quarta-feira, 29 de novembro de 2017

POR QUE NOSSA ORDEM É SECRETA? (segunda parte)

EXPLANAÇÃO SOBRE ESSAS RAZÕES
1. A ordem é secreta e tem que ser secreta porque as pessoas da ordem têm que ser protegidas das crenças preconceituosas e ignorantes de outras pessoas sobre as ordens, pois o agir de Deus é misterioso e o ser humano quer usar a razão para descobrir o seu porquê não se conformando que Deus é como é e que muito do que faz é assim simplesmente porque é sua vontade. E tais, sem entender o mistério da vontade, se arrogam sempre contra e em perseguição a todos os que se digam "conhecedores da vontade de Deus", "realizadores da vontade de Deus", "escolhidos pela vontade de Deus", etc. sem sequer e nunca na verdade compreender o que significa isto, pois seus olhos estão fechados e eles NÃO QUEREM abrir, então como nos aproximaríamos deles ou viveríamos nos meio deles? Teríamos que nos isolar e como somos poucos logo por algum motivo como desculpa se lançariam contra nós e nos destruiriam novamente como tantas vezes fizeram na história e HOJE MESMO estão fazendo.
E nós somos o tipo de ordem exato que os incomoda, porque dizemos que um de nossos objetivos é conhecer a vontade de Deus e executá-la. Muitas religiões dizem que buscam isso, mas se incomodam conosco. Nos acusam falsamente de nos acharmos uma elite de escolhidos que acham ter um conhecimento especial. Esquecem que todas as escrituras também afirmam pessoas diferentes umas das outras em qualquer que seja a religião ou tradição, por alguma qualquer razão, ou mesmo por Deus ter escolhido assim. Uns são santos, uns são iluminados, uns são profetas, uns professores, uns curam, uns manifestam algo, etc. Exatamente como um é pastor, um é professor, um é médico, um é escritor, um é padeiro, um é vendedor, etc.. Alguns podem também desempenhar vários papeis. E isto  depende de duas coisas, como dizemos em nossa ordem, (1) da vontade de Deus e (2) da vontade da pessoa. Ora, se quero ter um conhecimento mais profundo e completo, na engenharia digamos, eu posso, mas sobre Deus e as coisas do alto não posso? Nossa ordem é exatamente para pessoas que querem descobrir o propósito de sua vida, a vontade de Deus para suas vidas, e para pessoas que querem um conhecimento direto das coisas eternas. E isto sempre em toda história inexplicavelmente tem levado a perseguição. Portanto as pessoas têm que ser protegidas e permanecer no anonimato. Quando pensamos em ordem secreta, as pessoas podem interpretar como uma sociedade anônima. Se fizerem isso terão acertado sobre o que é uma ordem secreta  do tipo da nossa. Existem outras que são secretas em outros sentidos, são livre para isso. Nós somos livres para continuarmos assim, pois é assim que funcionamos bem e ainda evitamos julgamentos, perseguições e discussões inúteis.
Observe que coloquei este ponto em primeiro lugar. Por esse perigo, que é quase sempre ignorado, desprezado e até ridicularizado por alguns, mas que ao longo da história tem acontecido invariavelmente. Agora mesmo em alguns países pessoas estão sendo procuradas, aprisionadas, torturadas e mortas por essa razão. Mesmo por por alguma outra razão religiosa ou ideológica isto está acontecendo sempre em algum lugar e sabemos que as ideologias de um país, especialmente neste, mudam em menos de uma década, e até aquilo que era moral passa a ser imoral e o que era crime passa a ser normal em alguns casos. Também ocorre o contrário, o que era bom, aprovado ou permitido, pode passar a ser visto como ruim, vergonhoso e até proibido.
Este perigo tem sempre dois aspectos, um é esse, sobre a vida e a integridade física e psicológica; e outro é o da liberdade de escolha e de pensamento. O mundo, inclusive as partes auto proclamadas democráticas, está forçando as pessoas a sempre fazer escolhas, mesmo em matéria de ideologia e de religião. Ideias são o que movem o mundo, tudo é ideia de alguma coisa e gera alguma ideia em nossa mente. Pessoas não são aceitas em certos ambientes, religiões, partidos se não concordarem com um pacote de ideias e abandonarem outro pacote ou se oporem fervorosamente a outras. Isto provoca segregação, sectarismo e ódio. Com isso muitas vezes há uma usurpação da liberdade de pensamento, que força as pessoas a "serem" ou "se tornarem" isso ou aquilo, aceitar isso isso ou aquilo, entre outras escolhas, "para poder" falar sobre algo, ou frequentar um local público, ou terem direito a voz, etc., enfim como se isso fosse condição para um direito que na realidade já possui.
Cada um é livre para pensar como queira e juntar em sua mente as ideias que bem queira por mais contraditórias que parecam aos incapazes de entender isso, e tem o direito de comungar ou não com qualquer emancipado que quiser, ou ter suas ideias apenas para si. Desse modo são também algumas de nossas ideias, nos mantemos no direito de mantê-las apenas para nós e para outros que as queiram ou as apreciem, aos quais elas serão apresentados lentamente porque são muitas e muitas bem difíceis, não porque estejamos com mesquinharias.
E também preservamos nossos membros da discriminação de outros que, além de não quererem adotar nossas ideias, o que é normal, até mesmo entre alguns de nossos estudantes, jamais se darão ao trabalho de debruçar-se sobre nossas ideias apenas para saber ou entender. Até porque seria, na visão delas, um trabalho longo, cansativo e inútil. Ainda que publicamente as apresentemos da forma mais sintética e resumida possível, é fácil notar que poucos se interessam pelos temas ou por nossa maneira de abordar tais. Então não tem sentido arriscar nossa liberdade de expressão e até mesmo a integridade física e intelectual apenas porque alguns tem curiosidade ou desconfiança do que professamos mais interna e particularmente.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

O PRINCÍPIO DA SIMULTANEIDADE

Não existem duas realidades históricas atuando simultaneamente a não ser num multiverso. Este é princípio de simultaneidade (macro).
Mas existe outro princípio da simultaneidade. No primeiro caso, do multiverso, teriamos todos os universos separados existindo exatamente ao mesmo tempo, simultanealmente e no mesmo lugar no espaço (pois o fim de um universo e o começo de outro seriam tamém o fim do tempo e um novo começo do tempo). Mas também temos a simultaneidade de todos os instantes eternos, cada instante é presente simplesmente não se pode afirmar de forma alguma um começo e um fim de cada instante nem mesmo em nossa percepção, só na imaginação. Instante é o presente, não pode ser dividido ou seccionado e se isso pudesse ser feito dividiriamos infinitamente em frações cada vez menores. 
Na realidade só existe o presente, sempre. Nunca se poderia verificar a presença de qualquer passado ou pior ainda futuro, a única coisa que realmente existe o tempo todo é o presente. O presente é eterno. Eterno é sem começo e sem fim.
Cada instante é sempre presente, sem começo nem fim, com ausência completa de qualquer passado ou futuro. Este é outro princípio da simultaneidade (micro).
Mas existe ainda outro princípio da simultaneidade. É o que chamaremos de visão de Deus, a presença imediata e simultânea de todos os instantes em toda eternidade e em todos os tempos . Esse é o princípio fundamental da simultaneidade (visão de Deus).
Sobre esse princípio não há muito o que discutir. Isto é claro, lógico e evidente (já que todo e qualquer instante é sempre eterno e simultaneo). 
Não podemos verificar esse tipo de simultaneidade como também não podemos verificar qualquer um dos outros dois tipos (pois só podemos verificar o instante presente). Mas pela visão de Deus podemos entender a simultaneidade de todos os instantes. Isto é tão evidente ou mais até do que a evidência de que houveram outros instantes antes. Esta simultaneidade, visão de Deus, é inimaginável devido ao nosso tipo de percepção, mas claramente pode ser descrito como um terceiro tipo de simultaneidade diferente das outras duas.
Isto até parece gerar um quarto tipo de simultaneidade (imagine como se pudessêmos percebê-las): todas são simultaneidades, e são simultâneas; todas essas três simultaneidades são simultaneas. Se houvesse percepção disso estariamos falando de quatro tipos de precepções diferentes de simultaneidades diferentes.
Esses princípios explicam a eterna simultaneidade de tudo.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

POR QUE NOSSA ORDEM É SECRETA? (primeira parte)

Porque somos uma ordem secreta e que tem que ser secreta. Esta é uma característica.
Por que, por que, por quê? Têm perguntado. Por que nossa ordem tem ser secreta ou como alguns poucos acusam, e com certa razão, ultra-secreta?
São muitas as razões. Mas antes de todas vamos lembrar nosso princípio de evitação do porquê. O porquê nesse caso sempre é uma pergunta errada. Então a resposta de fato já foi dada. Nossa ordem é secreta porque é assim. É uma característica dela, não há um porquê, como uma espécie de prevensão ou funcionalidade, que seja justificativa suficiente ou maior que esse.
Existem muitas ordens e muitas delas são secretas, pelo menos em parte, e existem muitas outras que não são. É uma diversidade natural e meios diferentes de sabedoria. A maioria tem suas razões ou justificativas. A nossa é assim porque é. Simples e aceitável assim mesmo.
Mas se queres uma justificativa, ou uma razão, daremos várias. Só que nenhuma deve ser tão suficiente e satisfatória como esta já apresentada. Nisto está um dos maiores ensinamentos da ordem e se você ainda não aceitou é sinal que ainda não entendeu esse ensinamento. Então estudando, meditando, praticando, lendo, que rapidamente você entenda como os outros e cada vez mais.
OUTRAS PRINCIAPAIS RAZÕES
Vamos às duas justificativas que escolhi como as mais importantes e interessantes além da já apresentada (como existem várias, você pode achar que alguma ou as outras sejam mais) e depois vamos nos alongar um pouco mais em explicá-las: (1) a ordem é secreta e tem que ser secreta porque as pessoas da ordem têm que ser protegidas das crenças preconceituosas e ignorantes de outras pessoas sobre as ordens e (2) porque possui alguns ensinamentos secretos que se cairem no conhecimento de enganadores serão mal usados e usados muito eficientemente para enganar milhões de pessoas, desses fazem parte interpretações secretas dos livros sagrados, princípios e instruções secretas que se forem descobertos por enganadores e mal intensionados causarão o kaos e a destruição da humanidade e da liberdade, como tem acontecido com alguns segredos de algumas ordens que estãosendo usados por políticos, religiosos, acadêmicos, e líderes de grandes corporções para enganar milhões de pessoas e ou enriquecer esorbitantemente às suas custas.
OUTRAS RAZÕES IMPORTANTES
Agora vamos à outras razões importantes que têm sido apresentadas aos estudantes e ou outras razões que tradicionalmente têm permanecido apesar de não parecerem mais necessárias nos dias de hoje. Dpois do mesmo modo veremos explicações sobre eles. Existem outras razões que posso não ter lembrado, mas essas são as principais para este século 21.
3. porque a ordem tem membros de diversas crenças, religiões e ideologias que as condenariam ou discriminariam se soubesse que elas são de uma ordem a qual nem sequer se importariam em procurar saber realmente do que se trata e especialmente porque existem pessoas de religiões ou ideologias que se opões no mundo umas as outras.
4. porque algumas práticas se tornam perigosas se caírem nas mentes de pessoas inescrupulosas, despreparadas, ou mal intensionadas ou que não tenham sido preparadas e provadas moralmente nos critérios eleveados da ordem.
5. porque se algumas pessoas souberem do que é sagrado e mais particular para nós isso os levaria a confusão, interpretações erradas, a falar mal dessas coisas e à zombaria, o que traria a essas pessoas, e a outras no campo de sua influência, péssimas e desastrosas consequências.
6. porque a ordem tem conhecimentos particulares reservados a pessoas bem selecionadas e depois de terem sido preparadas para receber e lidar com tal conhecimento, exatamente como uma faculdade particular de medicina não ensina a técnica da anestesia ou neuro-cirurgia a calouros. E outras segredos servem de prêmio, revelado para os que chegam a certas etapas, ou novamente: como numa universidade algumas matérias só são ensinadas na dependência de certas outras.
7. porque o modo de avaliar as pessoas também envolve, desde o começo e até os mais altos graus, que elas descubram certos segredos por elas mesmas e se nós dissermos os segredos que a pessoa tem que descobrir ou os descrevermos, como poderemos avaliar se a pessoa realmente comprovou por si mesma algo ou se está apenas fingindo ou mentindo ou repetindo ou interpretando uma informação que leu ou que ouviu?
8. a didática da ordem envolve a transmissão unicamente de professor a estudante na qual, no primeiro nível que comporta de 4 graus, ou seja, toda a graduação de formação, os estudantes não devem se encontrar, se conhecer ou reconhecer, e isto mesmo é um ponto muito polêmico por várias razões que antes também era mantido em segredo, mas que agora é revelado para contrastar justamente com as falsas organizações que fazem grandes reuniões e conferências e congressos, arrecadando fundos de várias pessoas e cobrando taxas. Não que todas as ordens que façam isso sejam falsas, mas que a que tem objetivo como o nosso e que tenha um segredo próprio como a nossa não trabalha dessa maneira e se está trabalhando é porque ja se desligou da ordem verdadeira.
Em seguida vamos aprofundar mais um pouco sobre cada uma dessas razões.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

