quarta-feira, 14 de março de 2018

A ORDEM NO MUNDO


A ordem se manifesta ao longo da história de várias maneiras, essas maneiras podem variar de uma época para outra ou lugar ou podem variar em um mesmo lugar e época se manifestando de formas diferentes de acordo com a necessidade e capacidade do ser humano. Ordem é uma lei invariável, mas ajustável como uma função matemática. Se houvesse uma rigidez de padrões ela não poderia penetrar no caos (pelas próprias naturezas muito diferentes das duas partes), mas há variáveis possíveis na função, e  existem valores fixos invariáveis. Estes últimos terão que compor um todo em algum momento na equação para que o resultado requerido seja alcançado, são como os números na equação, ou seja, que são todos os valores fixos, têm que estar presentes, como em uma equação matemática, para realizar toda a operação necessária.
Então existem três esferas de realidade nesse trabalho, uma constante, que contempla os valores invariáveis; uma relativa composta de várias variáveis possíveis, mas não infinitas obviamente; e um limite, que caracteriza a função, ele é uma relação fora do campo de influência variável, este é composto de variáveis possíveis, mas neutras, sem efeito, pois as variáveis relativas têm efeito apenas dentro de certos limites e operações, se elas por um lado tendem à máxima efetividade, por outro tendem à nulidade, quando uma variável atinge essa nulidade ela é neutra.
Para entender isso menos abstratamente temos: uma (1) realidade relativa; uma (2) realidade que não é relativa, sendo seus valores fixos e invariáveis; e um conjunto de (3) realidades que não influenciam, como variáveis neutras sempre (porém algumas outras a depender da relação, neste caso, se ela tem influência, então é ou se torna uma realidade do segundo tipo, relativa). O mesmo vale para valores culturais, morais, éticos, emocionais, etc., existem entre eles valores: (1) fixos e invioláveis, certos e errados, corretos, benéficos ou maléficos sempre e invariavelmente, independente de qualquer situação; (2) relativos, que dependem da situação, da causa, da motivação, das consequências, podendo ser certo ou errado, benéfico ou maléfico a depender da situação, enfim, das relações; e (3) neutros, que não têm influência nas consequências (morais, legais, factuais, histórica, éticas, emocionais, etc.), nem nas situações, nem nas relações, não constituem valores em si, nem em relação.
Isto aparentemente complexifica-se mais ainda quando tratamos de liberdade e consequências, sabemos que vivemos dentro de vários limites, mas também que temos muitas escolhas. Este modelo de universo que temos, por outro lado, é uma elaborada representação detalhada disso. Se tudo fosse relativo, não existiria de fato, não teríamos qualquer parâmetro sobre nada, nem direito a qualquer noção sobre coisa alguma, qualquer coisa poderia ser relativizado, inclusive esta noção. Mas dentro desse modelo de universo rapidamente podemos notar limites fixos, padrões, enfim, leis e constantes gerais e invariáveis, parâmetros sobre os quais podemos erguer definições, descobrir medidas, realidades e inclusive as próprias leis e prever certos resultados. E assim o que parece ao primeiro momento um conhecimento e aceitação de mais limites fixos revela mais liberdade, possibilidade, potenciais (que comumente são mal utilizados ou ainda nunca utilizados por nós).
Devido a isso não existem margens implacavelmente delimitadas, mas regiões fronteiriças onde uma natureza pode se comunicar com outra. Acontece porém, que essas margens estão muito distantes em relação a como somos, como vivemos, o que procuramos, o que queremos, como percebemos, como vemos, enfim, de como usamos nossas mentes. Nossas mentes, por serem dessa natureza, possuem duas características, uma que funciona bem e invariavelmente ordenada, e outra que que é totalmente desordenada, imprecisa, em confusão, em ignorância, não percepção. Esta é uma natureza caótica (que vem da palavra grega que significa confusão, desarmonia), sem acesso à natureza ordenada a não ser por dois expedientes, um temporário e outro definitivo, a saber, neutralizar a natureza desordenada da mente por tempo suficiente para a natureza ordenada tomar todos os processos (sensoriais, intelectivos, perceptivos, cognitivos, etc.) e ou purificar a mente de todos os processos corrompidos pela natureza caótica (isto também pode ser conseguido temporariamente, embora seja mais difícil) restabelecendo definitiva completamente a natureza original. Este segundo processo só acontece de forma gradual, o primeiro pode ser tanto gradual quanto instantâneo, mas seu resultado é bem mais limitado e passível de erro, enganos, interpretações erradas, etc.
Existem algumas maneiras de realizar o exposto acima. Ordem é a natureza original e todos os processos que à ordem aqui realiza são meios de estabelecer uma comunicação com a Ordem e de restabelecer a natureza original perdida e esquecida em todos que habitam qualquer nível dessa natureza caótica. Portanto, qualquer "comunicação" fora dos semelhantes processos ditos acima (com seres superiores, espíritos, mestres, extra-terrestres hiper desenvolvidos, anjos, etc.) está cientificamente fora de cogitação (se tratando quase que invariavelmente farsa ou engano), principalmente no cotidiano comum de nossas vidas . Se houver, se é que existe, alguma comunicação com seres de "outras dimensões", seriam seres de mesmo nível de natureza que a nossa. Tais "dimensões" não se tocam, e a natureza ordenada só se comunica com o ordenado, a natureza pura, original. O objetivo não é comunicação com "seres de outras dimensões" ou de outra natureza, mas precisamente de nossa natureza original. Nossa natureza original comunicar com a própria natureza de origem, restabelecer seu estado original e então sua habitação original, este é o fito. Para haver ou restabelecer certa comunicação ainda que num nível primário existem poucos meios, que são o que a ordem ensina, e é sempre preciso transformação pessoal, purificação (a não ser num primeiro momento por certo meio).
Em suas manifestações atuais nesse mundo a ordem propicia uma preparação para todo aquele que dela se aproximar com a intenção de ver de fato e ou a intensão do conhecimento da Verdade. Este é um desenvolvimento objetivo que envolve estudos, práticas e comportamentos, tanto num receituário geral, como num particular de acordo com a necessidade de cada estudante; tanto interna como externamente, principalmente uma educação na maneira de ver, de perceber e critérios de observação.
Particularmente em nossa atuação denominada F.I.T.O. o método hermético tradicional de transmissão é mantido: a transmissão é de professor a estudante, direta e particular. Durante essa transmissão a mente do estudante recebe a influência das informações do professor em seu intelecto, como em qualquer curso normal, e as influências da ordem no processo do entendimento e visão correta, daí a importância do contanto direto, das correspondências e das leituras, durante os quais a mente em sua forma desorganizada de pensar e de sintonizar níveis de entendimento é levada a sintonizar de forma cada vez mais harmônica e corretamente em níveis organizados e diferentes platôs de entendimento e de significação, tanto das informações quando da visão das realidades. 
Desde aí então alguns poderão querer conhecer a Verdade completamente, alguns descobrirão que foram destinados a esse fito, todos estes verão que é assim também para que possam ensinar e libertar outros, especialmente àqueles de difícil acesso, então o modo de ensinar não é sempre o melhor, mas aquele que seja necessário para alcançar a essência de cada um que esteja fora do alcance e conduzi-lo até a porta.
Então por que hermético? Porque é para quem precisa que seja assim. Existem outras manifestações que não são, em cujo progresso se dá de outra forma, depende da necessidade das pessoas. E existiram algumas muito esotéricas, esotérico só significa hermético, secreto, particular: que há um círculo interno ao qual só têm acesso os graduados do círculo mais exterior. Não há qualquer coisa de misterioso nisso, é o comum, ou alguém pode fazer doutorado em engenharia sem nunca ter estudado engenharia? Obviamente que não, não está preparado, não conseguiria tratar nem dos cálculos mais básicos e se alguma pessoa despreparada conseguisse um diploma de doutorado dessa forma seria um perigo para quem vai construir alguma coisa projetada por essa pessoa. 
Quando se lida com perigos aumentam as responsabilidades, "com poderes vêm responsabilidades", quando se trata de algo muito difícil de se mostrar, que só se mostra individual e particularmente, qualquer forma de demonstrar a outro certamente não passa de truque, enganação, hipnose, fraude, etc.. Então para que falar o que não pode ser demonstrado, que só pode ser individualmente vivenciado? Falar, como e o que, vai interferir nos resultados, ou induzindo a crê-lo ou a descrê-los, ou a interpretações erradas de experiências. Ordem é discreta, se ela se mostrasse e todos tivessem acesso, muitos se conformariam em ter acesso a duas naturezas e continuariam cultivando a natureza corrompida se perdendo completamente afinal. Tudo que a ordem mostra aqui é no máximo uma harmonia temporária, tudo aqui é temporário. Nós também podemos criar momentos mentais assim, mas sempre fugazes. Pensando desse modo podemos todos refletir na nossa finitude atual e buscar a realidade verdadeira e infinita da nossa consciência original.

