Continuando as razões pelas quais eu não deixei a ordem depois de tudo que me aconteceu e todas as profundas mudanças pessoais... Bem, para começar o fato de estar nessa ordem é um dos causadores dessas mudanças.
As pessoas estranham que essa ordem aceite ateus convictos, mas isto é o melhor tipo de convicção que a ordem pode receber, pois no máximo ao fim da primeira graduação esta pessoa não só estará convicta da completa falta de lógica do ateísmo, como terá a plena certeza da existência de Deus, ou pelo menos de um Ser Supremo, um design inteligente, um arquiteto do universo ou um princípio eterno, consciente. Ressalto mais uma vez o "pelo menos", para o caso dos mais céticos, pois foi o meu caso. Pois uma certeza apoiada por várias evidências, e digo inclusive provas, a pessoa terá ao final da primeira graduação.
A pessoa aqui saberá que a causa de um universo organizado, contendo seres vivos e conscientes, não pode ser a matéria inconsciente e caótica que é regida pela lei da entropia, ou seja, caminha naturalmente para um estado de maior desorganização; mas pelo contrário, se apesar disso ela se organiza tem que haver um organizador, se apesar disso há seres conscientes tem que haver uma consciência por trás. A inconisciência não pode gerar a consciência (disso temos muitas evidências), o caos e o acaso (acaso que realmente não existe) não pode gerar ordem.
Consciência e matéria são de naturezas completamente diferentes, elas só se comunicam porque existe um intermediário entre elas, a mente. Nós observamos isso na ordem, nós comprovamos isso. Assim como o nada não pode gerar matéria (o nada não pode gerar coisa alguma), a "nenhuma-consciência" não pode gerar consciência, a matéria-energia inconsciente não pode gerar consciência (e consciência, Deus, pensamento... não são energias, esqueça essa crença sem lógica).
A ordem nos prova essas coisas. Por isso permanecer nela, trabalhar nelas é empolgante. Eu era budista, mas de uma escola de budismo ateísta (quase todas são, caso não saiba, embora não gostem do termo "ateu" todas negam a existência de um deus criador, seja ele qual for) e eu sempre fui cético (a minha mentalidade é cética, nunca consegui ser diferente por mais que tentasse e treinasse). E as convicções budistas apenas reforçavam meu ateísmo sistemático, pois eu tinha até decoradas algumas palavras atribuídas a Buda, e neste sentido, crer num ser criador era considerado uma heresia no budismo (os que permanecem budistas na ordem são ligados, ou terminam se ligando, a outras tradições, foi meu caso no início, que acreditam num Ser Supremo, a saber, o Adibudha, buda primordial ou buda eterno, em umas, ou a consciência-apenas, ou mente-única em outras, e que são relativamente poucas escolas, mas há professores dessas tradições na ordem). Mas uma vez convencido por evidências e provas ou você admite a verdade ou segue com uma idéia fixa, uma loucura. E eu procurava no budismo a mesma coisa que procurava na ordem, a verdade, eu não procurava uma doutrina. Claro que ao ver por mim mesmo que naquela escola que eu seguia e estudava profundamente não estava a verdade que eu havia visto, mas uma doutrina inverificável só me restava ficar ao lado da verdade...
Então para mim a ordem é um instrumento poderoso de levar esta verdade às pessoas. Eu gosto de ensinar isso, eu sou muito grato por isso e vejo o quanto é gratificante esse trabalho quando isso acontece, e como as pessoas se sentem gratas por isso, libertas, livres de um pensamento errado, curadas de uma obsessão ou uma terrível negligência das evidências que levam por caminhos e consequências diametralmente opostas...
Esta é uma razão muito importante para mim, por isso também estou aqui.
frateriliv@gmail.com
sexta-feira, 19 de junho de 2020
quarta-feira, 17 de junho de 2020
Por que eu deixei todas as ordens que participava e permaneci nesta?
Uma pergunta como essa exigiria muitas postagens e longos textos. Não é uma questão simples, principalmente se quem quer saber é uma pessoa de fora das ordens ou de uma ordem (porque existem ordens falsas, sim, muitas).
A primeira coisa é porque essa ordem é verdadeira. E aqui as pessoas buscam a verdade seja ela qual for, não buscam sua verdade. E isto através de várias métodos. E um não critica o método do outro por questões de fidelidade a um tal fulano chamado mestre. Pelo contrário cafa um se considera em aprendizado constante e livre para seguir o método que escolheu. O método, ou mesmo o caminho que o outro escolhe, só pode ser rejeitado se estiver clara e evidentemente errado ou se for um método que não seja próprio da ordem (pois aí está praticando outra coisa), ou que algo que seja contra princípios da moral, da ética e da tolerância. Esses princípios fazem parte dos fundamentos da ordem e não se pode estar fora dos fundamentos. Então o que a ordem não abre mão são seus fundamentos, sua base, é o que a diferencia e é sobre o que é constituída; e também não pode abrir mão de seus princípios (quem quiser saber quais são esses fundamentos e princípios, que nunca mudam nem podem mudar, procure os textos específicos sobre o assunto, pois é muito longo e aqui não é o assunto). Os métodos apesar de serem vários e sempre os mesmos, se desenvolvem com o tempo e se ampliam, mas sempre dentro dos mesmos que recebemos e transmitimos.
Segundo porque as vias possibilitam diferentes abordagens metodológicas e você pode seguir a que melhor leva ao objetivo segundo sua própria afinidade, aptidão e desenvolvimento. Mas você pode estudar todas e aplicar todas (se é que isso é possível que alguém consiga) sem restrições.
E dentro das vias estão os caminhos da religião também, então eu posso seguir o caminho da minha religião de uma forma muito mais profunda e completa. Detro de cada via predomina uma grande religião. Eu posso até me dedicar a isso, ou até, por exemplo, me dedicar a uma via, mas ser da religião que é enfatizada em outra via . Eu posso ter uma religião e segui-la à vontade, onde for, ser plenamente fiel ao que acredito, sem ter problemas com as outras vias onde predominam outras religiões, aliás eu posso estudar todas elas também se quiser e até participar (ainda que nem todas ao mesmo tempo, é claro). O problema da religião não está no centro do trabalho da ordem, mas sim o da verdade (por isso são poucas as religiões estudadas, porque elas tem que ser verdadeiras em suas propostas e resultados e se algum ponto não é seguro este ponto não é usado, ele é testado, só os pontos verdadeiros das religiões são usados, os demais são considerados apenas informações culturais e tradições). Se eu citar exemplo vou me estender, então...
Então me sinto em casa porque eu sempre busquei a verdade, nunca uma doutrina ou respostas que não posso entender, evidenciar nem comprovar. Passei por mudanças drásticas na minha psique, no que pude evidenciar e na religião, neste tempo que estou na ordem, e a forma como ela trata as religiões é perfeita para mim. Neste caso, tanto desta quanto da religião que eu estava antes, respeita em tudo minha religião e minhas escolhas e nem fere princípios de minha religião a nem minha religião fere os proncipios da ordem.
As pessoas prescisam entender que esse estudo é como estudar uma faculdafe de filosfia ou ciências. Se temos a prática dessas religiões é para que as pessoas se aprofrunfem juntas nesse estudo, nessa vivência e compartilhem experiência, não sendo um sujeito isolado, interpretando sozinho por si mesmo as experiências ou interpretando segundo o que outro diz para ele que são. É um laboratório, uma oficina e a prática profunda da religião, além disso um pode conhecer a do outro se quiser, e os de uma mesma região podem conhecer completamente sua história, fundamentos, livros, ensinamentos, teologias ou teogonias ou doutrinas. É como se estudasse para ser um doutor nesta religião...
Terceiro, pelo método que a ordem se estruturou, que tem uma estrutura de universidade que a pessoa pode percorrer como uma graduação normal, como apenas prático, ou de ambos que é o melhor, claro, e só estes últimos podem ensinar ou estar habilitado a fundar um outro grupo (claro que ao longo da história muitos não vão ao objetivo e fundam novas ordens sem aprofundamento, ou com apenas um começo ou uma parte ou um aspecto que escolheu e apresenta aquilo como se fosse um todo, não se pode responsabilizar ninguém, além dessas mesmas pessoas, por esse tipo de comportamento). Isto se dá em todas as instituições realmente ligadas à ordem original, ou pelo menos o estudo completo e o estudo externo, isto é, apenas acesso ao material escrito e aulas, palestras, etc.. Eu a herdei em parte de outra ordem também, e em parte de meu professor nessa ordem. Mas em parte ainda em uma outra ordem, e aí através disso penetrei na ordem verdadeira, interna, que meu professor anterior fazia parte, não precisando mais de ordem ou de professor externos, mas já estando em contadto com essa ordem interna.
Quando dizem aqui que você entrou contato com seu anjo guardião, ou com seu nous, ou com as partes superiores de seu ser, ou que desabrochou a rosa em sua cruz, ou a rosa do coração (no timo, na verdade) ou o lotus do seu coração ou que recebeu o Espírito Santo de Deus e ou que já está ouvido, ou, como dizemos, já alcançou a comunicação... Estamos mais ou menos falando da mesma coisa em diferentes linguagens. É claro que cada um pode ver de uma maneira, ou interpretar isso de uma maneira, mas a ciência da ordem só está falando de duas coisas, dois fatos, que podem ocorrer juntos ou um depois do outro: ou você acessou as partes superiores de sua mente e consciência (nous, isto seria longuíssimo de explicar aqui) e ou você entrou em contato com o mensageiro (anngelos ou mal'akh) encarregado de sua proteção e educação espiritual (na tradição chamado anjo guardião ou protetor, não cabe aqui também explicar). No mínimo isto é exigido para que você possa coordenar desde um grupo até uma fraternidade.
Você tem a opção de permanecer na mesma instituição e contribuir com ela, isto é trabalhar na mesma instituição e muitas vezes até mesmo local, ou criar outra (grupo de estudo ou pesquisa, fraternidade, confraria, denominação, ordem, etc.). Um de nossos mais conhecidos organizadores no passado fez assim, a segunda opção, e mudou o nome e características da instituição. Por um lado foi ótimo porque depurou, retirando aquilo que havia sido acrescentado e deturpado, mas por outro foi acrescentando elementos e características novas e de outras ordens que participava, criando como uma fusão. Isso com o tempo deturpou novamente a ordem (não sei se da parte dele ou dos sucessores) e mecheu com os fundamentos. Este é que é o grande problema desse tipo de funcionamento, então tem que novamente surgir sempre novos fundadores que restaurem a tradição ao que era, volte aos princípios e conserve os avanços da ciência. Mas isto também é uma grande vantagem, pois a ordem sempre se reorganiza sem depender de pessoas nem de instituições, mas apenas quando se reunem os mesmos princípios os mesmos fundamentos e a mesma metodologia. Ou seja, ela sempre reaparece pura novamente basta que alguém ou algum grupo se reconecte à ordem original. E ela sempre realparece de tempos em tempos, em sua pureza original. Tive que contar isto para explicar esse terceiro elemento, pelo qual eu não deixo essa ordem. Eu também fiz essa mesma escolha. Ela está aqui em minhas mãos, é minha responsabilidade (que eu saiba não existe nenhum outro herdeiro nesse país a não ser de partes ou fragmentos do original).
A primeira ordem que participei, por exemplo, treinavamos aulas e davamos aulas, rigidamente controladas, uma vez, duas vezes por semana, por anos. Mas se alguém quisesse ensinar teria que ainda fazer um curso especial e uma formação fora do país e tudo isso ainda para só repetir o que alguém dizia sem apresentar provas ou evidencia (muitos de nós aliás, não tinha qualquer vivência ou prova do que estava falando e todos não sabiam realmente tudo que ensinvam). Isto é muito ruim. É assim que se criam seitas de fanáticos.
Nós não devemos apresentar doutrina nenhuma, descrição nenhuma que não esteja ao alcance do estudandte. As unicas vezes que falamos sobre isso é quando estamos estudando alguma religião, doutrina, filosofia ou tradição, então obviamente temos que dizer o que elas propõem, o que é que elas dizem, não necessariamente nós dizemos, nem estamos afirmando que aquilo seja uma verdade. Isto é que faz toda diferença.
Ninguém sairia falando por exemplo de Marte ou do Sol, de como é lá, sem poder levar você lá para ver, a não ser quando estamos estudando a ciência acadêmica, então temos que informar a você o que ela diz. Imagine quando falamos de coisas, como descrever planos de existência depois da morte ou como são os anjos ou os devas ou a quinta dimensão de um planeta! Não fazemos essas coisas, não contamos historinhas de seres invisíveis ou e.t.'s, seria ridículo.
Temos um método de trabalho, mas também temos um método de ensino. É como se estivesse estudando um curso de filosofia. Mas há uma diferença aqui, é que se você escolhar estudar alguma a fundo, não acreditamos em doutrinas. A princípio sim, você vai estudar, ler muito, mas o estudo de fato começa quando você se torna um daqueles seguidores, um praticante sincero daquilo está estudando, sua experiência tem que ser tão verdadeira quanto suas horas de leitura. Não se estuda de fora, tem que haver completa imersão, sendo um daqueles particantes sinceros do que você quer estudar (os mais velhos podem ter uma idéia lembrando do seriado A Ilha da Fantasia para os práticos e graduandos ou do Túnel do Tempo, para os estudantes, vocentem que viver aquilo, ou pelo mesmo ver, assistir aquilo), seu orientador não conta a você como é, ele só vai guiá-lo como mais experiente (como um Virgílio, na Divina Comédia). Essa é a difereça. Por todas essas características desse método, considero esssa a única ordem que conheço verdadeira e eficaz no que se propõe.
Então, aconteceu comigo que a princípio eu quis voltar para a ordem que me introduziu nessa comunicação, nesse contato, do meu primeiro professor de verdade. Mas temia suas exigências, e fui informado que naquele tempo sua organização já havia se degenerado, fiquei triste, e fui verificar o que era, demorei a perceber, mas quando li novas edições dos livros achei e mesmo os da época. Achei muitos erros nos livros (hoje não sei se de tradução, pois não sei a língua original em que foram escritos, tudo que pude ver foram traduções para o inglês, espanhol e novas para o português) e depois vi claramente nos sites, palestras em vídeos e aulas. Misturaram muita coisa de fora da ordem e até errada.
E hoje todos estão dando também palestas públicas para quem se interesse em inciar, vi professores conhecidos e não achei meu profesor principal, meu instrutor pessoal. Ou ele morreu ou como suspeitava saiu da organização, que ele parecia naquela época já estar muito além dela inclusive. E embora ele não me dissesse onde ela tinha faltas, de alguma forma me mostrava que haviam lacunas que eu teria que preencher, e coisas que eu não deveria levar tanto em consideração. Misturaram estudos de outros, de outras ordens, distorceram muita coisa.
Então entrei nesta outra ordem que contei do fundador nessa ocasião e quando me conectei novamente à ordem original saí dela, pois nela havia também muita mistura, com todo respeito a ambas as instituições, pois ainda assim é justamente devido a essa mistura que ainda atraem pessoas e algumas conseguem a comunicação (lembrando que esta é uma visão científica, não estou fazendo qualquer julgamento do aspecto da "doutrina" em sua eficácia ou veraticidade, a não ser dizendo que foi modificada em uma e levemente distorcida na outra ao ponto de ambas discordarem em alguns fundamentos originais). Creio que estudar outras doutrinas de outros jamais deveria implicar em alterar os próprios princípios e fundamentos ou acoplá-los aos próprios. Mas ambas fizeram isso.
Então preferi a segunda via, fundar minha propria faraternidade fiel à ordem original (que ainda segue em outros países e mesmo aqui em parte, de forma incompleta). Ademais essa segunda também tinha uma tradição, a qual também recebi, confesso, que hoje não é mais compatível nem com essa ordem, nem com minha religião. Só que eles por alguma razão a colocaram acima das outras (inclusive da tradição original pela qual a ordem foi fundada) e ainda recebeu uma, a qual eu também participava por fora, em outra ordem ainda, que embora colocada sob a primeira era ainda de enorme influência (principalmente fora do Brasil!). Acontece que essa tradição em muitos pontos contradiz a primeira, e ao deixá-la, também tinha que deixar a ordem pois é incompatível com meus objetivos e com os objetivos da prdem original.
Concluido, esses erros mitológicos e descuidos eram generalizados também na maioria das ordens que passei. Nesta não. Aqui trabalhamos métodos, as vias são de conhecimento, não são doutrina, obrigação, princípios, nem tomam o lugar dos fundamentos da escola. Os princípios e fundamentos da escola continuam na tradição há centenas de anos, inalterados. Não se misturam com o que é objeto de pesquisa.
Por essa primeira parte da resposta creio que está de bom tamanho esses três motivos pelos quais permaneço nessa ordem e como ela funciona. Nos próximos entrarei em mais alguns detalhes disso e em outras razões.
Se você quer saber quais foram essas doutrinas erradas ou impostas que presenciei ou essas ordens que eu passei escreva um e-mail e podemos estabecer contatos por algum meio.
frateriliv@gmail.com
A primeira coisa é porque essa ordem é verdadeira. E aqui as pessoas buscam a verdade seja ela qual for, não buscam sua verdade. E isto através de várias métodos. E um não critica o método do outro por questões de fidelidade a um tal fulano chamado mestre. Pelo contrário cafa um se considera em aprendizado constante e livre para seguir o método que escolheu. O método, ou mesmo o caminho que o outro escolhe, só pode ser rejeitado se estiver clara e evidentemente errado ou se for um método que não seja próprio da ordem (pois aí está praticando outra coisa), ou que algo que seja contra princípios da moral, da ética e da tolerância. Esses princípios fazem parte dos fundamentos da ordem e não se pode estar fora dos fundamentos. Então o que a ordem não abre mão são seus fundamentos, sua base, é o que a diferencia e é sobre o que é constituída; e também não pode abrir mão de seus princípios (quem quiser saber quais são esses fundamentos e princípios, que nunca mudam nem podem mudar, procure os textos específicos sobre o assunto, pois é muito longo e aqui não é o assunto). Os métodos apesar de serem vários e sempre os mesmos, se desenvolvem com o tempo e se ampliam, mas sempre dentro dos mesmos que recebemos e transmitimos.