O CAMINHO DA ORDEM

De acordo com esta organização que se apresenta nessa manifestação que estamos descrevendo todo o caminho da ordem pode ser resumido numa tríplice jornada. Na primeira etapa temos uma psicologia, ou seja, uma ciência da mente, uma atividade da consciência de tomar ciência da mente; na segunda etapa nós temos uma medicina, uma ciência e ação curativa da vontade, ou seja, do corpo e mente; e na terceira temos um sacerdócio, ou seja, o ensino e o sacrifício, para ensinar, curar e formar novos professores. A psicologia em certo ponto deixa de ser apenas um método de conhecimento, pois não se trata de cultura da personalidade, mas iniciar justamente o inverso disso, um desmonte, a destruição e morte da falsa personalidade, do falso eu, então passa a ser medicina, cura, transformação, transmutação, transfiguração. E nesse processo o conhecimento do real vai surgindo, e como só a consciência pura e a verdadeira personalidade recém renascida e descoberta podem ver as coisas como realmente são, a maturação disso e o processo pelo qual cada um chega a ver esse conhecimento da verdade por si mesmo é o que deve ser ensinado.
Na primeira etapa temos o pé da montanha, amplo e quase plano, cheio de territórios para conhecer e caminhos a serem percorridos. Na segunda temos uma parte mais inclinada e estreita da montanha, que embora ja tenha sido conhecida de longe e de baixo, se revela mais acidentada e dificultosa de perto. E na terceira temos a parte mais ingrime, aquela parte onde muitos desistem e só os esforçados alpinistas sedentos do conhecimento mais elevado que se encobre na distância da altitude e sob a neblina densa podem querer escalar e alcançar o topo, de onde verão tudo, abaixo, acima e ao redor por todos os lados. 
Mas por outro lado, diferente do caminho da montanha material em que cada etapa é percorrida em um momento diferente este caminho já é triplo desde o começo: no começo já há curas a serem feitas e como são muitos os conhecimentos já há algo que se possa ensinar ao que não sabe; o caminho é cumulativo então durante o trabalho de cura não deixa de haver o estudo, o esclarecimento, o despertar, a conscientização, e como há bem mais conhecimento e experiência agora, bem mais também há para ensinar; no terceiro embora já se esteja dedicando ao ensino, sempre há mais a conhecer e ainda alguma transformação a ser feita. O que varia então é a enfase de cada etapa, mas as três jornadas são de certa forma simultâneas. 

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

RESPIRAÇÃO (parte 1)

A saúde está diretamente ligada à qualidade e à quantidade de ar respirado. A qualidade está determinada primeiramente pela pureza do ar e a quantidade de oxigênio presente nele. A quantidade está relacionada à maneira que respiramos e a profundidade de nossa respiração.
Respirar superficialmente pode atrair muitos males físicos, psíquicos e espirituais. Doenças, ansiedade e o cansaço são exemplos de perturbações físicas que podem ser provocadas por um respirar superficial e ou um ar impróprio e uma quantidade de oxigênio insuficiente. Depressão, desânimo e irritabilidade são exemplos de males psíquicos frutos dessa respiração errônea. Torpeza, distração e obstrução da visão espiritual são exemplos de males espirituais frutos dessa ignorância do bom uso da respiração.
Nossa respiração não é ampla o suficiente de modo a não deixar resíduos, ou seja, sempre permanece em algumas partes algum ar viciado, carregado de dióxido de carbono, impurezas e energia ruim.
Por outro lado, nossos pulmões raramente preenchem de ar sua inteira capacidade. O máximo que alcançam é nos momentos de esforço extremo ou prolongado, como em uma corrida por exemplo, quando a respiração tanto amplia como acelera (o que não garante também que entre muito ar). É o bocejo que tem essa função para compensar justamente a renovação do ar porque não a realizamos proposital e conscientemente. O bocejo também pode trocar boa parte do ar dos seios nasais e paranasais.
Por uma respiração superficial ou insuficiente existem células de nossos pulmões que dificilmente recebem o ar do exterior em quantidade e qualidade suficientes, e assim vamos diminuindo sua capacidade. Devemos fazer alguns exercícios se quisermos recuperar e até ampliar essa capacidade.
Na ciência rosacruz, que é medicina universal, também sabemos que ao inspiramos tragamos energia viva junto com o oxigênio. Realmente pode-se dizer que absorvemos luz em nossa respiração, luz viva, uma energia muito sutil, que não é vista com os olhos e não é estudada pela ciência comum, que os indianos chamaram de prana, e os alquimistas chamaram de éter vital (diferente do elemento que é éter espiritual, ou seja, de mente até consciência).
Esse componente é de uma vibração elétrica superior à do elétron no átomo de hidrogênio (entenda-se isso como simbólico ou como fato), mas não tão etérico a ponto de não ser influenciado pelo ar em nosso nível de vibração material, nem por nosso corpo; também não material o suficiente para não ser influenciado pela nossa mente. Portanto é um elemento intermediário entre algo mais denso, matéria, e algo menos denso, mente.
Podemos atraí-lo em maior ou menor proporção de acordo com nossa respiração (e com nossa intensão, dizem alguns), quanto mais profunda, consciente e demorada a respiração maior quantidade e maior tempo de contato e trocas vão estar envolvendo essa energia vital.
É claro que não é conveniente que estejamos o tempo todo respirando dessa maneira. Então precisamos dedicar um tempo do dia, pela manhã e à noite para realizarmos conscientemente esse tipo de respiração. Devemos também várias vezes no dia nos tornarmos conscientes da respiração e provocar algumas respirações profundas, pelo menos a cada hora, digamos.
Assim fazendo estaremos oxigenando melhor e purificando nosso corpo, além disso, treinando e condicionando uma respiração mais ampla. Também estaremos treinando a estarmos mais consientes e presentes através da respiração consciente. A mente se relaciona com o físico através do sistema nervoso. Elétrons desempenham um papel importante, tanto nessa comunicação mente-corpo, quanto nos sinapses entre os neurônios. Assim também o citado éter desempenha um importante leque de relações entre a mente e a matéria, tanto corporal quanto além do corpo.
O exércicio a seguir tem essas funções. Com relação à saúde física e mental ampliando a oxigenação, a energizazação e com pouco tempo também ampliando a capacidade pulmonar. Ele também será um exercício espiritual, acendendo a clareza da consciência, a presença no aqui-agora; favorecendo a concentração e o abandono das distrações e ainda simulando um pequeno despertar no qual a pessoa pode às vezes perceber o que é realmente importante na vida; e, principalmente, a diferença entre um estado um pouco mais desperto de consciência provocado pelo exercício e os estados comuns de consciência normal ou quase ausente.
EXERCÍCIO RESPIRATÓRIO
Sentada ou em pé, em sua posição de meditação, coluna completamente ereta, mãos no colo em posição de meditação, ou na cintura formando como que as asas de um jarro em relação ao corpo, ou no peito em posição de oração ou de zazen, no caso de estar sentada.
DO JARRO (FASE 1)
Nesta primeira fase faça todo o exercício mantendo a mesma posição e com os olhos abertos.
(1) Encha gradativamente os pulmões, estendendo o diafragma de modo que o abdômen se expanda completamente, inchando a barriga  para fora, inspirando pelo nariz até o máximo que puder sem ter dor, então (2) pare. Você vai ter o impulso de soltar o ar, mas segure um pouco, não ao ponto de doer ou sentir muito incômodo. (3) Solte o ar, não de uma vez, mas gradativamente, pela boca ou nariz ou ambos, não importa, e continue soltando até não ter mais ar, então encolha o abdômen gradativamente soprando o restante do ar até não ter mais, então (4) faça uma pequenina pausa, sempre observando o que acontece com a consciência, mas mais atentamente ainda nesse momento. Então inspire novamente começando do ponto 1. Faça isso três vezes e meia, ou seja, três ciclos completos e mais meio, isto é, terminando com os passos 1e 2, de encher e segurar o ar.
DO FOLE (FASE 2)
Nesta segunda fase faça todo o exercício mantendo a mesma posição e com os olhos fechados ou semi cerrados.
(1) Sempre observando o que ocorre na consciência, ou seja, consciente da consciência, encha gradativamente os pulmões, estendendo o diafragrama de modo que o abdômen se expanda completamente, inspirando pelo nariz constantemente até não mais poder, então (2) pare. Você vai ter o impulso de soltar o ar; haja ao contrário disso, sugue mais ar rapidamente e pare, e depois novamente e ainda mais uma vez, isto é, por três vezes faça isso, mas não ao ponto de doer ou sentir muito incômodo. Você se surpreenderá com a capacidade do seu pulmão. (3) Quando sentir o impulso uma quarta vez solte o ar pela boca ou nariz ou ambos, não importa; então encolha o abdômen gradativamente até o máximo que conseguir soprando o restante do ar até não poder mais. A expiração dessa vez deve ser mais rápida que a inspiração, dois terços do tempo desta no máximo, porém não deve produzir barulho além do natural nem se tornar como ofegante, aliás, nenhuma das fases deve ser barulhenta, o que indicaria ou geraria desequilíbrio. Então soltando todo ar prossegue-se encolhendo a barriga para dentro ao máximo até secar todo o ar, pois parecerá que não há mais ar, mas depois de uma pequena pausa você ainda conseguirá expulsar mais ar por duas ou três vezes até sentir os rins serem comprimidos, mas não ao ponto de doer ou ser muito incômodo então (4) realize mais uma pequenina última pausa aguçando mais ainda a atenção à consciência nesse pequeno instante e novamente inspire repetindo tudo começando do ponto 1. Faça isso três vezes e meia, ou seja, três ciclos completos e mais meio, isto é, terminando com os passos 1e 2 de encher e segurar o ar.
Estas duas sequências (fases 1 e 2) devem ser feitas em fases, a primeira sequência (fase 1) por pelo menos uma semana ou até estar à vontade com a prática, e a segunda (fase 2) daí em diante. Só depois de pelo menos uma semana para cada uma das sequências ou de se estar habituada à pratica é que se pode fazer as duas sequências consecutivamente. Isto é um prazo mínimo visto que os pulmões levarão algum tempo nessa adaptação e os músculos levarão um tempo para se desenvolverem. Você pode verificar em parte esse desenvolvimento da capacidade pulmonar medindo o tórax mês a mês ou a cada semana, comparando à medida tomada antes de iniciar o primeiro dia de exercícios.
DO JARRO COM FOLE (FASE 3)
Uma terceira fase ou forma alternativa depois da terceira semana ou após estar habituada aos exercícios é estando em pé; de olhos obrigatoriamente abertos, com os pés juntos ou pelo menos os calcanhares, e em pose militar de sentido. Então ir inspirando e levantando e abrindo os braços estirados até acima (até formar com o corpo e braços a forma da letra ípsilon), levantando simultaneamente a cabeça, ficando de boca para cima enquato realiza os exercícios 1 e 2 de uma das sequências (preferencialmente, na primeira semana deste, usar as sequências da fase 1, e na segunda semana os da fase 2, perfazendo um mês, o tempo mínimo para realizar todos esses exercícios desde que se os execute diariamente). E então em seguida  baixar os braços e a cabeça voltando gradativa e lentamente à posição original enquanto realiza os procedimentos 3 e 4 da respectiva sequência. Não se deve misturar as duas sequências, isto é, deve-se terminar a sequência do início para poder só assim passar a outra. Faça isso três vezes e meia, ou seja, três ciclos completos e mais meio, isto é, terminando com os passos 1e 2. Das próximas vezes, nos próximos meses, você pode continuar com qualquer uma das fases ou todas, variando o tipo cada dia. Você ainda deve experiemetar um caráter mais purificador destes e execícios começando pelos procedimentos 3 e 4, isto é, esvaziando os pulmões primeiro e continuando a sequência com o 1 e o 2, mas sempre terminando enchendo e voltando à respiração natural a partir daí.
Observe o que ocorre à consciência durante e após os experimentos e compare ao estado anterior ao exercício. Anote os resultados e descreva se houverem visões, audições ou outros fenômenos psíquicos, e se quiser mais orientações ou seguir aprofundando os exercícios, bem como conhecer outras formas de exercícios envolvendo respiração, corpo e mente, para o benéfico da saúde e despertar do estado mais consciente e cura, escreva-nos. Também não nos deixe de contatar se houverem dúvidas. Se houver intenção de continuar e aprofundar as práticas e o despertar da consciência conhecendo todas as sequências de exercícios adequadas ao seu corpo ou tipo físico e sua mentalidade esplicite para nós  esse anelo. Para qualquer tipo de contato escreva para o e-mail frateriliv@gmail.com, que entraremos em contato e enviaremos mais lições. A única exigência para receber mais exercícios e  orientações para a saúde, cura e despertar é que se envie um resumo dos relatórios, dos resultados e anotações, para nosso acompanhamento e orientação adequada, após cada mês ou cada nova sequência de práticas.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