quinta-feira, 1 de março de 2018

POR QUE NOSSA ORDEM É SECRETA - EXPLANAÇÃO SOBRE ESSAS RAZÕES 3


3. Porque a ordem tem pessoas de diversas crenças, religiões e ideologias que as condenariam se soubesse que elas são de uma ordem como a nossa, a qual nem sequer se importariam em procurar saber realmente do que se trata, e especialmente porque existem pessoas de religiões ou ideologias que se opões no mundo umas as outras. 
Nós tratamos de assuntos religiosos de várias religiões, analisando, concordando, mas muitas vezes refutando também, outras vezes tratamos o mesmo tema de uma uma maneira diferente destas, uma maneira que muitas vezes elas discordam, elas se sentem ofendidas, elas nos acusam de estar usando suas verdades de forma distorcida. E não é nossa intensão produzir conflito, nem provar que elas estão erradas (a não ser que sejam maléficas), consideramo-as, mesmo quando contém erros, como uma forma de atrair para a verdade, para a pureza, para justiça, para a sabedoria, ou mesmo como maneiras de apresentar a verdade conforme esta posssa ser compreendida ou aceita por algumas pessoas ou grupos que não aceitariam nem compreenderiam se fosse de outra maneira. Mas elas, sejam religiões, ordens ou quaisquer outras instituições, geralmente não têm a mesma postura, pelo contrário, ela querem provar que estamos errados, nos acusar e até nos difamar e caluniar muitas vezes, até perseguir e criar leis que nos prejudique ou à nossa prática. Vou citar um exemplo corriqueiro, a alquimia espargírica, esta contêm remédios, essências etratamentos que promovem cura e se o estado fosse realmente bem intencionado já teria investigado essas substâncias e comprovado sua eficácia ou ineficácia conforme o caso. Mas tudo o que fazem são leis que proibem o uso desses remédios, que se enquadram segundo essas leis no crime de curandeirismo, de forma que esses alquimistas por respeitarem as leis só podem usar tais substâncias em segredo e em benefício próprio. O mesmo ocorre com outros aspectos, até certos aspectos religiosos, por incrível que pareca
Então mais uma vez para evitar conflitos, ataques, guerras e até mesmo discussões inúteis preferimos manter nossas interpretações e doutrinas mais caras de forma particular para nós mesmos e para aqueles que as aceitem ou busquem ou compreendam.
Posso citar o exemplo do cristianismo versus budismo e vice versa: muitas instituições cristãs nos acusam de distorções dos evangelhos, de heresia, gnosticismo, ocultismo, fundamentalismo, budismo, de doutrinas humanistas e até diabólicas, etc.. Enquanto que os budistas, thelêmicos e gnósticos por exemplo nos acusam de cristianismo, de conservadorismo, de revelar segredos e de coisas semelhantes ao que os que se chamam cristãos nos acusam. Nós preferimos não seguir rótulos, principalmente ligados a religiões, afinal nós temos pessoas de diversas religiões e nosso objetivo não é converter a uma religião, mas ajudar as pessoas que querem encontrar a verdade. Nós procuramos a verdade, e certas verdades, sobre certos temas. Mesmo alguns auto intitulados buscadores da verdade têm interesse diferentes dos nossos, como por exemplos "fatos" científicos, ou "fatos" sociais, ou "fatos" históricos, doutrinas, contos de supostos espíritos desencarnados, enfim, coisas que não nos interessam e que embora chamem de verdades, não nos interessa como tal e até discordamos enfaticamente de que sejam verdades por vezes. 
Então mais uma vez para evitar conflitos e etc. com ocultistas e outras escolas esotéricas e científicas e filosóficas preferimos manter essas discursões, pesquisas e conclusões apenas entre nós e outros interessados não por mera curiosidade ou para discutir contra ou a favor. É um direito nossso, é nossa liberdade e bem deles mesmos, pelo que assim agimos. Não saimos acusando alguma denominação ou religião de falsidade e de enganar os outros mesmo quando temos provas, até porque a maioria de seus seguidores não as aceitarão e defenderão seus enganadores. Nós só fazemos isso quando há uma ameaça real à liberdade de procurar a verdade, à vida ou saúde, etc.. 
A ordem em sua minssão só pode vir da ordem interna. Mas enquanto interesses, pesquisas, aprendizagens e até mesmo como atrativo trouxe para si elementos sevcretos de outras ordens por seus participantes virem de outras ordens ou por alguns de nossos membros entrarem ou fazerem parte de outras ordens. Essas pessoas prometeram não revelar esses segredos dessas ordens para os profanos. Em respeito a essas pessoas e ordens nós também não vamos revelar tais segredos de certas ordens. Muito do que se pensa serem segredos nossos são na verdade segredos de outros, que nos foram confiados, para nosso benefício, conhecimento ou simplesmente por amizade. Assim por respeito a estes não revelamos seus segredos, assim como, esperamos, guardam alguns nossos. Esse recíproco respeito também está incluso nessa razão porque ele também evita conflitos, tanto o ataque à pessoas da nossa ordem diante de outros meios que frequentem, quanto nos poupa do desgaste de ter que se defender ou responder críticas ignorantes ou mal fundamentadas ou acusações partidárias apaixonas.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

A verdade sobre este mundo - parte 2 de 3


O retorno ao mundo original

Mas existe a consciência sua, perfeita, clara e sem limites aqui e agora e isso é sua possibilidade de retorno ao original. Primeiro deve despertar essa consciência aqui agora, olhando-a, reconhecendo-a e então através de constante atenção a ela conhecê-la verdadeira e profundamente, sabendo reencontrá-la, diferenciá-la do resto, isto é, da mente e de todos os seus conteúdos (porque tudo mais só é isso, mente e conteúdos mentais em suas inúmeras características). 
Quando finalmente tiver reconhecido o que ela é na verdade e desobstruindo constantemente de seus obstáculos, vê-se com clareza a consciência e seus produtos e intencionalidade. Este é o acesso e o reconhecimento do espírito original, a consciência pura, na sua essência e no seu propósito. Mas ainda não é o retorno nem tampouco a totalidade. É preciso ir além, à plenitude da consciência.
Esse processo precisa avançar pois o mundo original só é acessível à consciência original, então ele se amplia e se desenvolve também em mais dois outros processos. Por um lado é preciso retirar os obstáculos a esse objetivo e por outro, paralela ou posteriormente, adquirir uma força e estabilidade para entrar no estado original e permanecer até ver todas as coisas como realmente são em sua natureza real e original.

Três processos

Estamos falando então de três processos distintos que se entrelaçam e se apoiam mutualmente (e podem ser divididos cada um em três também), o primeiro já descrito pode ser conhecido como despertar, o segundo como purificação e o terceiro como restauração. Os dois primeiros dependem de nós, mas o terceiro não está ao nosso alcance por nós mesmos apenas. 
A purificação pode vir antes ou durante a restauração e o despertar antes ou depois dessa. No processo científico o despertar começa antes, e a partir dele, e do ponto de vista correto, se desenvolvem os outros dois, por isso muitas vezes esse dois são entendidos como um só processo.  No religioso o despertar geralmente ocorre depois. A descoberta da intencionalidade real da consciência, a verdeira vontade, pode ser entendido como parte do despertar ou como parte da restauração, o que resulta novamente em três processos. 
Estamos ainda falando dos processos de conhecimento, existe ainda o processo de realização e libertação, sempre três processos, que se subdividem em três processos, que se relacionam entre si, podendo tanto suceder um ao outro de forma cumlulativa quanto serem emparelhados simultaneamente, portanto a divisão e ordenação em graus não é hierárquica mas apenas didática. Na restauração final também há um conhecimento especial que é um despertar também e esse conhecimento também transforma, purifica. A única coisa que permanece uma sequência inalterável é que o completo despertar e a completa libertação sempre só podem vir depois de purificação e restauração. 

O processo da vontade

A vontade tem que atuar no começo no meio e no fim do processo. No começo ela é decisiva, de escolha e atitude; no meio ela é de conhecimento, despertar para a verdadeira vontade e saber qual ela é, seu intento; e por fim é realização, libertação das falsas vontades e realização da vontade verdadeira.
A nossa mente por si mesma não tem, nem nunca terá por mais que treine, a estabilidade necessária para entrar e permanecer no estado original porque ela tem muitos elementos autônomos condicionados que não fazem parte da sua natureza original, são as imupurezas. Por exemplo, emoções perturbadoras, falta de foco, falta de concentração, agitação, má vontade, desejos, cansaço, preguiça, dúvidas, etc. surgem a todo e qualquer instante na mente independente de nossa vontade, que só é capaz de dominar dentro de certos limites e por um tempo limitado também. Portanto é necessário a purificação da mente e uma força de vontade superior que a possa controlar e estabilizar o suficiente necessário para mantê-la ligada a consciência original e não aos seus elementos condicionados e condicionantes, que incluem também o corpo, os sentidos e todo o mundo. Então a mente tem que ser entregue a quem tem essa força de controlá-la, o verdadeiro espírito, de consciência pura, o qual temos que conhecer e vir conhecendo ao ponto de nossa confiança ser inteira e suficiente para entregar a ele a direção das duas outras funções, os fenômenos corpo e mente (corpo incluindo a vida e o mundo e mente oncluido todos os objetos mentais também). 
Só que este processo não é tão simples porque não vemos esse espírito facilmente em nós a não ser o seu processo original, a consciência. Chegamos no dilema crucial, pois ela é vista inteiramente apenas naquele que possui todos os processos originais, e para que alguém a veja inteiramente tem que possuir os processos originais ou vê-la em outro. Enfim, para que se chegue a ver esse espírito isso é preciso tê-lo, mas só é possível tê-lo quande se o viu, ou pelo menos o conheceu indiretamente. É onde entra a instrução e o trabalho numa ordem, em que chegará a este reconhecimento, primeiro tanto interna como externamente até que se estabeleça a unidade.
Mas alguns detalhes já podem ser resumidos: isto só é possivel abrindo mão da falsa persona, o falso eu, o engano do ego, que se pensa ser um eu mas não o é, que é um embuste um constructo auto-desrutivo e aprisionador, que se chama em seu conjuto ego, mas que é uma ilusão porque não existe de fato, são impressões a que se atribui uma essencialidade e acredita-se (1) que são uma coisa só, (2) que são o tempo todo, e (3) que que controlam o resto e portanto estariam sob inteiro controle, ou que seriam o controlador, enfim, o nosso eu. Pela observação direcionada, perpicaz e constante se verá rapidamente que esses três pressupostos são falsos, portanto, que infelizmente temos vivido uma ilusão. Isto nos coduzirá imediatamente a uma busca da verdade, de nossa verdadeira realidade. Aquilo que realmente é essencial, está sempre presente (mesmo que não notemos), é uma unidade, e controla o resto, a vontade original, a intensionalidade essencial. E então depois de conhecê-la bem podemos deixar que esta verdadeira vontade conduza eficazmente o restante do processo.
Assim a vontade tem que ser usada num primeiro momento e durante todo o processo para iniciar e conduzir tudo da maneira correta na forma da atenção e observação, bem como a decisão e manutenção da decisão de estar em atençaõ e observando; num segundo momento de reconhecimento e de escolha entre o conjunto da falsa pesonalidade, o ego, e a unidade do verdadeiro espírito, a consciência, na direção do processo. Isto é feito de uma maneira minuciosa e cautelosa que não pode ser descrita num artigo, mas comunicada pessoalmente na realização das etapas do processo, quando for conviniente e sobr e o modelo correto a ser seguido em cada passo para não haver desvios ou erros. E num terceiro momento esta vontade que é do verdadeiro espírito entra no processo em que cumpre seus propósitos e realiza a plenitude do seu ser e o retorno ao seu estado original e finalmente à natureza original.

sábado, 10 de fevereiro de 2018

O.I.T.O. - A ORDEM

O.I.T.O.


A ORDEM


Ordem é o que diz a palavra, ordem, sentido, organização, paz, verdade. Fora dela há o kaos e mais além deste há o abismo, na margem do qual estamos. Numa nomenclatura mais realística do que simbólica, mas sem deixar de ser também simbólica: são dois vórtices ou planos ou esferas ou círculos, um superior e outro inferior, no superior está a ordem, no inferior estão o kaos e o abismo. Na extremidade superior desses dois círculos está o Supremo Ser e na inferior o abismo, infernal; um, todo luz, amor, liberdade, onisciente, vida, paz, incondicionado e o outro, trevas, aversão, impossibilidades, morte, entorpecimento, tormento, totalmente preso a condições; e entre esses dois extremos muitas gradações, tudo que estiver em cada um desses dois vórtices será semelhante a uma ou outra dessas naturezas de acordo com a proximidade (ou sintonia) a um ou outra dessas duas extremidades. 
Quando algo sai da ordem existem essas três naturezas. Ordem está em plena ordem, em harmonia, abismo está em desarmonia, desordem, e kaos contempla algo dessas duas naturezas de múltiplas maneiras. Não são só lugar, são lugares, estados, níveis, dimensões, planos, platôs, ideias, consciências, seres, etc. E isto tudo e mais é que chamamos de 8.

