quarta-feira, 5 de outubro de 2016

A SABEDORIA

Podemos falar de dois tipos de sabedoria rosacruz e mais uma intermediária e até mais uma mais elevada.
Num nivel comum ela é a sabedoria da ciência rosacruz feita da experiência de seus praticantes e tradições ao longo da história, mais a sabedoria de todos os grandes mestres, dos sábios de todas a vertentes da sabedoria humana.
Num nível mais elevado é tanto a sabedoria revelada, pelo Espírito Santo, ou pelo Anjo Guardião, ou pelas partes mais elevadas do próprio ser ou através da iluminação pessoal, como também a sabedoria revelada dos grandes mestres especialmente em se tratando da linguagem da verdade última, absoluta.
Num nível intermediário são as inspirações aqui citadas nesse parágrafo anterior, mas sem que tenha ainda alcançado nem a experiência nem a compreensão da verdade última, muito menos da iluminação.
E num nível que quero dizer o mais avançado, não muito citado em outras escolas será o nível de uttara samiak sambodhi, ou seja, plena e completa iluminação que só é alcançado através do caminho do bodhisattva segundo o próprio Buda no sutra do Lotus.
Nos evangelhos gnósticos fala-se do retorno ao Pleroma e da união com o pai, tornar-se um com o Pai é possível através do caminho do bodhisattva como fez Jesus para nos mostrar. Em alguns sutras mahayanas também é descrito em detalhe pelo Buda.
A sabedoria rosacruz é sintética e sincrética, reconhecendo a igualdade e a validade dos ensimentos, mas também sabendo distinguir os meios hábeis para cada público, cada época, cada pessoa, e cada estágio do discípulo.

Como foi dito acima, alguns  enfatizam mais um mestre ou outro, uma filosofia ou outra, e nós também temos nossas ênfases e nossas razões. Mas é preciso entender a rosacruz como ciência que tanto evloui como preserva as palavras e as tradições dos mestres, isto sempre embasado na ciência e na iluminação própria de cada um, cada um deve provar para si mesmo, cada um será seu guia, cada um é seu próprio mestre. Pois havendo por qualquer motivo desvios do curso, a razão, a experiência e ciência e a iluminação autêntica, principalmente, são o que salvará o praticante dos enganos e em última analise restaurá a ciência à sua verdadeira rota.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

COMO RECONHECER OS FARSANTES


É fácil reconhecer algumas por suas características, outros são difíceis e tem caraterísticas mais complexas. As cinco primeiras a seguir são mais simples de serem notadas, e as outras mais complexas devido a relações com religiões similares ou a terem um conjunto de caracteres mais complexo para definir no final uma só característica ou mais oculto, sendo revelado apenas em altos grau. Deixei de fora as mais óbvias que não merecem sequer mensão de serem relacionadas a rosacruz de tão ridículas que são (por exemplo: adoração ao diabo ou Satan, idolatria ou adoração a deuses de barro, como se diz, embora algumas excentridades desse tipo auto proclamem rosacruzes, provas arriscadas nos graus, venda de almas, etc.) e deixei ainda assim outras que, ainda que ridículas, ou tem sido atribuídas aos rosacruzes novos ou algumas instituições falsas, que se autodenominam rosacrucianas ou não, têm adotado. Vamos a elas:
(1) cultivam o ego, a personalidade, a riqueza e a prosperidade material (essas três juntas formam uma característica, não quer dizem que os bens materiais e a riqueza sejam condenáveis, mas a cobiça ou a busca prioritária através de religião ou misticismo sim, pois prende a consciência a esse mundo e os enganadores intentam justamente isso);
(2) prometem ou planejam ou dizem que o paraíso é ou será aqui mesmo nesse mundo ou na terra, na matária tal como percebemos (é claro que isso depende da visão e do nivel espiritual do observador, o problema é querer estabelecer o paraíso na matéria);
(3) são extremos em relação ao sexo, ao ato sexual: ou rechaçam completamente como o maior pecado e abominação ou o extremo oposto, pregam a interira libertinagem e o culto da luxuria e até o abuso sexual (é certo que o desejo sexual mantem a consciência presa a esse mundo e que a castidade é o melhor caminho, mas não quando esta contribui para o aumento do desejo, nem tampouco significa que o ato sexual em si seja pecaminoso, existem meios termo, caminhos);
(4) declaram guerra ou luta ou “guerra santa” contra os chamados por eles de ifiéis ou algo do tipo, são contra a liberdade individual em vários sentidos, principalmente contra a liberdade  religiosa, são sectários e impõem sua religião como única ou o ateísmo sistemático ou o materialismo (essa constitui uma das principais características senão a principal, seja todo o conjunto ou apenas um dos elementos);
(5) defedem a violência (inclusive contra os prórios filhos (no sentido da surra, espancamento, estoicismo sistematizado, humilhacão, seja psicológica ou utilizando a força física e o privilegio da maior força ou tamanho, etc. e ou contra o sexo feminino, geralmente, mas pode ocorrer o contrário), a pena de morte (não estou falando de defender a pena de morte simplesmente, mas de defendê-la enquanto posição religiosa ou sistemática de religião ou escola ou ordem ou por razões supostamente religiosas ou esotérica), o aborto, o estupro e ou a sodomia (veja que não estou falando neste último caso de homossexualismo, mas sodomia como prática religiosa ou coercitiva por alguma razão supostamente religiosa ou esotérica).