O SEGUNDO TRABALHO

A principal meta do trabalho desde o início até o fim é permanecer acordado, lembrado, consciente. O sucesso em todas as outras metas depende disso. Existem técnicas para por isto em prática e alcançar tal resultado, como por exemplo, as do seu primeiro trabalho.
Do mesmo modo o segundo elemento principal do trabalho é transformação pessoal, a auto-transmutação, transfiguração: dela depende as mais elevadas metas e resutados e também para alcançá-la temos vários métodos e etapas.
 Este trabalho é chamado alquimia. Toda auto-transmutação é alquimia, mas nem toda alquimia é auto-transmutação. A auto-transmutação, ou tranformação, ou restauração, ou transfiguração é o que geralmente tem-se chamado alquimia espiritual. Mas não é o espírito que é transformado, é a psique, a mente, a alma; o espírito está pronto, mas a alma é que titubeia. Se queres mais exatidão esta pode ser chamada alquimia psíquica, é como temos chamado.
O despertar depende da auto-trasmutação e a auto-transmutação depende também de certo nível de despertar. Tudo está mudando o tempo todo. É preciso apenas que você perceba. Em seguida é preciso que você permita.
As manifestaçoes de um certo desejo que leva a um certo comportamento, por exemplo, nao é algo que acontece o tempo todo. Isto surge, cresce, permanece, diminui e então desaparece. É assim com tudo.
Num primeiro momento é preciso apenas que você perceba que é assim. Sem mudar, sem interferir, apenas observar (a não ser que o desejo, pensamento ou ação cause malefício a si ou a outro). Isso sendo feito constantemente de momento a momento deve levar uns dias, até uma semana.
Mas para perceber bem é melhor, e é preciso que esse desejo não passe disso, de desejo, não deve ser levado à uma ação ou fala ou qualquer outra manifestação exterior à mente. Este é um segundo momento. Isso sendo bem feito e constantemente, de momento a momento, deve levar umas semanas, ou meses, até mesmo um ano.
É preciso observar o que é mental em seu ambiente próprio, a mente, e não fazer como os psicólogos comuns fazem, olhando fora da mente, no comportamento ou em seus resultados, interpretações, sentimentos posteriores, etc.. É preciso ser um verdadeiro psicólogo, isto é, estudioso da psique, agora, não se pode observar outra psique que não a própria. Não se pode estudar a psique se não se observá-la diretamente. Agora é preciso fazer isso assidua e constantemente.
É preciso identificar os objetos mentais, pensamentos, emoções, sentimentos, sensações, lembranças, imaginações, desejos, quereres, vontade, instinto, atração, repulsão, prazer, incômodo, neutralidade, afeição, indiferença, aversão, apego, egoísmo, altruísmo, entorpecimento, lucidez, atenção, sono, etc. e não se identificar com eles. Isto é muito importante, pois a tendência é se identificar como sendo, tendo, ou sendo acometido por algum deles. É preciso simplesmente notar que acontecem. Sem indentificar-se com eles. Jamais. Mas como um observador, um cientista, que toma ciência da psique.
Num terceiro momento após essa compreensão já estar firme é preciso focar no final do processo, ou seja ao contrário do que se faz normalmente, focando no surgimento, crescimento e permanência. Ao contrário do "Ah, estou sentindo tal; estou ficando com vontade de; estou querendo ir para; estou com isso". etc.. Note bem como esmaece e desaparece e que sempre mais cedo ou mais tarde esvanece e desaparece. Simplesmente permita que isso aconteça. Observe. E permita, aprenda.
Cada vez note o processo do desaparecer. Aprenda-o. Saiba como ele esvanesce e se vai. E então você saberá por si mesma como fazê-lo sempre que aparecer. Até o dia que não mais aparecerá. Pois em vez do hábito de deixá-lo surgir você agora desenvolveu o hábito de deixar desaparecer. E saberá desaparecer com qualquer coisa ruim que surja. Até mais cedo, ao menor sinal de surgimento. Assim vencerá todos os obstáculos.
Este é o processo geral da alquimia psíquica, em sua fase mais científica, simples, fácil e eficiente, desde que se tenha constância em aplicá-lo. Persistência. Fazendo assim você desobstruirá a visão eliminando os elementos impeditivos, sejam eles quais forem. Aplique-o sempre, seguindo cada passo desse método. Isto é tudo por agora, o necessário, o principal no segundo objetivo principal, que é a purificação.
Mas existem também os métodos específicos. Estes métodos são os mais avançados e profundos, são também poderosos e o meio de consegui-los também é muito poderoso. Por isto alguns só podem ser totalmente aprendidos nos graus mais avançados. E existem também os obstáculos específicos que devem ser superados, aqueles que são a raiz da qual outros menores derivam, seria inútil atacar as raízes menores aparentemente inúmeras enquanto as raízes maiores renovam estas menores. é preciso conhecer a raiz principal, as principais decendentes delas e as derivadas dessas mesmas, que são as que devem ser atacadas, para que não percamos tempo com rizoides que enqunto cortamos um outro brota e outros crescem. Vamos  descreve-los de forma resumida em uma segunda parte.
Com o descrito acima está exposto ao público, como trabalhar por si mesmo. Se assim proceder diligentemente a fraternidade o ajudará, interna e ou externamente, a aprender os estágios mais elevados conforme sua aptidão e necessidade.








quinta-feira, 21 de setembro de 2017

O PRIMEIRO TRABALHO


Em nossa fraternidade explicamos tudo claramente, cientificamente e o mais sucintamente possível, para que não haja erro, engano ou distração com vãs teorizações. É preciso que se comprove, não apenas que se entenda. E ademais, apenas entender não é nosso objetivo.
Assim não estamos preocupados com explicações para convencê-la, nem para que você meramente entenda. Estamos ocupados em esclarecer com extrema clareza, lucidez e se possível o máximo sucintamente para que não haja devaneios nem perda de tempo, mas que se ponha logo em teste, em prática e corrobore com seus próprios resultados.
Mas para comprovar muitas coisas mais avançadas é preciso ver com clareza e para ver com clareza é preciso despertar um pouco mais. Sim, despertar, pois não estás acordado, ao contrário do que pensas. Estás apenas sonhando que estás acordado, pensando que estás consciente. Não percebes que estás sonhando exatamente como nos sonhos que tens à noite quando te deitas e dormes.
A única diferença deste sonho agora e daquele em que este corpo permanece na cama é a segurança: aquele sonho é seguro, de pouca duração e poucas consequências; este aqui em que estás agora é inseguro, perigoso em suas consequências que podem ser bem mais duradouras.
Entre aquela dimensão mental e esta não existe diferença na solidez (se olhares bem quando lá estiveres perceberás), mas sim na plasticidade dos objetos, na maleabilidade destes aos seus desejos, anseios, vontades, hábitos, condicionamentos.
Esta aparente “volatilidade” dos materiais lá é mais patente naqueles próprios constituintes mentais seus. Notavelmente perceptível na consciência, na lembrança e nas sensações que se tem lá. Esta “volatilidade” também está presente aqui. Isto é o mais essencial que vejas agora. Embora aqui durem mais as coisas, consciências, lembranças, sensações, estas também passam, também desaparecem, também oscilam. Tudo segue este processo, tudo está em processo de surgir, permanecer e desaparecer. Tudo se desintegra.
Este é o primeiro passo no acordar então. Ele é constituído de três elementos: (1) ver por si mesmo (não basta entender ou concordar comigo, é preciso ver de fato) que não está plenamente acordada, desperta; (2) ver que tudo está em constante processo de mudança, surgir, permanecer e desaparecer, e em constante transformação (não apenas em decorrência das intempéries ou quaisquer fatores físicos, mas também da atenção que lhe demos e da qualidade desta); e (3) tomar a decisão de estar atenta, acordada, vigilante ao que ocorre em sua consciência.
Esta é a principal técnica, estar sempre lembrada de estar atenta à própria consciência. Consciente da consciência, do que ocorre nela e de seus processos. Consciente também do que ela lhe mostra, principalmente nesta característica de constante mudança de tudo, inclusive de si mesma e de sua própria presença. Assim você notará que ela não é uma só, mas que você tem que invocá-la e sustentá-la sempre, de instante a instante, quase pode ver como que fabricando-a mesmo. Este é o primeiro passo.
Quando você perceber tudo isso uma ou outra coisa virá também à tona: (a) que você está sempre insatisfeita, ou que isto é sempre insatisfatório, ou seja, há sempre uma sede, ou por outra coisa, outro estado, ou por mais deste, a permanência, o incremento ou o crescimento deste; (b) a outra coisa que pode vir em vez disso à tona é que não há um centro de comando, um indivíduo, uma só personalidade reinante, um eu que comanda tudo, mas simplesmente elementos e características que se sucedem, e que também surgem e desaparecem. Esta segunda é bem mais difícil de ser vista pela maioria, mas se verá mais cedo ou mais tarde. Porém não é importante entrar em detalhe sobre isto agora, mas sim ver isso por si mesma, com a prática.
Ver estas três características em tudo, inclusive no chamado si mesmo, é então o segundo passo no processo do despertar, ver: (1) a impermanência, (2) a insatisfatoriedade e  (3) a insubstancialidade.
Isto é tudo no começo. Com isto está descrito tudo, todo processo e prática necessários ao início do despertar. Deves iniciá-lo exatamente agora se queres ver por si mesma, se queres realmente saber, se queres realmente compreender, para então ver por si mesma a verdade.
É preciso, neste caminho, antes de qualquer saber, entender e conhecer o “aparelho” do saber, o “mecanismo” do saber: o informador, os sentidos e a mente e o sabedor, a consciência. Só assim terás consciência de algum conhecimento seguro. Se não tudo será como foi até hoje, sonhos. Quando estiveres vendo compreenderás. Então pensarás consigo “que coisa! até hoje estive dormindo, nunca estive como estou agora!”. Que esta experiência se repita mais e mais em níveis cada vez mais elevados e possamos então nos encontrar e nos olharmos com um olhar de “estou realmente aqui, agora, acordando”.
Pode-se, deve-se, treinar isto numa forma de meditação formal também, começando com cinco minutos, então dez, quinze, vinte, trinta, quarenta e cinco...: sentada com a coluna ereta e pernas cruzadas, seja no chão, numa almofada, num banquinho ou numa cadeira, os olhos podem estar fechados ou semicerrados, simplesmente abandonar tudo que é “exterior”, pelo menos durante o tempo da meditação, firmemente, simplesmente abandonar, deixar tudo, deixar tudo ir, soltar, largar tudo, por esse momento e concentrar-se somente na consciência e no que ocorre nela. Apenas observando-a, consciente dela e do que estás fazendo, observando tudo que surgir, sejam sons, coceira, pensamentos sentimentos, lembranças, desejos, imaginações, aflições, seja o que for, resolutamente observar isto sem agarrar, sem tentar modificar, apenas observar imparcialmente, e deixar ir, soltar, deixar que se vá e voltar novamente a atenção à consciência somente. Farás isto diversas vezes numa sentada, e diariamente, até que comeces a ver “espaços” de apenas consciência, consciência pura, fixa-te nisto por enquanto, isto é tudo que precisas conhecer e isto é o conhecedor a fonte de todo conhecimento, não queira conceituá-la, segurá-la, tomá-la para si ou possuí-la, apenas observa-a, apenas procure conhecer. Se tudo mais atrapalhar ou se surgir desejo sedento por isso ou por qualquer coisa simplesmente note isso, pode dar um rótulo e em seguida abandonar, deixar ir, se for insistente simplesmente diga “isto não é meu, isto não sou eu, isto não é o meu eu” e largue, solte, deixe ser e deixe ir. Estes dois meios de livrar-se (identificar-rotular e deixar ir) são tudo que precisas saber agora e suficiente para alguns anos, para avançar, aprofundar e ir mais além.
Se qualquer um buscar isso e praticar com diligência a fraternidade o encontrará e ajudará, interna ou externamente, a aprender o que mais precisa para levar o processo adiante e ao seu potencial máximo.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Dois Caminhos ou Um so Caminho? (Atualizado)