8

Ordem é a parte de cima, o círculo que permanece no projeto original, harmoniosa, sem sofrimento, livre; kaos é a parte que decai, o vórtice de baixo, que sai da ordem, que dentro das milhares de possibilidades da liberdade escolhe a inconveniente, a única não liberada (devido a suas más consequências), na que surge o mal, e colhe suas consequências, o continuar caindo, a ligação com o pequeno, com a pouca possibilidade e com a gigantesca limitação, até o abismo. 
O que é a Ordem? É a parte superior do oito que segue em seu círculo num ciclo de conhecimento perfeito enquanto os que caem seguem um círculo inferior do oito, longo, demorado, cheio de ignorância, e limitação do conhecimento e das maneiras de conhecer. E o que é a ordem? É o todo. A ordem inclui Ordem e o resto, é o oito completo com os dois círculos (mas devo avisar que dificilmente cuidaremos desses maiúsculo e minúsculo ao escrever, tanto quanto no falar, de modo que quem lê ou escuta deve estar atento ao contexto e à intenção, esta explicação é apenas geral e é dada aqui apenas porque será util nesse capítulo). Tudo está "previsto" na onisciência (pois está presente em todo instante de tudo simultaneamente) e nada escapa ao plano original, de modo a formar uma equação matematicamente precisa em sua resolução no todo que contempla todas as liberdades possíveis no seu precurso (supostas "variáveis" alternativas ao longo da equação).
Ordem e ordem são conteúdos de consciência. A noção de consciências separadas da Ordem termina originando a noção de consciências isoladas umas das outros em conteúdos de consciência, seres, tais quais conhecemos aqui. E a Ordem enquanto seres pode ser classificada como constituída por (1) seres que nunca caíram e permanecem na Ordem, (2) seres da ordem que retornaram da queda e (3)  seres da ordem que querem e ou que estão regressando à Ordem; os demais seres constituem a ordem. A Ordem manifestada no mundo aparece como várias ordens, em diferentes épocas e ou lugares, com diferentes nomes. Essa manifestação especificamente da qual estás tomando ciência agora estamos aqui denominando F.I.T.O. (Fraternidade dos Iluminacionistas do Templo do Onisciente) e a Ordem de origem da qual é manifestação estamos chamando de O.I.T.O. (Ordem iluminacionista do Templo do Onisciente); a F.I.T.O. e todas as suas ramificações e a fraternidade co-irmã estão todas incluídas no que normalmente chamamos de "nossa ordem" (outras, mesmo quando são autênticas são chamadas de "outras ordens", pois usam outras linguagens).

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

COMO É O TRABALHO NA ORDEM


É muito simples e direto o trabalho de nossa ordem. A ordem trabalha através das fraternidades e nas fraternidades seus integrantes podem fundar instituições (ordens, fraternidades, igrejas, escolas, movimentos, etc.), ou trabalhar na mesma instituição que o acolheu, e ou influenciar outras instituições interiormente, se tornando membros influentes das mesmas.
O ensinamento é passado de professor a aluno gradativamente e na medida de seu progresso e interesse, dentro duma estrutura de graus e platôs. Os platôs são os três níveis de desenvolvimento que o estudante pode galgar pelos graus da escola, eles se diferenciam em graus de purificação e conhecimento direto, ou, em resumo, em graus de realização. Os graus são onze séries que se distribuem nos níveis, sendo graus de conhecimentos formais que deve estudar, de práticas que deve saber executar e de experiências que precisa passar. O conhecimento é passado de professor a estudante e as práticas e experiências são testadas e avaliadas pelo professor. Há como avaliar em que medida (mesmo sem que o  estudante saiba que está sendo avaliado) a realização de um platô foi ou não atingida. Nem tudo é necessário realizar e nem toda estrutura é conhecida pelo estudante, mas apenas na medida da necessidade e interesse do estudante: o que pedir será dado, assim como o necessário. Mas se ele quer também ensinar como professor (porque ensinar como amigo a outros sempre deve) e fundador de instituições, nesse caso deve estudar tudo, mesmo os caminhos dos outros que não tem a ver com o seu nem com sua religião nem com suas pesquisas. Há também um que, didaticamente falando, poderia ser chamado o quarto platô, constituído de dois graus, ou diferenças de realização final. Nos platôs o ápice espiritual pode ser atingido a qualquer momento, ou seja, a realização plena pode também ocorrer subitamente, por fatores cumulativos anteriores ou fatores ainda desconhecidos, e há como medir e avaliar se isto realmente ocorreu, então independente do grau ou nível que a pessoa estava se diz que a estudante atingiu o último platô.
O ensinamento da ordem é o principal a saber, ele tem (1) uma estrutura central que se encontra em todos os livros sagrados das religiões estudadas, de uma forma oculta ou explícita em cada livro ou parte, com exatidão em uns ou  alterações em outros e (2) um estudo específico da ordem, científico e atualizado sobre cosmologia (que envolve também cosmogonia, antropogonia e psicologia). O ensinamento dos livros sagrados, em seu núcleo, é mantido pela ordem mesma inalterado ao longo da história, resulta disso que o mais sagrado é completa e  praticamente inalterado, enquanto os demais foram sofrendo alterações, correções, retirada de parte e adição de outras. E a pesquisa científica é contínua e atualizada como qualquer ciência. Os livros sagrados tratam basicamente de três assuntos, salvação, purificação e conhecimento direto da verdade. Eles têm seus métodos, conservados em forma simbólica e ou explícita em algumas partes e alguns livros. Este ensino tem o objetivo de conhecimento profundo e  libertação. Já os científicos, além de investigar os métodos e resultados da religião e da ciência do oculto, auxiliam no entendimento das experiências e sua interpretação correta.  Existe também um terceiro grupo de ensinamentos, de acordo com a época e os interesses, que podem auxiliar na jornada e de acordo com os interesses pessoais. Isto é uma das razões por que os ensinamentos só podem ser transmitidos de um para um. Mas estes últimos não constituem necessariamente ensinamentos da ordem, embora muitas vezes sejam confundidos com estes pelos que estão fora ou no primeiro nível; estes outros são apenas estudos úteis ou inúteis ao trabalho geral da ordem (dados por alguma razão, ou porque alguém precise esgotar ou esclarecer ou apenas para atrair). O material com que trabalha a ordem são as escrituras sagradas das religiões estudadas na ordem e nenhum outro novo livro dito sagrado. Então veja que básica e essencialmente não existe uma doutrina ou um estudo sagrado na ordem além do que está já escrito, a diferença é o método de levar a cabo os fins propostos, sua consecução completa e atual e a interpretação profunda dos seus símbolos em todos os seus níveis de significado. Existem sete níveis de significado, um para a perdição, um para a vida no mundo, um para a vida segundo o plano original, dois para a vida mental e dois para a vida espiritual. É preciso saber todos esses, evitar a realização do primeiro e realizar os outros. Podem haver outros escritos próprios da ordem, porém não sagrados, ou de outros autores segundo a necessidade e utilidade. São artigos, pesquisas, monografias, ensaios, e até, às vezes, livros de professores e estudantes, quando aprovados e necessários para a compreensão daquilo que está ali nos livros sagrados, dos seus significados, do nosso trabalho e do funcionamento da ordem, mas apenas isso, como auxiliares. Este artigo é um exemplo desta categoria.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

A EFICÁCIA DA ORIENTAÇÃO


Quisera eu que pudesse simplesmente publicar artigos, livros, orientações e explicações aqui e que você pudesse simplesmente segui-las e chegar aos objetivos. Mas não é assim que ocorre. Ao contrário do que geralmente se pensa, não estamos evoluindo, mas degenerando, desde o nosso nascimento, o processo natural em tudo é degenerar. Observe que é assim em todas as células de nosso corpo, embora aparentemente ele esteja crescendo e se desenvolvendo suas células estão nascendo cada vez mais degeneradas porque as cópias vão perdendo a exatidão ao longo de milhões de cópias, o que fatalmente nos levará ao envelhecimento e morte. 
A mente também é assim. Embora ela esteja aprendendo e aparentemente esteja se desenvolvendo moral e intelectualmente, seu elementos e objetos estão cada vez mais desagregando, perdendo a clareza e a interrelação, e se apagarão mais cedo ou mais tarde do nosso consciente, até mesmo os hábitos bons já são a prova disso, não os realizamos por consciência, mas mecanicamente, porque se tornaram habituais.
Se não fizermos nada com relação a nossa alimentação e saúde e nos entregarmos a tudo que nos apetece com certeza duraremos menos que cinquenta anos. Graças  hábitos de higiene, saúde e alimentação mais saudável o ser humano consegue viver cada vez mais. É uma pena que não tem o mesmo cuidado com a mente. E se não fizermos nada com relação a nossos hábitos mentais e nos entregarmos a tudo que nos apetece, essa mente degenerará ainda mais rápido.
O que ensinamos é justamente um processo de alimentação, saúde e regeneração mental. Se nos aspectos expostos mente e corpo são parecidos, a mente tem uma diferença, embora ela também naturalmente degenere ela não morre completamente, ela continua após a morte. Mas como ela continua é a questão. Ela continua lembrada e consciente? Ela retém todos os aprendizados e transformações boas e úteis?
Muitos querem enganar você dizendo o contrário e escrevendo milhares de livros que o levarão à ruína se você crer neles, mas a resposta é que na vida no mundo comum não existe essa garantia. Obviamente que mudamos, muitas vezes degeneramos do estado espiritual que tínhamos quando crianças, e esquecemos muitas coisas, e deixamos muitos hábitos e aprendizados para trás, nesta mesma vida. Pior ainda numa infinidade de anos futuros, pior ainda se for em muitas vidas como dizem. 
Se fosse verdade o que dizem, a capacidade de memória e de aprendizagem bem como de compreensão moral teria se elevado na história da humanidade, e não o contrário, como está acontecendo. Parece que evoluímos apenas pela impressão que temos, dada pelo acúmulo do conhecimento humano. Mas fato é que ter computadores e televisões não nos coloca no nível de inteligência de quem inventou o computador ou a televisão, na verdade, nós nem sabemos como essas coisas funcionam de fato. O fato é que estamos cada vez mais flexíveis moralmente e inflexiveis em matéria de hábitos saudáveis e modos de ver mais realistas. Estamos cada vez mais presos em nosso mundinho que imaginamos ser real e ser o único. 
De início, lendo e praticando o que está nesse site você pode sim realizar algum progresso. Pode até achar que ele é fatástico, mas a realidade é que é muito inicial. Para progredir é preciso orientação. É preciso que entre em contato conosco através de e-mail ou pelo whatsapp. É necessário que você conheça o que estudamos, receba intruções e livros. É preciso receber uma orientação pessoal, individual, específica para você. Você não será cobrado financeiramente por isso, não se preocupe. 
Eu estou falando especificamente para você que tem visto nossas ideias e de outros pouquíssimos sites semelhantes e praticou e começou a ver o que estamos dizendo, que começou a ver por si mesmo que é verdade, que já entendeu que existe uma forma correta de olhar o mundo e os fenômenos e que normalmente usamos formas incorretas de ver e por isso não vemos corretamente e somos vítmas de nossos condicionamentos, do meio, do aprendizado, dos sentidos, do mundo enfim.
Existe uma maneira de chegar aos passos corretos e a tempo para ampliar a visão e ver por si mesmo e se libertar gradualmente das imposições e limitações às quais estamos naturalmente submetidos. De despertar e clarificar a visão mais e mais, de ampliar enormemente a capacidade da mente de aprender e perceber, e de se transformar, em uma pessoa melhor e num estado bem melhor do que o que se encontra agora. Isto pode parecer trabalhoso ou doloroso, pode até ser em parte, mas pior é continuar sozinho, não progredir ou chegar num ponto estanque que não se consegue ir adiante e então começar a retroceder. Tudo que precisa fazer é entrar em contato conosco pelo e-mail frateriliv@gmail.com ou whatsapp (79) 9 9158 4859.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

A verdade sobre este mundo - parte 1

Trabalho apresentado Fra. I.L.I.V. como critério parcial para obtenção do doutorado em cosmologia e ontologia pela O.I.T.O.. - Orientação Fra. A.A..

