AINDA QUE NÃO NECESSARIAMENTE A ORDEM PRECISE DELAS. À ORDEM INTERESSA A VERDADE E OS MEIOS DE FAZER A PESSOA CHEGAR ÀS VERDADES TRANSCENDENTES DE MODO A COMPROVÁ-LAS DE FORMA IRREFUTÁVEL, NÃO POR EXPERIÊNCIAS PESSOAIS SUBJETIVAS COMO A MAIORIA DAS QUE SE DENOMINAM ORDENS
quinta-feira, 10 de janeiro de 2019
Existem Provas e Testes na Ordem?
A ordem não testa as pessoas, o ordem não precisa testar as pessoas. A ordem prova as pessoas, é diferente. Provar é mostrar a própria pessoa quem ela é e faz isto diante de situações, pensamentos, etc.. A prova é uma situação, dialogo, ou qualquer evento ou fenômeno em que o estudante se depara com sua verdadeira face, através dela e de sua reação psicológica, moral, emocional, fala e ações diante dela. O objetivo de uma prova é diferente de um teste; o teste é para que passe e a prova, no geral, para que se reprove, pois reprovando saberá o que precisa mudar em si mesmo. Não é sem dor nem temor que dou esta notícia, mas ninguém é provado além de sua capacidade, nem lhe é dado uma prova para que sofra (embora o sofrimento possa acontecer), e sim para que desperte, que veja a si, como está. Em muitas situações a pessoa se livra de provas quando já conhece e confessa suas incapacidades, ou seja, quando humildemente reconhece suas falhas ou capacidade de falhar.
Já a fraternidade testa sim, às pessoas. Por que faz isso? Por ser composta de seres falhos em suas capacidades. Todos os seres em um corpo carnal são falhos exceto aquele que veio do alto. Não existe um buda, um mestre, um guru, um avatar, um venerável, um rabi, enfim, não existe qualquer pessoa que não seja falha; esses títulos, esses nomes, esses adjetivos, tudo isso são mentiras do orgulho, da prepotência, do auto-engano, da falta de humildade. Isso quando não é falsidade mesmo. Todos falham em suas atitudes mentais, na fala e nas ações. Quem segue "mestre" é porque nunca os observou na realidade para enxergar suas inúmeras falhas nesses três campos. Então todo adepto precisa passar por testes e precisa testar seus estudantes. Isto é chamado avaliação.
A todo momento no mundo e nas relações estamos sendo avaliados, assim também é na relação professor aluno, não é preciso que haja uma prova escrita. Nas conversas, nas entrevistas, em toda relação o estudante é avaliado. Um resumo, uma concepção que se peça é uma mera formalidade ou apenas meio de mostrar ao estudante o que lhe falta. Se não mostra compreensão é claro que não a possui, é inevitável na relação que o aluno não demonstre sua compreensão (ou incompreensão), porque o professor passou por isso foi ensinado a fazer com que o estudante demonstre sua compreensão, qualquer professor da fraternidade saberá fazer isso sem pestanejar e não dirá quando fará, quando fez, nem quando está fazendo, é claro. E isto é muito fácil de se fazer. Por outro lado pessoa que vem demonstrando incompreensão seguidamente deve receber informação sobre aquilo que não compreende, e isto geralmente a aborrece. Ou ela pensa que já compreende ou recusa ler e ouvir sobre aquilo. Isto a leva primeiro a estagnar em círculos e depois cair, pois não se fica parado na escalada de uma montanha, ou sobe ou desce, pois lhe faltará mais cedo ou mais tarde o alimento...
Mas existem também as avaliações específicas, sim, quando acontece o chamado teste. No geral, o primeiro teste é o interesse, se a pessoa investe ou não tempo nisso, se a pessoa tem interesse real ou é apenas algo momentâneo, etc.. Depois, quando se é convidado, o teste é o segredo, se o estudante vai guardar ou vazar um segredo dado. O interesse é avaliado todo o tempo, pois se lhe dará matéria de estudo, práticas, etc., sempre ao longo de todo o programa e facilmente se pode saber da dedicação do estudante.
O interesse também é testado em quantidade de investimento, o investimento deve ser no campo (a) do estudo e no campo (b) da prática e a quantidade de investimento é avaliada em quanto de porcentagem (1) do seu tempo, (2) do seu esforço e serviço em prol do (2.1) próprio desenvolvimento e (2.2) em prol dos outros e quanto em porcentagem (3) de seu dinheiro investe em livros, equipamentos e artigos (3.1) para seu estudo e (3.2) para dar a outros e (3.3) para dar à fraternidade para que disponha de materiais necessários; e finalmente o interesse é avaliado no campo de realização, pois para que haja realização todos esses campos são necessários e indispensáveis constituindo o tripé de nossa escola, estudo, prática e realização e a motivação, se ela é egoísta, só para realização pessoal, quão pouco vale! Ou se tudo isso é belo bem de todos os seres conscientes, pois sem esta motivação altruísta a escalada é muito lenta, difícil e inadequada.
O segredo, a fidelidade em guardar um segredo, é testado mais esporadicamente e também a cada passo ou grau, pois a pessoa vai mudando ao longo da jornada.
A compreensão, enfim, também é testada, pois deve clarear em vários níveis diferentes de compreensão, assim nos diálogos a amplitude, o alcance e os níveis da compreensão do estudante se demonstram em suas palavras, atitudes, opiniões, associações, escolhas, etc.. A pessoa que fica no nível das relações normais e coloquiais, as convencionais da vida, prova que nada entendeu ainda do sentido das coisas e dos fenômenos, e a ela sempre é dado mais material necessário de estudos base e práticas mais simples. Por outro lado quanto mais longe vá a pessoa na cadeia dos significados e quanto mais abrangentemente e distante forem suas cadeias de relações entre as compreensões, mais ela se prova apta a avançar, e a ela são corrigidos os erros, pois a possibilidade deles aumenta, e são entregues estudos mais avançados além dos estudos base e as práticas necessárias a serem experimentadas na consciência.