OS DOIS CAMINHOS

Existem duas tendência gerais dos seres humanos que aqui agora chamaremos de dois caminhos para a libertação. Um caminho é o da mente e outro do coração, alguns dizem. No ocidente há essa separação teórica, mas no oriente se fala de mente-coração. Mente e coração na verdade como uma mesma coisa, que se situa entre a alma (psique) e o espírito (pneuma, onde está o nous, a consciência). O correto não é dizer que existem dois caminhos, o do intelecto e o da emoção. Isto significaria no máximo corretamente dizer um mais intelectual e um mais emocional. Alguns dirão emocional superior e intelectual superior, mas o fato é que este “superior” é algo distante de nossa capacidade comum, portanto temos que nos esforçar muito ou ter meios hábeis de atingi-los, se diz. Porém não vem ao caso dividir agora didaticamente em inferior ou superior, mas somente a questão do atingir algo bem superior, além da aparência, da copia inferior.
Para atingir este estado superior a emoção ou o intelecto devem ser usados. No passado houve uma rigidez no sentido de ter que escolher um ou outro para se dedicar inteiramente. Pois antes se raciocinava que o ser humano só pode ser uma coisa ou outra, não se exergava a multiplicidade humana nem suas mútiplas capacidades inatas que só estão carentes do estímulo correto para aparecer ou se desenvolver, não consideravam que o ser humano é paradoxal, não sabiam que a realidade mesma é paradoxal (coisa que só nós até agora decidimos assumir e explicar em detalhe).
Isto gerou "caminhos" aparentemente inconciliáveis e as dicotomias a que ainda estamos acostumados como “fé e razão”, “religião e ciência”, “exoterismo e esoterismo”, etc.. Todas essas ideias só dividem o ser humano dentro de si e na sua relação com os outros, esquecem que cada um é uma unidade, e que o ser humano é uma unidade de multiplicidades, que contém tudo isso. Desconhecem que não necessitamos de uma suposta coerência entre nossos diferentes papeis e sistemas de idéias e de crenças, assim como não precisamos reforçar uma capacidade e a bandonar outra. Não vem ao caso se estender também sobre toda essa bobagem já superada para os bem esclarecidos, mas deve-se avisar que para a grande maioria das pessoas isto continua sendo algo inconciliável, seja por desconhecer a ciência antiga e sua evolução, seja por falta de experiência. Entretanto hoje podemos perguntar: e por que não usar os dois caminhos?
Hoje temos mais tempo para nós mesmos, embora se pense o contrário. Se formos inteligentes ou organizados podemos obter bem mais benefícios trilhando os dois caminhos, ou melhor, utilizando as duas cacidades e conciliando as duas habilidades.
Agora sim, vamos abordá-los didaticamente em separado após esses avisos. No caminho do intelecto estão as ciências, a filosofia, o ocultismo, o esoterismo, o hermetismo, a matemática, etc.. Portanto é o caminho da razão, da análise, da intelecção, da meditação, do controle mental. No caminho da emoção estão a religião, as artes, o misticismo, o exoterismo, o “acaso” (a probabilidade), a fé, etc.. Portanto é o caminho do irracional, do emotivo, da emotividade,  da oração, da devoção. Por que não unir os dois? Este sim é o caminho do coração. O caminho do silêncio interior, onde estão as respostas.
Devemos ser como serpentes e pombas ao mesmo tempo se almejamos eficácia, a superação, a liberdade; unir sabiamente as duas práticas, os dois caminhos, os meios de vida e de atingimento. Aprender a meditar desde já e se já suspeitamos sobre a existência de uma superioridade bem acima de nós como não poderíamos almejá-la? Como não poderíamos nos enamorar por ela? Como poderíamos não amá-la? O amante se apaixona pelas formas perfeitas de sua amada sem conhecê-la em sua personalidade completa, sem ver suas imperfeições; a amante venera a personalidade do amado como se o conhecesse, vê em seus gestos e gentilezas os sinais da perfeição que apenas imagina. Como não nos enamorarmos da perfeição do que é muito superior a nós mesmos em razão, beleza, pureza e amor? Isso mesmo quando apenas temos uma idéia inicial dela.
Meditar é conhecer a consciência pura, perfeita, é unir-se à verdade, ao conhecimento. E como não querer e amar a verdade? Ora, estando submerso na ilusão e na mentira! Venerar o que é superior, ter o verdadeiro sentimento de devoção a quem e ao que merece ser adorado é do mesmo modo veículo de união. Àquilo que você ama você quer estar unido, e você não quer se unir ao que não ama. Mas como amar aquilo que não conhece? É preciso conhecer, é preciso investigar o divino, para conhecê-lo. E Deus quer ser conhecido! 
Como usar os dois modos e como uni-los em um só coração? É o que queremos fazer, é o que estamos tratando agora. Religião significa reunião, significa religar. Ciência significa saber, ter ciência, estar ciente, consciente. Todas essas ideias juntas remetem à ideia de unidade, de despertar, estar ciente do todo que é. Não isolado no nó, não limitado à uma trama, mas livre, significa: na rede toda... É isso que estamos fazendo. E o modo de fazer isso é uma das coisas que estudamos, praticamos e ensinamos.
Ao vê-las funcionando, estas supostas polaridades contrárias no coração, em todas as suas partes temos uma síntese sendo construída em nós, uma união de alma e espírito, uma construção de uma ponte consciente, uma consciência sendo tomada, despertada, unindo mente e consciência. Só quando as vivenciamos isto é que percebemos se tratar de coisas similares ou complementares ou iguais; quando não vivenciamos fazemos uma análise superficial e nos perdemos nas aparências, nas opiniões e nas especulações seja da mente, seja dos sentimentos, seja de ambos. Mas que ironia: para vivenciarmos é preciso nos envolver...

PRÁTICA
Ao sentar, deitar, andar, etc. em meditação esteja "enamorado" pelo seu objetivo, pelo objeto do conhecimento. Sentar com reverência, declamar com reverência, orar com amor; como a amante quer se unir ao amado e ser um com ele, ser um todo com ele, entregar-se a ele, num êxtase divino. Adorar o divino, infinito, o Eterno, o Onisciente, a verdadeira realidade, que nos vivifica, que vê através de nossos olhos e de nossa mente-coração, aquele que é... Que sonda os corações, que está consciente de nossas consciências...
Permaneça aí, ficar assim, contemplando a consciência disso. Quando já esriver consciente da presença de Deus. Mas se não consegue sentir isso, ter consciência disso, ou só apenas saber por ouvir ou ler ou ser convencido, começe declarando essas características (vida, Luz, consciência, infinito, Criador, Eternos, Onisciente, Onipresente, Onipotente...), pedindo e declarando esse amor, sensação e certeza, a presença, vivificando, vendo através de seus olhos. E esta presença por si só se demonstrará, pois Deus é onipresente.

Religião e Morte (parte 1)

Religião no sentido de religação também é um jeito de lidar com a morte. A morte é como ser desligado (desligado em vários sentidos e de várias coisas). A religião é uma busca de alguma forma de religar. Religar a consciência individual a algum objeto ou alguns ou a todos os objetos de consciência. As religiões primitivamente surgiram em torno dessa necessidade humana, de saber lidar com a morte dos outros e com a morte própria.
As religiões ditas mais avançadas, ou, melhor dizendo, as mais complexas e as mais elaboradas também têm essa ocupação. Em todas as religiões questões como propósito da vida e sua continuidade são encontradas com mais ou menos ênfase.
A morte e o morrer pode ser apontado tanto como nascedouro, quanto como fim ou propósito da investigação e elaboração religiosa, isto sem qualquer excessão apesar das diferentes acepções e concepções do que seja o estado pré vida e pós morte e dos seus propósitos e resutados.
Esta questão é o centro de todas as religiões embora se apresente de forma diversa. Podemos generalizar ainda mais esta busca fundamental demarcando-a ou dividindo-a, de forma didática e compreensível à mentalidade atual, em três questões fundamentais: (1) a questão da origem da experiencia; (2) a questão da vida e do modo do viver para um momento seguinte, nesta ou em outra vida, em que se colhe um resultado e (3) a questão do fim e do propósito tanto individual quanto universal.
A questão da origem diz sobre desde a origem da consciencia individual somente, em algumas doutrinas, até na origem de tudo ou mesmo da própria origem no caso de outras. São relativamente poucas as religiões que valorizam a questão da origem da experiência acima das outras duas questões. A questão da vida e do viver e o centro de quase toodas as religiões apesar que sempre visando um fim ou resultado e um modo de vida coerente com esse. São muitas as religiões e sub divisões de algumas religiões que colocam acima de tudo o modo de vida. A questão do fim, resultado e propósito é, sem sombra de dúvida, a questão colocada mais enfaticamente pela grande maioria das religiões como primordial. Ela trata do que ocorre como resultado da vida religiosa nesta e em outra ou outras vidas. Dela depende a resposta do "para onde iremos?". Portanto, e isso podemos observar claramente, a questão do que ocorre após a morte é, velada ou expicitamente, a questão que fundamenta e justifica todas as religiões.
Uma religião ideal talvez devesse manter um sadio equilíbrio entre as três questões, mas a transitoriedade da vida sempre esbarrara nem que seja num último momento na questão da morte. Portanto a morte é uma questão que vale a pena nossos esforços científicos e investigativos na arte de elaborar nossa própria religião dentro de nossa cosciência (seja uma religião pessoal ou alguma ou algumas que seguimos). Qualquer atividade na vida sucita a questão do propósito e seria difícil justificarmos algum tipo de atitude ou doutrina sem nenhum propósito. Portanto a questão do propósito (individual, da vida, do universo, existência, de Deus, etc.) é a primícia de nosso esforço, é o alicerce sobre o qual se pode erguer a construção religiosa.