Aviso
Esta é uma vida passageira, de passagem rápida. Uma informação é necessária, aquela que está escondida e que todo o mundo, os seres e a natureza conspiram inconscientemente contra ela porque está programada em toda natureza.
É sobre qual é a realidade desse mundo. Ela é tão fácil e tão direta tão facilmente pode ser dita que dificilmente é dita completamente ou compreendida. Vários seres que a descobriram tentaram dizê-la e fizeram isso de várias formas e eles tiveram que fazer isso porque perceberam que as pessoas não entendiam da forma correta, apenas pensavam que estavam entendendo. Isto é um aviso.
Está na hora de dizê-la para você de uma forma simples curta e clara. Eu oro que você a consiga compreender corretamente e não como algo que já sabia ou que já ouviu dizer. As próximas linhas lhe dirão sobre a verdade sobre este mundo.

A verdade sobre este mundo
Este mundo é ilusório, ilusão. E como ele é ilusão? Tudo que existe é mental, tudo só existe na mente e nada existe fora da mente, mas isto não é o problema. O problema é que esse mundo é um desvio, uma possibilidade dentro das inúmeras possibilidades da liberdade, só que esta é a possibilidade onde se fez o mal e existem suas consequências, o sofrimento.
Exatamente como um sonho o mundo é. No sonho há pessoas, coisas, casas, corpos palpáveis, você acredita em tudo que está lá, acredita que está numa casa ou falando com pessoas, que está usando seu corpo indo a um lugar, etc. Mas quando acorda vê que era um sonho. Exatamente assim é a vida. 
A diferença está na duração e nas consequências e sua duração. Tudo que você faz ou pensa ou a maneira como vê as coisas aqui tem uma consequência que leva a outra ação e a outras consequências e assim o sonho vai se alastrando e arrastando e durando por um tempo de vida e outro realmente incontável depois dessa vida. E mais, quando você morre passa a outro sonho, não acorda realmente.

Outros mundos
Existem dois mundos, digamos, um original, livre, sem sofrimento nem esquecimento nem inconsciência, cheio de possibilidade e liberdade. E existe esse mundo cheio de limitações, obstáculos, esquecimento, semiconsciência e inconsciência, sofrimento, inseguranças, doenças, aflições, perigos, males, morte. Existe um mundo perfeito e este. 
Existe uma pessoa verdadeira, ilimitada, completa, perfeita, sua, original, e existe essa, construída sob várias influências incontroláveis, limitada, subdesenvolvida, sob parcial auto-controle. 
Existe você, pessoa livre, plenamente consciente, sábia, conhecedora, pura, amorosa, feliz satisfeita, ativa, em paz e existe esta pessoa que é sua prisão, limitada, ignorante, incompleta, suscetível, cansada, necessitada, condicionada, presa.  Mas existe uma saída.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

POR QUE NOSSA ORDEM É SECRETA? (parte 3)

EXPLANAÇÃO SOBRE ESSAS RAZÕES 2
2. A ordem é secreta porque possui alguns ensinamentos secretos que se caírem no conhecimento de enganadores serão mal usados e usados muito eficientemente para enganar milhões de pessoas, desses fazem parte interpretações secretas dos livros sagrados, princípios e instruções secretas que se forem descobertos por enganadores e mal intensionados causarão o kaos e a destruição da humanidade e da liberdade, como tem acontecido com alguns segredos de algumas ordens que estão sendo usados por políticos, religiosos, acadêmicos, e líderes de grandes corporções para enganar milhões de pessoas e ou enriquecer exorbitantemente às suas custas.
É curioso, por exempplo, como são lançados best selers e revistas, como palestrantes têm ganho dinheiro, como conselheiros profissionais têm feito sucesso, ensinando princípios bíblicos da prosperidade, desvinculados de sua origem, do judaísmo e do cristianismo, da religião e de seus princípios, e estes têm dado resulatado mesmo assim. Tais "segredos" são tão eficazes que mesmo praticados isoladamente produzem grandes resultados. Acontece que essas pessoas estão sendo enganadas também porque na quase totalidade esses conselheiros, palestrantes e livros não relacionam o que estão dizendo com a biblia, ensinam como se fosse uma novidade recem descoberta ou um segredo antigo ou qualquer outra coisa, desvinculado da moral e dos princípios dessas religiões e vinculado na verdade apenas com o aspecto do lucro e do dinheiro. O dinheiro em si não pode ser bom ou ruim, mas pessoas imorais enriquecem por esse processo tão facilmente quanto pessoas honestas e moralmente educadas. O dinheiro em grande quantidade implica também em poderes. O aumento de pessoas imorais com esse poder e grandes fortunas é algo muito desastroso para a humanidade.
Outro exemplo, alguns segredos rosacruzes estão sendo mal usados hoje para impressionar pessoas e as levarem a se tornar fanáticos seguidores de algumas seitas e religiões; e até a dar parte, quando não todo, o seu dinheiro para elas; ou fiel e mensalmente uma parte dos seus salários e de suas fortunas; outros segredos ao lado da psicolgia e pela psicologia mesmo estão sendo usados na indústria e no marketing para induzir as pessoas a determinadas ideologias prejudiciais como se elas fossem boas e uma solução para os problemas do mundo (sem falar na indução a consumir muito além do necessário); outras mesmo para induzir à compra de seus produtos, inclusive produtos que muitas vezes são prejudiciais à saúde (observe como surgiu uma ideologia que paradoxalmente condena o tabagismo e censura sua propaganda e uso, mas não à do alcool, nem à do refrigerante que é tão cancerigêno quanto o fumo).
Esses exemplos acima dão uma vaga ideia do que muitos igênuos chamariam de teoria de conspiração mundial (o que obviamente não é, trata-se somente de interesses de pessoas e grupos egoístas), mas historicamente falando, isto para quem convive nas lideranças ou estuda a influência das ordens secretas, é um fato corriqueiro. Sempre pessoas e grupos estão usando algum desses segredos, que seriam para o seu próprio bem num sentido espiritual e da humanidade num sentido geral, de alguma forma em benefício próprio de forma financeira em detrimento do bem de outros ou da humanidade.
Pois bem, tendo essa ordem um trabalho que envolve os livros sagrados e o que está impresso neles de forma secreta, mas que pode ser visto por qualquer um a qualquer momento, não nos arrogamos em dizer que todos esses segredos são nossos, afinal são segredos dos próprios livros sagrados e pessoas que não são da ordem os tem descoberto e até não necessariamente em livros e a ordem tem encontrado essas pessoas. Mas também não saimos por aí anunciando, a pessoas moralmente despreparadas e não provadas, todos os significados secretos. Ensinamos apenas individualmente quando a pessoa está pronta.
Quando recebem esse ensinamento alguns querem ensinar, mas precisam sabem como fazer isso sem causar esse risco de perigo. Existem não várias interpretações, mas níveis de interpretações, então a pessoa tem que subir galgando um nível verticalmente cada vez mais elevado e não horizontalmente em interpretações erradas ou possíveis num mesmo nível. E isto é dificil descobrir sozinho, mas foi para isso que foi escrito, e se nós dissermos simplesmente que o correto é esta ou aquela interpretação que estariamos fazendo de diferente? Já não existe muita gente e instituições fazendo isto? Que provas teríamos? Simplesmente nós mostramos as interpretações normais que acreditamos serem as corretas e a pessoas tem que descobrir por si mesma as secretos, pois não somos mais que Deus, nem que as pessoas que escreveram os livros, não temos uma nova revelação especial, só queremos alcançar, e que outros alcancem, um conhecimento e compreensão completa, e tal compreensão só ocorre na mente da pessoa, tais níveis não são passíveis de explicação, revelá-los a despreparados só geraria confusão e a experiência têm demonstrado isso.
O agir de Deus é assim, se não fosse tais obras seriam escritas de outra maneira, ou Deus mesmo falaria com uma voz tremenda que todos ouviriam, mas não é assim. E arrisco a dizer até um porquê: Deus não age assim porque ele sabe que não daria certo. A maneira de agir de Deus é secreta, não é aparecendo, gritando, nem dando provas inquestionáveis derrepente e a todo momento. Esta é a principal razão.
Posso citar exemplos mais simples de ideias esotéricas que são usadas hoje com eficiência porque já foram reveladas. A vogal o, pronunciada como mantra, alongando soando como ô, pode elevar as emoções, meche com o centro energético que fica na região do coração. Se um músico ou um marqueteiro quer provocar uma sensação de vitória, ou exautção ou simplesmente uma emoção boa, prazerosa, basta fazer uma melodia com um longo ô ô ô. Muitos músicos usam isso, consciente ou inconscientemente, pois não precisam saber disso: ele sente e quer sentir e fazer sentir, porque se sente bem. Outro exemplo, a ideia de universidade nasceu no mundo religioso do oriente e foi trazido para o ocidente pelas ordens esotéricas, os graus, a formatura, a divisão em disciplinas (por exemplo astronomia, matemática, música, filosofia e história já forma materias ensinadas somente em ordens osotéricas ou aulas particulares muito caras), tudo já existia no oriente. Mas o segredo é que se queremos que as pessoas aprendam mais rápido e melhor deveriamos estudar uma matéria depois da outra de cada vez porque não é que a mente se atrapalhe nem mistura as informações, mas que ela as amadurece e simula situações reais dos aprendizados teóricos nos sonhos quando ensinada assim. Se você apresenta vários assuntos de uma só vez a pessoa até desenvolve um processamento de informação melhor, mas nos sonhos isso não é processado da mesma maneira e os sonhos são confusos em relação ao aprendizado não gerando simulações, o resultado é que a pessoa não traduz como poderia o aprendizado em imagens e situações e consequentemente não amadurece. Então que interesse o ocidente tem de ensinar de outra forma ou é simples ignorância? Hoje se pode dizer que é ignorância, mas no passado isso foi usado para manipular as pessoas porque sem amadurecer as ideias elas não aprendem a pensar por si mesmas nem fazer suas próprias escolhas, elas são menos seguras e estão prontas para seguir ordens em vez de tomar decisões. Hoje tomar decisões é mais requerido que seguir ordens então isso está mudando.
Outro exemplo é o sistema de créditos nas universidades, foi criado para dividir as pessoas, as turmas, porque não exige uma sequência obrigatória comum, a falsa liberdade de cada um escolher as disciplinas serve não formar grupos de contato que gerem mais intimidade e consequente discursão e crítica sobre o que é ensinado. Hoje o pensamento crítico é valorizado, então volta o modelo americano de uma parte de conhecimento comum e então a parte mais específica da facudade depois, em que a pessoa escolhe seus próprio caminhos.
Nosso sistema de ensino na ordem mesmo é muito perigoso (isto será abordado em outro tópico), pois se passa apenas individualmente de professor a estudante, como o antigo ensino particular e ainda mais contendo partes secretas. Um professor mal intensionado pode enganar à vontade o estudante se for habilidoso. Pode até usar truques de mágica como muitos ocultistas já fizeram, para enganr seus estudantes. Mas infelizmente isso já nunca foi nenhum segredo e vem sendo mal usado hoje por enganadores. Por outro lado em grupos quanto mais numerosos forem mais possível de haver ali pessoas já combinadas, atores, etc.. Nos evitamos isso de várias maneiras, ensinamos a testar o ensinado, sozinhos, em suas casas. Quem não faz assim e trabalha com cenários de templos e rituaus pode estar sob suspeita, tem grande chance de ser descoberto um engandor.
Estes últimos exemplo nem sequer envolvem coisas mais "ocultas" e são de forte influência. Assim como esses exemplos mais normais existem exemplos mais psicologicos e esotéricos, muitas vezes bem mais perigosos, os quais se usados por alguém mal intensionados podem fazer muito mal, doenças, destruição, morte, etc. e dificilmente podendo ser descoberta a causa maléfica real por trás dessas calamidades. Isto é uma causa que tradicionalmente tem sido apresentada como a principal na manutenção dos segredos.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