Já a fraternidade testa sim, às pessoas. Por que faz isso? Por ser composta de seres falhos em suas capacidades. Todos os seres em um corpo carnal são falhos exceto aquele que veio do alto. Não existe um buda, um mestre, um guru, um avatar, um venerável, um rabi, enfim, não existe qualquer pessoa que não seja falha; esses títulos, esses nomes, esses adjetivos, tudo isso são mentiras do orgulho, da prepotência, do auto-engano, da falta de humildade. Isso quando não é falsidade mesmo. Todos falham em suas atitudes mentais, na fala e nas ações. Quem segue "mestre" é porque nunca os observou na realidade para enxergar suas inúmeras falhas nesses três campos. Então todo adepto precisa passar por testes e precisa testar seus estudantes. Isto é chamado avaliação.
A todo momento no mundo e nas relações estamos sendo avaliados, assim também é na relação professor aluno, não é preciso que haja uma prova escrita. Nas conversas, nas entrevistas, em toda relação o estudante é avaliado. Um resumo, uma concepção que se peça é uma mera formalidade ou apenas meio de mostrar ao estudante o que lhe falta. Se não mostra compreensão é claro que não a possui, é inevitável na relação que o aluno não demonstre sua compreensão (ou incompreensão), porque o professor passou por isso foi ensinado a fazer com que o estudante demonstre sua compreensão, qualquer professor da fraternidade saberá fazer isso sem pestanejar e não dirá quando fará, quando fez, nem quando está fazendo, é claro. E isto é muito fácil de se fazer. Por outro lado pessoa que vem demonstrando incompreensão seguidamente deve receber informação sobre aquilo que não compreende, e isto geralmente a aborrece. Ou ela pensa que já compreende ou recusa ler e ouvir sobre aquilo. Isto a leva primeiro a estagnar em círculos e depois cair, pois não se fica parado na escalada de uma montanha, ou sobe ou desce, pois lhe faltará mais cedo ou mais tarde o alimento...
Mas existem também as avaliações específicas, sim, quando acontece o chamado teste. No geral, o primeiro teste é o interesse, se a pessoa investe ou não tempo nisso, se a pessoa tem interesse real ou é apenas algo momentâneo, etc.. Depois, quando se é convidado, o teste é o segredo, se o estudante vai guardar ou vazar um segredo dado. O interesse é avaliado todo o tempo, pois se lhe dará matéria de estudo, práticas, etc., sempre ao longo de todo o programa e facilmente se pode saber da dedicação do estudante.
O interesse também é testado em quantidade de investimento, o investimento deve ser no campo (a) do estudo e no campo (b) da prática e a quantidade de investimento é avaliada em quanto de porcentagem (1) do seu tempo, (2) do seu esforço e serviço em prol do (2.1) próprio desenvolvimento e (2.2) em prol dos outros e quanto em porcentagem (3) de seu dinheiro investe em livros, equipamentos e artigos (3.1) para seu estudo e (3.2) para dar a outros e (3.3) para dar à fraternidade para que disponha de materiais necessários; e finalmente o interesse é avaliado no campo de realização, pois para que haja realização todos esses campos são necessários e indispensáveis constituindo o tripé de nossa escola, estudo, prática e realização e a motivação, se ela é egoísta, só para realização pessoal, quão pouco vale! Ou se tudo isso é belo bem de todos os seres conscientes, pois sem esta motivação altruísta a escalada é muito lenta, difícil e inadequada.
O segredo, a fidelidade em guardar um segredo, é testado mais esporadicamente e também a cada passo ou grau, pois a pessoa vai mudando ao longo da jornada.
A compreensão, enfim, também é testada, pois deve clarear em vários níveis diferentes de compreensão, assim nos diálogos a amplitude, o alcance e os níveis da compreensão do estudante se demonstram em suas palavras, atitudes, opiniões, associações, escolhas, etc.. A pessoa que fica no nível das relações normais e coloquiais, as convencionais da vida, prova que nada entendeu ainda do sentido das coisas e dos fenômenos, e a ela sempre é dado mais material necessário de estudos base e práticas mais simples. Por outro lado quanto mais longe vá a pessoa na cadeia dos significados e quanto mais abrangentemente e distante forem suas cadeias de relações entre as compreensões, mais ela se prova apta a avançar, e a ela são corrigidos os erros, pois a possibilidade deles aumenta, e são entregues estudos mais avançados além dos estudos base e as práticas necessárias a serem experimentadas na consciência.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2019
A existência é, e existe para, e existe na consciência, portanto há uma objetividade suprema
(Trabalho apresentado por Antonio F. Gonzaga como critério parcial de doutoramento)
A consequência das formulações e da nova visão apresentada é o principal diferencial na minha tese. Mas antes de entrar nesse ponto um pequeno diferencial mais fundamental, da visão em si, precisa ser explicitado. Os filósofos, especialmente os existencialistas, apresentam como resultado ou chegaram a tirar uma conclusão contrária à que apresento, a partir das mesmas observações, o que eu poderia grosseiramente reunir numa só sentença (o pensamento de todos eles quase), "a existência não faz sentido em si, portanto, eis a liberdade", no caso, para colorir e dar o sentido que acharmos melhor. Esta conclusão precisa ser questionada primeiro em seu fundamento, não em si mesma como o faz a maioria dos seus críticos demonstrando apenas as limitações de tal suposta liberdade. O fundamento está errado, pois a existência não apenas faz sentido em si mesma, ela tem sentido e ela é o sentido dela própria. Isto não precisa de nenhuma justificativa (a não ser para as mentes desses filósofos), pois a existência é, temos que redundantemente dizer que a existência existe para que essas pessoas entendam, e que isso é fato irrefutável queiram interpretá-la de um modo ou de outro ou até mesmo como um sonho, ou ilusão, o fato é que continua existindo. Temos levantado a questão desde o princípio e demonstrado que a existência é, a existência existe, ela é a única opção, não existe outra coisa, pois a não existência não existe, o nada não existe, não é possível de forma alguma a inexistência, nem mesmo antes da existência nem depois, tudo não pode vir do nada, nem se transformar em nada depois de ter vindo à existência. Se algum teimoso ainda insistir lance-o o desafio de demonstrar algo inexistente, pois por mais longe que vá sua criatividade em ludibriar, qualquer coisa que imagine passará a existir em sua mente como alguma representação desde o momento que ele afirme que ela inexista. O fundamento portanto está errado. Não passa de um subjetivismo relativista frágil até diante de sua própria proposta de relativização e de subjetividade, quanto mais da evidência.