Respiração

A saúde está diretamente ligada à qualidade e à quantidade de ar respirado. A qualidade está determinada primeiramente pela pureza do ar e a quantidade de oxigênio presente nele. A quantidade está relacionada à maneira que respiramos e a profundidade de nossa respiração.
Respirar superficialmente pode atrair muitos males físicos, psíquicos e espirituais. Doenças, ansiedade e o cansaço são exemplos de perturbações físicas que podem ser provocadas por um respirar superficial e ou um ar impróprio e uma quantidade de oxigênio insuficiente. Depressão, desânimo e irritabilidade são exemplos de males psíquicos frutos dessa respiração errônea. Torpeza, distração e obstrução da visão espiritual são exemplos de males espirituais frutos dessa ignorância do bom uso da respiração.
Nossa respiração não é ampla o suficiente de modo a não deixar resíduos, ou seja, sempre permanece em algumas partes algum ar viciado, carregado de dióxido de carbono, impurezas e energia ruim.
Por outro lado, nossos pulmões raramente preenchem de ar sua inteira capacidade. O máximo que alcançam é nos momentos de esforço extremo ou prolongado, como em uma corrida por exemplo, quando a respiração tanto amplia como acelera (o que não garante também que entre muito ar). É o bocejo que tem essa função para compensar justamente a renovação do ar porque não a realizamos proposital e conscientemente. O bocejo também pode trocar boa parte do ar dos seios nasais e paranasais.
Por uma respiração superficial ou insuficiente existem células de nossos pulmões que dificilmente recebem o ar do exterior em quantidade e qualidade suficientes, e assim vamos diminuindo sua capacidade. Devemos fazer alguns exercícios se quisermos recuperar e até ampliar essa capacidade.
Na ciência rosacruz, que é medicina universal, também sabemos que ao inspiramos tragamos energia viva junto com o oxigênio. Realmente pode-se dizer que absorvemos luz em nossa respiração, luz viva, uma energia muito sutil, que não é vista com os olhos e não é estudada pela ciência comum, que os indianos chamaram de prana, e os alquimistas chamaram de éter vital (diferente do elemento que é éter espiritual, ou seja, de mente até consciência).
Esse componente é de uma vibração elétrica superior à do elétron no átomo de hidrogênio (entenda-se isso como simbólico ou como fato), mas não tão etérico a ponto de não ser influenciado pelo ar em nosso nível de vibração material, nem por nosso corpo; também não material o suficiente para não ser influenciado pela nossa mente. Portanto é um elemento intermediário entre algo mais denso, matéria, e algo menos denso, mente.
Podemos atraí-lo em maior ou menor proporção de acordo com nossa respiração (e com nossa intensão, dizem alguns), quanto mais profunda, consciente e demorada a respiração maior quantidade e maior tempo de contato e trocas vão estar envolvendo essa energia vital.
É claro que não é conveniente que estejamos o tempo todo respirando dessa maneira. Então precisamos dedicar um tempo do dia, pela manhã e à noite para realizarmos conscientemente esse tipo de respiração. Devemos também várias vezes no dia nos tornarmos conscientes da respiração e provocar algumas respirações profundas, pelo menos a cada hora, digamos.
Assim fazendo estaremos oxigenando melhor e purificando nosso corpo, além disso, treinando e condicionando uma respiração mais ampla. Também estaremos treinando a estarmos mais consientes e presentes através da respiração consciente. A mente se relaciona com o físico através do sistema nervoso. Elétrons desempenham um papel importante, tanto nessa comunicação mente-corpo, quanto nos sinapses entre os neurônios. Assim também o citado éter desempenha um importante leque de relações entre a mente e a matéria, tanto corporal quanto além do corpo.
O exércicio a seguir tem essas funções. Com relação à saúde física e mental ampliando a oxigenação, a energizazação e com pouco tempo também ampliando a capacidade pulmonar. Ele também será um exercício espiritual, acendendo a clareza da consciência, a presença no aqui-agora; favorecendo a concentração e o abandono das distrações e ainda simulando um pequeno despertar no qual a pessoa pode às vezes perceber o que é realmente importante na vida; e, principalmente, a diferença entre um estado um pouco mais desperto de consciência provocado pelo exercício e os estados comuns de consciência normal ou quase ausente.
EXERCÍCIO RESPIRATÓRIO
Sentada ou em pé, em sua posição de meditação, coluna completamente ereta, mãos no colo em posição de meditação, ou na cintura formando como que as asas de um jarro em relação ao corpo, ou no peito em posição de oração ou de zazen, no caso de estar sentada.
DO JARRO (FASE 1)
Nesta primeira fase faça todo o exercício mantendo a mesma posição e com os olhos abertos.
(1) Encha gradativamente os pulmões, estendendo o diafragma de modo que o abdômen se expanda completamente, inchando a barriga  para fora, inspirando pelo nariz até o máximo que puder sem ter dor, então (2) pare. Você vai ter o impulso de soltar o ar, mas segure um pouco, não ao ponto de doer ou sentir muito incômodo. (3) Solte o ar, não de uma vez, mas gradativamente, pela boca ou nariz ou ambos, não importa, e continue soltando até não ter mais ar, então encolha o abdômen gradativamente soprando o restante do ar até não ter mais, então (4) faça uma pequenina pausa, sempre observando o que acontece com a consciência, mas mais atentamente ainda nesse momento. Então inspire novamente começando do ponto 1. Faça isso três vezes e meia, ou seja, três ciclos completos e mais meio, isto é, terminando com os passos 1e 2, de encher e segurar o ar.
DO FOLE (FASE 2)
Nesta segunda fase faça todo o exercício mantendo a mesma posição e com os olhos fechados ou semi cerrados.
(1) Sempre observando o que ocorre na consciência, ou seja, consciente da consciência, encha gradativamente os pulmões, estendendo o diafragrama de modo que o abdômen se expanda completamente, inspirando pelo nariz constantemente até não mais poder, então (2) pare. Você vai ter o impulso de soltar o ar; haja ao contrário disso, sugue mais ar rapidamente e pare, e depois novamente e ainda mais uma vez, isto é, por três vezes faça isso, mas não ao ponto de doer ou sentir muito incômodo. Você se surpreenderá com a capacidade do seu pulmão. (3) Quando sentir o impulso uma quarta vez solte o ar pela boca ou nariz ou ambos, não importa; então encolha o abdômen gradativamente até o máximo que conseguir soprando o restante do ar até não poder mais. A expiração dessa vez deve ser mais rápida que a inspiração, dois terços do tempo desta no máximo, porém não deve produzir barulho além do natural nem se tornar como ofegante, aliás, nenhuma das fases deve ser barulhenta, o que indicaria ou geraria desequilíbrio. Então soltando todo ar prossegue-se encolhendo a barriga para dentro ao máximo até secar todo o ar, pois parecerá que não há mais ar, mas depois de uma pequena pausa você ainda conseguirá expulsar mais ar por duas ou três vezes até sentir os rins serem comprimidos, mas não ao ponto de doer ou ser muito incômodo então (4) realize mais uma pequenina última pausa aguçando mais ainda a atenção à consciência nesse pequeno instante e novamente inspire repetindo tudo começando do ponto 1. Faça isso três vezes e meia, ou seja, três ciclos completos e mais meio, isto é, terminando com os passos 1e 2 de encher e segurar o ar.
Estas duas sequências (fases 1 e 2) devem ser feitas em fases, a primeira sequência (fase 1) por pelo menos uma semana ou até estar à vontade com a prática, e a segunda (fase 2) daí em diante. Só depois de pelo menos uma semana para cada uma das sequências ou de se estar habituada à pratica é que se pode fazer as duas sequências consecutivamente. Isto é um prazo mínimo visto que os pulmões levarão algum tempo nessa adaptação e os músculos levarão um tempo para se desenvolverem. Você pode verificar em parte esse desenvolvimento da capacidade pulmonar medindo o tórax mês a mês ou a cada semana, comparando à medida tomada antes de iniciar o primeiro dia de exercícios.
DO JARRO COM FOLE (FASE 3)
Uma terceira fase ou forma alternativa depois da terceira semana ou após estar habituada aos exercícios é estando em pé; de olhos obrigatoriamente abertos, com os pés juntos ou pelo menos os calcanhares, e em pose militar de sentido. Então ir inspirando e levantando e abrindo os braços estirados até acima (até formar com o corpo e braços a forma da letra ípsilon), levantando simultaneamente a cabeça, ficando de boca para cima enquato realiza os exercícios 1 e 2 de uma das sequências (preferencialmente, na primeira semana deste, usar as sequências da fase 1, e na segunda semana os da fase 2, perfazendo um mês, o tempo mínimo para realizar todos esses exercícios desde que se os execute diariamente). E então em seguida  baixar os braços e a cabeça voltando gradativa e lentamente à posição original enquanto realiza os procedimentos 3 e 4 da respectiva sequência. Não se deve misturar as duas sequências, isto é, deve-se terminar a sequência do início para poder só assim passar a outra. Faça isso três vezes e meia, ou seja, três ciclos completos e mais meio, isto é, terminando com os passos 1e 2. Das próximas vezes, nos próximos meses, você pode continuar com qualquer uma das fases ou todas, variando o tipo cada dia. Você ainda deve experiemetar um caráter mais purificador destes e execícios começando pelos procedimentos 3 e 4, isto é, esvaziando os pulmões primeiro e continuando a sequência com o 1 e o 2, mas sempre terminando enchendo e voltando à respiração natural a partir daí.
Observe o que ocorre à consciência durante e após os experimentos e compare ao estado anterior ao exercício. Anote os resultados e descreva se houverem visões, audições ou outros fenômenos psíquicos, e se quiser mais orientações ou seguir aprofundando os exercícios, bem como conhecer outras formas de exercícios envolvendo respiração, corpo e mente, para o benéfico da saúde e despertar do estado mais consciente e cura, escreva-nos. Também não nos deixe de contatar se houverem dúvidas. Se houver intenção de continuar e aprofundar as práticas e o despertar da consciência conhecendo todas as sequências de exercícios adequadas ao seu corpo ou tipo físico e sua mentalidade esplicite para nós  esse anelo. Para qualquer tipo de contato escreva para o e-mail frateriliv@gmail.com, que entraremos em contato e enviaremos mais lições. A única exigência para receber mais exercícios e  orientações para a saúde, cura e despertar é que se envie um resumo dos relatórios, dos resultados e anotações, para nosso acompanhamento e orientação adequada, após cada mês ou cada nova sequência de práticas.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Teísmo e Budismo