ILUMINACIONISMOE

Por Frater I.L.I.V.
Iluminacionismo
Realmente a expressão "esclarecimento libertário" é uma dos significados da palavra iluminacinismo. Iluminação significa claramente duas coisas, despertar, e todo despertar é um esclarecimento, e se libertar. É conhecer a verdade, e isto liberta. então esclarecimento libertário é o mesmo que iluminação.
Iluminação tem duas acepções e elas são interdependentes: esclarecer-se e despertar. Para despertar é preciso certo esclarecimento. Para que o esclarecimento realmente surta efeito, seja esclarecedor é preciso pelo menos algum grau de estar desperto. No oriente se fala de despertamento, mas quando é feita a tradução a grande esmagadoras maioria dos tradutores usa a a palavra iluminação.
E iluminacionismo são os métodos, sistemas, descrições, que vão desde procedimentos, entendimentos até compreensões plenas e plenas realizações desse despertar e dessa liberdade.
O importante é o significado correto disso.  A pessoa atinge a iluminação completa quando ele se torna totalmente desperta, atingindo certo conhecimento que é um tipo de onisciência. Assim, ela é esclarecida de tudo, digamos. Esta é a parte metafísica do conceito, a qual têm sido problemática, pois se apenas poucos aceitam, bem menos são os que entendem (e esse entendimento só pode ser progressivo e em níveis do próprio processo do despertar, não apenas intelectual).
Mas iluminação também é quando se liberta totalmente de tudo, de todas as condições, de todas as limitações do conhecimento verdadeiro, uma libertação plena. Essa libertação significa por outro lado poderes e saberes. Essa é a parte não metafísica do conceito, embora para muitos nem estão claros os limites humanos e da mente humana, nem estão claros os significados da palavra liberdade (e essa liberdade é justamente dentro do máximo das possibilidades, ela não inclui o impossível nem a destruição da lógica, menos ainda da ética e da moralidade, pelo contrário, tem base nestas).
Entretanto, se for apenas um lado desses dois não é a verdadeira e completa iluminação. A verdadeira iluminação implica necessariamente em despertar e libertação. Despertar implica necessariamente em lucidez e saber, conhecimento consciente. E libertação implica necessariamente em purificação, eliminação das obstruções da liberdade e do conhecimento e implica também em poder realizar a vontade e seu propósito.
Observe que essa abordagem coloca um sistema de visão e pensamento completamente diferente do habitual. O habitual, parte do mundo, das coisas, das aparências para o pensamento, a vontade, ações e conhecimento. Este não, este parte da consciência, da vontade, do conhecimento anterior às coisas e fenômenos para o que julgamos conhecer e o que podemos conhecer de fato, o universo dos fenômenos. Em suma, se formos pegar os pontos mais radicais, diríamos que um sistema parte do supostamente conhecido para o desconhecido, e outro, este que quero apresentar, parte do anterior ao conhecimento, do desconhecido para o que se julga conhecido. É uma virada de 180 graus.
Esclarecimento e Despertar Gradual
Mas existem níveis de iluminação. Que podemos didaticamente dividir em dois, a completa e a parcial, quando ainda resta algo a ser feito; a parcial pode ser subdividida ainda em três níveis. No nível parcial podemos chamar esses graus de iluminação de esclarecimento e no nível completo podemos chamar de despertar ou plena e completa iluminação. Ambas as formas de esclarecimento nessa direção são libertadoras. São esclarecimentos libertários. Mas não é apenas um conhecimento teórico ou de ouvir dizer. Têm que ser compressão e uma experiência profundas.
Todo esclarecimento libertário pode contribuir com a iluminação. Iluminacionismo é o sistema que estuda a iluminaciologia, a ciência de como trazer à luz o que está escondido e o que está nas trevas. Então veja que são dois sentidos novamente, de esclarecer, ver o que não se está vendo, ver o que está oculto e ainda outro sentido, de trazer luz, por luz na escuridão, clarear o que está em trevas. Então não só é a visão do que está escindido, mas da própria obscuridade e suas causas, isto é, eliminar os obstáculos à luz, retirar o que está impedindo que a luz chegue, clarear os pontos que estão nas trevas, pois uma luz destrói trevas de milênios, as trevas não prevalecem quando há luz, isto é iluminar. O sistema de estuda, cataloga, classifica, examina, testa, relaciona, explica e enfim esclarece os processos e os sistemas de iluminação, é o iluminacionismo e esse estudo é chamado iluminaciologia, o estudo da iluminação no sentido de despertar e ser liberto.
Em outros artigos e neste mais adiante estudamos e estudaremos o que é e quais os níveis, como ocorre, quais os processos da iluminação. E vamos também discutir o que é a liberdade e a libertação. Pois não se pode ignorar que o conceito de liberdade não é unânime, muitos creem que não há qualquer liberdade nesse mundo, outros que temos absoluta liberdade, mas se descartarmos esses extremos que são absurdos podemos ver com mais clareza a liberdade possível, compararmos com a liberdade mais limitada que temos agora e analisar até que ponto esta pode se estender. Assim podemos compreender o princípio, e porque ele é um princípio supremo.
O entendimento do esclarecimento e da libertação
O entendimento por si só não ilumina, não esclarece, menos ainda a informação, um conhecimento só ilumina quando ele nos altera significativamente; é preciso uma ação mental ou processamento pela mente que recebe essa informação. Assim se a informação for bem entendida e guardada ela gera um conhecimento, mas esse conhecimento só pode ser chamado de uma compreensão quando a pessoa se apossa dele como se ele fosse sua própria descoberta, há essa sensação, que se chama de insight, que pode ser traduzido como compreensão ou uma compreensão mais profunda, que é quando o novo conhecimento se relaciona com outros conhecimentos que existem em nossa mente e até forma um novo conhecimento diferente do primeiro, que veio mais recentemente. Este que é mais amplo e com várias relações e níveis de conhecimento e significado que podem gradativamente serem revelados ou conhecidos pela mente. Só então podemos falar de um esclarecimento de fato.
Isto só acontece quando a pessoa se apossa do conhecimento não como tem livros e informações, mas como se fosse o seu próprio autor. Tal assimilação pode exigir certas experiências e um amadurecimento, que pode se dar pelas relações interiores, isto é, reflexão, pela observação exterior, ou por experiências que podem ser traumáticas ou prazerosas. Assim o sábio lê os símbolos e os avisos dos sinais e os traduz em suas relações interiores, o néscio ou o medíocre precisa ver para entender, às vezes muitas vezes antes que isso aconteça, e o tolo precisa sofrer experiências marcantes (então bem vê-se que a maioria das ordens ocultistas não são para seletos como se diz, mas para os tolos que têm essa necessidade). Talvez possamos dizer que o filósofo é que aproveita todas as três formas da mesma maneira que a primeira e a sistematiza, descobre suas leis e princípios, e às vezes até prevê muitos resultados.
Também não é todo esclarecimento que ilumina, nem tampouco ilumina completamente. Só alguns tipos de esclarecimentos podem ser considerados alguma iluminação ou algum tipo de iluminação da forma como foi escrita acima. E é preciso que se diga com precisão que tipo de esclarecimentos são estes. São os que nos moldes acima descritos produzem libertação e são verdadeiros. Só a verdade pode ser esclarecedora e só a verdade pode libertar. Então esclarecimento libertário é o que revela a verdade e a verdade que liberta, não "uma verdade", não uma "verdade" que aprisiona, mas A Verdade, e não só A Verdade, mas A Verdade que liberta. Então não é qualquer esclarecimento que interessa, nem é qualquer verdade, mas a que liberta, e no mais apenas as que levam a esta,que se relacionam com esta.
Só que existem muitos níveis de conhecimento da verdade que são aprofundamentos de significado ou níveis cada vez mais elevados de significação melhor dizendo e existem muitos níveis de expansão do alcance das verdades e da verdade mesma. Por isso o simples ler, lembrar e saber não pode ser dito sequer um nível de conhecimento, pois para que seja conhecimento pelo menos o nível mais rudimentar de processamento tem que ser realizado, que é a decodificação dos símbolos. As palavras, números, frases, nos seus significados, formando um produto mental completamente diferentes dos símbolos, isto é das letras ou fonemas, que se traduzem em imagens também completamente diferentes dessas, de fenômenos, de fatos, de relações, etc. e desde isto até os reais entendimentos e a compreensão chamada de profunda, quando aqueles significados em relação com outros mais fazem agora parte da mente do conhecedor.
Esclarecimento libertário, portanto, não é a simples informação que se lê ou se declara em algum lugar mas o processo de tomada para si própria, como foi dito acima e em níveis cada vez mais elevados e amplos conforme esta trabalhe, nesses processamentos por parte da mente que se apropria e compreende, tendo muito mais a ver com o que recebe a informação do com o que ou quem a transmite. Isto desde o nível mais simples de entendimento até o mais elevado de esclarecimento ou iluminação ou sabedoria.
Libertário é o que realmente liberta
Liberdade é um princípio supremo, que tem a ver com a vontade mesma, isto é, existente em si e por si mesma, não é simplesmente um conceito ou uma lei, mas um princípio e este princípio determina as possibilidades, não só está contido em possibilidades. É preciso entender que existem leis e princípios inalteráveis, por haverem possibilidades (e limitadas) dentre esses princípios não quer dizer que tudo seja relativo, muito pelo contrário, significa que as possibilidades existem, mas são limitadas. Não é difícil de entender isso. Por exemplo se tivermos dois dados e lançá-los, sempre teremos, se considerarmos a soma dos números que caem virados para cima, um número entre dois e doze. Podemos ter 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11 ou 12, não podemos ter 0, nem 1, nem 13, nem 15, nem 1253, nem qualquer outra soma que não um número inteiro entre dois e doze. Assim podemos entender que entendimento é que liberta, se soubermos também o que é liberdade, quais suas possibilidades e seus limites.
A libertação não é só conhecer as possibilidades e poder escolher como costumam dizer. É aumentar as possibilidades ou conhecer outras possibilidades. Seguindo com o símile acima, é o mesmo que ser informado que você tem outros dois dados, onde eles estão, como chegar até lá, etc. e mais que isso conhecer as chances mais prováveis no lançamento de quatro dados. Você terá mais possibilidades. Mas libertação não é só isso. É poder driblar e até eliminar os obstáculos do conhecimento, os obstáculos que causam as dificuldades, os obstáculos que restringem as possibilidades de realizar a vontade, o propósito de sua vida. Fazendo uma comparação seria como descobrir que os condicionamentos de sua mente, do seu corpo e das suas mãos é que determinam os números entre 2 e 24 que você poderá obter como resultado, e ainda saber como livrar-se desses condicionamentos e poder controlara os resultados dos dados à vontade.
Mas também a verdadeira libertação também não é só isso. São essas duas coisas também, sem dúvida, mas principalmente é a descoberta de que se está num estado alterado de consciência, que limita não só seu conhecimento, mas seu agir, seu falar, suas emoções, sua lucidez, suas lembranças, sua criatividade, suas habilidades e enfim sua satisfação e felicidade. Essa descoberta por si só já é libertadora, mas não muito, liberdade mesmo é livrar-se desse estado, dessa embriaguez, dessas limitações, dessa prisão, desse mundo de fenômenos distorcidos que pensamos ser A realidade. Então liberdade, em sentido último é primeiro voltar ao estado original. É voltar à natureza original, à consciência original, e ao conhecimento original. Isto por si é um supremo esclarecimento, e uma verdadeira liberdade.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