O fundamento da existência na consciência não leva a qualquer subjetivismo, pelo contrário, ao afirmar que o cosmo depende da consciência estou declarando ainda uma maior objetividade do que se tem adotado até hoje, uma objetividade suprema; então ao contrário de afirmar que tudo depende da visão subjetiva de cada um estou afirmando que nossa visão é muito parcial e diminuta em relação à consciência do todo, podendo influir muito pouco em relação a este; estou afirmando, não que as leis naturais são leis de nossa consciência e que podemos vencê-las (ou "produzir" um sobrenatural) com uma nova visão, como dizem certos filósofos, ou exercícios com dizem os ocultistas, ou com crenças como dizem alguns religiosos, mas estou afirmando que existem mais leis, e leis muito mais inflexíveis na consciência, que são em sua maior parte desconhecidas pela ciência, do que as leis naturais que já conhecemos e temos julgado irreflexivamente que se tratam de "leis da matéria", ou "leis da física". Não pessoa, não se trata de leis da fisis, se trata de leis às quais a fisis obedece. A essas leis, incluindo as conhecidas como naturais e muito mais leis ainda por se descobrir, está submetida não só a matéria, mas também a mente tem sua própria porção de leis que a regem, e a consciência chamada de individual também tem sua própria porção de leis às quais obedece e às quais está limitada. Veja por favor que estou falando de coisas óbvias, facilmente verificáveis e já vivenciadas por qualquer que seja a pessoa, não se trata de qualquer elaboração esotérica ou interpretação filosófica, isto é irrefutável, a existência de leis que regem nossa mente, nossa consciência, e portanto, regem nossa capacidade de sensação, de cognição e de percepção. Existem padrões, leis, limitações, lógica, algorítimos (conhecidos e desconhecidos)... A consciência e tudo que há nela, mente, mundo e leis naturais, é regida por leis, muitas das quais infelizmente desconhecidas (em parte por tratar a ciência como subjetivo às únicas coisas realmente objetivas às quais temos acesso, consciência e seu conteúdo, mente e seu conteúdo). Esse é mais que um grito de alerta para que parem com essa infantilidade sem fundamento e saiam da adolescência da ciência (que em parte ainda está fascinada com a descoberta recente, ou com o sonho ou com a ideia, de como a consciência do observador influi no experimento) e entre em sua maturidade admitindo que a verdadeira objetividade (consciência e seu conteúdo, mente e seu conteúdo) precisa ser tratada como tal e investigada como tal. E ainda: tais leis são regidas por princípios lógicos e matemáticos, e lógica e matemática e qualquer abstração que seja só pode existir em uma consciência, portanto consciência precede tudo que conhemos, universo, leis, e todo um universo muito maior desconhecido para nós, logo, há a consciência suprema.
Agora podemos, tão sucinta, direta e francamente demonstrar que a consequência apontada pelos existencialistas (os que atribuem como resultado a liberdade) é totalmente contrária à verdade. Da existência de tais leis que regem a consciência resulta que descobrimos na verdade tanto menos liberdade quanto mais desconhecemos a totalidade dessas leis (e pior ainda quando as negamos visto que estão presentes, que seria mentira ou beira a loucura). Nada mais óbvio. Mas é claro que esses existencialistas se sentem como se houvessem descoberto algo a mais, e talvez até tais leis, e sentem que estão num grau superior não só intelectualmente quanto também de liberdade em relação ao resto da humanidade. Nada mais enganoso. Como se vê construíram seu próprio cárcere com grades quase intransponíveis, já que, além dos limites naturais da consciência individual que eles de forma alguma transpassaram, se impuseram mais um pesado fardo, sua interpretação falsa das impressões, que não permite enxergar a óbvia verdade acima demonstrada (que esse capítulo possa ser-lhes como uma chave para seu cárcere). Como realmente a consciência é regida por leis não temos tanta liberdade quanto pensamos. É claro que nosso conhecimento é limitado. Posso exemplificar algumas leis que regem nossa consciência para fazer apenas imaginar a consciência do todo, sendo isso um exemplo muito limitado, já que essa consciência do todo sim, é possuidora das leis, e ela mesma é parecida ou idêntica (do nosso ponto de vista) ao conjunto de leis que regem tudo, mas sendo consciente disso. Por exemplo, agora enquanto escrevo não posso estar consciente do que se passa na sala atrás de mim. Uma parede e até meu corpo e meu olhar limitam minha consciência, ou seja, objetos de minha consciência estão limitando o alcance dela! Veja que fragilidade tão contrária à ideia existencialista de liberdade. Eu não tenho consciência de quem é você e do que está pensando agora, aliás nenhuma consciência individual tem acesso a outra, nem de nenhum futuro, nem sequer de meu próprio futuro; eu não posso ver pelos seus olhos, minha consciência não pode ter consciência dos registros de sua mente; e nem o conhecimento da totalidade dos registros de minha própria mente! Que liberdade é essa? Não vou nem prolongar em discutir também a ideia absurda de que tudo está no inconsciente, pois se isso fosse verdade eu teria acesso à sua consciência ou pelo menos ao registro de sua mente (e até ao de todas as mentes) através de hipnose e não apenas ao que está registrado na minha (a capacidade da mente novamente encontra limites). Não estou dizendo que não existe possibilidade de transcendente para o tipo de consciência que se vê como individual e humana nem que um horizonte transcendental não seja possível, admito essa possibilidade, embora não haja comprovação de um método para isso nem do que é dito pelos que dizem ter atingido tal transcendência, mas estou novamente falando do óbvio, irrefutável, acessível a qualquer pessoa, podendo verificar isso, no momento que ler sobre isso inclusive. Portanto temos como resultado (a) não uma relatividade absoluta (que é logicamente impossível mesmo que apenas a partir do ponto que ela mesma possa ser relativizada, os que não entenderam a lei da relatividade geral para o tempo e espaço é que extrapolaram a sua aplicabilidade a tudo que encontram pela frente incluindo todas as definições e evidências), (b) não uma subjetividade específica nem transcendente (mesmo que isso fosse questionável somente a partir do ponto que possa ser subjetivizada ou mesmo colocada como reflexo subjetivo, pois o que impediria de dizer que é reflexo do reflexo do reflexo e ad infinitum? Nada nos adianta, nada nos responde uma tal ideia), e (c) nem uma liberdade de significação da realidade, mas o contrário.Temos demonstrado como é presunçosa a pretensão de qualquer sistema (pois que por definição seria completo). Temos demonstrado (1) as limitações de nossa capacidade de significação, (2) nossa alta capacidade de erro e (3) nossa incompletude em relação a qualquer que seja a ideia ou significação que damos à existência, diante da completude da existência como um todo na necessária consciência de tudo. E disso também resulta que para a consciência que possui a existência deve haver uma completude e unicidade e toda coisa enquanto multiplicidade está em relação, não sendo significado como pode ser por nós, mas tendo um significado específico, certo. É isso que vamos investigar. (O resultado da comprovação disso seria que a liberdade (que é uma significação) de significar não é liberdade de significar, mas apenas de errar o significado (e portanto o objetivo) o que seguindo a mesma lógica existencialista (ou aplicando a crítica que fazem às outras filosofias a eles mesmos) levaria a uma terrível prisão de enganos já que as possibilidade de errar são exponencialmente maiores do que as de acertar, e não liberdade; esta existiria se soubessemos as leis para alcancar o que queremos, não em desconhecer ou negar as leis que regem a consciência).