A seguir as características mais complexas, que os falsários (enganadores e enganados) conseguem dissimular, esconder, misturar com verdades, justificar, explicar distorcidamente, etc. de modo que fica mais difícil caracterizar, diagnosticar, apontar ou até mesmo comprovar seus garandes erros, crimes, enganações, etc.:
(6) promovem cultos fanáticos, de crença cega e extremamente emocional, onde predominam as ameaças com o inferno e outras punições, créticas e auto críticas que colocam as pessoas para baixo, fazendo sentirem-se vermes, incapazes, pecadores, sempre em dívida; a figura do inimigo desempenha o papel principal no seu discurso, como presença no mundo (e em destaque com senhor desse mundo) e nas vidas das pessoas criando uma dependência entre a pessoa e a figura sacerdotal e ou da instituição, que envolve o medo.
Esta é uma característica bem mais complexa e difícil de ser apontada do que pode parecer, mas vamos detalhar dois pontos cruciais: (a) no caso do culto, o exagero, a exacerbação das energias e da emoção são um estado nervoso cultivado através de muitas censuras e restrições (da ideia de pecado atribuída a instintos naturais, como o de comer, defecar, algumas vezes visto como um castigo de Deus, a dor como sinal de castigo e reprovação divina, e principalmente o sexo como uma tentação infernal, etc., enfatiza Deus como castigador e antropomofiza as leis naturais, fala de juizes do karma, anjos vingadores, órgãos espirituais que nos tornam ruins ou bons, etc.) ou cultivado através de sugestão coletiva, não é um processo natural momentâneo nem algo que a pessoa faria sozinha, mas tem as mesmas características de uma histeria coletiva, muito diferente da simples alegria, êxtase, ou exaltação natural (mas mesmo com esse descrição sozinha é difícil diferenciar); (b) o sujeito é praticamente privado do contato direto com a divindade individualmente, ou seja, aos poucos ele se torna, para essa suposta interligação, totalmente viciado, dependente ou da instituição ou do grupo de pessoas que comungam da mesma paranóia ou do sacerdote ou mesmo de tudo isso junto.
Essas duas características juntas são o que define um dominador psicológico ou instituição que se utiliza disso para enganar as pessoas para alguns de seus objetivos que geralmente é dinheiro ou alimentar alguma entidade vapiresca (no geral também a egrégora da comunidade, para o sucesso da qual muitas vezes é necessário que o próprio sacerdote seja também inconsciente do processo). Não se envergonhaam de aprender conhecimentos de psicologia, hipnose e fisiologia no intuito de dominar suas platéias, bem como agregar elementos populares de outras religiões, além de elementos populescos políticos e de superstições seja para atrair ou induzir o medo.