A   T E O R I A   D O   E T E R N O   R E T O R N O   I N F E R N A L

 P o r   F r a t e r   I . L . I . V .
 S e g u n d o   u m a   e x p l i c a ç ã o   m u i t o   o c u l t a ,   q u e   v o u   r e v e l a r   e m   p a r t e ,   d e s d e   c e r t a   é p o c a   j á   f o m o s   j u l g a d o s   e   c o n d e n a d o s   e   d e   f a t o   e s t a m o s   n o   l a g o   d e   f o g o .   M a s   c o m o   J e s u s   d e s c e u   a o   i n f e r n o   ( e   o   q u e   f e z   l á ,   o u   m e l h o r ,   a q u i ? )   e   d e i x o u   u m a   p r e g a ç ã o   p a r a   o s   h a b i t a n t e s   d a q u e l e   l u g a r   t e m o s   u m a   s a í d a .   Q u e   p r e g a ç ã o   f o i   e s t a ?   É   a   q u e   c o n h e c e m o s ,   é   o   q u e   e s t á   e s c r i t o   n o   n o v o   t e s t a m e n t o ,   e s s e   é   o   n o v o   t e s t a m e n t o ,   é   a   h e r a n ç a   q u e   d e i x o u   d e s d e   e n t ã o   p a r a   n ó s .   N a   v e r d a d e   d e p o i s   q u e   J e s u s   v e i o   n a   t e r r a   e   q u a n d o   r e t o r n o u   ( s e g u n d o   e s s a   t e o r i a   e l e   j á   r e t o r n o u   e   j á   j u l g o u )   j á   n o s   c o n d e n o u .   M a s   c o m o   s u a   m i s e r i c ó r d i a   é   i n f i n i t a   v i v e m o s   n e s s e   s o n h o   i n f e r n a l ,   d e s t e   m u n d o   p a r a l e l o   e   s u a   h i s t ó r i a ,   e m b o r a   s e m   s e n t i r   a s   p e n a s   d o   l a g o   d e   f o g o   c o m p l e t a m e n t e ,   a p a r e n t e m e n t e   v i v e n d o   e   m o r r e n d o   m u i t a s   v e z e s   a o   l o n g o   d e s s e s   m i l ê n i o s ,   p o i s   s u a   p a l a v r a   n ã o   v o l t a   a t r á s ,   a   c a d a   u m   é   d a d o   v i v e r   u m a   v e z   e   d e p o i s   o   j u l g a m e n t o ,   c o m o   e s t á   e s c r i t o   e m   H e b r e u s .  
 E n t ã o   q u a n d o   n a s c e m o s   d e   n o v o   n a   v e r d a d e   n ã o   n a s c e m o s ,   n a   v e r d a d e   m e s m o   n e m   m o r r e m o s ,   a p e n a s   a p a g a m o s ,   e s q u e c e m o s   t u d o   e   v o l t a m o s   c o m o   s e   f o s s e m o s   o u t r a   p e s s o a ,   u m   n o v o   f e t o ,   m a s   é   a   m e s m a   v i d a   e   a   m e s m a   p e s s o a .   J e s u s   e s t á   n o s   d a n d o   c h a n c e s   i n f i n i t a s   d e   o u v i r m o s   s u a s   p a l a v r a s .   M a s   e n q u a n t o   n ã o   o u v i m o s   e s t a m o s   r e a l m e n t e   c o n d e n a d o s   i n d e f i n i d a m e n t e ,   a l g u n s   p o d e m ,   s e   a s s i m   q u i s e r e m ,   r e s i s t i r   p o r   t o d a s   a s   v i d a s ,   e n t ã o   e s t á   c o n d e n a d o   a   e s s e   e t e r n o   r e t o r n o ,   e s q u e c e r   d e   t u d o   e   c o m e ç a r   d e   n o v o ,   c o m o   u m a   d o e n ç a ,   u m a   a m n é s i a   i n c u r á v e l ,   m a s   e m   c o m p e n s a ç ã o   p e r d e   a q u e l e   d u r e z a   d e   c o r a ç ã o   e   o r g u l h o   q u e   c o n s t r u i u   d u r a n t e   u m   d e s s e s   i n t e r v a l o s   e   r e a l m e n t e   t e m   u m a   n o v a   c h a n c e .   G o s t o   d e s s a   t e o r i a .   E s t o u   s e n d o   b e m   r e s u m i d o   s o b r e   e l a ,   m a s   c r e i o   q u e   e s s a   e x p l i c a ç ã o   é   s u f i c i e n t e   p a r a   v o c ê   p e r c e b e r   q u e ,   s e j a   o u   n ã o   v e r d a d e ,   n ã o   a d i a n t a   n a d a   v i v e r   v á r i a s   v e z e s ,   v o c ê   e s q u e c e   t o d o   o   a p r e n d i d o ,   p e r d e   t u d o   e   t o d o s   o s   q u e   a m a   e   n ã o   a d i a n t a   d i z e r   q u e   o s   r e e n c o n t r a ,   p o i s   n ã o   s a b e   d i s s o ,   n ã o   e s t á   c o n s c i e n t e   d i s s o .
 D e   q u e   a d i a n t a   v i v e r   m u i t a s   v e z e s   s e   n ã o   l e m b r a   d e   n a d a ?   A   p e s s o a   m a i s   a m a d a   n u m a   v i d a   e s t a r i a   s u j e i t a   a   s e r   a   m a i o r   i n i m i g a   e m   o u t r a   e   a   m a i s   o d i a d a   s e r   s e u   c ô n j u g e ,   p a i   o u   f i l h a .   Q u e   m o r a l   é   e s s a ?   Q u e   a p r e n d i z a d o   s e   p o d e r i a   o b t e r   d i s s o ,   a l g o   t o t a l m e n t e   i n c o n s c i e n t e   e   q u e   s e   e s q u e c e   e   p e r d e   p e r i o d i c a m e n t e ?   É   c o m o   s e   o   p r o f e s s o r   d e p o i s   d o   i n s u c e s s o   d o   a l u n o   r e p r o v a d o   d i s s e s s e   v o c ê   v a i   t e r   q u e   r e p e t i r   a   s é r i e   t o d a ,   m a s   a n t e s   d i s s o   d e i x e   e u   a p a g a r   s u a   m e m ó r i a   p a r a   q u e   v o c ê   n ã o   p o s s a   a p r o v e i t a r   c o n s c i e n t e m e n t e   n e n h u m a   d e s s a s   e x p e r i ê n c i a s   e   i n f o r m a ç õ e s .   E s s a   e x p l i c a ç ã o   s e r v e   p a r a   m o s t r a r   q u e   c r e r   n u m a   e v o l u ç ã o   m e c â n i c a   e   o b r i g a t ó r i a ,   s e j a   p e l a   p r ó p r i a   n a t u r e z a   d o   p r o c e s s o   o u   p e l a   v o n t a d e   d e   D e u s   s ó   p o d e   s e r   e n g a n o   o u   e s t u p i d e z ,   p o i s   é   o   m e s m o   q u e   d i z e r   q u e   D e u s   n ã o   d e u   l i b e r d a d e   e   q u e   f o r ç o s a m e n t e   d e   u m   j e i t o   o u   d e   o u t r o   v o c ê   u m a   d i a   v a i   e v o l u i r .   D e u s   d e u   o p ç õ e s ,   i n c l u s i v e   d e   s e   s e p a r a r   d e l e .   E   i n f e r n o   é   j u s t a m e n t e   i s s o ,   s i g n i f i c a   e x a t a m e n t e   i s s o ,   a   s e p a r a ç ã o   d e   D e u s .   V o c ê   e s t á   c o m   D e u s   a g o r a   o u   e s t á   n o   i n f e r n o ?   R e f l e t i n d o   d e s s a   m a n e i r a   e s s a   t e o r i a   f a z   m u i t o   s e n t i d o   e   t e m   p e l o   m e n o s   o   e f e i t o   d i d á t i c o   d e   m o s t r a r   a   i l u s ã o   i n f e r n a l   q u e   é   a   s e d u ç ã o   d e s s e   m u n d o   e   d e   c e r t a s   c r e n ç a s   i r r a c i o n a i s   q u e   n o s   c o n d e n a m   a   e s t a g n a ç ã o .