Segundo porque as vias possibilitam diferentes abordagens metodológicas e você pode seguir a que melhor leva ao objetivo segundo sua própria afinidade, aptidão e desenvolvimento. Mas você pode estudar todas e aplicar todas (se é que isso é possível que alguém consiga) sem restrições.
E dentro das vias estão os caminhos da religião também, então eu posso seguir o caminho da minha religião de uma forma muito mais profunda e completa. Detro de cada via predomina uma grande religião. Eu posso até me dedicar a isso, ou até, por exemplo, me dedicar a uma via, mas ser da religião que é enfatizada em outra via . Eu posso ter uma religião e segui-la à vontade, onde for, ser plenamente fiel ao que acredito, sem ter problemas com as outras vias onde predominam outras religiões, aliás eu posso estudar todas elas também se quiser e até participar (ainda que nem todas ao mesmo tempo, é claro). O problema da religião não está no centro do trabalho da ordem, mas sim o da verdade (por isso são poucas as religiões estudadas, porque elas tem que ser verdadeiras em suas propostas e resultados e se algum ponto não é seguro este ponto não é usado, ele é testado, só os pontos verdadeiros das religiões são usados, os demais são considerados apenas informações culturais e tradições). Se eu citar exemplo vou me estender, então...
Então me sinto em casa porque eu sempre busquei a verdade, nunca uma doutrina ou respostas que não posso entender, evidenciar nem comprovar. Passei por mudanças drásticas na minha psique, no que pude evidenciar e na religião, neste tempo que estou na ordem, e a forma como ela trata as religiões é perfeita para mim. Neste caso, tanto desta quanto da religião que eu estava antes, respeita em tudo minha religião e minhas escolhas e nem fere princípios de minha religião a nem minha religião fere os proncipios da ordem.
As pessoas prescisam entender que esse estudo é como estudar uma faculdafe de filosfia ou ciências. Se temos a prática dessas religiões é para que as pessoas se aprofrunfem juntas nesse estudo, nessa vivência e compartilhem experiência, não sendo um sujeito isolado, interpretando sozinho por si mesmo as experiências ou interpretando segundo o que outro diz para ele que são. É um laboratório, uma oficina e a prática profunda da religião, além disso um pode conhecer a do outro se quiser, e os de uma mesma região podem conhecer completamente sua história, fundamentos, livros, ensinamentos, teologias ou teogonias ou doutrinas. É como se estudasse para ser um doutor nesta religião...
Terceiro, pelo método que a ordem se estruturou, que tem uma estrutura de universidade que a pessoa pode percorrer como uma graduação normal, como apenas prático, ou de ambos que é o melhor, claro, e só estes últimos podem ensinar ou estar habilitado a fundar um outro grupo (claro que ao longo da história muitos não vão ao objetivo e fundam novas ordens sem aprofundamento, ou com apenas um começo ou uma parte ou um aspecto que escolheu e apresenta aquilo como se fosse um todo, não se pode responsabilizar ninguém, além dessas mesmas pessoas, por esse tipo de comportamento). Isto se dá em todas as instituições realmente ligadas à ordem original, ou pelo menos o estudo completo e o estudo externo, isto é, apenas acesso ao material escrito e aulas, palestras, etc.. Eu a herdei em parte de outra ordem também, e em parte de meu professor nessa ordem. Mas em parte ainda em uma outra ordem, e aí através disso penetrei na ordem verdadeira, interna, que meu professor anterior fazia parte, não precisando mais de ordem ou de professor externos, mas já estando em contadto com essa ordem interna.
Quando dizem aqui que você entrou contato com seu anjo guardião, ou com seu nous, ou com as partes superiores de seu ser, ou que desabrochou a rosa em sua cruz, ou a rosa do coração (no timo, na verdade) ou o lotus do seu coração ou que recebeu o Espírito Santo de Deus e ou que já está ouvido, ou, como dizemos, já alcançou a comunicação... Estamos mais ou menos falando da mesma coisa em diferentes linguagens. É claro que cada um pode ver de uma maneira, ou interpretar isso de uma maneira, mas a ciência da ordem só está falando de duas coisas, dois fatos, que podem ocorrer juntos ou um depois do outro: ou você acessou as partes superiores de sua mente e consciência (nous, isto seria longuíssimo de explicar aqui) e ou você entrou em contato com o mensageiro (anngelos ou mal'akh) encarregado de sua proteção e educação espiritual (na tradição chamado anjo guardião ou protetor, não cabe aqui também explicar). No mínimo isto é exigido para que você possa coordenar desde um grupo até uma fraternidade.
Você tem a opção de permanecer na mesma instituição e contribuir com ela, isto é trabalhar na mesma instituição e muitas vezes até mesmo local, ou criar outra (grupo de estudo ou pesquisa, fraternidade, confraria, denominação, ordem, etc.). Um de nossos mais conhecidos organizadores no passado fez assim, a segunda opção, e mudou o nome e características da instituição. Por um lado foi ótimo porque depurou, retirando aquilo que havia sido acrescentado e deturpado, mas por outro foi acrescentando elementos e características novas e de outras ordens que participava, criando como uma fusão. Isso com o tempo deturpou novamente a ordem (não sei se da parte dele ou dos sucessores) e mecheu com os fundamentos. Este é que é o grande problema desse tipo de funcionamento, então tem que novamente surgir sempre novos fundadores que restaurem a tradição ao que era, volte aos princípios e conserve os avanços da ciência. Mas isto também é uma grande vantagem, pois a ordem sempre se reorganiza sem depender de pessoas nem de instituições, mas apenas quando se reunem os mesmos princípios os mesmos fundamentos e a mesma metodologia. Ou seja, ela sempre reaparece pura novamente basta que alguém ou algum grupo se reconecte à ordem original. E ela sempre realparece de tempos em tempos, em sua pureza original. Tive que contar isto para explicar esse terceiro elemento, pelo qual eu não deixo essa ordem. Eu também fiz essa mesma escolha. Ela está aqui em minhas mãos, é minha responsabilidade (que eu saiba não existe nenhum outro herdeiro nesse país a não ser de partes ou fragmentos do original).
A primeira ordem que participei, por exemplo, treinavamos aulas e davamos aulas, rigidamente controladas, uma vez, duas vezes por semana, por anos. Mas se alguém quisesse ensinar teria que ainda fazer um curso especial e uma formação fora do país e tudo isso ainda para só repetir o que alguém dizia sem apresentar provas ou evidencia (muitos de nós aliás, não tinha qualquer vivência ou prova do que estava falando e todos não sabiam realmente tudo que ensinvam). Isto é muito ruim. É assim que se criam seitas de fanáticos.
Nós não devemos apresentar doutrina nenhuma, descrição nenhuma que não esteja ao alcance do estudandte. As unicas vezes que falamos sobre isso é quando estamos estudando alguma religião, doutrina, filosofia ou tradição, então obviamente temos que dizer o que elas propõem, o que é que elas dizem, não necessariamente nós dizemos, nem estamos afirmando que aquilo seja uma verdade. Isto é que faz toda diferença.
Ninguém sairia falando por exemplo de Marte ou do Sol, de como é lá, sem poder levar você lá para ver, a não ser quando estamos estudando a ciência acadêmica, então temos que informar a você o que ela diz. Imagine quando falamos de coisas, como descrever planos de existência depois da morte ou como são os anjos ou os devas ou a quinta dimensão de um planeta! Não fazemos essas coisas, não contamos historinhas de seres invisíveis ou e.t.'s, seria ridículo.
Temos um método de trabalho, mas também temos um método de ensino. É como se estivesse estudando um curso de filosofia. Mas há uma diferença aqui, é que se você escolhar estudar alguma a fundo, não acreditamos em doutrinas. A princípio sim, você vai estudar, ler muito, mas o estudo de fato começa quando você se torna um daqueles seguidores, um praticante sincero daquilo está estudando, sua experiência tem que ser tão verdadeira quanto suas horas de leitura. Não se estuda de fora, tem que haver completa imersão, sendo um daqueles particantes sinceros do que você quer estudar (os mais velhos podem ter uma idéia lembrando do seriado A Ilha da Fantasia para os práticos e graduandos ou do Túnel do Tempo, para os estudantes, vocentem que viver aquilo, ou pelo mesmo ver, assistir aquilo), seu orientador não conta a você como é, ele só vai guiá-lo como mais experiente (como um Virgílio, na Divina Comédia). Essa é a difereça. Por todas essas características desse método, considero esssa a única ordem que conheço verdadeira e eficaz no que se propõe.
Então, aconteceu comigo que a princípio eu quis voltar para a ordem que me introduziu nessa comunicação, nesse contato, do meu primeiro professor de verdade. Mas temia suas exigências, e fui informado que naquele tempo sua organização já havia se degenerado, fiquei triste, e fui verificar o que era, demorei a perceber, mas quando li novas edições dos livros achei e mesmo os da época. Achei muitos erros nos livros (hoje não sei se de tradução, pois não sei a língua original em que foram escritos, tudo que pude ver foram traduções para o inglês, espanhol e novas para o português) e depois vi claramente nos sites, palestras em vídeos e aulas. Misturaram muita coisa de fora da ordem e até errada.
E hoje todos estão dando também palestas públicas para quem se interesse em inciar, vi professores conhecidos e não achei meu profesor principal, meu instrutor pessoal. Ou ele morreu ou como suspeitava saiu da organização, que ele parecia naquela época já estar muito além dela inclusive. E embora ele não me dissesse onde ela tinha faltas, de alguma forma me mostrava que haviam lacunas que eu teria que preencher, e coisas que eu não deveria levar tanto em consideração. Misturaram estudos de outros, de outras ordens, distorceram muita coisa.
Então entrei nesta outra ordem que contei do fundador nessa ocasião e quando me conectei novamente à ordem original saí dela, pois nela havia também muita mistura, com todo respeito a ambas as instituições, pois ainda assim é justamente devido a essa mistura que ainda atraem pessoas e algumas conseguem a comunicação (lembrando que esta é uma visão científica, não estou fazendo qualquer julgamento do aspecto da "doutrina" em sua eficácia ou veraticidade, a não ser dizendo que foi modificada em uma e levemente distorcida na outra ao ponto de ambas discordarem em alguns fundamentos originais). Creio que estudar outras doutrinas de outros jamais deveria implicar em alterar os próprios princípios e fundamentos ou acoplá-los aos próprios. Mas ambas fizeram isso.
Então preferi a segunda via, fundar minha propria faraternidade fiel à ordem original (que ainda segue em outros países e mesmo aqui em parte, de forma incompleta). Ademais essa segunda também tinha uma tradição, a qual também recebi, confesso, que hoje não é mais compatível nem com essa ordem, nem com minha religião. Só que eles por alguma razão a colocaram acima das outras (inclusive da tradição original pela qual a ordem foi fundada) e ainda recebeu uma, a qual eu também participava por fora, em outra ordem ainda, que embora colocada sob a primeira era ainda de enorme influência (principalmente fora do Brasil!). Acontece que essa tradição em muitos pontos contradiz a primeira, e ao deixá-la, também tinha que deixar a ordem pois é incompatível com meus objetivos e com os objetivos da prdem original.
Concluido, esses erros mitológicos e descuidos eram generalizados também na maioria das ordens que passei. Nesta não. Aqui trabalhamos métodos, as vias são de conhecimento, não são doutrina, obrigação, princípios, nem tomam o lugar dos fundamentos da escola. Os princípios e fundamentos da escola continuam na tradição há centenas de anos, inalterados. Não se misturam com o que é objeto de pesquisa.
Por essa primeira parte da resposta creio que está de bom tamanho esses três motivos pelos quais permaneço nessa ordem e como ela funciona. Nos próximos entrarei em mais alguns detalhes disso e em outras razões.
Se você quer saber quais foram essas doutrinas erradas ou impostas que presenciei ou essas ordens que eu passei escreva um e-mail e podemos estabecer contatos por algum meio.
frateriliv@gmail.com
terça-feira, 16 de junho de 2020
As cinco vias eficazes 6 - Via Logikae
3. Via Logikae
Outra é a via da razão, chamada via filosófica ou da lógica por outros, ou lógico-matemática. Esta via busca alcançar a verdade através de reflexões racionais, lógicas, embasada nos dados colhidos na experiência, no que é recebido através dos sentidos, mas não sendo isto o determinante e sim as conclusões a que se chega através de análises, relações, comparações, processamentos lógico-racionais. Mas também é predominantemente a via da abstração, por isso não apenas parte de dados colhidos, mas muitas vezes parte já de abstrações, assim também o faz de forma matemática, partindo de números, teoremas, funções, figuras geométricas, equações, cálculos, etc..
Nós chamamos essa via de racional ou lógica, mas tradicionalmente ela é chamada filosófica, pois não se retringe à lógica, à razão, ou à matemática, ou simplesmente às relações das mesmas, ela engloba todo tipo de coleta de informação, incluindo a empírica, a abstrata, a científica, a religiosa, a epistemológica, etc.. E elaborando seu edifício através do pensamento, sobre essa base racional, cria aquela sabedoria que podemos chamar de sistemática ou sistematizada, que define, examina e reexamina os conceitos, que definiu inclusive o que é ciência. Por esse mesmo lado podemos ainda falar que é uma disciplina espiritual visto que o intelecto é a ferramenta e o que é transformado, o receptáculo de toda a transformação e o depósito da sabedoria, e o intelecto é eminentemente espiritual, consciencial.
Quando estamos falando de espiritualidade, estamos, acima de tudo, nos referindo à consciência e nesta ao intelecto; pois não se trata do "coração" humano que é traicoeiro e sugeito aos gostos e desgostos, sugestinamentos, condicionamentos, desgostos e paixões, nem da alma (psique) que é a mente, os fenômenos, conteúdos, e funções mentais, mas sim daquele que é neutro (imparcial à opinião, gosto, cultura, etc.) em relação ao real: nele uma informação só pode estar presente ou não estar presente, se presente, ser aceita ou não aceita (posta em dúvida) por questão lógica, ser compreendida ou não, ser tida como comprovada ou refutada, ser duvidosa, ser tida como verdadeira ou falsa, após rigoroso e metódico exame. É o campo da análise. A intuição aqui só encontra duas opções, ou sim ou não, presença pu ausência, verdade ou falsidade, porque é único campo da consciência humana onde algo se pode provar completa e imediatamente, o intelecto, e invariavelmente através da lógica ou da matemática.
Quando falamos de expandir consciência de que estamos falando, senão de algo espiritual? E expansão de consciência é e passa fundamentalmente por expansão intelectual. A aquisição de compreensão lógica, linguística, e a percepção de relações e significados é trabalho do intelecto, é tomar consciência, e isto é também expansão de consciência. Não existe evolução da consciência, ela não pode evoluir, ela é o que é, como um espelho não evoluir por passarem mais imagens ou conhecimentos diante dele. Quando se fala de despertar, de expansão da consciência se está falando de lucidez e atenção e de trazer à consciência aquilo que está no inconsciente e aquilo que a consciência ainda não alcançou. É isso que temos que ter em mente.
E muitos desses conscientizados a serem adquiridos dependem ou só podem ser alcançados pelo intelecto e pela operação da lógica e da razão. Assim como se aprende matemática e se treina o raciocínio e a habilidade através de vários exercícios e respeondendo problemas, todas as demais habilidades do intelecto podem ser treinadas e expandidas. Essa é a real expansão da consciência. E por essa expansão novas capacidades podem ser descobertas, aprendidas e adiquiridas. O quanto menos formos místicos ou míticos nesse aspecto, menos tempo perderemos, mais realistas e próximos desse desenvolvimento estaremos (diferente dos que falam de magia, mediunidade, ocultismo, etc., coisas que só atrasam o desenvolvimento e a humanidade e levam à maiores ilusoes ao contrario de despertar).
A via filosófica analisa e trabalha todas as informações, as relaciona e pode gerar ou criar novas descorbertas nessa relação e análise, ela também examina as conclusões das outras vias através de seus métodos (assim como a ciência também o faz através de seus métodos). Não que as outras vias não façam também isso, mas que nesta via esse exame é o mais predominate, pois ela coleta questões e também gera questões sobres todos os conheciementos. Aqui predomina o elemento nous, além de ser o receptor das descobertas, epistemologicamente a consciência é a ferramenta e é ela que possui as leis e propriedades da lógica e da matemática em si mesma. A razão e o universo não as criam nem determinam, pelo contrário, a razão as descobre e o universo as obedece.
A razão existe devido a lógica (e não o contrário como entendem certos discípulos de alguns filósofos) e não existem duas lógicas, só uma. A razão raciocina, reconhece, descobre a lógica. E a lógica existe devido à matemática, aliás, o inverso também é verdadeiro. E estes são os dois primeiros retroalimentadores primários (e não mente e matéria como afirma outro, nem consciência e sensações e assim por diante (como eu mesmo defendi erroneamente em trabalhos anteriores na graduação)). Sim, as primeiras molas são abstratas, e tem que ser assim, porque são eternas, independentes, incondicionadas e imutáveis.
Mas podemos agora aqui, num texto que não tem esse objetivo, avançar mais um pouco, deixando aqui protegido, porém claro para os atenciosos e estudiosos, um princípio geral que também usamos para comprovar nossas conclusões, teses e teorias. A razão existe devido à logico-matemática, e esta existe devido a que? Ora, à consciência. É o que demonstram nossos experimentos, teses, cálculos, etc.. E eu pergunto apenas para efeito de exercício de raciocínio que pode ser feito pelo leitor: se não houver consciência onde pode existir lógica, matemática e qualquer outra abstração, seja ela exata como os números e a matemática ou seja ela "subjetiva" como significados, objetos, formas, cores, etc.? Pode existir lógica sem consciência? Como poderiam existir sem consciência? E como o universo segue uma precisão lógica? Ou seria porque há uma consciência que precede e suporta a existência do universo? Pense nisso.