(7) têm características sobre a obtenção de dinheiro que envolvem espoliação, estelionato e apropriação (ou o incentivo a essas práticas ou outras, chamadas arbitrariamente de revolução, justiça social, redistribuição de riqueza ou similares ou então de dízimo superior ou perfeito ou melhor sacrifício ou similares) e não são nunca muito claros sobre como esse dinheiro é obtido e em que é aplicado. Sendo mais claro, utilizam qualquer espécie de estelionato religioso, embuste, teatralização, pantomima, para enganar  e sensibilizar no sentido de obter maiores doações; cobrança de tributo ou incentivo a dar toda renda e ou propriedades, todo o dinheiro ou recursos (ou dízimo que não é de dez por cento, mais mais, chegando geralmente a cem por cento ou pelo menos cinquenta, o o velho "dê tudo que puder" acrescido do "e você pode dar tudo"); ou pragam o “comunismo” ou socialismo ou outro coletivismo, como reformas ideais pelo menos entre os membros, usam sinônimos das palavras desapropriação, apropriação, redistribuição, etc. (dificilmente estes mesmos termos), ou então cultuam o materialismo (histórico, dialético, teológico ou esotérico) geralmente jogando os pobres contra os ricos ou as vezes mesmo o contrário, ou negros contra brancos ou vice versa, a mulher contra o homem, os fiéis contra os ateus ou infiéis, ou mesmo os ateus contra os religiosos, enfim, conceituam distinções e dividem as pessoas em grupos antagônicos e estimulam a luta, seja de classes ou religiões, ou qualquer outra (mesmo uma só dessas característica já denuncia uma obra maléfica), proclamando diferenciações que dividem as pessoas em grupos, classes, raças, etinias, etc. antagônicos, culpando algum grupo ou entidade pelo seu atual estado financeiro ou material; ou pregando ideais de pobreza exaltação dela e equiparação ao conceito de humildade (se for bem observado, eles só recebem e os seguidores só dão tudo); ou pelo contrário, prometem a prosperidade e promovem o empreendedorismo, mas sempre ficando apenas nisso como um sinal da bênção divina e apenas para seu próprio crescimento e riqueza pessoal.
Neste caso último não é tão simples diagnosticar, portanto é sempre bom observar a combinação com as características do começo deste quesito. Não é a simples aceitação de qualquer doação ou a mensalidade ou o dízimo, afinal toda organização que ocupa um espaço tem custos, despesas e dá trabalho, observe os elementos acima, exagero, teatralização, exacerbação emocional, argumentos políticos fundados em justificativas como injustiça social, ideal de comunismo, luta de grupos ou apologia da pobreza, ou apologia da riqueza exarcebada, etc.. Por isso tudo um diagnóstico complexo.
(8) sacrifícios e oferendas, de corpos, da vida de seres sencientes, desde pequenos animais até humanos. Sem dúvida existem religiões que ainda hoje usam tais práticas, porém jamais a rosacruz, não faz sentido ligar esse tipo de prática a uma ordem rosacruz, não tem o menor sentido uma ordem dedicada à cura e salvação de vidas sacrificar vidas (nem ordens esotéricas que tem o objetivo mais elevado, não se sacrifica uma consciência em benefício de outra). Nem faz parte da rosacruz se utilizar de coisa desse tipo nem de outros primitivismos que envolvam trocas materiais (ou energéticas) ou de favores, com entidades ou divindades. Não se subornam verdadeiras divindades, não se compram divindades, com matéria ou energia ou o que seja. As forças das divindades são quase infinitamente superiores às nossas de modo que elas nos poderiam dar à vontade sem necessidade de receber coisa alguma. Quaisquer oferendas mentais ou matérias ou energéticas (ou de ambos tais como alimento, aromas, flores, pedras, etc.) não devem utilizar corpos, carne, sangue nem partes de corpos; nem devem ser feitos no sentido de obter retorno, o que já arruinaria a oferda, mas sim, podem ser feitos como exercício e expressão da generosidade, da devoção, do desapego e da gratidão. Nem tampouco essas energias vão alimentar necessidade alguma de uma divindade. E principalmente: não envolve a perda da vida ou a doação de energia de um ser senciente. Sacrifício de ser senciente não é bem visto hoje por nenhum ser espiritualmente elevado nem pelos mestres ascensionados (este é um tema complexo que não se explicará aqui e precisaria um livro inteiro sem mesmo assim se esgotar). Todo aquele que nececessita os veículos fluidicos condutores materiais sensíveis para alguma manifestação é inferior. Toda retirada de vida que é feita intencionalmente, gera terrível mal karma e aprisionamento a esse mundo, é assassinato. Este último parágrafo é mais que suficiente para o bom entendedor. O segundo nível de entendimento rosacruz já deve contemplar o retorno ao estado original, portanto, nem sequer deveriam comer carne a não ser por uma eventual necessidade. Não é objetivo desse livro explicar todas as razões disso que já se encontra em outros livros rosacruzes.