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

UNIVERSALIDADE DOS PRINCÍPIOS

Todas as religiões e religiosos estão incompletas ou enfraquecidas quanto ao equilíbrio dos três princípios. Deus é triuno  e assim também somos. E assim também deveria ser o ensino verdadeiro. Deus é pai, filho e Espírito Santo, e nós  somos espírito, mente e corpo. O Uno é consciência, amor e vontade e nós também somos. O budismo e o taoísmo visam só  consciência e amor, o cristianismo e o thelemismo amor e vontade, o hermetismo a a yoga consciência e vontade, o gnosticismo visa só consciência e... Então vem essas religiões mais incompletas ainda, e as falsas, e as inferiores de quais nem devemos falar.
Nós precisamos descobrir, conhecer e desenvolver esses três aspectos em nós mesmos em toda a nossa vida. Não se trata de ser bem sucedido, ou rico ou feliz ou religioso ou espiritualizado etc.. Nada disso vale qualquer coisa se simplesmente morremos depois, mesmo que fôssemos voltar para cá de novo. Se trata de descobrir e ser quem nós somos realmente, plenamente conscientes disso e de realizar o que viemos fazer aqui.
É isso que fazemos. Isso é a única coisa que realmente pode satisfazer completamente. Trata-se de saber e realizar, se tornar sábio e então poder partir em paz sabendo para onde vai, e não voltar mais, como dizem, esquecidos de tudo. Ir para o seu lugar. É disso que tratamos...
O PRICÍPIO DO PRINCÍPIO - A TRIUNIDADE
Eu poderia ficar enumerando equivalências e explicando cada uma delas em seu contexto histórico e seu contexto universal, mas não é isso que interessa. O que importa é que entedamos esses três pricípios e suas leis no que se refere a nós e nosso caminho.
A triunidade se aplica ao Uno, aos mundos e a nós (e ao nosso caminho, mas isso é falado em outro artigo). No mundo a triunidade é diferente da triunidade suprema, consciência-mente-vontade, no mundo é consciência-mente-forma. Deus é consciência (espírito), mente (atributos e características) e vontade (logos, palavra, verbo, ação). Estes são chamados Pai, Filho e Espírito Santo ou dharmakaya, Sambogakaya e nirmanacaya, "corpo" da verdade, corpo do deleite (ou desfrute ou sabedoria...) e corpo de manifestação.
Esses dois conceitos, sínteses dos modernos conceitos ocidental e oriental respectivamente significam o que nós estudamos como nous (consciência)-agape (amor incondicional ou afeição...)-thelema (vontade, intenção).
Deus pai é a consciência original, Deus filho é a vontade de Deus sempre manifesta de alguma maneira, e Deus espírito é a mente divina.
Só podem existir mundos se houver uma consciência suporte, pois tudo que existe só pode existir na consciência (lei de existência), a consciência é passiva, testemunha, assiste, contém. sendo a consciência passiva ela não pode produzir algo a não ser que haja uma intenção, a intenção  é ativa, é dinâmica, é movimento e resistência, é a vontade. Mas para que a manifestação da vontade não seja uniforme e unidireçional é preciso que haja uma preferências, atração e repulsão, é preciso que haja afeição por um certo tipo de existência.
E é isso que vemos, um universo múltiplo, complexo e que teve um começo. Então temos aí uma nova big-bang teory completa.
Tudo que existe é devido a isso. Tudo que existe só pode existir porque áa uma inteligência, consciência que projeta um universo segundo sua vontade porque gosta disso, ama um universo e seres assim, como os fez, e ama incondicionalmente, se não fosse assim não teria criado como acima fica um pouco demonstrado, seria impossível. É claro que toda essa nossa "cabala futurista" está aqui extremamente resumida e não contém todos os elementos necessários a essa explicação e compreensão, mas temos agora o suficiente em conceitos para entender o que precisamos.
Nós temos essa semlhança de Deus (que pode ser percebido por nós na sua triunidade), pois somos seres triunos. Mas o mundo também é triuno em todas as suas dimensões, consciência (pois é existente), mente (natureza, leis, representação, atração) e vontade (forma, matéria-energia, resistência, repulsão). E cada partícula do cosmo contém as mesmas, é um microcosmo. Vejamos por exemplo o átomo, possui massa positiva, prótons; possui carga negativa, elétrons; e possui carga neutra, nêutrons. E mesmo que não tenha nêutrons possui cargas de atração e repulsão. Entre os prótons e elétrons não existe vazio, é cheio de energia, não existe vazio em lugar nenhum.
NO mundo há triunidade de três sensações sempre: consciência que testemunha como um fluxo de instantes (fluxo no tempo), mente que sente, percebe e registra (o sentido que capta dos outros sentidos), e objetos mentais (os percebidos e registrados que vão desde os mais abstratos aos mais concretos). Sendo que a consciência no mundo é de objetos e mente, a mente contém os objetos e fenômenos e estes são as formas que são a perspectiva da vontade no mundo.
Consciência e mente não têm forma. No mundo a forma é sentida como material, em qualquer mundo, pois se refere a forma, por mais sutil, energética ou etérea que seja em relação a outro ela é sentida como resistência, mais ou menso sutil, mais ou menos maleável; variando como vemos não só de mundo para mundo mas num mesmo mundo também constituindo enorme variedade.
Nós enquanto seres somos semelhantes ao mundo, consciência-mente-corpo. Mas enquanto verdade última ou individualidade "interior" ou verdadeira somos semelhantes a Deus, consciência (espírito)-mente (alma)-vontade (forma). Só que em nós ocorre algo, digamos, inapropriado, que veremos depois, que é o desvio e multi-diferenciação da vontade a partir da livre vontade numa direção imitadora e aprisionadora. Então temos uma forma semelhante ao mundo que faz parte desse e de seus processos de transformação e isto é tão marcante enquanto experiência que muitos se identificam com essa manifestação, ainda que muitos outros se identifiquem mais com a mente, e ainda relativamente poucos com a consciência.
Qualquer dessas identificações está errada porque temos uma interferência na consciência-mente-forma original devido a esse processo consciência-mente forma desviada. De modo que temos uma forma original e uma forma material biológica, temos uma mente original e uma persona construída no mundo, e temos um consciência original espiritual e uma consciência biológica limitada, aprisionada e iludida, isto é, vendo uma mistura de verdade e projeções, como uma miragem ou alucinação num cenário perigoso.
Então é difícil conhecer algo além desse mundo e dessa dimensão visto que estamos sempre enredados por essas condições que sequer sabemos distinguir bem. Estamos em resumo verdadeiramente condicionados a essa dimensão.
Então o que interessa nisso tudo é como libertar-se desse condicionamento se quisermos ver alguma coisa além ou se quisermos ir mais longe ainda e descobri o que realmente somos e o que estamos fazendo aqui, e para onde vamos e se existe algum proposito para nossa existência. O que importa é saber o que temos que fazer para isso, o resto acessório para deleite intelectual ou simplesmente atrativos diverso para trazer as pessoas ao que realmente interessa, sua liberdade e que conheçam a verdade por si mesma, não porque alguém disse.
UM MÉTODO CIENTÍFICO DE RELIGIÃO?
Observe que não precisaríamos ir muito mais além (embora hajam muitos outros aspectos e detalhes) para perceber que isso também é um dos significados do que dizemos quando afirmamos que vivemos um mundo de ilusão. Vivemos nos identificamos com cópias baratas, ou melhor, perecíveis, suscetíveis a inúmeras limitações e enganos, do que realmente somos.
Vamos ver o que podemos fazer. Vamos descobrir o que somos nós primeiro, para então podermos fazer alguma coisas. Ainda temos certa "quantidade" de vontade livre, não condicionada por esses enganos, que é o que realmente somos. Essa parte é a vontade original, pura, é a única coisa que realmente somos de maneira diferenciada dos outros. Ela é também a única parte ativa em nós e realmente independente, mas precisamos distingui-la da vontade aparente, os múltiplos quereres condicionados, desejos e impulsos, naturais ou aprendidos, que são também, como o restante, dependentes e incondicionados. Existem poucas pessoas neste caminho de despertar porque também é o mais perigoso. Despertar pela vontade em vez de pela consciência e ou devoção (amor)? Sim também, mas não quer dizer que não devamos trabalhar os outros dois do mesmo modo, e sim que enfatizamos o da vontade (thelema) igualmente ao despertar da consciência pura (nous) e do amor (agape).
 Todo o resto que pensamos ser nós mesmos de fato não é nem nosso, nem está sob nosso inteiro controle, ou é algo dependente e condicionado (mente e objetos mentais) ou é neutro e igual ao de qualquer outra pessoa (consciência pura). Tudo se enquadra nas seguintes categorias: objetos da consciência, mente e objetos mentais (incluindo o que pensamos, o mundo, a matéria, as pessoas, nossas características pessoais e nossos corpos, etc.) que são condicionados e dependentes; e (2) consciência pura, verdadeira, limpa como um espelho perfeito limpo e polido, que é neutra e igual a qualquer outra de qualquer outro ser. Porque a consciência é essencial e primordial, mas ela é igual a de qualquer outro ser, vazia como um espelho que apenas reflete imagens, vistas como seus conteúdos, condicionados.
Só que nisso também há uma vantagem, ela é como a de Deus, ela é igual, ela é a parte dele em nós, é o sopro vital de Deus em nós, o nosso espírito, vindo de Deus, a partícula de Deus em nós, que se conserva igual desde o princípio, original, intacta, intocável. Ela é vista separadamente apenas de maneira didática, pois na verdade ela também constitui uma triunidade, com a vontade original e a afeição original, esta afeição é o amor puro, incondicional, principalmente pelo que é objetivo de sua vontade, por isso o busca incansavelmente e não estará jamais feliz e satisfeita enquanto não o estiver cumprindo.
Contudo a consciência de Deus não tem limites e obstruções (além de ter acesso a todos os instantes simultaneamente) e a nossa embora seja infinita como a dele está cheia de obstruções que impedem de ter consciência de muitas coisas. Precisamos apenas conhecê-la como ela realmente é, pura luminosa e desobstinada, reconhecê-la. Mas para isso precisamos eliminar os obstáculos, os condicionantes que a limitam, nem que seja por alguns momentos quando vamos investigar a verdade (e temos métodos para isso). Esses condicionantes são como sujeiras no espelho, a saber, as emoções negativas, ódio, aversão, os desejos e tendências insalubres e egoístas, cobiça, arrogância, inveja, etc.. De que adiantaria olhar a verdade por um espelho sujo que faz ver imagens que não estão de fato lá? Precisamos limpá-lo.
Não adianta dizer que não há espelho nem onde a sujeira se sustente quando justamente esse espelho é o que vê, a testemunha, a consciência, e nós sabemos que há um que vê, e nós sabemos que há visões (independentemente de onde, ou do que sejam essas visões ou se elas são reais ou não, o fato é que há e sempre haverá visão de algo), e nós vamos um pouco mais além, baseados em nossa experiência e de vários outros, e dizemos que as visões estão distorcidas e nos iludindo justamente porque há uma sujeira no espelho. E nós estamos vendo essa sujeira também (por isso dizemos que o caminho chamado da não-mente é infrutífero e o da mente-única produz fruto). Embora essas visões dos obstáculos estejam também vistas de forma distorcida (mas quando removemos alguma delas já enxergamos algo que elas escondiam) nós sabemos que existe uma visão clara exatamente quando as removemos mesmo que por alguns instantes quando nos sentamos fazendo alguma prática voltada a isso. Não adianta complicar o que é simples, nem simplificar em excesso, mutilando, o que é complexo. Esta ideia é simples e facilmente verificável por qualquer pessoa. Um caminho em que você se dedica toda uma vida para talvez lá num futuro distante ter um vislumbre de realidade ou uma promessa de libertação realmente não vale a pena, pode ser um engano ou enganação.