Mas também existe a limitação da senda, mesmo que não pudessemos errar em nossos raciocínios, descobririamos tudo? E mesmo que descobrissemos tudo como é de fato, isto nos libertaria? Que relação há entre conhecer todas as verdades dentro da lógica e nos libertarmos desse estado presente de vida na matéria perecível? Nenhuma! É uma fantasia neo-gnóstica. Se colocassemos aqui em pé de igualdade grandes propositores dessa via como, eminentementes filósofos, Pitágoras, Parmenedis, Heráclito, Platão e Aristóteles (mesmo sendo às vezes Aristóteles mais justamente relacionado a empiria e à ciência e Pitágoras à matemática) podemos pergunatá-los sobre provas ou o tipo de garantia que oferecem sobre o conhecimento pleno da verdade, a salvação e transformação profunda que seus métodos poderiam gerar em cada pessoa e não encontraríamos uma resposta satisfatória a questão da salvação da morte, da existência limitada na matéria. Porque talvez, ou quase com toda certeza, estes não eram seus objetivos. Usar a filosofia, ou a especulação lógica pura ou matemática pura seria como usar uma ferramenta que foi elabaroda para uma função em outra função que não pode efetuar completamente, senão atuar como auxiliar.
Assim apesar de, como via de conhecimento e maneira de conhecer, ser uma via completa e bastante válida, para levar ao pleno conhecimento da verdade, à libertação dessa condição humana terrena, ou seja, à salvação, e à transfiguração humana, ou seja, à purificação, à transformação ou a volta a natureza original, ela é insuficiente.
Precisariamos conhecer uma verdade certa que nos levaria a libertação e como esta não é apontada pela simples lógica, muito pelo contrário, aparentemente ela é paradoxal, chegamos novamente num beco sem saida. Mas novamente no ápice do desenvolvimento e completude da lógica, depois de ter colhido todas as informações necessárias (empíricas, científicas, etc.) ela apontará para a via central como último e único recurso (nem que seja, para o menos preparado, por anulação das alternativas erradas).
Outra é a via da razão, chamada via filosófica ou da lógica por outros, ou lógico-matemática. Esta via busca alcançar a verdade através de reflexões racionais, lógicas, embasada nos dados colhidos na experiência, no que é recebido através dos sentidos, mas não sendo isto o determinante e sim as conclusões a que se chega através de análises, relações, comparações, processamentos lógico-racionais. Mas também é predominantemente a via da abstração, por isso não apenas parte de dados colhidos, mas muitas vezes parte já de abstrações, assim também o faz de forma matemática, partindo de números, teoremas, funções, figuras geométricas, equações, cálculos, etc..
Nós chamamos essa via de racional ou lógica, mas tradicionalmente ela é chamada filosófica, pois não se retringe à lógica, à razão, ou à matemática, ou simplesmente às relações das mesmas, ela engloba todo tipo de coleta de informação, incluindo a empírica, a abstrata, a científica, a religiosa, a epistemológica, etc.. E elaborando seu edifício através do pensamento, sobre essa base racional, cria aquela sabedoria que podemos chamar de sistemática ou sistematizada, que define, examina e reexamina os conceitos, que definiu inclusive o que é ciência. Por esse mesmo lado podemos ainda falar que é uma disciplina espiritual visto que o intelecto é a ferramenta e o que é transformado, o receptáculo de toda a transformação e o depósito da sabedoria, e o intelecto é eminentemente espiritual, consciencial.
Quando estamos falando de espiritualidade, estamos, acima de tudo, nos referindo à consciência e nesta ao intelecto; pois não se trata do "coração" humano que é traicoeiro e sugeito aos gostos e desgostos, sugestinamentos, condicionamentos, desgostos e paixões, nem da alma (psique) que é a mente, os fenômenos, conteúdos, e funções mentais, mas sim daquele que é neutro (imparcial à opinião, gosto, cultura, etc.) em relação ao real: nele uma informação só pode estar presente ou não estar presente, se presente, ser aceita ou não aceita (posta em dúvida) por questão lógica, ser compreendida ou não, ser tida como comprovada ou refutada, ser duvidosa, ser tida como verdadeira ou falsa, após rigoroso e metódico exame. É o campo da análise. A intuição aqui só encontra duas opções, ou sim ou não, presença pu ausência, verdade ou falsidade, porque é único campo da consciência humana onde algo se pode provar completa e imediatamente, o intelecto, e invariavelmente através da lógica ou da matemática.
Quando falamos de expandir consciência de que estamos falando, senão de algo espiritual? E expansão de consciência é e passa fundamentalmente por expansão intelectual. A aquisição de compreensão lógica, linguística, e a percepção de relações e significados é trabalho do intelecto, é tomar consciência, e isto é também expansão de consciência. Não existe evolução da consciência, ela não pode evoluir, ela é o que é, como um espelho não evoluir por passarem mais imagens ou conhecimentos diante dele. Quando se fala de despertar, de expansão da consciência se está falando de lucidez e atenção e de trazer à consciência aquilo que está no inconsciente e aquilo que a consciência ainda não alcançou. É isso que temos que ter em mente.
E muitos desses conscientizados a serem adquiridos dependem ou só podem ser alcançados pelo intelecto e pela operação da lógica e da razão. Assim como se aprende matemática e se treina o raciocínio e a habilidade através de vários exercícios e respeondendo problemas, todas as demais habilidades do intelecto podem ser treinadas e expandidas. Essa é a real expansão da consciência. E por essa expansão novas capacidades podem ser descobertas, aprendidas e adiquiridas. O quanto menos formos místicos ou míticos nesse aspecto, menos tempo perderemos, mais realistas e próximos desse desenvolvimento estaremos (diferente dos que falam de magia, mediunidade, ocultismo, etc., coisas que só atrasam o desenvolvimento e a humanidade e levam à maiores ilusoes ao contrario de despertar).
A via filosófica analisa e trabalha todas as informações, as relaciona e pode gerar ou criar novas descorbertas nessa relação e análise, ela também examina as conclusões das outras vias através de seus métodos (assim como a ciência também o faz através de seus métodos). Não que as outras vias não façam também isso, mas que nesta via esse exame é o mais predominate, pois ela coleta questões e também gera questões sobres todos os conheciementos. Aqui predomina o elemento nous, além de ser o receptor das descobertas, epistemologicamente a consciência é a ferramenta e é ela que possui as leis e propriedades da lógica e da matemática em si mesma. A razão e o universo não as criam nem determinam, pelo contrário, a razão as descobre e o universo as obedece.
A razão existe devido a lógica (e não o contrário como entendem certos discípulos de alguns filósofos) e não existem duas lógicas, só uma. A razão raciocina, reconhece, descobre a lógica. E a lógica existe devido à matemática, aliás, o inverso também é verdadeiro. E estes são os dois primeiros retroalimentadores primários (e não mente e matéria como afirma outro, nem consciência e sensações e assim por diante (como eu mesmo defendi erroneamente em trabalhos anteriores na graduação)). Sim, as primeiras molas são abstratas, e tem que ser assim, porque são eternas, independentes, incondicionadas e imutáveis.
Mas podemos agora aqui, num texto que não tem esse objetivo, avançar mais um pouco, deixando aqui protegido, porém claro para os atenciosos e estudiosos, um princípio geral que também usamos para comprovar nossas conclusões, teses e teorias. A razão existe devido à logico-matemática, e esta existe devido a que? Ora, à consciência. É o que demonstram nossos experimentos, teses, cálculos, etc.. E eu pergunto apenas para efeito de exercício de raciocínio que pode ser feito pelo leitor: se não houver consciência onde pode existir lógica, matemática e qualquer outra abstração, seja ela exata como os números e a matemática ou seja ela "subjetiva" como significados, objetos, formas, cores, etc.? Pode existir lógica sem consciência? Como poderiam existir sem consciência? E como o universo segue uma precisão lógica? Ou seria porque há uma consciência que precede e suporta a existência do universo? Pense nisso.
Mas também existe a limitação da senda, mesmo que não pudessemos errar em nossos raciocínios, descobririamos tudo? E mesmo que descobrissemos tudo como é de fato, isto nos libertaria? Que relação há entre conhecer todas as verdades dentro da lógica e nos libertarmos desse estado presente de vida na matéria perecível? Nenhuma! É uma fantasia neo-gnóstica. Se colocassemos aqui em pé de igualdade grandes propositores dessa via como, eminentementes filósofos, Pitágoras, Parmenedis, Heráclito, Platão e Aristóteles (mesmo sendo às vezes Aristóteles mais justamente relacionado a empiria e à ciência e Pitágoras à matemática) podemos pergunatá-los sobre provas ou o tipo de garantia que oferecem sobre o conhecimento pleno da verdade, a salvação e transformação profunda que seus métodos poderiam gerar em cada pessoa e não encontraríamos uma resposta satisfatória a questão da salvação da morte, da existência limitada na matéria. Porque talvez, ou quase com toda certeza, estes não eram seus objetivos. Usar a filosofia, ou a especulação lógica pura ou matemática pura seria como usar uma ferramenta que foi elabaroda para uma função em outra função que não pode efetuar completamente, senão atuar como auxiliar.
Assim apesar de, como via de conhecimento e maneira de conhecer, ser uma via completa e bastante válida, para levar ao pleno conhecimento da verdade, à libertação dessa condição humana terrena, ou seja, à salvação, e à transfiguração humana, ou seja, à purificação, à transformação ou a volta a natureza original, ela é insuficiente.
Precisariamos conhecer uma verdade certa que nos levaria a libertação e como esta não é apontada pela simples lógica, muito pelo contrário, aparentemente ela é paradoxal, chegamos novamente num beco sem saida. Mas novamente no ápice do desenvolvimento e completude da lógica, depois de ter colhido todas as informações necessárias (empíricas, científicas, etc.) ela apontará para a via central como último e único recurso (nem que seja, para o menos preparado, por anulação das alternativas erradas).
segunda-feira, 15 de junho de 2020
Os três principais objetivos...
Os principais objetivos ao longo do caminho não podem ser esquecidos. Muitos seguem mais seus objetivos anteriores, o que os faz se perder dos aqui adquiridos, ou pior, muitos ficam fora todo tempo porque seus objetivos pessoais, que eles ganham aqui um modo de realizar, não permitem que eles encontrem o real motivo pelo qual estão aqui, a razão de suas vidas...
Por isso nossa ordem presa por sempre repetir e lembrar de várias formas os principais objetivos de cada etapa, de cada nível da graduação.
O primeiro é despertar. A consciência não pode evoluir, mudar, aprender. A consciência é completa em si mesma já, o que ela precisa é despertar, expandir: a consciência precisa se descobrir. Isto é despertar. É ver ela mesma cada vez mais por inteiro, ver que ela é infinita, que nela cabe tudo, mas nem tudo lha convém. Despertar é conhecer a própria consciência é estar consciente da consciência e de tudo que nela há. Expandir é conhecer a realidade, mais e mais e isto também é infinito, pois a realidade em todas as suas dimensões também é infinita, eterna e se desenrola eternamente. A consciência precisa despertar, se descobrir, sim, porque ela está encoberta, ela já é o que e mais quase toda ela está encoberta por objetos que a obstacularizam e por ilusões. Despertar é removendo esses obstáculos e ilusões e vendo o que ela realmente é. Expandir é ver o que ha nela e tudo que ela pode ver, é conhecer a realidade como realmente é, objeto da consciência e o que há nela. Isto é muito difícil. Por isso existe uma fraternidade e existem tantos métodos que devem ser usados. Ninguém consegue sozinho, porque ninguém é sozinho, aliás ser um ser separado dos outros também é uma ilusão, uma das maiores. Somos seres de um mesmo ser. Ser é ser com. Todos pensam que estão acordados e despertos, e essa é a maior ilusão de todas, enquanto você não notar que está sonhando, que não está desperto, que sua consciência é mínima, que seu estado habitual é de distração, sonho e quase alucinação como nos sonhos noturnos, você não fará nada para mudar esse quadro, você está conformado com seu mundo dos sonhos, com sua própria prisão. Mas quando você experimentar um pouco mais de lucidez, ou a consciência além da forma e dos objetos, ou a realidade do seu estado prisioneiro, você vai querer acordar, vai ver que o sonho é pesadelo, uma prisão e vai começar a querer viver desperto ou pelo menos atento, consciente da consciência, pois de qualquer forma você ainda habitará nessa dimensão da consciência. Aí é que entra a etapa do segundo nível...
Em segundo lugar você precisa descobrir o que está fazendo aqui, porque você está aqui. Por que você está aqui, nesse mundo, nessa vida, nesse tempo? Você acredita no acaso? Não seria essa uma crença estúpida, aqui onde você vê que tudo vem de causas e condições? Descobrir porque está aqui, o que está fazendo aqui e o que precisa fazer aqui é a coisa mais importante da sua vida. Ninguém esta aqui por acaso. Existe uma razão para você estar aqui, uma causa, condições forama necessárias, mas existe também um propósito, objetivos, necessidades. Descobrir a razão pela qual você está aqui pode ajudar, é muito importante. Mas descobrir qual o propósito é mais importante ainda. Você nunca se perguntou, por que estou aqui? Pois bem, há um porque. Existe uma razão e um propósito para isso. Esse propósito é seu, é seu objetivo profundo, é seu objetivo, seu querer, sua verdadeira vontade, isto é aquilo pelo que a pessoa verdadeiramente vai se sentir realizado feliz, pelo, é seu, lá no amago você vai encontrar. Você nao sabe isso ou pensa que sabe. Quando você descobrir que não sabe ou descobrir o que realmente é, você verá como é uma questão muito abrangente, muito profunda, muito mais impactante do que essa vida aqui e tudo que há nela como objetivos. É algo que tem muito mais a ver com eternidade do que com esse mundo impermanente. Na verdade essa questão ainda é a mais imediata, mas ela pode ser bem mais profunda ainda, ir muito mais longe, pois você vai descobrir não apenas que essa estada aqui tem uma razão, uma causa e um propósito, mas também que existe uma razão para você existir e também existe um propósito para sua existência. Um propósito que precisa ser alcançado. É a meta pela qual você estará liberado das limitações ao atingir, liberado dessa prisão e poderá conhecer seu verdadeiro lugar, sua origem e sua verdadeira realidade, eterna. Se você já sentiu saudade de algo inexplicável, uma outra realidade ou um verdadeiro lar, deve já ter uma idéia do que estou falando. Mas alcançar isso é também muito dificil, por isso existe a fraternidade e por isso você precisa se comunicar com os planos mais elevados de existência, até poder penetrá-los, e tambem aprender a ouvir a instrução das partes mais elevadas do seu ser, e ouvir principalmente seu anjo guardião com plena clareza e certeza, que é o que não esqueceu de seu propósito e de toda experiência pela qual você precisa passar, e pode, bem melhor do que qualquer um de nós, ensinar o melhor caminho especificamente para você. E isto tudo tem a ver com a realização que você terá que alcançar no próxima nível, a próxima etapa a ser galgada...
O terceiro é a iluminação. Temos já apresentado em duas perspectivas o que é iluminação para nós. Mas é preciso saber que há outra, uma terceira. Iluminação tem primeiro um apecto que deve ser completado aqui com o que dispomos aqui e daqui, desse mundo, esse aspecto é o esclarecimento. O primeiro passo é fazer o que você está fazendo agora, adquirir conhecimento, esclarecimento, que vai levar ao discernimento, entendimento e compreensão, e ao final vai compor um campo de saber próprio, a sabedoria. Mas para isso é preciso ir além do que podemos e do que almejamos, é preciso ir além de nossas capacidades. Por isso o processo de iluminação começa antes mesmo do primeiro, com o estudo e prática no estágio preparatório, onde a pessoa está ainda decidindo, conhecendo, nosso trabalho. Depois se aprofunda, no primeiro pela ampliação da consciência, através da expansão do esclarecimento, do conhecimento, do entendimento, da compreensão, da inteligência, das capacidades de aprendizado, de leitura, de observação, de experiências, adiquire gradativamente a capacidade de ler a realidade (que a tradição chama de Librum Naturae)... Depois no segundo nível isto continua e o conhecimento mais interno começa, é adicionado mais dez vezes dessas capacidades; começa o conhecimento das partes internas da mente, da consciência, do ser, das outras realidades, dos outros planos, do anjo guardião, da relação de tudo com tudo, da relação de afeto, atração, amor; se você pensa que ama bem não chega aqui, aqui vai aprender a amar incondicionalmente, vai sentir a dor dos seres e a alegria dos seres, a prisão, as ligações, o amor divino... Depois o ideal é a dupla habitação, ou seja, a habilidade de à vontade estar nas dimensões elevadas possíveis de forma consciente e sem perder a memória do que lá acontece (já que essa memória não vai necessariamente para o cérebro), mas isso é muito dificil, sempre foi, e hoje é mais ainda (as pessoas que aparentemente esbanjam essa capacidade na verdade vão para planos projetivos, do plano do desejo, plano da esfera refletora, não plano de realidade); então embora nao deva deixar de haver experiências reais assim temos como mais comum ou primeiro o que é chamado de segundo nível de iluminação, que a tradição chama de inspiração, que é receber luz divina, isto é, quando o Eterno se revela claramente para nós de acordo com sua vontade, não a nossa, em sua misericórdia e amor, não por nosso merecimento. Isto é ouvir o Ser Supremo, ser o que a tradição chama de um Iluminado de Deus. Aquele humildemente escuta o Espírito Santo de Deus. E é levado onde for necessário que veja, que experiencie, que haja, etc.. Porque isto é muito difícil, por si mesmo, muito do que se vive aqui é impossível, só através de um poder muito superior a nós, de um poder supremo, do poder do Todo Poderoso, isto é possível e tudo que se realiza nesta fase. E aí que pode até acontecer ainda nesta vida o que você já conhece como segundo aspecto da iluminação (na verdade agora o terceiro) que é o pleno conhecimento da verdade e a libertação do condicionado, o livre trânsito nos palnos de realidade que agora são vistos como um plano só, inteiro, completo, pleno, realizado (na eternidade). Isto é o que muitos já disseram que está além das palavras e de toda nossa compreensão atual, que só pode ser compreendido ao ser, ao pertencer a este estado. É o que se chama retorno à pátria espiritual, ao lar, a verdadeira natureza, ao estado original, à pureza original, o céu; é o que se chama reintegração dos seres. Esse último estágio pode acontecer ainda aqui, mas é muito difícil, normalmente acontece mais de se realizar nos planos superiores...