A consequência das formulações e da nova visão apresentada é o principal diferencial na minha tese. Mas antes de entrar nesse ponto um pequeno diferencial mais fundamental, da visão em si, precisa ser explicitado. Os filósofos, especialmente os existencialistas, apresentam como resultado ou chegaram a tirar uma conclusão contrária à que apresento, a partir das mesmas observações, o que eu poderia grosseiramente reunir numa só sentença (o pensamento de todos eles quase), "a existência não faz sentido em si, portanto, eis a liberdade", no caso, para colorir e dar o sentido que acharmos melhor. Esta conclusão precisa ser questionada primeiro em seu fundamento, não em si mesma como o faz a maioria dos seus críticos demonstrando apenas as limitações de tal suposta liberdade. O fundamento está errado, pois a existência não apenas faz sentido em si mesma, ela tem sentido e ela é o sentido dela própria. Isto não precisa de nenhuma justificativa (a não ser para as mentes desses filósofos), pois a existência é, temos que redundantemente dizer que a existência existe para que essas pessoas entendam, e que isso é fato irrefutável queiram interpretá-la de um modo ou de outro ou até mesmo como um sonho, ou ilusão, o fato é que continua existindo. Temos levantado a questão desde o princípio e demonstrado que a existência é, a existência existe, ela é a única opção, não existe outra coisa, pois a não existência não existe, o nada não existe, não é possível de forma alguma a inexistência, nem mesmo antes da existência nem depois, tudo não pode vir do nada, nem se transformar em nada depois de ter vindo à existência. Se algum teimoso ainda insistir lance-o o desafio de demonstrar algo inexistente, pois por mais longe que vá sua criatividade em ludibriar, qualquer coisa que imagine passará a existir em sua mente como alguma representação desde o momento que ele afirme que ela inexista. O fundamento portanto está errado. Não passa de um subjetivismo relativista frágil até diante de sua própria proposta de relativização e de subjetividade, quanto mais da evidência.
O fundamento da existência na consciência não leva a qualquer subjetivismo, pelo contrário, ao afirmar que o cosmo depende da consciência estou declarando ainda uma maior objetividade do que se tem adotado até hoje, uma objetividade suprema; então ao contrário de afirmar que tudo depende da visão subjetiva de cada um estou afirmando que nossa visão é muito parcial e diminuta em relação à consciência do todo, podendo influir muito pouco em relação a este; estou afirmando, não que as leis naturais são leis de nossa consciência e que podemos vencê-las (ou "produzir" um sobrenatural) com uma nova visão, como dizem certos filósofos, ou exercícios com dizem os ocultistas, ou com crenças como dizem alguns religiosos, mas estou afirmando que existem mais leis, e leis muito mais inflexíveis na consciência, que são em sua maior parte desconhecidas pela ciência, do que as leis naturais que já conhecemos e temos julgado irreflexivamente que se tratam de "leis da matéria", ou "leis da física". Não pessoa, não se trata de leis da fisis, se trata de leis às quais a fisis obedece. A essas leis, incluindo as conhecidas como naturais e muito mais leis ainda por se descobrir, está submetida não só a matéria, mas também a mente tem sua própria porção de leis que a regem, e a consciência chamada de individual também tem sua própria porção de leis às quais obedece e às quais está limitada. Veja por favor que estou falando de coisas óbvias, facilmente verificáveis e já vivenciadas por qualquer que seja a pessoa, não se trata de qualquer elaboração esotérica ou interpretação filosófica, isto é irrefutável, a existência de leis que regem nossa mente, nossa consciência, e portanto, regem nossa capacidade de sensação, de cognição e de percepção. Existem padrões, leis, limitações, lógica, algorítimos (conhecidos e desconhecidos)... A consciência e tudo que há nela, mente, mundo e leis naturais, é regida por leis, muitas das quais infelizmente desconhecidas (em parte por tratar a ciência como subjetivo às únicas coisas realmente objetivas às quais temos acesso, consciência e seu conteúdo, mente e seu conteúdo). Esse é mais que um grito de alerta para que parem com essa infantilidade sem fundamento e saiam da adolescência da ciência (que em parte ainda está fascinada com a descoberta recente, ou com o sonho ou com a ideia, de como a consciência do observador influi no experimento) e entre em sua maturidade admitindo que a verdadeira objetividade (consciência e seu conteúdo, mente e seu conteúdo) precisa ser tratada como tal e investigada como tal. E ainda: tais leis são regidas por princípios lógicos e matemáticos, e lógica e matemática e qualquer abstração que seja só pode existir em uma consciência, portanto consciência precede tudo que conhemos, universo, leis, e todo um universo muito maior desconhecido para nós, logo, há a consciência suprema.