Sendo o incondicionado, perfeito, não nascido, mas sempre onipresente e onisciente, de onde e como surgiu a ignorância? A perfeição suprema não pode gerar a imperfeição, bem como a onisciência não pode gerar a ignorância a não ser por um ato de vontade. Se há ignorância, condições e mundo da ilusão onde antes só havia o incondicionado, não ilusão e não ignorância (e tal mundo tem começo, Buda, a ciência e Jesus afirmam também o mesmo) então tal mundo e seres só podem ter surgido da perfeição incondicionada e por um ato de vontade da mesma. Portanto o mundo foi criado e se foi criado pela plenitude da perfeição deve ter um propósito.
Buda nega um mundo criado por um deus perfeito. Mas o que significa deus na linguagem que Buda falava? Em qualquer dos idiomas da índia antiga não existia a palavra deus equivalente ao conceito que se tem hoje de deus em qualquer religião monoteísta. O único conceito parecido a um deus absoluto e mesmo assim não criador e sim emanador do universo é o definido na palavra Brahman, que não era chamado de deus como Brahma ou outros, mas de Eu supremo. Buda nega a existência de um eu permanente individual e de um eu superior individual, mas silencia quanto a um eu absoluto ou supremo no sentido monoteísta, aliás essa questão sequer foi proposta, nem mesmo a questão de uma personalidade de Deus como foi proposto por Krishna é aventada. Buda nega que Brahma criou criou o universo, ele também conhecia muito bem os conceitos brahmanistas como expostos nos upanishads pois a classe guerreira era instruída com a mesma doutrina dos brahmanes na época em que ele era ainda príncipe. Porém sabendo disso Buda não nega Brahman nem qualquer conceito semelhante a ele, pelo contrário ele se recusa a falar de tal tema. O que ele nega é que haja algum deus ou força criadora, coisa que não se pode dizer que o incondicionado seja a não ser no sentido de latência ou potência, conceito tão abstrato que nem a física esclarece por completo.
A perfeição e o incondicionado não podem produzir ao acaso ou por derivação ou automaticamente ou por qualquer outro meio a imperfeição e o incondicionado. A não ser que haja um ato voluntário. Para que haja um ato voluntário de algo incondicionado é preciso que haja ciência do ato, pois se não houvesse estaríamos retornando à afirmação de que o incondicionado produz mecanicamente ou por derivação natural ou por qualquer outro meio. Então está provado, sem necessidade de citar nenhum teórico ou texto budista zen ou jonangpa ou de qualquer outra tradição ou patriarca, que o budismo só pode ser teísta ou seria ilógico e impossível.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

NOSSA VISÃO ATUAL SOBRE AS PRINCIPAIS ESCOLAS

       Saudações fraternais.
A visão da nossa ordem sobre as  cinco principais escolas não é uma visão religiosa nem esotérica. É uma visão da ciência do oculto, ou ciência hermética. As escolas são vistas não como um fim em si mesmo, mas como ferramentas no desenvolvimento, como artes que englobam todas as quarto formas de conhecimento, arte religião, filosofia e ciência.
Agora vamos falar resumidamente sobre cada uma no que representa. O budismo é visto como uma psicologia, uma arte de viver e uma ciência. É um modo gnóstico de conhecer a verdade, portando ciência, é uma ciência do universo, uma cosmologia, mas também e principalmente uma ciência da mente, psique, portanto psicologia, e é uma disciplina moral experiencial, portanto uma filosofia ou arte de viver. Embora não trate de todos os temas das religiões oferece um método de investigação seguro sobre qualquer desses temas. Nenhuma religião ou ciência aprofundou tanto a metodologia da meditação (diz-se que são 84 mil métodos, mas podemos pensar que são mais se considerarmos as etapas desses) nem tampouco o conhecimento da mente e métodos de purificação mental como o budismo aprofundou. Sua psicologia se destaca muito mais que seu aspecto filosófico, artístico ou religioso, e longe de ser alcançado por qualquer escola da psicologia contemporânea é a ferramenta mais completa não só em termos de psicologia, mas também de métodos de conhecer por si mesmo e modo de viver momento a momento. Isto se resume de certa forma também nas três práticas do budismo, dana, sila, bhavana, generosidade, moralidade e meditação.
O hermetismo é chamado da ciência mais antiga, a ciência mãe, embora sua sistematização tenha sido posterior e ele tenha evoluído de várias formas como qualquer ciência, mas permanecendo imutável em seus princípios. O hermetismo se assemelha muito com a característica do budismo sendo ciência, mas se diferencia e destaca no aspecto filosofia, e na arte hermética, alquimia, que é como o budismo, uma psicologia, que nela engloba também uma moral superior. Outros aspectos da ciência hermética destacam-se como seu modo de conhecer a natureza e os mundos, a medicina, a arte do simbolismo. Se o cristianismo pode ser chamado uma religião de mistérios o hermetismo é eminentemente uma ciência de mistérios, a ciência do que está oculto aos sentidos comuns, bem como dos métodos de conhecer aquilo que está oculto e sua natureza intrínseca.
O taoísmo é uma arte de viver, a arte do equilíbrio, da visão equânime, e especialmente uma arte de viver no mundo. Mas também é um modo de ver, e possuindo uma alquimia similar à hermética, também é uma psicologia similar à budista, por isso mesmo a forma de budismo mais de acordo com a ordem é a das escolas zen que são uma fusão de budismo original e taoísmo. É também uma arte contemplativa e produtora de trabalho de e para contemplação. Mas também se destaca em seu aspecto prático como filosofia política, em seu caráter liberal, libertário e individualista, voltado ao direito individual, às liberdades e às artes liberais. Tem também um aspecto tântrico em seu início que pode diferir dos desenvolvimentos posteriores ainda que tenha algum semelhança com o tantra da yoga hindu e do budismo, constituindo uma ciência alquímica tanto física como psicológica, que envolve um conhecimento fisiológico tanto da matéria corporal quanto das energias, seus centros e sua dinâmica.
O gnosticismo cristão é uma ciência pelo modo gnóstico de conhecer similar às anteriores, mas destaca-se  em seu caráter religioso de religação à natureza original, à verdade plena, ao absoluto e incondicionado, no que se assemelha ao budismo. Porém nesta operação não envolve apenas o caráter gnóstico do conhecer, ou o thelemico (isto é, pelas próprias forças, como no budismo e no taoísmo), mas uma alquimia interior mais rápida e forte, pois se vale de forças interiores, o Cristo interno, e exteriores o Cristo universal, o Pai e o Espírito Santo, valendo-se também de Sophia, estes dois últimos devendo-se revelar e realizar pelo próprio candidato em comunicação direta e pessoal (nisso difere do gnosticismo anterior essênio, pois já há a participação do Cristo, e do posterior pois permanece puro, sem as influências exteriores introduzidas nem as teorias dos expositores as várias seitas). O Cristo precisa ser descoberto, aceito, conhecido e entendido e finalmente manifesto, por isso o aspecto religioso gnóstico-cristão, destacando acima de tudo uma psicologia como ciência e uma yoga como religião, visto que trata-se de uma reunião com o divino, com o Deus verdadeiro e a rejeição do deus falso (demiurgo ou Mara no budismo) e dos ídolos (falsos deuses, deuses escravistas, demônios, fantasmas, espíritos enganadores, pessoas e falsos mestres e objetos de veneração). Essa união só é totalmente possível pelo laço amoroso (ágape), no exercício da devoção e adoração. Porém não se pode adorar nem amar o que não se conhece (gnosis, conhecimento divino), nem se pode conhecer o que não se vontadeia  (thelema) consciente (nous) e constantemente. Nesse trilema thelema, ágape, nous se baseia toda realização da Grande Obra, em conhecimento direto, adoração e vontade, por isso o cristão-gnosticismo envolve mais o caráter religioso do conhecimento. A transformação alquímica aqui e o conhecimento direto são mais recebidos como dons devido a devoção e união do que obtidos pelo esforço próprio, portanto mais uma vez o caráter religioso predomina neste.
A yoga, diferente do que se pensa, não é simplesmente uma disciplina corporal, senão apenas como uma preparação para a meditação profunda. Yoga significa união, por isso esta também destaca mais no caráter religioso. Porém ela é uma ciência no modo gnóstico de conhecer e no aspecto tântrico, que é alquimia. Ela também é uma arte no aspecto estético e simbólico dos movimentos, das posições e das produções contemplativas, por exemplo, mandalas, símbolos gráficos, poemas filosóficos. Ela é também uma filosofia em seu modo de ver e dê viver, em suas proposições morais e prescrições alimentares e de saúde, remédios, massagens, terapias (também um aspecto científico) e finamente na literatura que envolve todos esses aspectos anteriores. Não seria possível dizer com facilidade e certeza qual campo do conhecimento a yoga contempla mais, embora se destaque no objetivo como algo mais entre a religião e a ciência. Como ciência ela também evoluiu com a história e dificilmente poderíamos tomá-la como religião mesmo em seu aspecto antigo. Por isso a ordem tem sua própria yoga e em última análise uma yoga específica para cada pessoa de acordo com sua vontade e necessidade e de acordo com a recomendação de um professor experiente. A yoga exercita todos os aspectos da Grande Obra e do Absoluto, conscientemente, amor e vontade, mas dificilmente poderia conduzir alguem a nosso objetivo último, a onisciência, ainda menos no nosso tempo atual, por isso, apesar dessa característica ela deve ser sempre vista como uma ferramenta útil, não como o meio de libertação sozinha. A yoga está de algum modo em todas as escolas vistas anteriores. A meditação budista bem como a disciplina não deixam de ser uma forma de yoga; a cabala, a hermética e a simbologia, os ritos e especialmente a alquimia hermética, incluindo sua medicina, não deixam de ser um tipo de yoga; assim também a alquimia taoísta e a maneira de viver em contemplação também são um tipo de tantra, portanto yoga, bem como sua medicina e recomendações para a vida; o modo de conhecer gnóstico é próprio da yoga muito antes do gnosticismo antigo e mesmo do budismo que por outro lado limparam as imperfeições e aprofundaram o método, até o modo de fusão (com Deus) e cristificação do cristianismo teve seu protótipo apresentado nos tratados e poemas dos yogis. A yoga destaca mais o caráter vontadista (thelemico) do esforço em fazer a nossa parte a fim de obtermos os benefícios da religião que são a salvação (imortalidade consciente no locus original) a transformação (restauração, o retorno à nossa natureza e consciência original e pura) e o conhecimento direto  de Deus (e de sua realidade e seu plano). Portanto se nossa ordem tivesse que ser definida por sua característica principal talvez mais que uma ciência ela tivesse que ser definida como uma yoga ou ciência yogi.
Como a nossa ciência não só visa o conhecimento, mas também alcançar os objetivos com plena certeza (nessa ou na outra vida) e esses objetivos só podem ser alcançadom mediante a transformação pessoal à semelhança do ser humano original em conhecimento (consciência, nous), felicidade e plenitude (amor incondicional e consciente, ágape) e liberdade e poder (vontade livre e verdadeira, thelema), e só através desses mesmos meios (nous, ágape e thelema), cada instrumento desses sem os outros estará proporcionando um trabalho incompleto, deficiente, demorado e até penoso. Mas se com arte cirúrgica de um bom médico soubermos dispor dos instrumentos da maneira correta certamente realizaremos a Grande Obra.
Cada um é livre para adotar, manter ou deixar a religião, ciência, arte e filosofia que já possui ou queira ou mesmo tomar isto como a sua própria. Esta ciência não pretende substituir estas outras, mas auxiliar em seus objetivos de uma forma consciente. Ela atende as pessoas que sentem a necessidade de ver, sentir, enfim, comprovar os pressupostos destas outras, principalmente das religiões.
Pax et Lux