Em suma temos esses três estágios ou níveis que trabalhamos grau a grau (do 0°, exterior, fora, ao 10°, mais graduado, e deste ao 12° (se pudesse haver um 11°, seria então o 12°), que é fora de todas as prisões). Três níveis, primeiro, segundo e terceiro; dois aspectos no primeiro, da consciência, despertar e expandir; dois aspectos no segundo, da vontade, descobrir a razão e o propósito; e três aspectos no terceiro do amor, conhecimento direto, iluminado de Deus, e libertação plena. Três níveis, sete aspectos. Três vezes iluminação...
Frater I.L.I.V.
Entre em contado para estudos, inscrição ou informação: frateriliv@gmail.com
Por isso nossa ordem presa por sempre repetir e lembrar de várias formas os principais objetivos de cada etapa, de cada nível da graduação.
O primeiro é despertar. A consciência não pode evoluir, mudar, aprender. A consciência é completa em si mesma já, o que ela precisa é despertar, expandir: a consciência precisa se descobrir. Isto é despertar. É ver ela mesma cada vez mais por inteiro, ver que ela é infinita, que nela cabe tudo, mas nem tudo lha convém. Despertar é conhecer a própria consciência é estar consciente da consciência e de tudo que nela há. Expandir é conhecer a realidade, mais e mais e isto também é infinito, pois a realidade em todas as suas dimensões também é infinita, eterna e se desenrola eternamente. A consciência precisa despertar, se descobrir, sim, porque ela está encoberta, ela já é o que e mais quase toda ela está encoberta por objetos que a obstacularizam e por ilusões. Despertar é removendo esses obstáculos e ilusões e vendo o que ela realmente é. Expandir é ver o que ha nela e tudo que ela pode ver, é conhecer a realidade como realmente é, objeto da consciência e o que há nela. Isto é muito difícil. Por isso existe uma fraternidade e existem tantos métodos que devem ser usados. Ninguém consegue sozinho, porque ninguém é sozinho, aliás ser um ser separado dos outros também é uma ilusão, uma das maiores. Somos seres de um mesmo ser. Ser é ser com. Todos pensam que estão acordados e despertos, e essa é a maior ilusão de todas, enquanto você não notar que está sonhando, que não está desperto, que sua consciência é mínima, que seu estado habitual é de distração, sonho e quase alucinação como nos sonhos noturnos, você não fará nada para mudar esse quadro, você está conformado com seu mundo dos sonhos, com sua própria prisão. Mas quando você experimentar um pouco mais de lucidez, ou a consciência além da forma e dos objetos, ou a realidade do seu estado prisioneiro, você vai querer acordar, vai ver que o sonho é pesadelo, uma prisão e vai começar a querer viver desperto ou pelo menos atento, consciente da consciência, pois de qualquer forma você ainda habitará nessa dimensão da consciência. Aí é que entra a etapa do segundo nível...
Em segundo lugar você precisa descobrir o que está fazendo aqui, porque você está aqui. Por que você está aqui, nesse mundo, nessa vida, nesse tempo? Você acredita no acaso? Não seria essa uma crença estúpida, aqui onde você vê que tudo vem de causas e condições? Descobrir porque está aqui, o que está fazendo aqui e o que precisa fazer aqui é a coisa mais importante da sua vida. Ninguém esta aqui por acaso. Existe uma razão para você estar aqui, uma causa, condições forama necessárias, mas existe também um propósito, objetivos, necessidades. Descobrir a razão pela qual você está aqui pode ajudar, é muito importante. Mas descobrir qual o propósito é mais importante ainda. Você nunca se perguntou, por que estou aqui? Pois bem, há um porque. Existe uma razão e um propósito para isso. Esse propósito é seu, é seu objetivo profundo, é seu objetivo, seu querer, sua verdadeira vontade, isto é aquilo pelo que a pessoa verdadeiramente vai se sentir realizado feliz, pelo, é seu, lá no amago você vai encontrar. Você nao sabe isso ou pensa que sabe. Quando você descobrir que não sabe ou descobrir o que realmente é, você verá como é uma questão muito abrangente, muito profunda, muito mais impactante do que essa vida aqui e tudo que há nela como objetivos. É algo que tem muito mais a ver com eternidade do que com esse mundo impermanente. Na verdade essa questão ainda é a mais imediata, mas ela pode ser bem mais profunda ainda, ir muito mais longe, pois você vai descobrir não apenas que essa estada aqui tem uma razão, uma causa e um propósito, mas também que existe uma razão para você existir e também existe um propósito para sua existência. Um propósito que precisa ser alcançado. É a meta pela qual você estará liberado das limitações ao atingir, liberado dessa prisão e poderá conhecer seu verdadeiro lugar, sua origem e sua verdadeira realidade, eterna. Se você já sentiu saudade de algo inexplicável, uma outra realidade ou um verdadeiro lar, deve já ter uma idéia do que estou falando. Mas alcançar isso é também muito dificil, por isso existe a fraternidade e por isso você precisa se comunicar com os planos mais elevados de existência, até poder penetrá-los, e tambem aprender a ouvir a instrução das partes mais elevadas do seu ser, e ouvir principalmente seu anjo guardião com plena clareza e certeza, que é o que não esqueceu de seu propósito e de toda experiência pela qual você precisa passar, e pode, bem melhor do que qualquer um de nós, ensinar o melhor caminho especificamente para você. E isto tudo tem a ver com a realização que você terá que alcançar no próxima nível, a próxima etapa a ser galgada...
O terceiro é a iluminação. Temos já apresentado em duas perspectivas o que é iluminação para nós. Mas é preciso saber que há outra, uma terceira. Iluminação tem primeiro um apecto que deve ser completado aqui com o que dispomos aqui e daqui, desse mundo, esse aspecto é o esclarecimento. O primeiro passo é fazer o que você está fazendo agora, adquirir conhecimento, esclarecimento, que vai levar ao discernimento, entendimento e compreensão, e ao final vai compor um campo de saber próprio, a sabedoria. Mas para isso é preciso ir além do que podemos e do que almejamos, é preciso ir além de nossas capacidades. Por isso o processo de iluminação começa antes mesmo do primeiro, com o estudo e prática no estágio preparatório, onde a pessoa está ainda decidindo, conhecendo, nosso trabalho. Depois se aprofunda, no primeiro pela ampliação da consciência, através da expansão do esclarecimento, do conhecimento, do entendimento, da compreensão, da inteligência, das capacidades de aprendizado, de leitura, de observação, de experiências, adiquire gradativamente a capacidade de ler a realidade (que a tradição chama de Librum Naturae)... Depois no segundo nível isto continua e o conhecimento mais interno começa, é adicionado mais dez vezes dessas capacidades; começa o conhecimento das partes internas da mente, da consciência, do ser, das outras realidades, dos outros planos, do anjo guardião, da relação de tudo com tudo, da relação de afeto, atração, amor; se você pensa que ama bem não chega aqui, aqui vai aprender a amar incondicionalmente, vai sentir a dor dos seres e a alegria dos seres, a prisão, as ligações, o amor divino... Depois o ideal é a dupla habitação, ou seja, a habilidade de à vontade estar nas dimensões elevadas possíveis de forma consciente e sem perder a memória do que lá acontece (já que essa memória não vai necessariamente para o cérebro), mas isso é muito dificil, sempre foi, e hoje é mais ainda (as pessoas que aparentemente esbanjam essa capacidade na verdade vão para planos projetivos, do plano do desejo, plano da esfera refletora, não plano de realidade); então embora nao deva deixar de haver experiências reais assim temos como mais comum ou primeiro o que é chamado de segundo nível de iluminação, que a tradição chama de inspiração, que é receber luz divina, isto é, quando o Eterno se revela claramente para nós de acordo com sua vontade, não a nossa, em sua misericórdia e amor, não por nosso merecimento. Isto é ouvir o Ser Supremo, ser o que a tradição chama de um Iluminado de Deus. Aquele humildemente escuta o Espírito Santo de Deus. E é levado onde for necessário que veja, que experiencie, que haja, etc.. Porque isto é muito difícil, por si mesmo, muito do que se vive aqui é impossível, só através de um poder muito superior a nós, de um poder supremo, do poder do Todo Poderoso, isto é possível e tudo que se realiza nesta fase. E aí que pode até acontecer ainda nesta vida o que você já conhece como segundo aspecto da iluminação (na verdade agora o terceiro) que é o pleno conhecimento da verdade e a libertação do condicionado, o livre trânsito nos palnos de realidade que agora são vistos como um plano só, inteiro, completo, pleno, realizado (na eternidade). Isto é o que muitos já disseram que está além das palavras e de toda nossa compreensão atual, que só pode ser compreendido ao ser, ao pertencer a este estado. É o que se chama retorno à pátria espiritual, ao lar, a verdadeira natureza, ao estado original, à pureza original, o céu; é o que se chama reintegração dos seres. Esse último estágio pode acontecer ainda aqui, mas é muito difícil, normalmente acontece mais de se realizar nos planos superiores...
Em suma temos esses três estágios ou níveis que trabalhamos grau a grau (do 0°, exterior, fora, ao 10°, mais graduado, e deste ao 12° (se pudesse haver um 11°, seria então o 12°), que é fora de todas as prisões). Três níveis, primeiro, segundo e terceiro; dois aspectos no primeiro, da consciência, despertar e expandir; dois aspectos no segundo, da vontade, descobrir a razão e o propósito; e três aspectos no terceiro do amor, conhecimento direto, iluminado de Deus, e libertação plena. Três níveis, sete aspectos. Três vezes iluminação...
Frater I.L.I.V.
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segunda-feira, 8 de junho de 2020
A Ordem - parte 4
[C] Enquanto regiões ou estados ou níveis de existência, um uso muito comum é se chamar de dimensões, embora não seja uma palavra adequada. Uma palavra tradicional é plano (daí a palavra planeta, uma subdivisão dentro de um mesmo plano), outra é região (que derivou de ser antes chamado locus), e mais modernamente níveis (principalmente a partir da descoberta dos vários tipos ondas e de frequências vibracionais). Mas o fato é que nenhum desses termos sozinho define bem esses estados do existir.
Dentro da ordem existem muitos níveis de existência e dentro de cada nível de existência existem sub-níveis e formas vibracionais diferentes, e existem manifestações da Ordem em alguns desses. Mas não vamos tratar aqui do que não possa ser testemunhado por você imediatamente ou de algo sem comprovação, nem tampouco de descrições de outros mundos ou outras dimensões como fazem muitas ordens sem jamais demonstrar na realidade aquilo que estão descrevendo como ciência, mas que na verdade é apenas matéria de crença. Vamos tratar do observável e aquilo que não é observável (diferentes comprimentos, formas, frequências de ondas e de vibração atômica, por exemplo) com base no que a ciência normal já nos informou.
Para não me alongar ou terminar repetindo o já muito sabido, vamos usar a palavra plano para os diferentes níveis vibratórios (da matéria-energia e do que está além dela, além dessa matéria conhecida e além de toda matéria-energia) onde a consciência humana alcança (é bom frizar 'humana', pois a onisciência abarca tudo, todos os níveis, muito além do que podemos, e mesmo os humanos e outros seres logo a deixarem seus corpos já alcançam aquelas que pareciam inexistentes, mas com incrível lembrança e familiaridade, temos milhares de relatos analisados pela ciência a esse respeito). Não trataremos agora das "substâncias", mas da manifestação perceptível a nós (por exemplo, num sonho, apesar de estarmos num mundo mental temos percepção de matéria, de solidez, etc.), ou seja, de qual plano de existência os fenômenos estão ocorrendo.
Mas quando se usa a palavra dimensão isso gera confusão, pois aqui vivenciamos na matéria quatro dimensões (a quarta não é o que muitos ocultistas dizem ser, é a temporalidade dessas mesmas três conhecidas), mas além das dimensões da matéria já também vivenciamos a quinta e parece que os ocultistas insistem em ignorar esse fato e atrapalhar todos que queiram avancar nesse campo projetando barreiras e mil obstáculos a serem vencidos para ter consciência da quinta dimensão, que supõem ser ou chamam sem saber porque, de astral. Entretanto a quinta dimensão está sendo vivenciada por você agora quando lê esse texto. Ela é a dimensão do pensamento, da imaginação, dos sentimentos, dos desejos, dos planos, etc.. E ela é chamada tradicionalmente de plano do corpo de desejo por vários pesquisadores das ciências antigas. Mas não vamos nos alongar sobre isso, pois dentro dela existem muitos níveis, subplanos, muitos planetas (percebe?...) assim com esta dimensão material tem seus planetas materiais, esta outra tem seus planetas ou regiões e subplanos vibracionais.
A sexta dimensão também está ao seu alcance aqui agora, ela tem sido chamada por muitos de dimensão mental (mas a anterior também não é mental? Isto é apenas uma convenção tradicional). Nela se encontra o entendimento, a compreensão, a razão, a lógica, a análise, etc..
Claramente nenhuma dessas duas descritas podem se enquadrar de forma alguma nas quatro que envolvem a matéria a não ser em semelhanças (de imagens e no discorrer da sucessão de eventos formando um tecido de cenas semelhante ao tempo, à quarta dimensão da matéria-energia, mas mesmo esse "tempo" pode ser bem diferente...).
A sétima dimensão também está ao seu dispor aqui agora, é a dimensão da consciência, esta não é de forma alguma uma função da mente nem está contida nela como imagina a ciência acadêmica, pelo contrário, a mente e todas as outras dimensões estão contidas nessa, dependem dessa para que possam existir. Nesta dimensão se encontram a intuição (gnosi, o conhecer e o reconhecer), a comunhão (o conhecimento profundo, de fato, conhecer íntima e detalhadamente, gnoskousin, em grego) e o discernimento (diákrisis, diferenciar, identificação, ética, moral, conhecimento das relações), isto falando de maneira resumida só para apresentá-las.
Mas agora é que vem a área em que todos esses modos errados de classificação e descrição estão de fato corretos em certos pontos (poucos, mas suficientes para levar a crer nas milhares de explicações superficiais e erradas que apresentam): estas dimensões que estamos vivenciando agora mesmo como que entrelaçadas (e por isso mesmo tendo uma cosciência bem limitada de cada uma delas) não se misturam como parece! Você não pode fazer uma amálgama de matéria e pensamento, nem um pode sentransformar no outro. E mais, esses planos de existência podem ser vivenciadas separadamente (todos vivemos separadamente, por exemplo, todas as noites no mundo do desejo, quando estamos dormindo, quando estamos sonhando).
Você pode vivenciar a dimensão do pensamento pura (onde está o chamado corpo de desejo ou corpo astral), pode vivenciar separadamente também a dimensão mental. E ainda que com certa dificuldade, pode vivenciar em separado a dimensão da consciência pura (por consciência ser o dar-se conta, o notar, o testemunhar é difícil que ela não esteja notando algo pelos sentidos ou que esteja ocorrendo na mente, mas com um pouco de treinamento podemos voltar a consciência sobre si mesma, ou seja, a contemplar a consciência pura, sem os objetos da consciência). Paradoxalmente quase todas as vivências humanas nessa dimensão em sua pureza são inconscientes (e isto explica porque vemos a humanidade como doente; os animais, por exemplo, vivem quase o oposto disso, vivem mais conscientes lá e aqui de forma mais inconsciente, mecânica, por isso mais instintiva e limitada). Isto ocorreu desde a queda da natureza original para esta natureza decadente.
Que essa natureza é caída não é dificil provar, pois tudo (mormente no plano mateiral) está em decadência, deteriorando-se, desorganizando-se naturalmente. Por vermos alguma ordem onde impera a lei física da entropia podemos concluir que "algo" ordena essa desordem imperativa natural. Nós temos um dito, "a Ordem ordena a desordem". Mas provar que há uma Ordem eterna é um pouco mais complexo. Porém é possível ao experienciar os planos da consciência pura, onde não existe sequer o tempo, temporalidade, pior ainda matéria ou energia a ser deteriorada ou transformada ou consumida. Por isso temos que conhecer métodos de experienciar esses planos.
Cada plano deste existe em si mesmo e é subdividido em vários sub-planos. Os planos, chamados regiões, não se misturam pois são de vibrações muito diferentes, porém exercem influências múltiplas uns sobre os outros nas zonas de proximidade vibracional e nas suas margens (como, por exemplo, o corpo interfere na consciência porque tem o plano mental como intermediário, a mente interfere no corpo porque ambos tem margens de vibração mais semelhantes).
Não se deve confundir os planos de natureza mental com os de natureza conscienccial como fazem os ocultistas e espiritualistas (que confundem os planos da alma, da mentes com os do espírito, da consciência) e também da mesma forma nao se deve confundir os planos que se situam na esfera da natureza caída com os da esfera da natureza original, por mais elevados que esse sejam ou que possam parecer. Os planos descritos acima que se situam nessa natureza não passam de sombras e reflexos limitados diante dos planos da natureza original. Todos os esforços de auto-construção auto-salvação, evolução, espiritualização, etc., são em vão se não forem dirigidos corretamente, pois seus resultados são nessa esfera caída, também chamada de esfera refletora, resultando em grande engano.