Agora podemos, tão sucinta, direta e francamente demonstrar que a consequência apontada pelos existencialistas (os que atribuem como resultado a liberdade) é totalmente contrária à verdade. Da existência de tais leis que regem a consciência resulta que descobrimos na verdade tanto menos liberdade quanto mais desconhecemos a totalidade dessas leis (e pior ainda quando as negamos visto que estão presentes, que seria mentira ou beira a loucura). Nada mais óbvio. Mas é claro que esses existencialistas se sentem como se houvessem descoberto algo a mais, e talvez até tais leis, e sentem que estão num grau superior não só intelectualmente quanto também de liberdade em relação ao resto da humanidade. Nada mais enganoso. Como se vê construíram seu próprio cárcere com grades quase intransponíveis, já que, além dos limites naturais da consciência individual que eles de forma alguma transpassaram, se impuseram mais um pesado fardo, sua interpretação falsa das impressões, que não permite enxergar a óbvia verdade acima demonstrada (que esse capítulo possa ser-lhes como uma chave para seu cárcere). Como realmente a consciência é regida por leis não temos tanta liberdade quanto pensamos. É claro que nosso conhecimento é limitado. Posso exemplificar algumas leis que regem nossa consciência para fazer apenas imaginar a consciência do todo, sendo isso um exemplo muito limitado, já que essa consciência do todo sim, é possuidora das leis, e ela mesma é parecida ou idêntica (do nosso ponto de vista) ao conjunto de leis que regem tudo, mas sendo consciente disso. Por exemplo, agora enquanto escrevo não posso estar consciente do que se passa na sala atrás de mim. Uma parede e até meu corpo e meu olhar limitam minha consciência, ou seja, objetos de minha consciência estão limitando o alcance dela! Veja que fragilidade tão contrária à ideia existencialista de liberdade. Eu não tenho consciência de quem é você e do que está pensando agora, aliás nenhuma consciência individual tem acesso a outra, nem de nenhum futuro, nem sequer de meu próprio futuro; eu não posso ver pelos seus olhos, minha consciência não pode ter consciência dos registros de sua mente; e nem o conhecimento da totalidade dos registros de minha própria mente! Que liberdade é essa? Não vou nem prolongar em discutir também a ideia absurda de que tudo está no inconsciente, pois se isso fosse verdade eu teria acesso à sua consciência ou pelo menos ao registro de sua mente (e até ao de todas as mentes) através de hipnose e não apenas ao que está registrado na minha (a capacidade da mente novamente encontra limites). Não estou dizendo que não existe possibilidade de transcendente para o tipo de consciência que se vê como individual e humana nem que um horizonte transcendental não seja possível, admito essa possibilidade, embora não haja comprovação de um método para isso nem do que é dito pelos que dizem ter atingido tal transcendência, mas estou novamente falando do óbvio, irrefutável, acessível a qualquer pessoa, podendo verificar isso, no momento que ler sobre isso inclusive. Portanto temos como resultado (a) não uma relatividade absoluta (que é logicamente impossível mesmo que apenas a partir do ponto que ela mesma possa ser relativizada, os que não entenderam a lei da relatividade geral para o tempo e espaço é que extrapolaram a sua aplicabilidade a tudo que encontram pela frente incluindo todas as definições e evidências), (b) não uma subjetividade específica nem transcendente (mesmo que isso fosse questionável somente a partir do ponto que possa ser subjetivizada ou mesmo colocada como reflexo subjetivo, pois o que impediria de dizer que é reflexo do reflexo do reflexo e ad infinitum? Nada nos adianta, nada nos responde uma tal ideia), e (c) nem uma liberdade de significação da realidade, mas o contrário.Temos demonstrado como é presunçosa a pretensão de qualquer sistema (pois que por definição seria completo). Temos demonstrado (1) as limitações de nossa capacidade de significação, (2) nossa alta capacidade de erro e (3) nossa incompletude em relação a qualquer que seja a ideia ou significação que damos à existência, diante da completude da existência como um todo na necessária consciência de tudo. E disso também resulta que para a consciência que possui a existência deve haver uma completude e unicidade e toda coisa enquanto multiplicidade está em relação, não sendo significado como pode ser por nós, mas tendo um significado específico, certo. É isso que vamos investigar. (O resultado da comprovação disso seria que a liberdade (que é uma significação) de significar não é liberdade de significar, mas apenas de errar o significado (e portanto o objetivo) o que seguindo a mesma lógica existencialista (ou aplicando a crítica que fazem às outras filosofias a eles mesmos) levaria a uma terrível prisão de enganos já que as possibilidade de errar são exponencialmente maiores do que as de acertar, e não liberdade; esta existiria se soubessemos as leis para alcancar o que queremos, não em desconhecer ou negar as leis que regem a consciência).
terça-feira, 27 de novembro de 2018
APRESENTAÇÃO DA O.I.T.O. E SEU FUNCIONAMENTO - Parte 3
O que é a manifestação da ordem no mundo?
Nossa ordem no mundo manifesta-se como mentes que busca mo mesmo propósito dessa Grande Obra Alquimista e como fraternidades que trabalham em conjunto devido a essa mesma enfase no segundo dos três processos já descritos, para ajudar pessoas com seus problemas a superarem estes e suprirem suas necessidades nessa caminhada. Dos três processos, salvação, regeneração e retorno, o menos ajudado nesse mundo é o segundo. Para salvação temos várias instituições e denominações, algumas até que trabalham com a regeneração embora não sistematicamente; para o retorno todos temos a morte algumas poucas instituições trabalhando por meios nem sempre corretos ou seguros (até opostos a esse propósito em alguns casos) para que esse retorno se possa ser verificado ainda em vida. Nós também trabalhamos no sentido que esse retorno ao estado original e dimensão original possa se dar ainda bem antes da morte do corpo, mas sabemos da real dificuldade humana em atingir esse nível sem a etapa anterior, isto é, a regeneração, por isso enfatizamos esse processo. nisso consiste a alquimia mental, mais conhecida como alquimia espiritual. Se tata da ênfase no que tem chamado por muitos nomes, purificação, santificação, restauração, regeneração, cura, dissolver, etc.. Imagine uma instituição especializada nesse processo, para atingir o fim maior, são as fraternidades que se manifestam com esses três propósitos, salvar, curar, regenerar, e também para ensinar isso e ensinara a ensinar isso. Assim como existem psicólogo, psicanalista e psiquiatra para tratar com processos que em geral vão levar a mente perturbada por algum processo à sua normalidade, a fraternidade é uma instituição com o propósito de ajudar pessoas a levarem suas mente de uma normalidade limitada a uma regeneração de seu estado original antes da queda.