quinta-feira, 4 de maio de 2017

CASAMENTO ALQUÍMICO

Por Frater J.A.A.K.N.
O objetivo fundamental da nossa ordem é o casamento alquímico da alma com o espírito. A mente é a alma e a consciência é o espírito.
Observe que nem sempre nossa mente está consciente. Existem períodos de distração, de sono, de devaneios, de sono sem sonhos e sem qualquer consciência. Existem na vida momentos de incosciêcia. Se chamamos de minha consciência como não estamos sempre com ela? Como não temos total controle sobre ela? Nessa ausência estamos mortos?
A consciência é a parte divina em nós, o sopro do eterno, a parte comum entre nós e a fonte eterna, absoluta, incondicionada; o Eterno, o Supremo, a Verdade. Ela é o espírito puro.
A alma é a mente. A mente que erradamente chamamos de nós mesmos, de eu, de meu eu, de minha mente. Mas observe que ela também nem sempre está sob nosso controle. Ela não sente o que e como queremos, ela nem sempre pensa o que queremos, ela não imagina sempre sob nossa vontade, nem raciocina tão rápida e perfeitamente como queremos, ela tem desejos e necessidades que nós não desejamos, ela não tem o entendimento simplesmente à vontade. Ela é a parte humana em nós. Ela também tem seu lado instintivo, animalesco e seu lado brilhante e amável (e amoroso).
Ambas essas ditas partes de nós (consciência e mente, espírito e corpo) estão incompletas, parciais, descasadas. É isso que significa a união terrena, é esse casamento que devemos fazer. É isso que significa renascer no espírito.
Precisamos viver no espírito, conscientemente, estar todo tempo consciente. Isto é necessário para que a alma seja transformada no que ela era, no que era para ser, no projeto divino que abandonou com a queda; transmutada na mente unificada da qual abriu mão diante do mundo da ilusão.
O espírito é que deve transformar a mente, a alma, para unir-se definitivamente numa coisa só, eternamente consciente. É isso que significa que o homem é o provedor o cabeça da família. Este é o recomeço, o retorno à natureza original, ao projeto original, à plenitude.
A natureza corrompida da ilusão, por outro lado, nos dá o meio, um corpo perecível num mundo material decadente, mas simbólico. Assim tem-se um tempo muito curto para acordar, e um corpo e mundo cheios de tendências contrárias à verdadeira natureza (muitas vezes infelizmente naturalizados e institucionalizados), mas nós podemos domesticar esse bicho e ler com seus sentidos o livro da vida, o librum naturae, desvendado seus mistérios e os enganos da natureza decaída. E podemos registar e receber nesse mundo a instrução adequada que nos faz despertar, acordar, e estarmos em condições de acordar outros.
Nossos corpos devem ser feitos templo do altíssimo, nossas mentes o seu veículo. Nosso corpo é o templo do espírito e nossa mente o veículo para a manifestações de sua vontade e amor.
Os meios para isso: é o que ensinamos aos que se aproximam, compreendem e querem realizar as núpcias alquímicas...

terça-feira, 2 de maio de 2017

PASSOS PARA A VERDADE

Nesse mundo para encontrar a saída definitiva existe um processo progressivo de libertação e de despertar baseado no ensinamento imortal daqueles que já trilharam esse percurso.
Os graus são medidos em termos de realização (isto é outra sequência de realizações), as séries e formação são medidas com base no estudo e no conhecimento e o progresso é medido na tomada dos passos do treinamento gradual, a prática gradual, o progresso gradual:
0. ENCONTRAR um professor ou mestre ou facilitador ou um companheiro no caminho, no qual tenha confiança, respeito, admiração, reconhecimento de seus conhecimentos, aptidões, bom caráter e boa vontade em relação ao caminho, à Grande Obra ou à iluminação. O saúda ou homenageia e então dá ouvidos nesta orientação, nesta thelema ou neste dharma.
1 "MEMORIZA aquilo".
2 "EXAMINA atenta e repetidamente o significado daquilo."
3 Ao examinar pode obter "ACEITAÇÃO" daquilo "com base na reflexão."
4 "Obtendo aceitação" daquilo "brota o ZELO", estuda, memoriza, examina, não esquece, comparece, se compromete espontaneamente, se dedica.
5 "Brotando o zelo aplica a VONTADE". A vontade surge, a direção, a prática, o exercício, a assiduidade, o prazer em praticar e em fazer parte. (E colabora e ou patrocina).
6 "Tendo aplicado a vontade EXAMINA CUIDADOSAMENTE", cientificamente, avalia os resultados, reflete sobre o experimentado, vivido, experienciado até então.
7 "Tendo examinado cuidadosamente SE ESFORÇA", o esforço correto é aplicado, se decide com convicção, se direciona, cumpre as metas, as disciplinas, os passos; se esforça com esforço decidido.
8 "Com esforço decidido REALIZA O CORPO DA VERDADE SUPREMA, vendo-a e penetrando-a com sabedoria."
9 "PERMANECE NA VERDADE", penetra, habita e permanece na Verdade.
10 Mesmo com a morte do corpo RETORNA para este e ou para outros mundos PARA ENSINAR essa Verdade e o caminho para a Verdade ou então ENTRA E PERMANECE NA SUPREMA LIBERTAÇÃO DA ILUMINAÇÃO impossível de ser descrita para a mente não iluminada EMANANDO AUXÍLIO E LUZ para o bem de todos os seres. Insuperável em beleza, força, felicidade e sabedoria.
Auto avaliação: Em qual desses níveis você se enquadra totalmente?

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Diferença entre escola rosacruz, fraternidade rosacruz, igreja rosacruz e ordem rosacruz


A escola rosacruz não pode aceitar gente deliberadamente má, mentirosa, desonesta, mau caráter, etc. porque o papel da rosacruz é curar essas doenças do mundo e se os médicos estão transmitindo tais doenças não podem trabalhar na cura, não podem ser de fato médicos. Como podem ser médicos?
Para tais “infectados” das contaminações mais pesadas há a religião rosacruz na forma da igreja rosacruz, para que possam primeiro obter a cura.
A religião é para todos e é para a salvação. A salvação é para todos os níveis (de moral, compreensão, serviço, estudo, realização, etc.), todos os caráteres, a pessoa só tem o compromisso com ela mesma, com os demais seres e com o supremo, não com a escola nem com a ordem nem com a fraternidade.
Mas o rosacruz quer ir além, ele quer ver e quer mostrar aos outros, quer provar, quer o pleno despertar . Porém, não há iluminação sem purificação. Pode até haver salvação, mas iluminação não, iluminação é algo mais. Nem todo iluminaciocista é rosacruz, mas todo rosacruz deve ser iluminacionista. Por quê? Para melhor servir à humanidade doente, para que ele não apenas seja curado, mas possa também auxiliar na cura de outros.
Entretanto, se existe algum rosacruz interessado em apenas salvar-se e ver apenas até o ponto onde não possa mais duvidar da salvação, não tem problema, é lícito. O problema é quando essa exceção se torna a regra. Quando todos ou uma grande parte dos rosacruzeses de uma fraternidade tem esse pensamento pequeno há um problema. O problema é maior ainda quando uma fraternidade rosacruz já se conformou em não ver, em não despertar e oferece métodos apenas para salvação. Aí essa rosacruz já se tornou uma religião comum baseada na crença. Quem vê para garantir a verdade? Será que já não são cegos guiando cegos? Será que suas ideias não são apenas delírios ou raciocínios ou crenças infundadas? E é para restabelecer também este ponto que estamos aqui.
Apenas com essas informações já começa a se forma consciência de que algo mais precisa ser feito.
A igreja rosacruz é formada por aqueles que participam de alguma forma do ensinamento e nessa comunidade (e igreja significa na verdade comunidade) estão incluídos todos os seres. Nela todos têm direito ao básico do ensinamento suficiente para sua salvação, orientação e algum alcance gnosiológico. Cabe somente a ele usar esses ensinamento ou não, querer aprofundá-lo e dar continuidade ou não. Então nossa comunidade, ou seja, nossa igreja, não se restringe apenas aos nossos membros, mas engloba todas as igrejas, enfim toda a humanidade, todos os seres.
Todo aquele que recebe os benefícios da ordem são contados em nossa igreja, de todas as religiões e ideologias. E todos recebem benefício da ordem. Para não receber é preciso conhecer a ordem e deliberadamente escolher não receber seus benefícios. Mas isso são duas coisas raras, pois quem de fato conhece a ordem? E conhecendo a ordem é impossível não querer os benefícios que ela tem a oferecer. Pensemos em alguns, quem não quer estar próximo do que é o Supremo? Muitos diriam “alguns”. Mas isto é uma tolice se houver alguém que por ideologias fanáticas (tais como ateísmo sistemático ou dogmático, ceticismo pirrônico, etc.) pense em recusar tal beneficio, pois precisaria recusar receber algo que acredita que não existe, que nunca recebeu e que não está recebendo. Quem não quer a cura, a orientação correta, a proteção, a segurança? Só o religioso de fato compreende essas ideias. Os demais são neutros ou alguns poucos, como foram exemplificados, tolos.
Já a fraternidade é formada apenas por aqueles que recebem esse ensinamento e o praticam e a escola é o conjunto de ideias, métodos, práticas, psicologias, ciências e seus propositores.
Portanto só podem fazer parte dessa escola iniciados que já são propositores, pois já tem a experiência acerca delas ou de parte considerável, e os estudantes que estão no curso de conhecimento, experimentação e análise, enfatizo, sempre passando pela prática para adquirir a experiência ou pelo menos o conhecimento e a habilidade para atingi-las. E além destes ainda aqueles com graus avançados de experiência.
Assim para fazer parte da escola deve-se ou ser no mínimo apenas estudante ou no mínimo fazer parte da ordem.
A ordem é formada pelos graus de estudo, de iniciação e de experiências, enfim, de realização, e por aqueles que passam por esse processo. Portanto para fazer parte da ordem é preciso no mínimo ser iniciado, formalmente ou num grau de experiência. Assim como a simples presença não torna alguém participante da fraternidade, o simples estudo não o torna membro da ordem.
É bom, no entanto, esclarecer aqui a importância do alicerce, estudo e prática, ambos de mesmo valor e necessidade, e do cume da construção, a experiência fruto desse alicerce.
Existe também o tipo de experiência ou precocidade ou facilidade em obtê-la que deriva do mérito, da graça, da pureza interior, etc.. Toda essa experiência deve ser considerada, porém ela não exime da necessidade de se completarem os graus de prática e de estudo.
A verdadeira igreja rosacruz não é deste mundo. A verdadeira vida não é aqui, onde temos uma passagem provisória, um terrível desvio do caminho. Embora as consequências do que fazemos aqui sejam carregadas para esta vida e pela vida futura, esta vida deve ser vista como um instante na eternidade, um sonho do qual queremos acordar, ou melhor, vivê-lo desperto, para então podermos escapar dele definitivamente (precisamos fazer sempre aqui agora isto, ademais, despertar em outros mundos pode ser bem mais difícil, tanto ou mais do que estar despertos nos sonhos).
A verdadeira igreja da luz não é deste mundo. Mas ela é para este mundo também: na compaixão dos irmãos invisíveis e dos iluminados. E na infinita compaixão dos grandes mestres ela é para todos os seres de todos os tempos que estão fora da verdadeira vida.
Assim deve ser também nossa verdadeira fraternidade, no intuito de esclarecer e beneficiar a todos os seres, cada membro deve procurar ter a intenção de prolongar seu trabalho, esclarecendo e beneficiando de forma desperta, não só por essa vida, mas por um tempo indeterminado e por vários mundos. Ela não é composta apenas de membros iniciados e praticantes desse mundo, mas sim por todos esses benfeitores, e por toda humanidade, benfeitores e beneficiados; todos se beneficiam e deveriam procurar também beneficiar.
Nossas práticas também servem para beneficiar a todos os seres o que obviamente nos inclui. E qualquer prática deve ser realizada nessa intensão. A confraria ou fraternidade, a parte da ordem formada por aqueles que praticam ou já iniciados formalmente na ordem e com conhecimento e participação direta no intercambio com a fraternidade da luz (mesmo que alguns poucos ainda o façam de forma inconsciente já sentem a energia, a presença e os benefícios da fraternidade da luz), sendo testemunhas do processo de regeneração e desabrochar da visão interior sentem-se por vezes impulsionados a trabalhar de alguma maneira nessa grande obra em prol da humanidade doente.
E de que esta doente a humanidade? Ora, os sintomas, os vemos, são dores, sofrimentos, desequilíbrios, doenças físicas e mentais, envelhecimento, morte, separação, esquecimento. Nós queremos nos curar de tudo isso e curar outros que precisam, que querem ser curados. Mas é preciso combater a causa. A causa principal e a inconsciência, a ignorância, a cegueira. Dela decorrem as outras, a embriaguez, o sono e os sonhos, a cobiça, a miséria, o ódio, a inveja, a agressão, a violência... Todas essas filhas de outros males interiores, doenças: ódio-aversão, apego-desejo, superstição, dúvida, crença na substancialidade das coisas e das pessoas.
A igreja aqui é composta também de todos os que “ouvem o chamado” e comparecem e ou estudam presencialmente ou à distância, sendo que quando assim comparecem entram para a fraternidade. Mas a igreja contêm todos os seres entre seus irmãos beneficiados como já foi dito.
A escola é composta de todos os estudantes que almejam a verdadeira iniciação e o acesso aos mistérios, para verem por si mesmos e não ensinarem sobre o que apenas ouviram dizer ou encontram nos livros, mas sobre aquilo que conhecem cientificamente e diretamente e do qual participam. Assim todo o que entra na escola de mistérios deve estudar e preparar-se também para ensinar.
Àqueles que ouvem a voz, os iniciados, tanto externa como internamente, nós consideramos membros ligados diretamente a esta fraternidade. Aqueles que comungam com o pai e conhecem a verdadeira vontade não voltam mais atrás. Estes serão representantes da fraternidade da luz na terra.
No entanto apesar de tudo isso ser belo e suficiente nós queremos mais além, almejamos descobertas, e, como já foi dito, provas, que todo participante tanto mais cedo quanto possível comprove por si mesmo e seja testemunha a partir de sua própria experiência, não de teorias ou palavras de “mestres” como fazem outras escolas e isto significa que a escola é para quem quer avançar, e quer ser livre, um dos que vê. E não fazendo segredo sua vivência (como fazem outras escolas para que os estudantes não compartilhem entre si que não tem tido experiência direta alguma ou que sua experiência mostra até mesmo o contrário da teoria), mas com testemunho de sua própria vida, experiência e exemplo, para outros que ainda não sabem. Pois aqui, principalmente nesses casos, o segredo é realmente inimigo da verdade.
Então podemos mais uma vez resumir descrevendo a parte mais exterior de cada uma dessas camadas que se interpenetram: (1) igreja são todos os seres; (2) fraternidade são todos os estudantes que também praticam e comungam dos objetivos; (3) escola é a corrente de ideias e do ensinamento e seus meios, bem como sua prática e realização, e fazem parte dela também as pessoas que realizam em algum nível esses ensinamentos e ideias; e (4) ordem são as graduações desde as menores até as maiores, e o próprio Deus e seu reino, o mundo perfeito, pleroma, a plenitude, Nirvana, e fazem parte dela os que são pelo menos iniciados verdadeiramente em algum grau de penetração da verdade.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Os Objetivos Gerais e Específicos