Exemplos disso podem ser vistos nas religiões, ordens e especialmente nas seitas pseudo científicas. Confundem o que chamam dimensão astral com regiões elevadas ou espirituais; confundem experiências mentais e emocionais com espirituais; confundem o fluxo de consciência momentânea com a consciência pura; outros confundem as regiões dos mortos com as celestiais, e as regiões do plano do desejo com as do plano mental e do espiritual. Espiritual é apenas o que é consciencial e mesmo que tenham certa noção e falem de inferior e superior, ambas ainda no geral são na esfera caída, portanto, de verdadeiramente espiritual, se formos rigorosos, seria apenas o consciencial na esfera original eterna. Na tradição cristã temos o termo hades, região dos mortos, que se divide em região de desgosto (de "pranto e rager de dentes") e região agradável (seio de Abraão, abaixo do trono, etc.), esta última não pode ser confundida com o céu. Céu (heaven em inglês) é um estado definitivo, final, está na esfera da Ordem original. O lago de fogo geralmente é chamado inferno, palavra que nem existe na Bíblia, nela existe geena, hades e sheol, e nenhuma dessas equivale ao que se chama inferno no budismo ou no hinduísmo. A noção de inferno vem da tradição budista, é a região mais baixa onde os maldosos renascem. Na tradição budista temos seis reinos, inferno seria o mais inferior deles onde estão duas classes de seres. Seria como se dividissem nosso esquema do oito em três esferas em vez de duas, duas celestiais, a material contendo os reinos animal e humano e as duas inferiores contendo pretas e assuras.
Hoje misturam todas essas palavras e tradições e rotulam experiências pessoais com esses nomes, como experiências reais vividas nessas regiões, quando na verdade dificilmente saem do plano do corpo de desejo, por mais regiões que alcancem em seus sonhos ou saídas do corpo. E pior, praticamente todas as experiências, práticas e aspirações destes se dirige a regiões que ficam ainda na esfera inferior, caída, esfera refletora, natureza decadente, parte inferior do oito, um ciclo num mundo temporal, insatisfatório, impermanente, egocêntrico. Uns falam falam em evolução e reencarnação como se fosse algo ótimo e libertador, mas por um momento consideremos que isto seja assim, e perguntemos que libertação é essa que volta sempre à mesma prisão, ainda mais esquecido de tudo que aprendeu e de tudo que tem que fazer? Novamente, todo esforço será em vão se leva a permanecer nesse ciclo inferior do oito, é prisão, perdição, alienação, morte, esquecimento. Voce sabe disso! Você está esquecido exatamente agora. Porém nosso objetivo deve ser o retorno ao mundo original, ao lar, à nossa casa, não uma migração para estes outros, e sim uma reintegração à nossa verdadeira natuteza eterna, livre do sofrimento, do esquecimento, da morte, da separação...
A Ordem tem sua própria maneira de se manifestar exatamente dessa forma, em vários niveis, ou dimensões e em sub-níveis ou níveis vibracionais diferentes dentro de uma mesma dimensão. Porém, ela não deixa de atingir o caos, não deixa de atingir esse mundo. Essas dimensões de existir ou de expressão ou de manifestação são também manifestações onde a ordem se expressa... Cada nível destes possui vários sub-níveis vibracionais, portanto, várias "sintonias". E a ordem dentro de cada um desses limites tem suas zonas vibracionais de ondas, com as quais se pode sintonizar, mentalmente e consciencialmente. É como ter partes da ordem original (da parte de cima do oito) aqui na parte caída (a de baixo do oito). Esta sintonia acontece de muitas formas, por exemplo experiências lúcidas, sonhos lúcidos, visões, músicas, sons, conhecimentos, vontades, sensações, percepções, sentimentos, pensamentos, lembranças, etc., em conexão com esses níveis. Mas também podemos aprender maneiras de obtermos mais à vontade esta sintonia e experiencias. E isso ocorre também sistemática e formalmente através de escolas espirituais, religiões, grupos, ordens, etc., em niveis e níveis, para alcançar todos os tipos de pessoas, estejam elas no nível que estiverem.
Porém não é sobre essas últimas que estamos tratando agora (que ja foram tratadas em outro tópico) e sim sobre as primeiras: existem escolas nesses mundos, nesses diferentes níveis, das quais somos frequentadores (uns apenas estudantes delinquentes, é certo, que faltam às aulas e insistem em fazer o contrário do que aprendem nelas, mas não vamos culpá-los, afinal, você tem consciência disso? Eles não.). Então um dos nossos objetivos é tornarmos-nos conscientes e voluntários nesse aprendizado. Conhecermos não apenas essas dimensões, mas principalmente as dimensões de nosso ser. O objetivo a princípio é estar presente conscientemente em todas essas dimensões (inevitavelmente já habitamos todas elas inconscientemente).
Mas para isso precisamos despertar e dicernir essas dimensões aqui agora, a partir dessa plena manifestação e reconhecermos nela o que pertence à ordem original e o que não pertence. Existem milhares de pessoas que não sabem dicernir sequer entre sua propria mente e sua consciência, entre a mente e os fenômenos mentais, entre pensamentos voluntários, conscientes e os pensamentos automáticos, mecânicos, entre desejos instintivos e vontade e objetivos... Quão distantes podem estar do verdadeiro bem, os que não distinguem o "sabor" das vibrações de casa, da ordem original e da consciência desperta, do sabor dos prazeres e alegrias do mundo e das vaidades?! A tristeza por esse estado, a busca pela pátria perdida e pela verdade, o anelo de ajudar os demais perdidos, o esforço para estar consciente e vigilante, a alegria em estar em sintonia com o Supremo Ser ou de servir ao Eterno, são exemplos de atitudes ajudam ou que podem estar sintonizadas com as regiões vibracionais da Ordem. Estamos falando aqui em linguagem científica, mas esteja você como estiver, na linguagem da religião, da filosofia, da arte... se já esteve alguma vez nessa sintonia ou pelo menos já sentiu alguma vez saudade do paraíso, de um lugar que talvez nem sequer consiga imaginar, mas tem verdadeira vontade de estar nele, então sabe do que eu estou falando...
Dentro da ordem existem muitos níveis de existência e dentro de cada nível de existência existem sub-níveis e formas vibracionais diferentes, e existem manifestações da Ordem em alguns desses. Mas não vamos tratar aqui do que não possa ser testemunhado por você imediatamente ou de algo sem comprovação, nem tampouco de descrições de outros mundos ou outras dimensões como fazem muitas ordens sem jamais demonstrar na realidade aquilo que estão descrevendo como ciência, mas que na verdade é apenas matéria de crença. Vamos tratar do observável e aquilo que não é observável (diferentes comprimentos, formas, frequências de ondas e de vibração atômica, por exemplo) com base no que a ciência normal já nos informou.
Para não me alongar ou terminar repetindo o já muito sabido, vamos usar a palavra plano para os diferentes níveis vibratórios (da matéria-energia e do que está além dela, além dessa matéria conhecida e além de toda matéria-energia) onde a consciência humana alcança (é bom frizar 'humana', pois a onisciência abarca tudo, todos os níveis, muito além do que podemos, e mesmo os humanos e outros seres logo a deixarem seus corpos já alcançam aquelas que pareciam inexistentes, mas com incrível lembrança e familiaridade, temos milhares de relatos analisados pela ciência a esse respeito). Não trataremos agora das "substâncias", mas da manifestação perceptível a nós (por exemplo, num sonho, apesar de estarmos num mundo mental temos percepção de matéria, de solidez, etc.), ou seja, de qual plano de existência os fenômenos estão ocorrendo.
Mas quando se usa a palavra dimensão isso gera confusão, pois aqui vivenciamos na matéria quatro dimensões (a quarta não é o que muitos ocultistas dizem ser, é a temporalidade dessas mesmas três conhecidas), mas além das dimensões da matéria já também vivenciamos a quinta e parece que os ocultistas insistem em ignorar esse fato e atrapalhar todos que queiram avancar nesse campo projetando barreiras e mil obstáculos a serem vencidos para ter consciência da quinta dimensão, que supõem ser ou chamam sem saber porque, de astral. Entretanto a quinta dimensão está sendo vivenciada por você agora quando lê esse texto. Ela é a dimensão do pensamento, da imaginação, dos sentimentos, dos desejos, dos planos, etc.. E ela é chamada tradicionalmente de plano do corpo de desejo por vários pesquisadores das ciências antigas. Mas não vamos nos alongar sobre isso, pois dentro dela existem muitos níveis, subplanos, muitos planetas (percebe?...) assim com esta dimensão material tem seus planetas materiais, esta outra tem seus planetas ou regiões e subplanos vibracionais.
A sexta dimensão também está ao seu alcance aqui agora, ela tem sido chamada por muitos de dimensão mental (mas a anterior também não é mental? Isto é apenas uma convenção tradicional). Nela se encontra o entendimento, a compreensão, a razão, a lógica, a análise, etc..
Claramente nenhuma dessas duas descritas podem se enquadrar de forma alguma nas quatro que envolvem a matéria a não ser em semelhanças (de imagens e no discorrer da sucessão de eventos formando um tecido de cenas semelhante ao tempo, à quarta dimensão da matéria-energia, mas mesmo esse "tempo" pode ser bem diferente...).
A sétima dimensão também está ao seu dispor aqui agora, é a dimensão da consciência, esta não é de forma alguma uma função da mente nem está contida nela como imagina a ciência acadêmica, pelo contrário, a mente e todas as outras dimensões estão contidas nessa, dependem dessa para que possam existir. Nesta dimensão se encontram a intuição (gnosi, o conhecer e o reconhecer), a comunhão (o conhecimento profundo, de fato, conhecer íntima e detalhadamente, gnoskousin, em grego) e o discernimento (diákrisis, diferenciar, identificação, ética, moral, conhecimento das relações), isto falando de maneira resumida só para apresentá-las.
Mas agora é que vem a área em que todos esses modos errados de classificação e descrição estão de fato corretos em certos pontos (poucos, mas suficientes para levar a crer nas milhares de explicações superficiais e erradas que apresentam): estas dimensões que estamos vivenciando agora mesmo como que entrelaçadas (e por isso mesmo tendo uma cosciência bem limitada de cada uma delas) não se misturam como parece! Você não pode fazer uma amálgama de matéria e pensamento, nem um pode sentransformar no outro. E mais, esses planos de existência podem ser vivenciadas separadamente (todos vivemos separadamente, por exemplo, todas as noites no mundo do desejo, quando estamos dormindo, quando estamos sonhando).
Você pode vivenciar a dimensão do pensamento pura (onde está o chamado corpo de desejo ou corpo astral), pode vivenciar separadamente também a dimensão mental. E ainda que com certa dificuldade, pode vivenciar em separado a dimensão da consciência pura (por consciência ser o dar-se conta, o notar, o testemunhar é difícil que ela não esteja notando algo pelos sentidos ou que esteja ocorrendo na mente, mas com um pouco de treinamento podemos voltar a consciência sobre si mesma, ou seja, a contemplar a consciência pura, sem os objetos da consciência). Paradoxalmente quase todas as vivências humanas nessa dimensão em sua pureza são inconscientes (e isto explica porque vemos a humanidade como doente; os animais, por exemplo, vivem quase o oposto disso, vivem mais conscientes lá e aqui de forma mais inconsciente, mecânica, por isso mais instintiva e limitada). Isto ocorreu desde a queda da natureza original para esta natureza decadente.
Que essa natureza é caída não é dificil provar, pois tudo (mormente no plano mateiral) está em decadência, deteriorando-se, desorganizando-se naturalmente. Por vermos alguma ordem onde impera a lei física da entropia podemos concluir que "algo" ordena essa desordem imperativa natural. Nós temos um dito, "a Ordem ordena a desordem". Mas provar que há uma Ordem eterna é um pouco mais complexo. Porém é possível ao experienciar os planos da consciência pura, onde não existe sequer o tempo, temporalidade, pior ainda matéria ou energia a ser deteriorada ou transformada ou consumida. Por isso temos que conhecer métodos de experienciar esses planos.
Cada plano deste existe em si mesmo e é subdividido em vários sub-planos. Os planos, chamados regiões, não se misturam pois são de vibrações muito diferentes, porém exercem influências múltiplas uns sobre os outros nas zonas de proximidade vibracional e nas suas margens (como, por exemplo, o corpo interfere na consciência porque tem o plano mental como intermediário, a mente interfere no corpo porque ambos tem margens de vibração mais semelhantes).
Não se deve confundir os planos de natureza mental com os de natureza conscienccial como fazem os ocultistas e espiritualistas (que confundem os planos da alma, da mentes com os do espírito, da consciência) e também da mesma forma nao se deve confundir os planos que se situam na esfera da natureza caída com os da esfera da natureza original, por mais elevados que esse sejam ou que possam parecer. Os planos descritos acima que se situam nessa natureza não passam de sombras e reflexos limitados diante dos planos da natureza original. Todos os esforços de auto-construção auto-salvação, evolução, espiritualização, etc., são em vão se não forem dirigidos corretamente, pois seus resultados são nessa esfera caída, também chamada de esfera refletora, resultando em grande engano.
Exemplos disso podem ser vistos nas religiões, ordens e especialmente nas seitas pseudo científicas. Confundem o que chamam dimensão astral com regiões elevadas ou espirituais; confundem experiências mentais e emocionais com espirituais; confundem o fluxo de consciência momentânea com a consciência pura; outros confundem as regiões dos mortos com as celestiais, e as regiões do plano do desejo com as do plano mental e do espiritual. Espiritual é apenas o que é consciencial e mesmo que tenham certa noção e falem de inferior e superior, ambas ainda no geral são na esfera caída, portanto, de verdadeiramente espiritual, se formos rigorosos, seria apenas o consciencial na esfera original eterna. Na tradição cristã temos o termo hades, região dos mortos, que se divide em região de desgosto (de "pranto e rager de dentes") e região agradável (seio de Abraão, abaixo do trono, etc.), esta última não pode ser confundida com o céu. Céu (heaven em inglês) é um estado definitivo, final, está na esfera da Ordem original. O lago de fogo geralmente é chamado inferno, palavra que nem existe na Bíblia, nela existe geena, hades e sheol, e nenhuma dessas equivale ao que se chama inferno no budismo ou no hinduísmo. A noção de inferno vem da tradição budista, é a região mais baixa onde os maldosos renascem. Na tradição budista temos seis reinos, inferno seria o mais inferior deles onde estão duas classes de seres. Seria como se dividissem nosso esquema do oito em três esferas em vez de duas, duas celestiais, a material contendo os reinos animal e humano e as duas inferiores contendo pretas e assuras.
Hoje misturam todas essas palavras e tradições e rotulam experiências pessoais com esses nomes, como experiências reais vividas nessas regiões, quando na verdade dificilmente saem do plano do corpo de desejo, por mais regiões que alcancem em seus sonhos ou saídas do corpo. E pior, praticamente todas as experiências, práticas e aspirações destes se dirige a regiões que ficam ainda na esfera inferior, caída, esfera refletora, natureza decadente, parte inferior do oito, um ciclo num mundo temporal, insatisfatório, impermanente, egocêntrico. Uns falam falam em evolução e reencarnação como se fosse algo ótimo e libertador, mas por um momento consideremos que isto seja assim, e perguntemos que libertação é essa que volta sempre à mesma prisão, ainda mais esquecido de tudo que aprendeu e de tudo que tem que fazer? Novamente, todo esforço será em vão se leva a permanecer nesse ciclo inferior do oito, é prisão, perdição, alienação, morte, esquecimento. Voce sabe disso! Você está esquecido exatamente agora. Porém nosso objetivo deve ser o retorno ao mundo original, ao lar, à nossa casa, não uma migração para estes outros, e sim uma reintegração à nossa verdadeira natuteza eterna, livre do sofrimento, do esquecimento, da morte, da separação...
A Ordem tem sua própria maneira de se manifestar exatamente dessa forma, em vários niveis, ou dimensões e em sub-níveis ou níveis vibracionais diferentes dentro de uma mesma dimensão. Porém, ela não deixa de atingir o caos, não deixa de atingir esse mundo. Essas dimensões de existir ou de expressão ou de manifestação são também manifestações onde a ordem se expressa... Cada nível destes possui vários sub-níveis vibracionais, portanto, várias "sintonias". E a ordem dentro de cada um desses limites tem suas zonas vibracionais de ondas, com as quais se pode sintonizar, mentalmente e consciencialmente. É como ter partes da ordem original (da parte de cima do oito) aqui na parte caída (a de baixo do oito). Esta sintonia acontece de muitas formas, por exemplo experiências lúcidas, sonhos lúcidos, visões, músicas, sons, conhecimentos, vontades, sensações, percepções, sentimentos, pensamentos, lembranças, etc., em conexão com esses níveis. Mas também podemos aprender maneiras de obtermos mais à vontade esta sintonia e experiencias. E isso ocorre também sistemática e formalmente através de escolas espirituais, religiões, grupos, ordens, etc., em niveis e níveis, para alcançar todos os tipos de pessoas, estejam elas no nível que estiverem.
Porém não é sobre essas últimas que estamos tratando agora (que ja foram tratadas em outro tópico) e sim sobre as primeiras: existem escolas nesses mundos, nesses diferentes níveis, das quais somos frequentadores (uns apenas estudantes delinquentes, é certo, que faltam às aulas e insistem em fazer o contrário do que aprendem nelas, mas não vamos culpá-los, afinal, você tem consciência disso? Eles não.). Então um dos nossos objetivos é tornarmos-nos conscientes e voluntários nesse aprendizado. Conhecermos não apenas essas dimensões, mas principalmente as dimensões de nosso ser. O objetivo a princípio é estar presente conscientemente em todas essas dimensões (inevitavelmente já habitamos todas elas inconscientemente).