A ordem inclui em si todas as pessoas, essa uma terceira categoria de "nós" fraternidade. Quando digo "nós" nessa terceira acepção me refiro a todos os seres, que interagem com todos os seres, desde a Ordem, original, até aqueles mais distantes até mesmo da aspiração ou do conhecimento de uma ordem, aqueles mergulhados no caos. Assim, também somos como que forçados a atuar também no mundo criando condições de liberdade e de conhecimento que permitam os seres verem por si mesmos a limitação da realidade em que estão mergulhados e voltarem a almejar algo mais além, não transitório, não imperfeito, sem sofrimento, sem ignorância, sem esquecimento, sem doenças, dor, degeneração e morte, mesmo que antes sem sequer crer ou ter esperança que tal realidade exista, mas pelo menos que aspirem algo assim, pelo menos reconheçam que estão numa prisão.
Então agora completamos o "nós", quem somos nós? Existem três categorias de "nós" possíveis até agora e isto só tem importância para que uma delas tenha consciência que tem a função obrigatória de atingir a outra para o bem de ambas, pois não existe neutralidade, não existe isolamento, sempre estamos influenciando e sendo influenciados, e nossa negligência ou nada fazer é simplesmente permitir que o sistema oposto, que não para de agir, tome esse lugar e aja. Das três categorias podemos dizer, (1) quando digo "nós", me referindo a todos os seres que são prisioneiros do condicionado, ou seja, às condições da queda e têm alguma consciência disso; (2) quando digo "nós" me referindo à fraternidade, todos os seres se empenham no mesmo caminho, o que deve incluir também seres de tal realização, mais os seres que nunca decaíram da condição original, e até o ser supremo e (3) aqueles que estão nesse sistema e se sentem ou se pensam fora da ordem ou que desconhecem a ordem ou que estiveram e saíram antes de entenderem. Pois não existe maneira de não estarem atuando nesse sistema de mundo, então de alguma forma os mergulhados no caos, estão trabalhando hora para a ordem, hora para o caos, ainda que inconscientes disso. Observe que o grupo 1 são todos os que estão no sistema do mundo conscientes, ou não completamente, da ordem; o grupo 2 são os que estão conscientes da ordem, estejam onde estiverem, na ordem ou no caos e que trabalham pela ordem, e nele nos incluímos pelo conhecimento e pela obrigação de esclarecer os outros dois, não só o nosso. Então veja que nossa organização, nisso é bem diferente das outras, porque não temos a obrigação de escolhermos pessoas preparadas e especiais, mas de dar a oportunidade a todas de se prepararem e como elas são chamadas depende de critérios (que não serão falados agora).
Portanto todos na realidade estão na ordem, para o bem de muitos e de si mesmo ou mesmo que para o bem de apenas um outro, uns com a função de ativar, outros de dar outros de receber, mas todos com pelo menos as duas últimas funções simultâneas, dar e receber, se o que recebe não dá, é sua escolha livre, a consequência é obrigatória. Por outro lado lado isto significa que não há como escapar de ter escolhas, nem das consequências, nem da manifestação da ordem, no final, a equação em aparente desequilibro sempre se fecha em ordem. E as escolhas de uns terão como resultado a restauração e as de outros a perdição. A liberdade inclui poder escolher a escravidão e o dever inclui servir mesmo para o bem do que já está condenado, ou que se coloca como inimigo, não há como escapar da Ordem, há simplesmente múltiplas e contínuas escolhas que terão suas consequências como colheita. Uma semente produz uma árvore que produz muitos frutos com muitas sementes. A colheita sempre é mais abundante do que a semeadura, mas Deus é tão bom que as árvores más podem gerar poucos frutos ou sementes estéreis, enquanto a semente boa, geram muitos frutos, por muito tempo, e dos frutos muitas sementes e das sementes mais árvores boas. Então não há o que reclamar nem da ordem nem do caos, pois ainda a ordem se manifesta no caos, que seria muito pior se tivéssemos aqui tudo que merecemos; mas o caos não toca a Ordem, e as sementes que espontaneamente se tornam más, perversas, egoístas, estas o próprio caos deixa cair no abismo. Com um sopro a Ordem as derrota.
sábado, 24 de novembro de 2018
APRESENTAÇÃO DA O.I.T.O. E SEU FUNCIONAMENTO - Parte 2
Quem somos nós?
Nós somos aqueles que escolhemos o caminho da verdade. Nós somos o que buscamos acima de tudo a verdade, doa como doer, doa a quem doer, não nosso gosto, não nosso conforto, não o que seja parecido com nossas idéias, expectativas, vantagens ou o que acreditamos portanto, mas A Verdade. Nós somos aqueles que já escolheram o caminho da verdade, portanto da renúncia à ilusão, nos afinando com o que há de ordem e desvinculando-nos do que há de caos e suas consequências. Então a ordem no mundo é feita de pessoas, mais especificamente, de mentes que trabalham num sentido oposto ao sistema do mundo, isto é, oposto ao caos, colaborando com a ordem que se manifesta também no mundo para cura, salvação e regeneração da humanidade e dos seres e enfim do cosmo.Então quando digo "nós", me referindo aos seres em geral, me refiro a todos os seres em todas as condições e dimensões, mas só especificamente os que são prisioneiros do condicionado, ou seja, às condições da queda; porém quando digo "nós" me referindo à fraternidade me refiro também a todos os seres se empenham no mesmo caminho, e os que tornaram o surgimento dessa ordem possível, o que deve incluir também seres de tal realização, mais os seres que nunca decaíram da condição original, e até o ser supremo, assim nós, enquanto ordem, se refere a essa segunda categoria. Mas sobre isso existe mais dois tipos que serão falados mais adiante.