Nós também não somos a mente porque, além de ser condicionada, dependente e não estar totalmente sob nosso controle, esta muda, se transforma e é construída e desconstruída várias vezes durante na vida. O que ela tem de original? Todas as diferenças entre as mentes são apenas devido a condicionante biológicos e da experiência, ela não é o que somos, tudo que está nela veio "de fora". Se acreditamos que somos mente é como se fossemos vítimas do ambiente, pois mesmo nossas escolhas estão condicionadas a ele. E nem sequer conhecemos nossa mente, pouco dela aparece na consciência, uma parte muito pequena de toda sua atividade. Ela pensa e sente por si mesma, em grande parte independente de nossa vontade. Mas também nisso está uma ferramenta: ela trabalha automaticamente e pode ser reprogramada e comandada em parte pela vontade para fazer o que for necessário para nosso desenvolvimento e vai trabalhar automaticamente para nós. Precisamos de meios de colocá-la a nosso serviço, mas antes precisamos conhecê-la de fato e não apenas a parte que aparece em nossa continência, mas também o que está nos chamados as vezes de subconsciente e inconsciente.
A única coisa que realmente somos nós até aqui é a livre vontade, a vontade pura. Precisamos do mesmo modo que as outras duas descobri-la na sua originalidade, separado das demais e dos condicionamentos e desvios da verdadeira vontade.
Então em suma nosso método primeiro envolve conhecer, por si mesmo, de forma empírica, testemunhar. E observando de forma criteriosa e científica conhecer primeiro o que nós mesmos realmente somos, a triunidade original, consciência pura original (nous), afeição original (agape) e vontade pura original (thelema). Nesse caminho inevitavelmente vamos também conhecer ou pelo menso descobrir muito sobre a parte condicionada, atuais e temporais objetos da consciência: mente (dito nosso mundo subjetivo) e objetos mentais (nosso mundo do subjetivo ao objetivo) e o que costuma se chamar de nosso mundo que também é uma triunidade: (1) aparente consciência de si, ou seja, consciência de uma consciência própria que testemunha; (2) consciência de mente e objetos mentais aparentemente interiores que são as sensações mentais; e (3) consciência de objetos mentais aparentemente exteriores que as sensações materiais fenomênicas e de sentidos. Se essas três são apenas impressões ou se são aspectos da mesma coisa, ou mesmo se as três bases disso são também apenas uma única coisa é outro assunto para mais adiante e que precisa também ser descoberto pelo estudante praticante.
O MÉTODO NA PRÁTICA
O método tem sido chamado de religioso, mais por identificação dele com diferentes práticas de diferentes religiões do que pelo que ele é em si, um método, científico, de realizar algo próprio da religião, a religação com Deus, a purificação espiritual e o retorno à natureza original.
Nós propomos na verdade um método que tem que ser primeiro científico, embora utilize técnicas já consagradas em algumas religiões, que complementa, auxilia, potencializa, investiga e dá provas e garantias da eficácia de certos procedimentos, da realização plena dos resultados esperados e da realidade do descrito e ou prometido. Assim podemos dizer que se trata de um método científico que tem objetivo religioso, isto é, não só de conhecer a nós mesmos e a realidade tal qual é e suas leis, mas também de retornar a um estado original, de religação. Isto em primeiro lugar. E tanto secundariamente quanto como um efeito colateral terminamos descobrindo algumas coisas sobre os métodos das religiões; sobre as naturezas e os mundos; e sobre os seres e nós mesmos. Podemos ainda dizer que se trata de investigar cientificamente os métodos e conclusões das religiões; ou ainda da investigação sobre a realidade dos seus objetivos últimos e também dos secundários. Mas por que nos identificam tanto com as religiões e até nos acusam de sermos uma religião eclética ou um sincretismo (o que não somos)? Vejamos.
Usamos o método da atenção vigilante e da meditação zen budista (que vem das disciplinas ou psicologias que restaram do budismo e taoísmo primordiais) para conhecer a consciência só, isolada, pura, original. E nesse processo também conheceremos a mente automática porque ela não vai parar só porque decidimos parar, ela vai levar muito tempo para concordar conosco em parar ou em não atrapalhar e colaborar; ela vai continuar sua atividade de várias maneiras, como já sabem todas as pessoas que meditam ou praticam zazen ou mindfulness, então vamos simplesmente observá-la também, boa parte do tempo, aí teremos a completa certeza que ela não pode ser chamada de um eu ou minha mente, pois veremos que ela age sozinha como bem lhe apraz. Mas também por vezes teremos intervalos de controle e outros sem nenhuma interferência dela nem do que se chamam impurezas, então veremos a consciência pura, clara e lúcida tal qual ela realmente é.
Também usamos o que evolui como ciência desde as ciências antigas, da yoga, do hermetismo, da alquimia e da gnosis, para conhecer nossa verdadeira vontade, única e ultimal, que é a razão de tudo, que é a razão da nossa própria existência, que é o plano original de Deus para nós. Aqui a alma (mente) é convidada a desapegar-se cada vez mais da matéria de baixo (corpo material, mundo material e suas demandas) e voltar-se para cima, para sua verdadeira natureza imutável e imortal, o espírito (consciência-afeição-vontade original). Nisto se resume todo o processo chamado alquimia espiritual ou simplesmente alquimia, bem descrito e sintetizado na tábula esmeraldina. E do mesmo modo, no trabalhar e conhecer dessas hoje, na prática desses experimentos e exercícios, no processo de obter esse conhecimento, adquiriremos uma série de outros tantos conhecimentos sobre as naturezas e os mundos e sobre os seres e nós mesmos.
Usamos o que foi preservado do cristianismo primevo, o cristianismo primitivo, original, cristianismo no sentido da palavra, não o cristianismo religioso ou cultural, isto fazemos para realizar a única religião verdadeira, no sentido da palavra, que independe de qualquer religiosidade, isto é, reunião, religação verdadeira e possível: a da nossa triunidade primordial e verdadeira à triunidade de Deus em seu plano original, religação esta que é feita através do filho em nós e de nós como filhos... E do mesmo modo como nas anteriores no realizar disso, na prática desses e uso desses princípios universais, adquiriremos uma série de outros tantos conhecimentos, transformações sobre nós mesmos; e ao final do processo a realização plena do objetivo original e do acesso ao nosso ser plenamente restaurado à natureza original e ao plano original.
E usamos todos esses métodos e outros para descobrir a verdade das coisas, de tudo e do todo. Esse método chama-se de gnosis. Gnosis no sentido da palavra, não como diz-se que os gnósticos antigos acreditavam nem como os gnósticos de hoje tentam confundir, mas uma forma de conhecer plenamente. É um tipo de ciência, uma ciência do conhecimento, do modo de conhecer e daquilo que conhece; uma ciência do que toma ciência, a testemunha, a consciência. Não estamos falando das doutrinas diferentes das várias escolas que foram chamadas de gnósticas no início deste milênio, nem estamos nos referindo a esse "gnosticismo" misturado ou da "nova era" (neognosticismo) que têm sido apresentado desviando os buscadores, nem tampouco o gnosticismo que ao contrário se dividia em inúmeras seitas sectárias em sua maior parte desde o início e ao longo de toda a história. Estamos falando de um método, um modo de conhecer seguro onde a divisão entre conhecedor, conhecido e processo de conhecer desaparece, sobrando a realidade do conhecimento puro e inteiro, completo, ou o conhecimento real.
Então se por um lado temos um papel científico como foi resumido acima sobre nosso estudo, pesquisa e métodos, por outro temos um papel no resgate histórico e moral através da pesquisa das fontes originais eficazes das práticas religiosas, dos seus princípios, de suas sabedorias e de seus resultados.
COMO REALIZAMOS ISSO?
O que pôde ser descrito aqui é apenas o processo inicial básico e resumido. Mas existem várias práticas e detalhes que levam muito tempo e estudo, o que é o trabalho da ordem. Existe portanto um conhecimento, uma disciplina e práticas, e um contato direto com as realidades além da matéria desse mundo. O que resulta numa específica sabedoria.
Fazemos isso através do ensino dirigido e individual a cada estudante praticante. Por técnicas que são ensinadas e pelo estudo principalmente dos livros sagrados que são a fonte inalterável desses saberes, assim como, secundariamente, através das conclusões destes estudantes ao longo da história e nossas das nossa próprias experiências individuais e testes, e ainda em terceiro lugar através das tradições e seus resultados obtidos ao longo da história.
Mas principalmente, em determinado momento, o estudante tem que se tornar independente e conseguir por si mesmo o conhecimento direto. Isto acontece através de três processos fundamentais. Através (1) do conhecimento da verdade em si mesmo, por certos de métodos, através (2) da comunicação direta com as dimensões muito mais sutis e o recebimento direto do conhecimento necessário, e através finalmente (3) da reunião definitiva com o plano original.
Cada integrante da ordem deve também deixar a fraternidade quando estiver pronto em seu aprendizado e ensino e fazer o mesmo, preparar outras pessoas, tendo apenas sobre si a interferência da ordem interna. Esse ideal, entretanto, raramente é conseguido, pois: de dezenas ou até mesmo centenas de estudantes aparece um que queira, de todos os que querem poucos são os que estudam e praticam o suficiente, e de todos os que estudam e praticam poucos conseguem finalizar completamente todos os objetivos. Então o que cada um deve fazer é superar essas etapas e de fato querer, estudar e praticar por isso sem dificuldades alcançar os objetivos e ensinar outros a fazer o mesmo. Cada professor da ordem assume que deve preparar pelo menos um sucessor dessa forma. E todos, se estudarem e se dedicarem, em relativamente pouco tempo estarão prontos para isso antes mesmo da realização final, isto é, no transcorrer do segundo processo descrito no parágrafo anterior. Então se um professor tem doze estudantes, um ou dois que atinjam isto está muito muito bom, mas se tem mais em condições ou condições de ter mais estudantes se dedicando somente a isto é muito melhor para a humanidade. Lembrando que não é um trabalho egoísta, não trabalha para si mesmo, nem em última análise para seus estudantes mas para a verdadeira ordem na humanidade.
Então uma vez tendo conseguido a  comunicação indubitável com a ordem por um meio suficiente e eficaz todo estudantes pode ser convidado a intensificar seu estudo e ensinar a outros antes mesmo das últimas consecuções. Isto explica porque a ordem é diferente e funciona dessa forma. Suas consecuções são fáceis e atingíveis a todas as pessoas desde que queiram, pratiquem e estudem, pois o processo é seguro e eficaz. É muito fácil.
Nós vamos direto ao que interessa e mantemos o foco. Ao contrário de outras ordens que dão milhares de práticas de diversos tipos e estudam toda espécie de ocultismo e esoterismo inútil apenas no intuito de atrair mais gente (gente que com tantas práticas jamais praticarão as fundamentais por tempo suficiente, nem sequer saberão escolher quais são, é como querer ferver uma comida dividindo o tempo da fervura em vários fogões em lugares diferentes e a panela novamente esfriando). Mas aquele que não tem provas não deve ensinar. Então é preciso ter provado a si mesmo o que aprendeu para ensinar.
E as últimas consecuções são raras e difíceis, não são como todas as primeiras. Só com uma orientação superior, precisa, individual e particular pode ser transmitido o que supera essa passagem do fácil ao intermediário. E só a fraternidade interna agora pode transmitir o necessário para passar do nível intermediário ao de consecução difícil.
Saímos do alto explicando a aplicação universal dos princípios até as pequenas e múltiplas coisas e processo. Os níveis em que se distribuem os graus também formam uma triunidade compatível com o mundo que vivemos, com nosso ser e com o Supremo funcionando como elo entre este mundo decadente e nossa aparente realidade e o mundo real original. O que fazemos é instruir individual e adequadamente em como fazer e o que fazer para realizar isto.