Mas para isso precisamos despertar e dicernir essas dimensões aqui agora, a partir dessa plena manifestação e reconhecermos nela o que pertence à ordem original e o que não pertence. Existem milhares de pessoas que não sabem dicernir sequer entre sua propria mente e sua consciência, entre a mente e os fenômenos mentais, entre pensamentos voluntários, conscientes e os pensamentos automáticos, mecânicos, entre desejos instintivos e vontade e objetivos... Quão distantes podem estar do verdadeiro bem, os que não distinguem o "sabor" das vibrações de casa, da ordem original e da consciência desperta, do sabor dos prazeres e alegrias do mundo e das vaidades?! A tristeza por esse estado, a busca pela pátria perdida e pela verdade, o anelo de ajudar os demais perdidos, o esforço para estar consciente e vigilante, a alegria em estar em sintonia com o Supremo Ser ou de servir ao Eterno, são exemplos de atitudes ajudam ou que podem estar sintonizadas com as regiões vibracionais da Ordem. Estamos falando aqui em linguagem científica, mas esteja você como estiver, na linguagem da religião, da filosofia, da arte... se já esteve alguma vez nessa sintonia ou pelo menos já sentiu alguma vez saudade do paraíso, de um lugar que talvez nem sequer consiga imaginar, mas tem verdadeira vontade de estar nele, então sabe do que eu estou falando...
sábado, 6 de junho de 2020
A Ordem - parte 3
Continuação...
(B) A Ordem como organismo ou enquanto
organização manifestada no mundo, aparece como associações, ordens e instituições diversas, e também como pessoas (professores e mensageiros, mas isso é mais detalhado em outro tópico), em diferentes épocas e lugares, com diferentes nomes. Também surge como idéias, vontade e afeição junto a um conhecimento gradual e intuitivo em alguém, em pessoas, em mentes. A ordem manifesta (Ordem e ordem), em qualquer instância desse mundo, é o que
chamamos 8, esta é em sua organização formada de seres, mentes, consciência, ideias e leis (e vontade e afeto) é a O.I.T.O. (Ordem iluminacionista do Templo do Onisciente (ou Ordem Iliminacionista dos Templários do Onisciente)). Essa manifestação específica da qual estás tomando ciência agora estamos aqui é denominanda F.I.T.O. (Fraternidade dos Iluminacionistas do Templo do Onisciente (ou como na anterior)) que é manifestação
exterior da Ordem de origem que chamamos de
O.I.T.O.. A F.I.T.O. e todas as suas ramificações e
fraternidades e confrarias co-irmãs estão todas incluídas no que normalmente chamamos de "nossa ordem" (outras, mesmo quando são autênticas são chamadas de "outras ordens", pois usam outras linguagens, assim, quando dizemos outras ordens estamos falando somente de outras ordens, não estamos necessariamente dizendo que são corrompidas nem que são autênticas, estas últimas estão classificadas em outras siglas gerais que serão vistas mais adiante).
Outras ordens autênticas ou remanescentes que podem ser classificadas no mesmo tipo ou origem (direta ou indireta, da O.I.T.O.) não são citadas nesse trabalho, mas elas podem ser entendidas como uma das manifestações multiformes da mesma O.I.T.O. para atender alguma das razões citadas anteriormente,
embora dificilmente simultâneas, são classificadas como outras fraternidades, equivalentes à F.I.T.O..
Uma "porta" específica que se abre diretamente para entrar nessa fraternidade é a O.I.E.O., por exemplo (Ordem Iliminacionista da Estrela de Ouro, como foi a OH.E.O., a F.G.T.O,, a F.E.B.B., etc.). E existem também os grupos de estudo, os G.E.T. (grupos de estudos transcendentais ou terapêuticos, a depender da ênfase) como houveram outros não faz muitos anos. E ainda existem os grupos de estudo independentes coordenados por professores ou por um mensageiro que ja avançou na graduação. E existem publicações, artigos e trabalhos independentes, trabalhos de pessoas em suas diferentes áreas, estas são como janelas, que permitem ver de fora o que se faz dento.
Existem outras portas, classificadas sob outras siglas, mas esta (a F.I.T.O.) está em linha direita de ligação com os dois outros elos acima. Isto é uma grande diferença, por isso quando falamos de nossa ordem de forma mais geral estamos nos referindo a está corrente, composta desses
três elos e quando falamos dela de modo mais
específico estamos nos referindo a esta última. Já outras ordens equivalentes à O.I.E.D. podem haver em maior número, mas de ligação indireta ou herança de uma manifestação anterior, mas aqui não cabe falar de outras correntes ou atribuir a elas origens (iguais ou diferentes da ordem verdadeira), e sim falar sobre a nossa própria ordem e sua origem. Apenas por essa
razão esta parte está aqui, para que se conheça a
ligação com o que estamos expondo, a Ordem maior.
(B) A Ordem como organismo ou enquanto
organização manifestada no mundo, aparece como associações, ordens e instituições diversas, e também como pessoas (professores e mensageiros, mas isso é mais detalhado em outro tópico), em diferentes épocas e lugares, com diferentes nomes. Também surge como idéias, vontade e afeição junto a um conhecimento gradual e intuitivo em alguém, em pessoas, em mentes. A ordem manifesta (Ordem e ordem), em qualquer instância desse mundo, é o que
chamamos 8, esta é em sua organização formada de seres, mentes, consciência, ideias e leis (e vontade e afeto) é a O.I.T.O. (Ordem iluminacionista do Templo do Onisciente (ou Ordem Iliminacionista dos Templários do Onisciente)). Essa manifestação específica da qual estás tomando ciência agora estamos aqui é denominanda F.I.T.O. (Fraternidade dos Iluminacionistas do Templo do Onisciente (ou como na anterior)) que é manifestação
exterior da Ordem de origem que chamamos de
O.I.T.O.. A F.I.T.O. e todas as suas ramificações e
fraternidades e confrarias co-irmãs estão todas incluídas no que normalmente chamamos de "nossa ordem" (outras, mesmo quando são autênticas são chamadas de "outras ordens", pois usam outras linguagens, assim, quando dizemos outras ordens estamos falando somente de outras ordens, não estamos necessariamente dizendo que são corrompidas nem que são autênticas, estas últimas estão classificadas em outras siglas gerais que serão vistas mais adiante).
Outras ordens autênticas ou remanescentes que podem ser classificadas no mesmo tipo ou origem (direta ou indireta, da O.I.T.O.) não são citadas nesse trabalho, mas elas podem ser entendidas como uma das manifestações multiformes da mesma O.I.T.O. para atender alguma das razões citadas anteriormente,
embora dificilmente simultâneas, são classificadas como outras fraternidades, equivalentes à F.I.T.O..
Uma "porta" específica que se abre diretamente para entrar nessa fraternidade é a O.I.E.O., por exemplo (Ordem Iliminacionista da Estrela de Ouro, como foi a OH.E.O., a F.G.T.O,, a F.E.B.B., etc.). E existem também os grupos de estudo, os G.E.T. (grupos de estudos transcendentais ou terapêuticos, a depender da ênfase) como houveram outros não faz muitos anos. E ainda existem os grupos de estudo independentes coordenados por professores ou por um mensageiro que ja avançou na graduação. E existem publicações, artigos e trabalhos independentes, trabalhos de pessoas em suas diferentes áreas, estas são como janelas, que permitem ver de fora o que se faz dento.
Existem outras portas, classificadas sob outras siglas, mas esta (a F.I.T.O.) está em linha direita de ligação com os dois outros elos acima. Isto é uma grande diferença, por isso quando falamos de nossa ordem de forma mais geral estamos nos referindo a está corrente, composta desses
três elos e quando falamos dela de modo mais
específico estamos nos referindo a esta última. Já outras ordens equivalentes à O.I.E.D. podem haver em maior número, mas de ligação indireta ou herança de uma manifestação anterior, mas aqui não cabe falar de outras correntes ou atribuir a elas origens (iguais ou diferentes da ordem verdadeira), e sim falar sobre a nossa própria ordem e sua origem. Apenas por essa
razão esta parte está aqui, para que se conheça a
ligação com o que estamos expondo, a Ordem maior.
quinta-feira, 4 de junho de 2020
A Ordem - parte 2
Ordem pode ser compreendida em vários níveis ou dimensões de ser. Seria muito longo descrever ainda que sucintamente todos eles e não oferecer provas, mas devo resumir agora alguns dos
principais níveis observáveis de manifestações da ordem.
Ordem pode ser compreendida (A) enquanto seres (e níveis de ser (ou platôs)), (B) enquanto organização (e instituições), (C) enquanto regiões (ou estados ou níveis ou platôs de existência) e (D) enquanto plenitude (ou Supremo Ser ou completude).
(A) Enquanto seres
É a mais dificil de ser percebida, mas em algum momento de nossa caminhada teremos que perceber. Pode ser classificada de várias maneiras, uma bem ampla é por habitação ou natureza dos seres, assim constituída por (1) seres que nunca caíram e permanecem na Ordem, em sua natureza original (2) seres da ordem que retornaram da queda e seres
restaurados à natureza original (estes estão já na mesma natureza que os anteriores e são raramente conhecidos na vivência comum); (3) seres da ordem que querem e ou que já estão regressando à Ordem, que têm alguma ligação definitiva já com a Ordem, embora estejam imersos na natureza corrompida em processo
de retorno (há como perceber obviamente e até maneiras de reconhecer estes); (4) os demais seres constituem a ordem apenas (não que estejam excluídos do processo, isto também está na equação da ordem completa...) e nem fazem ideia da existência de uma Ordem suprema
ou não querem escapar da natureza corrompida nem restaurar sua natureza original, estão na mesma natureza que os anteriores, a diferença é que não têm ligação nem sintonia com a Ordem superior, vagam pelo mundo como se isto fosse tudo.
Esta é uma categorização didática (que também
ensina a desviar-se da terrível mentira que diz "todos já estão salvos" e que fatalmente "um dia todos encontrarão a verdade" e que seriam restaurados: isto não pode ocorrer se não for da vontade destes), mas existem outras formas mais específicas de categorizar os seres. Um ser enquanto indivíduo, enquadrado em uma dessas três últimas sub-categorias, pode estar nesse mundo; pode estar participando de um
grupo ou não (os grupos estão no próximo tópico), mas independente disso ele é o que é chamado tradicionalmente um vaso, ou seja, um receptáculo, um receptor, um recebedor. Que recebe de acordo com aquilo em que está em sintonia com suas ondas mentais (intelectuais, emocionais, volitivas, atitudinais). Podemos equiparar-nos a uma antena ou um aparelho, que recebe informação até o nível onde possa captar através de sua sintonia (como e porque isso acontece será tratado em outros capítulos). Ele sempre está sintonizado com algum nível de uma das duas naturezas, não há escapatória para isto. Quando o ser capta, recebe, das partes de seu ser mais próximas da Ordem, o que é-está na Ordem então na tradição ele é chamado um templo (ou “vaso vivo”); quando ele tem consciência disso e transmite e ou se organiza com outras pessoas em função disso, ele é chamado templário (templário não se refere ao que realiza serviços ou rituais em templos, etc.), aquele que se tornou um vaso vivo, um receptor da Ordem, um templo do Eterno (como, para que e o que é isso é o que estudamos)...
principais níveis observáveis de manifestações da ordem.
Ordem pode ser compreendida (A) enquanto seres (e níveis de ser (ou platôs)), (B) enquanto organização (e instituições), (C) enquanto regiões (ou estados ou níveis ou platôs de existência) e (D) enquanto plenitude (ou Supremo Ser ou completude).
(A) Enquanto seres
É a mais dificil de ser percebida, mas em algum momento de nossa caminhada teremos que perceber. Pode ser classificada de várias maneiras, uma bem ampla é por habitação ou natureza dos seres, assim constituída por (1) seres que nunca caíram e permanecem na Ordem, em sua natureza original (2) seres da ordem que retornaram da queda e seres
restaurados à natureza original (estes estão já na mesma natureza que os anteriores e são raramente conhecidos na vivência comum); (3) seres da ordem que querem e ou que já estão regressando à Ordem, que têm alguma ligação definitiva já com a Ordem, embora estejam imersos na natureza corrompida em processo
de retorno (há como perceber obviamente e até maneiras de reconhecer estes); (4) os demais seres constituem a ordem apenas (não que estejam excluídos do processo, isto também está na equação da ordem completa...) e nem fazem ideia da existência de uma Ordem suprema
ou não querem escapar da natureza corrompida nem restaurar sua natureza original, estão na mesma natureza que os anteriores, a diferença é que não têm ligação nem sintonia com a Ordem superior, vagam pelo mundo como se isto fosse tudo.
Esta é uma categorização didática (que também
ensina a desviar-se da terrível mentira que diz "todos já estão salvos" e que fatalmente "um dia todos encontrarão a verdade" e que seriam restaurados: isto não pode ocorrer se não for da vontade destes), mas existem outras formas mais específicas de categorizar os seres. Um ser enquanto indivíduo, enquadrado em uma dessas três últimas sub-categorias, pode estar nesse mundo; pode estar participando de um
grupo ou não (os grupos estão no próximo tópico), mas independente disso ele é o que é chamado tradicionalmente um vaso, ou seja, um receptáculo, um receptor, um recebedor. Que recebe de acordo com aquilo em que está em sintonia com suas ondas mentais (intelectuais, emocionais, volitivas, atitudinais). Podemos equiparar-nos a uma antena ou um aparelho, que recebe informação até o nível onde possa captar através de sua sintonia (como e porque isso acontece será tratado em outros capítulos). Ele sempre está sintonizado com algum nível de uma das duas naturezas, não há escapatória para isto. Quando o ser capta, recebe, das partes de seu ser mais próximas da Ordem, o que é-está na Ordem então na tradição ele é chamado um templo (ou “vaso vivo”); quando ele tem consciência disso e transmite e ou se organiza com outras pessoas em função disso, ele é chamado templário (templário não se refere ao que realiza serviços ou rituais em templos, etc.), aquele que se tornou um vaso vivo, um receptor da Ordem, um templo do Eterno (como, para que e o que é isso é o que estudamos)...
segunda-feira, 11 de maio de 2020
Os objetivos últimos são realizáveis aqui agora - terceira parte
2. Ser santo
A palavra santo significa simplesmente "separado", no contexto em que surge está invariavelmente ligada a idéia de "separado por Deus" ou "separado para Deus" ou "consagrado a Deus" ou a algo transcendente. Mas mais uma confusão com termos orientais gerou uma mistificação e distorção do conceito. No oriente se fala em "viver a vida santa" e santos são os que fazem isso, e novamente encontramos a idéia de separação do mundo, mas aqui já uma separação que eles entendem como física, eles se retiram para uma vida monástica afastados da sociedade. Foi daí importada para o ocidente a idéia de monastérios e de santos como pessoas especiais, beatos, ou vivendo uma rígida disciplina em lugares reclusos ou separados de alguma forma do resto da população e dos seus costumes.
Quando o ocidental vai olhar isso lá, o que se chama de santos, o que ele encontra? Se chegar no oriente e perguntar pelos santos, vão ser levados onde estão realmente pessoas separadas, mas não necessariamente separadas para Deus (ou outros deuses), são na verdade reclusos, monges, eremitas, ascetas, etc.. E antigamente, no surgimento dessa expressão, se referia exatamente e somente a isto, mais precisamentes aos ascetas, faquires, samanas, ermitões, monges e yogins retirados na floresta vivendo solitariamente ou em comunidades monásticas. Eram pessoas que se retiravam do convívio comum, se isolavam.
Foi de uma proposta de vida afastada desse mesmo tipo que surgiu a comunidade de Basílio de Cesareia e Pacômio, por exemplo, que estão entre os primeiros monásticos cristãos. Esse modo de vida era comum no oriente antes, e talvez até eles tenham sido contemporâneos a alguns destes no mundo helênico, onde houveram os essênios judeus, os samanas hindus, os monges budistas, os monges jainistas, etc.. Cristãos que tomaram esse modelo de "santidade" no lugar, ou equivalente, ao conceito que Cristo ensinou, cometem um terrível erro. Algo totalmente fora da tradição cristã original, da tradição dos Apóstolos, aliás ainda apontada pelo apóstolo João como um sinal dos que são anti-cristos (pois proibem o casamento).
Só que isto ainda gerou uma tradição errada, não apenas uma interpretação ou só uma prática opcional individual, mas é uma instituição, uma tradição errada neste sentido. Porque o sentido de se alcançar a santidade separando-se fisicamente do mundo seria apenas um símbolo, uma representação metafórica, que aponta para o tipo de separação que a mente deve ter do sistema mundano, não do mundo material ou de seus habitantes, pois só diante das relações da convivência normal afloram a características comuns da mente corrompida, características essas que devem ser mortificadas. Em suma, o recluso está fugindo de ver como ele mesmo realmente é e indo na direção de uma ilusão de santidade. O próprio buda Sakyamuni que propõe a vida monástica como ideal mais elevado reconhece que a pessoa nesse ambiente pode estar em aparente calma devido apenas às condições ambientais desse modo de vida. Ademais a proposta da vida monástica não seria um treinamento para a santidade como depois foi tomado, mas sim um treinamento de um tipo profundo de concentração (dyana) que precisa de uma mente calma por longos períodos para que aconteça. Embora isto também possa ser util, por algum período ou por alguma necessidade momentânea, para a consecução da verdadeira santidade, no conceito correto da palavra, de separado para Deus, é de pouca ou nenhuma utilidade, aliás, pode atrapalhar. Não nos serve, aliás budistas e jainistas por exemplo não se separavam do mundo para se dedicar a Deus, pois não crêem nem que Deus exista, os objetivos deles são outros.
Tenho que esclarecer aqui não apenas que santidade, santificação, ser santo, não tem a ver com beatitude, virtudes, obras, milagres, caridade, nada disso; como também precisamos ver que o conceito correto de santo nos leva a uma realização aqui agora, não algo para o futuro ou uma promessa vaga. Nem algum fruto remoto de nossas capacidades.
Mas primeiro precisamos dar o braço a torcer sobre a relação, ainda que não completamente acertada, do termo santificação com outros quatro termos preciosos em nossa escola que equivalem em alguma medida a esta mesma definição. E que realmente, é correto que em certo sentido o significado de santidade como um processo fala de algo que só se realiza totalmente em seu final, ou que tem uma consecução em seu término. Para isso precisamos separar bem e delimitar até onde vai o alcance de cada um desses conceitos que são: purificação, regeneração, restauração e reintegração. E para entender que não pode ser tão simplório como possa parecer, ainda temos outros três termos aos quais estes se relacionam na tradição, que são transformação, transmutação e transfiguração. É preciso também ainda desfazer a confusão que se faz entre esses termos e o termo renascimento. Definir completamente esse termos aqui seria muito longo e não é nosso objetivo. Mas vamos desfazer as confusões que se fazem sobre eles, então vamos a curtas, mas claras definições. Vejamos por partes.