Aqui, a ordem manifesta no mundo através do empenho de pessoas formando uma fraternidade, nós enfatizamos o caminho de realização para o bem da humanidade (no passado chamado caminho da Grande Obra no ocidente e de Caminho do Bodhisattva no oriente, nomes emprestados da alquimia cristã antiga e do anterior budismo bodsattvayana respectivamente, e ainda hoje chamados, mas mais erroneamente, em muitas instituições). E mesmo que seja difícil para muitos chegar a tal realização em sua plenitude, é possível, para todos que vontadeiam (que é diferente de simplesmente querer ou desejar ou aspirar), ensinar por meios hábeis, como um bodhisatva, ou um obreiro da Luz contemporâneo, desde que se preparem com o estudo, a prática e o comportamento exemplar, para isso. Mas só quando atinja de fato um novo platô de existência nesse caminho.
Os alquimistas antigos chamavam de Grande Obra o trabalho alquímico em seus quatro estágios, só no coloquial, mas em seu significado real se refere ao último estágio da obra. Esse estágio é marcado por uma realização plena e pelo mais nobre reconhecimento de seu propósito nesse mundo no que concerne em passar adiante esta obra, ensinar. Assim a obra começa mais cedo: quando se está pronto para ensinar e curar. Nós enfatizamos este caminho porque (1) não faz sentido ser feliz sozinho enquanto o mundo arde em chamas, essa felicidade egoísta definitivamente não é felicidade, mas um entorpecimento; (2) o mais nobre e mais justo é o que serve, não o que é servido, a ordem é um todo harmônico, não partes desconexas agindo e influenciando "ao acaso", por seus próprios impulsos e projetos particulares; e (3) é a maneira mais eficaz, mesmo o pensar egoisticamente em servir apenas para avançar no caminho ainda é mais efetivo do que aquele que é empenhado, mas só trabalha pelo próprio benefício. A Ordem é assim, ou seja, é como ela é. Portanto quem se entrega à verdade avança, quem retém decai, ainda que aumente em conhecimento e virtude.
Para chegar a tal ordem desenvolvemos um caminho de disciplina, estudo e prática que possibilita (e relativamente em muitos casos facilita muito) chegar a um nível de desenvolvimento e compressão em que o indivíduo entra em contato gradativamente com esta Ordem e suas práticas e realizações, ou, pelo menos (se não conseguir desenvolver-se por ter uma vontade fraca ou praticar e estudar insuficientemente ou qualquer outro impedimento) aprender conhecimentos, práticas e comportamentos que abrirão mais e mais sua visão e tornará sua vida, e seu relacionamento com este mundo, mais consciente, mais feliz e mais equilibrado, bem como que possa compreender e antever o caminho e as realizações com clareza pela confiança na ordem superior adquirida através da compreensão e dos resultados obtidos por meio desse modo de vida. Então veja que na pior das hipóteses ainda há avanço, desde que não continue egoísta, ou cultivando a si mesmo em vez de cultivar a verdade.
Para isso a fraternidade tem um plano de preparação, onde o praticante (ou mesmo o apenas estudante), veja até onde vai por suas própria forças, e compreendendo seus limites almeje o segundo nível onde esse contato se torna possível e o reconhecimento da Grande Obra como muito superior à "pequena obra" é levado em consideração. Se a pessoa para e decai, ou se abandona é porque nunca deixou em pensar apenas em si mesma, no seu querer, desejos e vantagens. São três os sintomas mais comuns do desinteresse e do abandono: ou a pessoa não conseguiu superar nem reconhecer a prisão de seu próprio egoísmo e de suas idéias e ideologias; ou a pessoa era apenas curiosa ou estava apenas experimentando, não tendo de fato vontade suficiente nem discernimento consciente (espiritual) das realidades do mundo e da ordem; ou simplesmente era má intencionada, ou estava em busca de vantagens para conseguir algo que seria ruim para si mesma ou para outro ou outros. Então elas não são o "nós" fraternidade. Tais pessoas são como meninos indisciplinados e distraídos que "se queimam", logo que se aproximam do forno da alquimia espiritual e se vão magoadas. É o melhor, antes que algo pior lhes aconteça por sua distração, egoismo e indisciplina.
quinta-feira, 22 de novembro de 2018
APRESENTAÇÃO DA O.I.T.O. E SEU FUNCIONAMENTO - Parte 1
O que é a O.I.T.O.?
O.I.T.O. é o nome que nós damos à ordem em sua parte superior original, o círculo perfeito em ordem, a Ordem. E, em sua parte posterior, abaixo, como manifestação em ordem neste mundo.
Não quer dizer que se apresente com essa sigla, ou sempre se apresente com esta ou outras siglas, o que importa são os significados exatos, as siglas podem variar muito. A Ordem Iluminacionista do Templo do Onisciente é apenas um dos nomes que podemos dar ao que isso significa. O que significa isto? Significa o que já foi dito na parte intitulada "A Ordem", nas partes seguintes e em especial também na parte intitulada "O que Significa o Nome O.I.T.O.", e é ainda mais que isso.
Enquanto fraternidade de seres nos referimos à ordem "interna", ou seja, superior, que não é desta dimensão, desse mundo, mas dos realizados, despertos, livres e ou libertos, tenha sido libertos ou nunca tendo caído do estado original.
A palavra ordem podemos também em determinado caso dizer que se refere a seres, mas mais precisamente a leis e realidades, a essa organização, esta ordem superior, verdadeira ordem, que está por fonte da ordem neste mundo, onde quer que ela esteja ou se manifeste; já o nome O.I.T.O. nós damos a essa mesma organização superior e fonte da ordem neste mundo se referindo aos seres que fazem parte dela onde quer que ela se manifeste. Então são variantes acepções a depender do contexto a que se refira ou no qual esteja inserida.
Por alguns religiosos e ou religiões esta ordem verdadeira tem sido designada como região, como seres ou como ordens de seres chamado de céus, divindades, moradas puras, hierarquias divinas, devas, anjos, bodhisatvas, budas, poderes, potestades, forças, etc.; e pelos ocultistas, esoteristas, filosofias e escolas tem sido chamada, além de alguns dos nomes acima citados, de ordem interna, irmãos invisíveis, fraternidade dos iluminados ou dos ascensionados, ou fraternidade da luz, entre outras nomenclaturas. Por outras ordens e religiões, alguns rosacruzes por exemplo, chamam de a verdadeira rosacruz, ou simplesmente a verdadeira ordem; outras chamam de a verdadeira igreja, ou verdadeira igreja cristã ou gnóstica ou o que seja de acordo com sua denominação. Alguns desses nomes podem ser sinceros e verdadeiros e outros não. Esses nomes no geral confundem em vez de esclarecer.