O objetivo geral de toda ordem que leva o nome de rosacruz é a cura, a redenção e o despertar da humanidade. É em resumo o retorno à condição original.
Observe que no fundo é um só objetivo, a libertação, a iluminação. Mas como esta realização tem vários níveis, ou platôs de realização, falamos de três grandes realizações. O diferencial da cura também se estende a vários campos.
A cura também se opera em vários níveis e vai até o fim do processo. Mas se refere à recuperação da saúde física e mental em primeiro lugar, pois sem elas a Grande Obra em nós é bem mais difícil.
Recuperar as energias vitais é um nível mais elevado disso, mas é uma necessidade de quase todos os adultos humanos.
E recuperar as capacidades naturais e poder da visão espiritual é uma cura num nível ainda mais acima.
E então podemos dizer que no nível mais elevado poderemos cuidar do pleno desenvolvimento de nosso potencial. Mas ainda mais acima e muito mais elevado é podermos ainda, além de tudo isso, cuidar de outros...
Cuidar de outros implica em termos condições físicas, mentais e espirituais para isso, só que isso não é suficiente, muito menos um requisito principal. Cuidar dos outros exige muito mais vontade suficiente, amor, compaixão, dedicação, tempo, esforço, estudo, prática, experiência.
Esses níveis de cura não se operam necessariamente em uma ordem específica como foi aqui apresentado.
Redenção é também um processo que se executa em vários níveis ou platôs. No primeiro nível temos o querer. Novamente a vontade é o primordial, pois a pessoa pode querer a salvação, a fé, o conhecimento verdadeiro, o despertar, mas pode ser que ela não consiga sozinha, por si mesma. Assim uma pessoa sofre por natureza as consequências de seus atos, mas não deve ser considerada por seu comportamento ou ações, mas pela sua intenção, e é assim que a natureza age. Essa é a lei de Deus, que não é como o pensamento, compreensão e leis humanas.
Uma pessoa é de fato o que é sua vontade, nada mais que isso, o demais é igual para todos e o que não é igual é fruto da história, não há mérito ou demérito nisso a não ser nas escolhas, que dependem da vontade.
Então a pessoa deve querer despertar para melhor beneficiar a outras e a si mesma (mesmo que não compreenda ainda que a outra é ela mesma), ou pelo menos temer a condenação, e querer salvar-se.
Num segundo nível ela deve confiar que há algum meio de salvar-se, e buscá-lo, se tornar uma buscadora da verdade, que seja bem visto isso, buscadora da verdade.
Depois ela deve tentar comprovar a realidade do caminho entre os dois extremos que devem ser evitados: o da crença cega e o do ceticismo pirrônico. Tendo comprovado a realidade de um caminho ou caminhos ela deve confiar nele e segui-lo.
Resumi uma sequência de atos que culminarão no primeiro processo de redenção que é o fim da dúvida ou a aquisição da fé. Fé é tanto o fim das dúvidas sobre o caminho e ou sobre o mestre, quanto a aquisição de um poder, que começa pequeno quase invisível e vai crescendo. Nesse processo a pessoa atingiu a salvação.
No cristianismo ela perdeu a dúvida com relação ao Cristo e a salvação que ele oferece. Ela conquistou a salvação, ela confia no Cristo, no seu caminho e na salvação através dele. A isso se chama tecnicamente na linguagem do evangelho salvação pela fé.
No budismo ela perdeu a dúvida sobre os ensinamentos do Buda, perdeu a crença na eficácia de rituais, preceitos e superstições.  Ela confia nos ensinamentos do Buda, e no seu caminho e no despertar do Buda, possível a ela através dos seus ensinamentos. A esse estágio chama-se salvação pela fé, na linguagem dos suttas  (poucos falam sobre  isso assim, mas está lá, nos suttas e sutras) e se diz que ele entrou na correnteza do ensinamento tendo como certa a iluminação, nesta vida ou na futura, neste mundo ou em outro, seja como for ele a atingirá.
Aqui, seja qual for o caso (e é desnecessário outros exemplos além desses dois ou de outras doutrinas, pois mudam apenas a linguagem) ele salvou-se, é certo, mas não ocorreu uma profunda transformação com ele, nem abriu-se muito sua visão espiritual, e continua praticamente o mesmo de antes.
Ela vai ainda transformar-se, é uma recém-nascida e vai desenvolver-se, crescer. Esse platô e todos os estágios que o constituem são o segundo grupo de processos. É o início da libertação. Que culminará na plena e completa iluminação, o absoluto despertar.
Porém, esses dois processos, libertação ou purificação e despertar ocorrem lado a lado, juntos, mas não necessariamente juntos ou pareados. Às vezes um avança e outro desacelera ou o inverso... O completo despertar verdadeiro só pode ser completamente obtido mediante a completa purificação.
A diferença de nossa ordem é que sabemos que só pode ser chamado de completo despertar aquele a que se chega através do caminho do bodhisattva, ou seja, daquele que faz o voto de atingir a iluminação para o bem de todos os seres.
Numa linguagem gnóstico-cristã para quem não está rfamiliarizado com os termos dos sutras budistas isto é claro quando Jesus descreve os três processos "negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e sega-me". São a morte do ego (negar o si mesmo), a auto entrega completa à direção do Espírito ("não mais eu vivo, mas Cristo vive em mim") e a imitação de Cristo, para fazer o que ele faz, ensinar o caminho, curar e salvar as pessoas. Ou seja, é isto que a rosacruz propõe.
O verdadeiro rosacruz é um amante do conhecimento e da sabedoria, mas ele não a busca somente para si, ele busca para todos os seres e é nesse sentido principalmente que todo rosacruz é um budista do caminho bodhisattvayana, mais conhecido como mahayana, pois ele busca a iluminação, mas não somente para si, mas para todos os seres.
Esse caminho é de natureza gnóstica, não apenas por inclusão de ensinamentos gnósticos antigos e se basear também em estudos de evangelhos gnósticos, mas por ser da natureza do conhecimento verdadeiro, que é por experiência própria em si mesmo, união, integração com o objeto de conhecimento, principalmente em se tratando do conhecimento supremo, a gnosis completa, o conhecimento de Deus.
Não se trata de um sincretismo das vertentes gnósticas antigas, mas de um método que continua atual, permeia todos os livros sagrados (não apenas os gnósticos nem apenas os cristãos) e teve seu ápice entre Buda e em Jesus.
Nesse sentido o fruto do conhecimento almejado começa com a salvação, passando pela transformação alquímica e culminado na iluminação. Assim observamos uma equação matemática que começa com a salvação que é a garantia de estar depois num céu sem retorno ou terra pura de Buda, ou seja, num caminho sem retorno em direção à iluminação; passando por um processo de transformação e purificação, que é a ação do Espírito Santo em nós.
Nessa equação há o lado inicial da função, a igualdade e o resultado. Não é uma coisa ao acaso, uma mera adequação utilitarista ou dogmática, não é uma abstração. E uma transmutação alquímica. Num lado temos nós como chegamos e temos que nos adequar para obtermos o resultado; a igualdade pode-se dizer que é tornar-se igual ao modelo, Cristo, ou o reconhecimento tântrico da realidade iluminada e divina já presente aqui agora; o resultado é inevitável, tornar-se um igual ao modelo, um iluminado, um dos que vê. Este não está mais submerso na realidade recaída, mas voltou à ordem, ao estado original, onde em seu caminhar a iluminação plena é certa. Ele primeiro confia que dentro dele há um buda, que o Cristo habita seu templo (mente-corpo-espírito) e que despertará a qualquer momento, a qualquer momento ocorre a plena realização disso; depois então ele sabe, ele vê por si mesmo que isto é uma realidade.
Enfim, os rosacruzes objetivam a realização de todos os processos propostos por todas as religiões verdadeiras e que estão completamente presentes, os três, em sua forma mais completa, no ensinamento de Buda e Jesus. São eles: salvação, transformação e iluminação.
Todos os precursores autênticos desses dois mestres e todos os seguidores realizados posteriores têm ensinamentos úteis a cada tipo humano, a cada ser humano e as chaves do entendimento e conhecimento através de inúmeros meios. E todos estes ensinamentos estão sintetizados nas palavras desses dois maiores mestres e resumidos no símbolo da rosa de Buda e da cruz de Jesus, o resumo de toda sabedoria que existe. O desabrochar da rosa na cruz, o desabrochar do lótus acima a lama, o despertar da semente do buda que sempre esteve presente em nós que sempre fomos budas e não sabíamos, o cristo que já temos dentro, “pois o reino de Deus está dentro de vós” (Lucas 17:21). Que a rosa desabroche em sua cruz!