A. Renascimento é um assunto espiritual, tem a ver com a consciência; santificação é algo que ocorre na mente, a alma é seu campo. Renascimento não é progressivo, não é um processo sujeito a ritmos ou idas e voltas. Do mesmo modo como quando se nasce, se nasce de uma vez, e não existe como "desnascer" ou voltar a ser não nascido; o renascimento também ocorre de uma vez e tudo dito sobre o nascimento do mesmo jeito se aplica ao renascimento. Portanto não é preciso nem dizer o que é renascimento para entender que ele é bem diferente de um processo contínuo, que é o que são todos esses outros, transformação, santificação, purificação, etc.. O renascimento ocorre de uma vez por todas, é um instante no tempo, não um processo. É quando o espírito mortificado desperta, há um novo discernimento, ele está consciente de algumas coisas que antes não estava, a consciência estava condicionada a uma tendência e agora ela vira para o outro lado e vê e segue por uma tendência oposta a essa, vê algo que parecia não existir antes, estava morta em relação a isso e agora viveu, tateava na escuridão e agora há luz, algo aconteceu e o espírito renasceu, tornou à vida. E uma vez acontecido isso não tem como voltar atrás (quando, como e porque acontece não vem ao caso agora, isto seria outro tema já bastantes extenso por si só).
B. Purificação é uma palavra que caiu quase em desuso na modernidade e dizem que gera muitos mal entendidos, por isso é até evitada na maior parte dos textos. Ela é também a preferida nas tradições orientais para se referir ao processo que vou descrever, mas mais encontrada ainda no hinduísmo e nos posteriores budismo e essenismo, nem por isso deixa de ser adequada para o processo a que se refere. Acontece que esta palavra é das poucas que descreve com precisão o processo pelo qual é preciso passar para que a mente seja restautada a sua plena capacidade e à sua estrutura original. Ora, se há uma estrura original e esta é bem mais ampla e capaz que do que a que usamos agora, então ou algo foi subtraído dela, ou algo foi acrescentado algo gerando obstáculos e ou deformações. Nós chegamos a conclusão (não importa agora dizer como) que se dá o segundo caso. E retirar isto que é alienígena, tudo que foi acrescentado à mente que não fazia parte dela originalmente é obviamente retirar os obstáculos.
A mente é um sentido, o que recebe de todos os outros. Considere que a mente é como uma janela que abre e fecha, de dentro vemos o que está fora quando a janela está aberta. As coisas que vemos do lado de fora não são as mesmas que vemos do lado de dentro, mas quando nos apossamos de coisas de fora a trazemos para dentro da sala. Os espaços da sala vão diminuindo de modo que não enchergamos mais o lado de fora de fora por todos os ângulos que viamos antes, e os objetos da sala faram alterados de lugar, outros substituidos e outros encobertos pelos que trouxemos de fora. Esse processo de fato continua, podemos até fechar a janela com objetos e encher completamente a sala. Então podemos não enchergar mais nada, nem dentro, pois não entra luz, ne, há espaço, nem fora, isto seria morte.
O mesmo que ocorre a essa janela ocorre com a mente. Ela é como uma janela, ela não se altera, o que se altera são os objetos mentais, ou seja, o que está na sala e o que está no lado de fora. Esse símile ainda tem uma deficiência: uma sala tem limites, você pode encher completamente, mas a mente seria como uma sala elástica. Você sempre poderá trazer mais objetos para dentro da sala por trás da janela, você sempre poderá trazer novos objetos mentais, ela nunca enche, mas isso alterará completamente sua perpectiva. Agora, quando você joga fora os objetos que causam obstáculos à visão, ou mesmo quando os rearruma de outra maneira você pode ampliar a visão. O problema é que a grande maioria das pessoas confunde a janela, com a sala, a mente com os objetos, e até objetos mentais de fora com objetivos mentais de dentro às vezes. A janela é a mente que recebe todas as imagens infinitamente. Uma janela não se desgasta pelo fato de se visualizar mais ou menos objetos através dela. A sala é o chamado eu, o ilusório eu (outro assunto que não vem ao caso agora) e os objetos internos são os objetos mentais internos, visões, sonhos, lembranças, desejos, vontades, pensamentos, emoções, sentimentos, sensações, imaginações, planos, imagens, cálculos, etc.. Ainda é complexo falar sobre o que seriam objetos externos, mas podemos resumir dizendo que são as coisas, os acontecimentos, as pessoas, os animais, etc., embora só tenhamos acesso a estes como sensações.
À medida que nos apossamos ou confundimos os objetos exteriores à natureza própria da mente nós a maculamos. Retirar tais objetos e modificações é purificar, torna-la pura, como era, só ela em sua própria natureza, sem uma natureza estranha a ela mesma. É como um sistema operacional de computador sem virus, puro, não tem nenhum programa que lhe atrapalhe ou destrua. Parece fácil quando falamos, mas é difícil, de fato é impossível para nós mesmos. Se fosse possível alguém já o teria feito. Por isso purificação é um processo gradual e contínuo que só em seu término é alcancado independente do expediente ou artifício que se use para tal. Ninguém pode dizer "sou puro nesse momento", porque só será puro ao final do processo, mas pode dizer "sou santo nesse momento", porque ser santo é ser separado, em qualquer estapa desse processo se pode atingir a santidade. Purificação é sem dúvida um de nossos grandes objetivos, por isso ensinamos meios que entendemos eficazes, mas purificação, em seu sentido correto é bem diferente de santificação. Santificação é um dos processos que levam à purificação, mas um processo que se realiza de instante a instante e não de grau em grau, e a purificação é um dos processos que leva à visão.
C. Então aqui podemos já definir o principal tema que estamos estudando, o que é santificação. Santificação é separação do sistema do mundo decadente, uma separação que realizamos de instante a instante, do mesmo modo que realizamos o processo de estar consciente, desperto. Como já foi descrito anteriormente, sobre o processo de estar desperto, o mesmo se aplica à santificação. Agora vejamos mais sobre isso em diferenciação aos aos outros conceitos igualmente importantes.
D. Regeneração, em poucas palavras, também é um processo que se realiza momento a momento. Mas ao contrário do ser santo, que pode ser realizado aqui agora, ser regenerado não pode, só acontece no final do processo. Regenerado é gerado de novo, então veja que é por isso mais uma palavra que se confunde com renascido. Regeneração é análogo a purificação, sendo que purificação se refere à retirada de elementos, e regeneração é o processo de retorno ao estado original. Comparando a mente a uma pele ferida, purificação é a asséptica do ferimento, sua limpeza, e regeneração é o processo natural de cicatrização.
E. Já restauração é a parte do processo que cabe a nós, diferente da regeneração, a qual não somos nós que produzimos. Ainda tomando a mente como uma pele ferida, a restauração seria o processo cirúrgico necessário numa ferida de profundidade. E essa ferida é profunda. Portanto o processo cirúrgico, a restauração, é um dos processos que vai levar a regeneração, sendo que sua ausência ou presença não impede que a regeneração aconteça, mas interfere positivamente em como e quando será seu final. Note bem tudo isso, que é tão claro quando se refere a matéria, mas que não é distinguindo nem pelos mais inteligentes psicólogos e filósofos quando se trata da mente e isto gera um conhecimento muito impreciso e deficiente da mente e dos processos mentais.
Restaurar, portanto, é refazer, nesse caso, retornar as estruturas às condições originais. Por isso, por ser tão dependente de nós esta parte, é que precisamos ensinar todos os detalhes com todas as suas nuances, é que precisamos mútua cooperação, contar com a experiência dos mais amadurecidos e nos fortalecer presença, na inspiração e no exemplo uns dos outros. Por isso a instrução da ordem se faz tão necessária. Assim como qualquer um não poderia fazer uma cirurgia em si mesmo, nem mesmo um cirurgião profissional faria em si mesmo uma cirurgia sozinho, temos que nos especializar muito e receber ajuda para realizar este processo aqui agora, mas que também só estará completo quando terminá-lo. Aqui é muito cumum acreditar que é algo fácil, que se faz sozinho, e que só isso basta, esquecendo todos os outros processos. Mas nada disso é verdadeiro, esse processo é complexo, trabalhoso, não se faz sozinho, mas em determinado tipo de agrupamento, com ajuda mútua, e é apenas um dos processos necessários. É isso que no evangelho se mostra como ekklesia, igreja, comunidade dos santos, dos chamados para fora do mundanismo. Quando Yeshua diz "voz" é preciso dicernir que muitas vezes está se referindo à comunidade como um todo, não cada um dos indivíduos em separado, existem revelações e realizações necessárias que só ocorrem no corpo da congregação. Restauração contribui também na regeneração que leva a reintegração.
F. Reintegração é o objetivo dos processos todos, ser reintegrado à natureza original eterna. Todos os processos citados acima colaboram para que esta reintegração seja otimizada ao máximo. Quando e como, é assunto para outro tema, mas deve necessariamente ocorrer no final como conclusão e consequência de todos os processos. Reintegração não se refere a simples volta ao convívio ou o habitante de dois mundos como alguns dizem, mas ao rerotno definitivo em sua forma final. Aqui já é muito mais difícil definir alguma coisa porque a experiência nos falta, a noção nos falta. Mas é incomparável ao tipo de experiência e conhecimento que temos agora, só restando aos que ainda estão aqui os relatos de algumas experiências extraordinárias de alguns ou algumas das experiências de quase morte de outros, sendo que além disso há ainda sempre a noção de comunhão, de consciência clara e de corpo, que pode assumir várias formas e a não-forma. Não se trata apenas de paz, de reencontro, de amor e de sensações boas, mas inclui muito mais, como, por exemplo, uma maneira de ver e de conhecer completamente amplificada, algo muito além do imaginável, como uma eterna boa surpresa, é um conhecer eterno. Por isso é a alvo dos que amam o conhecimento.
G. Transformação, transmutação e transfiguração. Entramos agora no campo mais difícil e talvez até nunca antes definido completamente. Porém, como dito antes, a intenção aqui não é definir completamente, mas delimitar bem cada um desses conceitos no que concerne à sua clara diferença uns dos outros. Neste ponto talvez a maior dificuldade é que esses três possuem uma área em comum, onde se interpenetram. Mas vamos desfazer essa confusão na medida do possível dentro do que estamos nos propondo.
É preciso compreender a origem dessa confusão. Diferente dos outros pontos onde as diferentes ordens, tradições e escolas com o passar do tempo importaram conceitos orientais não precisamente definidos para dentro dos campos de seus próprios conceitos, gerando confusão, agora temos conceitos quase que exclusivos das escolas e do pensamento ocidental, mas mesmo assim houve o mesmo tipo de confusão. Vejamos.
Primeiro há um mal entendido entre esses conceitos com os conceitos de salvação e iluminação como são definidos no ocidente. Salvação é praticamente uma exclusividade da cultura ocidental e mais precisamente da cristandade; iluminação também, não existe na cultura oriental (veja nosso artigo específico sobre isso). Mas por um erro de tradução de palavras gerou-se a confusão, por exemplo a palavra moksha, que seria melhor traduzida como libertação do que como foi no passado, traduzida como iluminação; e a palavra buda, ainda hoje erradamente traduzida como iluminado, que seria bem melhor traduzida como desperto. E em segundo lugar ainda são criadas falsas relações entre esses conceitos (salvação e iluminação) e aqueles outros (transformação, transmutação e transfiguração).
Salvação em nenhuma outra cultura se refere a mesma coisa a que cristãos se referem. A salvação cristã é do pecado e do juízo, ou seja, das consequências finais do pecado que são a morte, a condenação, a segunda morte, etc.. E no processo de salvação, tido pela maioria dos eruditos, ortodoxos e tradicionais, como sendo imediata à conversão (que é o arrependimento e o voltar-se para o outro lado, isto, do mundo para Deus, da carne para Cristo). E nesse ato já ocorre o renascimento, para boa parte dos estudiosos ortodoxos e da tradição. Mas para outra parte da tradição, especialmente a ortodoxia oriental, o cristianismo esotérico e o catolicismo romano, diverge ligeiramente disso, pois interpreta que o perseverar leva, no futuro, ao completo renascimento e completa salvação. Para os primeiros o perseverar é na fé e no arrependimento dos pecados (alguns poucos também somam a isso a obediência aos mandamentos); para os segundos não é simplesmente perseverar na fé no Salvador e no arrependimento dos pecados, mas também em alguma medida nas boas obras, no não pecar (alguns acrescentam a isso ainda os chamados sacramentos ou ritos e rituais, etc.).
Não vem ao caso aqui discutir quem está com a razão, mas dicernir o pensamento tradicional, o pensamento popular e nossa tradição recebida.
Paulo diz para transformarmos-nos pela renovação de nossa mente, ou seja, um trabalho nosso. Por outro lado já temos a mente de Cristo uma vez que tendo aceito seu sacrifício por nós, nos tornamos seus herdeiros e não seguimos mais as nossas mentes nem procuramos nos salvar por nós mesmos, mas o temos como único Senhor e Salvador. Paulo também diz que fomos tranformados em nova criação, e também diz que seremos transformandos corporalmente recebendo um novo corpo imortal (que é um dos principais objetivos da alquimia chinesa antiga, mas a alquimia ocidental se refere a algo diferente, vê a transmutação dos elementos como um símbolo, da transmutação da mente que, ao seu final, encontrará a eternidade e receberá também esse novo corpo imortal dito por Paulo, mais adiante veremos a diferença). E Paulo diz ainda que a salvação é dom que vem de Deus, pela graça, não por obras, para que ninguém se glorie a si mesmo.
Ou seja, mesmo na tradição ocidental a palavra transformação se refere a três coisas distintas, três estágios diferentes. Ainda Samuel fala de uma transformação de quando se recebe o Espírito do Senhor, e que essa salvação é: ser transformado numa pessoa diferente. E mais, ainda nas tradições ocidentais, nesse caso herméticas, se fala da transformação do ser humano todo em sua essência, e de uma mudança do que é mortal e decadente para o que é imortal e imperecível.
Em todos esses casos citados acima vemos as mesmas três transformações já referidas por Paulo. Uma equivale ao renascimento, é a transformação pela graça, operada por Deus; outra é a que operamos, ou na qual temos parte, atuamos em parceria com Deus; e a outra é a que receberemos no corpo, um corpo imortal espiritual (há ainda o corpo da ressurreição futura, que pode ser diferenciado deste em algumas visões...).
Observe aqui a grande diferença, por exemplo, entre as alquimias chinesa e egípcia e a alquimia chamada espiritual ou, mais acertadamente, psíquica, que predomina no ocidente. Nas duas primeiras o renascimento só ocorre no final, ao contrário da segunda em que o renascimento é espiritual e pré-requisito, ocorre no começo; nas primeiras o renascimento e o corpo imortal são trabalhos nossos ou frutos de nosso trabalho, na segunda são obra divina, pois só o Eterno tem este poder, e a matéria, ou qualquer coisa que se faça nela, não pode levar à salvação da alma ou de modificar o estado do espírito; e, nas primeiras o corpo imortal é material desse mundo, além de ser obra nossa, é para este mundo já e para um tempo supostamente infinito futuro (chamado muito erroneamente de eternidade) e não um corpo espiritual numa eternidade espiritual, atemporal, como é na segunda.
Assim, sem necessidade de ir muito adiante já temos clareza sobre o que é transformação, resta definir bem claramente onde cada uma dessas três etapas ocorre: (1) a transformação chamada de renascimento ocorre no espírito que é revivificado, uma nova consciência desperta, ela tem a lei em si, ela sente mal estar quando pecamos e sente paz quando fazemos a vontade de Deus, essa trasformação inclui os processos de purificação e regeneração; (2) a transformação na qual também operamos ocorre na mente, esta inclui os processos de santificação e restauração (que ocorre especialmente no convívio com os santos, na congregação dos santos); e a transformação final que ocorre na forma, um corpo imperecível, imortal, eterno, incorruptível, etc., que é a reintegração e que inclui a finalização dos processos de purificação, restauração, regeneração e santificação. Espero que tenha ficado agora tudo bem claro e definido até aqui.
Também não é preciso expor exaustivamente nem descrever em todos os detalhes os demais processos para entendê-los e diferenciá-los bem.
Transmutação é o processo alquímico por excelência, nele temos incluídos aspectos das três formas de transformação mostrados acima. Não há nenhuma razão para manter isso envolto em segredos novamente, todos sabemos que os processos alquímicos são em última análise, que têm como objetivo representar processos espirituais e anímicos (conscienciais e psíquicos). Mas é verdade que também existem os corporais, tanto no sentido da saúde aqui nesse mundo quanto da consecução de um corpo imortal. E por isso, por esse detalhe, houve grande confusão, por causa dos segredos, códigos, simbologias mal compreendidas; e ainda confusão com outras formas de alquimia primitiva como é o caso da chinesa e mais posterior e fortemente com a egípcia. Mas a palavra transmutação de fato se refere a um conjunto de processos que vão desde as transformações com tudo que elas incluem até a reintegração final, ou seja, retorno ao estado original como é chamado às claras em muitos tratados.
O problema é que culturalmente e mesmo derivando de erros, crenças e até interpretações absurdas inclusive de muitos alquimistas (ou que se diziam alquimistas) foram acrescentadas muitas práticas e processos inúteis, insalubres ou que só atrapalham o processo real da chamada arte real. Ainda também foram modernamente resgatados erros do passado que já haviam sido abandonados por serem obsoletos ou prejudiciais, novamente incorporados como se fossem elementos novamente necessários. Tudo isso, somado a tratados em uma linguagem simbólica impenetrável, que se utuliza dos elementos químicos, símbolos geométricos, astronômicos e outras coisas, como símbolos de processos internos, tornou a alquimia, de ciência e modismo de uma elite intelectual, uma ciência marginal, até que finalmente é quase abandonada por completo e ridicularizada. Se por um lado não era de forma alguma entendida, de outro era interpretada completamente de forma equivocada por especuladores e por charlatães que eram tidos por uns outros como alquimistas renomandos.