(9) ingestão ou manipulação de sangue ou esperma de outro, estes são os veículos fluidicos condutores materiais mais sensíveis. Alquimia sexual (ou yoga sexual ou magia sexual ou tantra sexual) não pode ser confundida com esses mal usos.  Alquimia sexual é trabalhar com seu material e sua energia dentro do seu laboratório, não se trabalha no laboratório de outro, nem com material de outro (apesar que podem existir outros tipos, mas normalmente se restringe ao uso do casal e opção pessoal, e nós não ensinarmos estas coisas). O alquimista tem que ter seu próprio material e laboratório, o que o alquimista utiliza da outra é o fogo para aceder sua fornalha (e para muitos nem isto é necessário vir de fora) e nem é preciso ser mais claro que isso. Mas quero ser específico num desses exemplos que é o uso de esperma e ou sangue e ou sangue menstrual ou qualquer mistura desses elementos acrescentados em qualquer que seja a quantidade em pãezinhos, óstias eucarísticas, vinhos ou qualquer bebida ou qualquer comida distribuída ao público ou para um grupo seleto, como ocorre em algumas ordens inclusive uma ou outra que às vezes se arroga usar o nome de rosacruz, isto não é prática rosacruz, é aberração. Também é importante ressaltar o mesmo com relação a matérias de animais e vou ser mais enfático em certo caso: beber sangue de bodes, de galinhas ou de qualquer animal (mesmo humano) é o mesmo que admitir que quer animalizar-se, na visão rosacruz que busca reestabelecer o estado natural humano (que é o estado paradisíaco, vegetariano), é uma confissão e demonstração explícita de inferioridade.
Por mais que tudo seja um na realidade, o praticante deve entender que não tem acesso ainda à realidade, tudo é metalinguágem, o significado da ação conta às vezes até mais que a ação, ademais se fosse só assim, pensando que tudo dá no mesmo, bastaria comer fezes ou qualquer outra coisa ou se jogar de um penhasco quando quisesse se curar de alguma doença. Há também o exemplo do extremo inverso. Alguns defendem que a eucaristia de Jesus tinha verdadeiramente seu seu sangue e pedacinhos de carne e que assim deveria ser a nossa e que a iniciação é um pacto de sangue. Ora, então este não entende sequer o significado exotérico (em consequência, nem o esotérico) das palavras sangue e carne de Jesus, como pode estar ensinando algo sobre isso a outro? Mas o mundo oculto contém armadilhas. Pessoas escravizadas por entidades, podem se tornar líderes populares e fazer essas coisas e outras como acima mencionado e ainda serem defendidos por suas vítimas, há desde água "benta" com alguma quantidade de esperma ou sangue até sacrifícios onde bebem o sangue das vítimas. As pessoas que não conseguem ver nisso um mal ou já foram possuídas, ou são do mesmo tipo maléfico, ou já se acostumaram, se é que isso é possível, através de uma auto violação ou corrupção gradativa. Por isso, muito cuidado onde se ponham os pés.
(10) tortura, mutilação ou flagelacão. Ter uma dessas características é absolutamente abominável, e impossível de ser relacionada a rosacruz, mas por incrível que pareça alguns, incluindo falsos rosacruzes têm escrito artigos onde concordam com "pequenas" mutilações, do tipo judaico (retirada por motivo religioso do prepúcio) e muçulmano (retirada do clitóris) ou elogiosos ao pagamento de promessas com flagelos ou mesmo o auto chicotear-se ou usar flagelos cortantes, como os illuinati da ficção, ou têm descrito práticas de auto punição usando até mesmo o castigar-se sistematicamente cortando-se com lâminas. Eles geralmente são neutros diante disso numa ordem ou apóiam, como se fosse bom 'para reduzir o mal karma' ou a 'força dos pecados'. Afirmar tal coisa seria na verdade fazer o papel do advogado do diabo, que espera justamente isso.