Tais nomes dificilmente dirão alguma coisa expressiva sobre tal ordem. Além disso alguns desses nomes, e outros, têm gerado enorme confusão e controvérsia. Isto de tal modo que atrapalham, especialmente ao que está no início do caminho, e não se sabe se se referem a supostos espíritos superiores, ou mestres ascensionados, ou anjos, ou budas ou bodhisattvas ou mesmo santos, ou devas, ou deuses, ou orixás, ou "cristos", ou "deuses" de algumas religiões conhecidas e religiões e ordens corrompidas ou seja lá o que for que queiram dizer, se é que de fato queiram esclarecer alguma coisa, pois nem todas têm essa intenção. Essa equivalência é outra principal causa de confusão, desvio, ela nao esclarece e na maior parte das vezes é mentirosa, enganosa. Elas podem até servir para as pessoas dessas religiões ou ordens, mas na medida em que se equipara a religiões e ordens de outras pessoas, além de poder cometer leviandades, é de uma superficialidade danosa, que trás muitos prejuízos e enganos. Além disso podem ser ofensivas essas equiparações para as pessoas dessas religiões. Então se estudamos de forma científica devemos evitar esse tipo de linguagem.
Por isso é preferível não usar nem estes e nem outros nomes para designar tal fraternidade, o qual foi apossado principalmente pelos chamados movimentos nova-era (auto reconhecidos ou não como tal), algo tão desorganizado e impreciso, que ninguém sabe mais do que se está falando. Aqui, o titulo genérico é O.I.T.O. que se refere à "ordem superior" seja em sua dimensão original, seja em sua manifestação em outras dimensões. Tais dimensões não são simplesmente as tradicionais dimensões da física, embora exista alguma relação com elas, são gradações que vão de puramente espiritual, passando por mental, até chegar no material. Mas assim como existem vários estados de matéria, existem vários estados mentais, e vários níveis espirituais, tanto distantes uns de outros quanto se intercomunicando uns com os outros. Isto é discutido em outro tópico, lembrando que nossa abordagem é puramente científica, e não mística, portanto não nos interessa a nomenclatura nem as divisões tradicionais que tem sido apresentadas, mas as realidade referidas.
Porém, é preciso que adiante, na realidade só existe o Supremo, uno, em sua maneira triunitária e o seu projeto original, a natureza original e seres, múltiplos, mas semelhantemente triunitários, distribuídos em uma criação eptadimensional. O resto é ilusão decorrente de nossa visão distorcida e limitada, fala e ações erradas, e de suas consequências, quando nós usamos mal a liberdade original, "criando" um mundo decadente e uma natureza corrompida consequente desse erro.
Em suma, só existe a ordem, o caos e tudo mais fora da ordem é fruto de nossas mentes, mas, isto está previsto na onisciência pelo uso da liberdade de partes que se isolam, portanto, mesmo no mundo aparentemente caótico, a ordem interpenetra trazendo a possibilidade de cura, claro que fazendo uso da mesma liberdade. Assim se o caos segue e chega até o abismo: este é o sonho escolhido por muitos para viver. Portanto o ditado que diz que onde houver liberdade muitos vão escolher a escravidão não é falso. Traduzindo: se há escolhas é possível que muitos escolham a ilusão imediata, pelo prazer inconsequente, em vez da verdade eterna, pelo medo (ou aversão) da renúncia ao mundo de ilusão e suas promessas...
terça-feira, 20 de novembro de 2018
Rosacruz Hoje - DOS OBJETIVOS
Neste mundo que se acha envolto em trevas e turbidez, ilusão, limitação, ignorância, erros, sofrimentos, doenças, emoções ruins, conflitos, degeneração, envelhecimento e morte a fraternidade vem até nós com objetivo libertador. Ela vem nos libertar dessas coisas. E o que é a libertação?
É a libertação desse estado de coisas supracitado, portanto, neste mundo é: (1) a salvação, que significa alcançar o oposto disso, ou seja, a luz, o conhecimento correto, sem dúvida, a vida e visão corretas, a felicidade (a libertação de todo sofrimento e suas causas) e a imortalidade (a libertação da transitoriedade e do tempo), e isto pode ser parcialmente ser alcançado já, nessa vida, e o restante após a morte; (2) a transformação pessoal, isto é, a regeneração, a transmutação da mente e da matéria corruptível dessa natureza na mente (e no futuro na matéria) em mente pura, ilimitada, e matéria incorruptível, é o retorno ao estado original, à pureza original, à santidade, a troca gradativa dessa personalidade corrompida pela personalidade original, pura, imaculada (isto pode iniciar nessa vida e o restante após a morte), isto é, o retorno ao estado e dimensão original; e (3) o conhecimento supremo, que é na verdade o conhecimento de Deus, de suas características, de seus planos, propósito e modo de agir, seu infinito amor e sua obra perfeita, tanto num nível universal como num nível pessoal, individual e de sua obra e o propósito dela, tanto no âmbito universal quanto pessoal.
A rosacruz vem ensinar o meio de alcançar esses três objetivos, em suma, a salvação, a regeneração e a reconciliação. A reconciliação, por exemplo, é chamada de vários nomes, religião, gnosis, iluminação, yoga, retorno... Eles podem ser ditos ou descritos de outras várias maneiras, como já foram ditos ao longo da história, e receber outros nomes, mas o que importa é o que eles são, em que consiste realmente sua realização, o que significam as palavras que o enunciam, não explicações ou descrições, mas prática, demonstrações. A rosacruz hoje seria o que na prática demonstraria tais objetivos. E na linguagem rosacruz, que se utiliza da linguagem alquimista, isto é descrito em quatro passos, que são os processos alquímicos: (1) dissolução, ou morte; (2) purificação-(3) transformação, ou regeneração-santificação; e (4) casamento alquímico, ou "religare", retorno ao estado, plano, e dimensão original. O que mais uma vez podemos resumir nos três processos já enunciados: "De Deus nascemos, em Cristo morremos e no Espírito Santo seremos ressuscitados".
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