Mas em resumo transmutação é uma palavra para nomear, no geral, todos esses processos citados e, mais especificamente, para se referir a transformação completa. Mas esta é bem melhor denominada trasmutação completa (veja que não é trasformar, mudar de forma; é transmutar, mudar um por outro, trocar um pelo outro, substituição (Deus me perdoe revelar aqui esse segredo, mas é tão óbvio que todos passam por cima sem ver)). Transmutação essa que se resume no processo de "transmutar os metais vis em ouro puro", ou seja, trocar os erros, os defeitos, os pecados, as tendências baixas e animalescas, as pulsões inconscientes que geram desejos violentos ou sintomas doentios, etc., etc., etc., em ouro puro, ou seja, no fruto do espírito, que contém as virtudes da alma, as virtudes espirituais, a nobreza de pensamento de intenções e de caráter, etc.. Que muda as emoções aflitivas para emoções nobres, dirige a força dos impulsos despersivos, lúbricos e violentos para o belo, as artes, a ciência, a filosofia, a filantropia; que sublima os impulsos violentos e animalescos e egoístas, dirigindo sua força ao trabalho pela humanidade, pelos seres, pelo próximo. É facil ver isso na história de grandes alquimistas, Paracelso, Valentin Andrae, Isaac Newton, Francis Bacon, Jacob Boheme, etc.. Embora não muitos tenham ido tão longe quanto os humildes anônimos que distribuiram a cura e seus ensinos no passado sem deixar rastro, nem nome, nem instituições. Muitos destes morreram sem nenhum reconhecimento, muitos até bem pobres, pois como se vê o ouro que fabricavam se tratava de outra coisa, bem diferentes do financeiramente valioso metal. Houveram muitos, sem dúvida, que se dedicaram a essas práticas materiais, eu diria que a grande maioria, até ignorantemente, mas graças a eles também temos o desenvolvimento da química e da física, e da ciência como um todo, na verdade. Mas essa, apesar de muito praticada, era apenas uma pequena parte da alquimia que despertou interesse maior nesses.
A alquimia ocidental visa a transmutação do ser humano como um todo e ponto final. E transmutação contém os outros processos, de transformação, de purificação, de santificação, de restauração, de renascimento, de regeneração... Transmutação é tradicionalmente divida em quatro fases (mas isso seria outra longa descrição de processos para se chegar a uma definição), mas pode também ser dividida em oito, ou mesmo em nove processos, e, se se subdividir o primeiro e o último, temos onze. Disto temos outros estudos específicos.
Por fim temos o termo menos claro e preciso de todos, transfiguração é a mudança da figura, mudança da aparência. Tradicionalmente ou não algumas ordens costumam ou equivaler esse processo à transmutação plena, completa, finalizada, ou, um ou outro autor, parece por vezes estar indicando alguma outra coisa ou algo superior à transmutacão. Transfiguração ainda sugere dois tipos de resultado, um poder adquirido neste mundo, sobre a forma, ou de manifestar visivelmente a forma (ou pelo menos a aparência, origial, ou uma delas) e a transfiguração final, após a morte do corpo corruptível (uns ainda dizem se tratar da forma ressurreta, mas temos sérias razões para duvidar dessa hipótese).
Lembramos aqui da transfiguração de Yeshua no encontro com Moisés e Elias. Portanto não é simplesmente uma mudança de aparência, é mostrar a real aparência completa já antes da completa transmutação. Esse é o nível de transmutação que já pode ser mostrada aqui, e nesse mundo. Porém como essa é muita rara e não é geralmente objeto da busca da maioria dos grupos, também é pouco conhecida e pouco falada ou ainda guardada em segredo. Por outro lado esta primeira também é confundida por outros com a transmutação completa e até com a reintegração. Sim, ao final dos processos também se alcança obviamente a transfiguração final, mas com a transmutação completa, seja por qual dos meios se tenha enfatizado.
O rosto de Moisés brilhava quando descia da montanha, isto já é uma transfiguração em parte; Jesus é descrito muitas vezes em aspecto diferente, algumas emitindo muita luz; e os anjos são vistos várias vezes emitindo luz muito forte. Em outras culturas o mesmo pode ser encontrado em seus relatos, Krishna é descrito como sendo verde ou azul e luminoso; Buda quando inciava um discurso mais importante emitia uma luz de sua testa na qual se podia ver vários mundos e seres; os devas (anjos no oriente hindu) quando vinham ao seu encontro emitiam fortes luzes; diz-se também que ao final de sua vida Christian Rosenkeutz era visto com um corpo translúcido e luminoso, outros dizem diáfano e se apagando, desaparecendo desse mundo. Estes, excetuando o corpo ressurrecto de Jesus, que já era o corpo final imortal, após a ressurreição, são exemplos de transfiguração que pode ocorrer ainda nesse mundo. Poderiamos ainda falar sobre propriedades, possibilidades e poderes de mentes e corpos e seu potencial, mas para não irmos muito longe da ciência ou da tradição isto basta.
Enfin, santificação é simplesmente separar aqui agora, não é algo distante, é algo para ser provado já, aqui, praticado de momento a momento. Por um lado somos separados por Deus, por outro temos uma atitude nossa, um modo de separar-se do mundano e por fim reintegrar a ordem orginal. A santificação completa é ser santo como Deus é santo, o que envolve vários processos como os acima citados que culminam na completa santificação final. Por que coloquei todos esses processos aqui, na parte que fala de santidade e não em outra, como na anterior, no despertar que é um fundamento anterior? Porque santificação, purificação e restauração são conceitos muito próximos e cabe diferenciar dos outros e defini-los. E por que revelei certos processos tidos como segredos, sagrados, mistérios, aqui? (Porque não existe segredo disso, é só saber procurar) Porque devemos esconder pérolas de modo que só os sábios e verdadeiros buscadores achem, só os que tem coração puro e se interessam em santidade. Até os maus podem e muitos querem ser despertos, mas eles não podem nem se interessam em ser santos, não vão se dar ao trabalho de ler um texto tão grande sobre o que eles despresam...
terça-feira, 28 de abril de 2020
Os objetivos últimos são realizáveis aqui agora - segunda parte
1 Despertar
Este é o mais comum objetivo de todas as ordens, escolas e religiões. É também muitas vezes colocada como pré-requisito às outras realizações. Mas também é muito confundido com o conceito de iluminação. Vamos desfazer primeiro essas confusões.
Despertar é um objetivo comum principalmente das escolas do extremo oriente. Por isso ser bem menos generalizado nas escolas do ocidente algumas palavras são colocadas para nós como tendo sido trazidas dessas doutrinas. Um grande exemplo é o objetivo supremo da maioria das doutrinas orientais, moksha, traduzido como iluminação. Nada mais absurdo. A palavra moksha seria bem melhor traduzida como despertar-libertação, ou, se não há palavra equivalente, o correto seria traduzir com uma expressão que mostre seu significado, como "libertar-se das ilusões das aparências transitórias", por exemplo, ou "libertar-se da ignorância e das emoções aflitivas", como dizem outros. E isto é melhor descrito como um despertar. Um desperto é chamado buddha, ainda nas tradições do oriente mais distante. Buddha, buda, é a palavra que mais gostam de traduzir erroneamente como iluminado, mas a tradução correta é desperto. Boddhi, outra palavra, significa depertar, não se iluminar. Iluminação é outra coisa, veremos mais adiante. Mas não haveria necessidade de importar palavras de tradições orientais se as escolas ocidentais quisessem ser claras na definição de despertar. Despertar nas tradições ocidentais que de fato se utilizam desse processo pode ser bem definido como ver a verdade, ou a realidade, tal qual ela é em si mesma. A tradição hermética colocou isso num básico princípio, erroneamente apelidado de mentalismo, ele diz "tudo é mente". Mente aqui significa o princípio, nesse caso enuncia basicamente o mesmo que a es
Ainda existem muitas outras palavras orientais mal traduzidas que geram mais confusão. Samadhi, que na verdade significa concentração (e não meditação como muitas vezes é traduzida), é também de certa forma equivalente aos dhyanas (sânscrito) ou jhannas (pali), estados de absorção, ou de concentração; também é sinônima de concentração correta (adhi, significa correto) ou contemplação; e é, não o objetivo a ser alcançado, mas uma etapa a ser galgada para atingi-lo, ou seja, ao estado de buddha. Satori também tem sido traduzido como iluminação e como despertar, e é bem peculiar à sua tradição filosófica, que o traduz como um acordar definitivo, embora literalmente signifique compreensão (que outros traduzem como insight, o que gera mais confusão ainda), porém, neste caso, é uma compreensão completa, esta sim, equivalente a tornar-se um desperto. Já insight seria bem melhor traduzido como compreensão, não é obrigação que todo brasilero saiba o que é insight. Então não encontramos a palavra oriental que realmente tenha dado origem a essa tradução, é apenas um descuido tê-la ligado à palavra pali vipassana, que ficou, por isso, sem tradução para nós, porque vipassana também não é apenas uma compressão, é também concentração, contemplação, um "ato de manter a atenção vilante", ou atenção focada, ou "atenção plena", ou e o resultado disso, uma consciência atenta, ou "consciência plena". E este sim, é o importante no processo do despertar, pois é o estar desperto aqui agora ou "estar consciente aqui agora momento a momento".
É claro que se não soubermos o que se quer dizer com a palavra "despertar" não adianta dizermos que queremos despertar ou escutarmos alguma ordem que diz que seu objetivo é o despertar. É preciso definir precisamente o alvo em se tratando de um objetivo central e último. Se o alvo principal não é bem definido o sistema que o propõe não merece confiança.
Despertar na tradição ocidental (ainda que vinda do oriente mais próximo) também é um conceito muito importante, que tem muito mais a ver com libertação, pois é conhecer a verdade que liberta. Não é qualquer verdade que liberta, há portanto uma verdade que liberta e essa deve ser o alvo, outras verdades ainda que facinantes, podem estar sendo usadas por esses falsos mestres apenas para desviar a atenção da verdade principal, a que liberta. E se esses estão fazendo isso estão de fato mantendo as pessoas prisioneiras.
Nessa tradição ainda temos outra concepção um tanto científica, que é o conceito de estar vigilante momento a momento, que se liga ao conceito de auto-observação, é também identificado por outros como estado de atenção plena ou de estar presente aqui agora. Pela operação e pelo modus desse processo ainda temos mais um elemento que se liga a ambos os anteriores que é a recordação. Ou seja, na prática, é preciso recordar instante a instante de estar vigilante ( atento e em auto-observação) e presente momento a momento sem esquecer o objetivo, que não é testemunhar qualquer coisa simplesmente, mas manter-se na verdade já recebida, que liberta quando é conhecida, ou através de seu conhecimento. Assim a testemunha, consciência, deve permanecer sempre lúcida, atenta a todos os acontecimentos internos e recordada de sua verdadeira natureza, o Espírito de Deus (caso já o tenha aceito e recebido), que é conhecido na pessoa de Jesus Cristo (por isso "conhecereis a verdade e a verdade vos libertará", e "eu sou o caminho, a verdade e a vida"). Assim, nessa relação direta, conhecendo a verdade em si, é andar desperto. Reconhecer o Cristo interiormente tem sido muito difícil na maioria das ordens que se dizem cristãs, ou gnósticas ou o que quer que digam que são, porque eles dizem que todos tem uma partícula de Deus ou de Cristo internamente e isto é uma confusão.
O tathagatagarbha ou natureza de buddha que o oriente declara que todos nós possuímos é classicamente um potencial, e só em algumas tradições muito mais recentes é considerada como completamente já presente para ser alcançada já (seja a qualquer momento ou gradualmente . Estas tradições todas, porém, têm em comum que essa natureza precisa ser despertada; dizem que não temos acesso a ela por natureza, mas através de algum procedimento que ensinem. O que muda nas tradições ocidentais é que essa natureza é chamada de espírito e este é que possui a consciência que por sua vez precisa ser despertada também por processos que ensinem.
Mas a partir daí vemos as várias divergências que podemos resumir em três modos: (1) todos possuem o espírito (ou sopro divino ou natureza de Deus ou essência...) igualmente e sua consciência precisa ser desperta através da observância de leis, procedimentos, meditações, moral, bem ao estilo judaico ou hermetista e igualmente nos sistemas orientais como budista, jainista, hiduista ou taoísta; (2) todos possuem o espírito igualmente, mas apenas uma pequena fagulha ou átomo que precisa crescer por algum processo e esse crescimento é que levaria ao despertar da consciência, bem ao estilo gnóstico ou kabalista, onde a fagulha já é considerada o Cristo, e o despertar se dá pelo conhecimento de ou por união com Deus, algo semlhante com outros nomes (ou apontando outras divindades) também se dá nos sistemas brahmanista, krishnaísta e amidista; e (3) todos possuem o espírito (sopro ou essência divina) igualmente adormecido ou mortificado e precisa receber por escolha própria o Cristo e o Espírito de Deus para vivificar esse espírito de uma vez, e o despertar gradual é através da santificação ou obediência e pelo conheciemento direto de Deus, bem ao estilo cristão onde isso ocorre através do conhecimento de Deus na pessoa de Cristo e a entrega completa a ele, na relação vivencial com Deus através do Espírito Santo (esse procedimento é único do cristianismo e do gnosticismo cristão, mas há muita semelhança com o processo krishnaísta e amidista, embora estes apontem outras divindades).
Todos, enquanto ensinamento de um meio para alcançar o propósito, estão de alguma maneira corretos. E todos de certa forma incompletos, e se complementam. A tradição do ocidente vem diretamente das tradições judaica, hermética, platônica e cristã. Essa mescla cultural não se deu de forma sincrética, mas por apontar os mesmos procedimentos ainda que com ligeiras diferenças e linguagens diferentes. Mas falando sobre o processo de despertar como definimos acima, todos concordam com exatidão, embora o expliquem de forma diferente. Todos mostram a necessidade de despertar e despertar é para todos eles o mesmo que conhecer a verdade sem sombra de dúvidas e finalmente por inteiro. Jesus fala do pleno conhecimento da verdade. Isso era o buscado em todas as tradições dos filósofos (dos gregos pré-socráticos, passando pelos metafísicos, e mesmo renascentistas), pelos judeus (em todas as tradições, desde as mais antigas e literalistas ou menos metafísicas, como saduceus do tempo de Jesus, até as mais místicas ou metafísicas como nazarenos, essênios, kabalistas e messiânicos) e pelos herméticos (desde os mais antigos e filosóficos até os mais cientificistas e sistemáticos como os alquimistas e simbolistas dos século XI em diante).
Veja agora a falta de lógica de algumas dessas supostas ordens quando colocam como pré-requisito das outras realizações um despertar gradual. Se o despertar é gradual e você só vai atingir outras realizações depois de despertar, então você não vai ter essas realizações tão cedo, já que o despertar é bem demorado (e é no futuro, eles admitem). E mesmo quando nao é apresentado assim, a pessoa vive numa fé extremamente cega, pois não conhece, não vê, nem sequer vislumbra o objetivo principal que está a perseguir, o despertar, e ainda os falsos mestres geralmente dizem que é impossível descrever. Ora, os seus seguidores estão completamente às cegas, numa confiança enganosa. Como podem tais que se dizem dizem mestres cometer um erro de lógica desses? Como podem uns, supostos mestres, estarem falando de suas realizações superiores se claramente demonstram não serem despertos sequer um pouco mais que o comum da humanidade? Como podem ser mestres e prometerem algo que eles mesmos não sabem dizer o que é nem como é e tais seguodores terem como objetivo aquilo que eles não podem saber o que é? Esses são enganos claros.
Despertar na verdade é sempre presente, é sempre aqui agora, não existe, por definição, despertar futuro, por mais que o despertar seja gradual, ele sempre se dá no agora, de instante a instante, não se restringe a um período de tempo ou um instante. O que ocorre é que agora tem uma magnitude, outro momento pode ter outra. E despertar é e se dá a partir de dois processos basicamente, vigilância e consciência. Para estar desperto é preciso estar atento, presente, dirigindo a atenção voluntária e conscientemente, e é preciso ter pelna consciência. Plenamente atento e plenamente consciente, é como está qualquer desperto, seja o que despertou completamente, seja o que despertou para a realidade ao seu redor aqui agora, é o mesmo processo. A diferença se dá, por isso é gradual, no que é conscientizado (uns tem bem mais conscientizados que outros). Despertar gradual e expansão de consciência, isto é, estar consciente de cada vez mais realidade (em qualidade e quantidade), ou seja, mais camadas de realidade e significado. Não existe plenamente desperto nesse mundo a não ser para a realidade ao alcance dessa condição, pois plenitude de consciência é também plenitude de conhecimento, ou seja, onisciência, e nós passaremos a eternidade conhecendo, só o Eterno pode ser Onisciente, pois é consciente de todos os tempos, de todos os instantes em todos os detalhes de tudo, e desde antes de existir o tempo sempre foi assim, conhece a história real e completa do principio ao fim.
Tudo que nos é possivel é, e sempre será, estar desperto aqui agora, seja qualquer grau de conhecimento e consciência que tenhamos, por maior que possa ser seu alcance. Pois ele se dá num fluxo de instantes presentes que se sucedem. Portanto é possível estar despertos sempre aqui agora. Quando estamos, nesse estado já somos despertos, não vamos despertar, já somos budas, já temos moksha, pois estamos livres das ilusões ainda que estivéssemos mergulhados nelas, como alguém num sonho lúcido. E sempre será assim em qualquer grau de consciência que atinjamos. Isto realmente é condição para muitas realizações, mas não leva à salvação, à iluminação, à santificação, às bem-aventuranças, se não quisermos, não é um processo automático, nem uma relacão de causa e consequência. É claro que há consequências importantes nesses outros processos que derivam do despertar, mas o despertar não os gera automaticamente, é preciso leva-los a cabo.
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