Muito melhor seria se impor a meditar diariamente em posição de lotus, quem já tentou passar meia hora ou uma nessa posição sem ser acostumado sabe como pode ser doloroso, só que nesse caso estaríamos cultivando a meditação, acendendo a luz interior e não se castigando ou sofrendo em vão.
Tem sido citado o elogio à circuncisão judaica e a retirada do clitóris como fazem os muçulmanos como um ato de fidelidade religiosa. A pessoa que entra na rosacruz está buscando a libertação e se de fato ela aceita Jesus, Buda, Lao Tse ou Hermes como mestre, ela está livre, ela não está mais sob o julgo da lei, mas na liberdade original que dispensa qualquer preceito impositivo, o que retorna, elogia ou peopaga tais práticas anti naturais não deve ser chamado de rosacruz nem isso poderia ser defendido por alguém que se diga rosacruz. Tais pessoas certamente estão plantando a semente do inferno dentro si e não qualquer coisa santa. Elogio à mutilação por mínima que seja é sinal de insanidade, é sadismo, masoquismo...
(11) usam sustâncias ou artifícios que mudam ou prometem mudar a vida e ou a mente e ou a consciência ou a personalidade do adepto para sempre. Algumas substâncias realmente podem fazer algumas dessas mudanças, mas o que causam é sempre ruim, é sempre para pior e muitas vezes irreversível. Citarei só alguns exemplos entre as mais conhecidas para não dar ferramentas ao inimigo. O caso mais fomoso é das religiões brasileiras que utilizam o daime ou similares. É uma droga que em si é negativa, pois é uma combinação de venenos muito intoxicantes e espiritualmente danosa levando a experiências em regiões mentais inferiores. Por isso a necessidade de todo o culto, cântico e orações, para não permitir cair ou viajar também em estados ruins e para forçar uma aparência de espiritualidade cristã ou xamânica e comunhão, mas de fato a pessoa fica mais isoloda nas ilusões do seu ego. Pode algumas vezes em algumas pessoa produzir um estado aparentemente positivo, mas alucinatório que reverterá quanto mais o uso se repetir, o uso prolongado e repetido leva a pessoas a ficar mais e mais isolada nas alucinações egoicas às quais ela sente que são revelações espirituais, chegando à esquizofrenia mesmo sem o uso e a paranóia ou pelo menos neurose, mesmo sendo usada poucas vezes. A LSD tem as mesmas características, mas é menos perigosa em relação à transformação da personalidade e mais imprevisível quanto ao estado auterado e mais perigosa em se tratando de entrar definitivamente nos delírios, sem volta. Também é espiritualmente negativa, porém aparentemente bem menos que a primeira, pois seu potencial de alienadora é reduzido a instantes após o uso, enquanto a outra tem um estado mais confuso e mais permanente de confusão mental (que o adepto jura que é clareza, mas testem-se suas capacidades em comparação com o estado anterior e fatalmente será mostrada a deficiência). Nesse grupo alucinógeno há várias, mas vou citar apenas mais uma, a zabumba, a mais negativa de todas, física, mental e espiritualmente falando. Não se pode ainda ter certeza se é mais ou menos perigosa e definitiva que a LSD, mas seu uso isolado tem sido também relacionado a agressividade, possessão, tentativas de assassinato ou suicídio, loucura e muitas vezes até viagem sem volta.
A outra que é usada conscientemente em graus mais elevados de algumas ordens é a cocaína. O mais impressionante é que mesmo com o uso controlado nas ordens as pessoas desenvolvem os mesmos delírios de grandeza, de grande inspiração e intuição, de clarevidência ou de leitura de auras ou energias ou olhos ou personalidade ou o que seja, mas teste-se e se verifica jusatmente o contrário. Os supostos intuitivos ou inteligentes, mesmo falando de generalidades que poderiam encaixar na vida de qualquer um, eles mais erram que acertam. Se tornam derrepente sábios e grandes conselheiros em seu delírio de grandeza. É também chamada a droga do ego, pois o alimenta, o cresce, o exibe mais e se torna mais egoísta e impaciente, com o tempo a pessoa se torna mais nervosa e intolerante e intolerável, e o pior, arrogante e se achando mais inteligente, mais eficite, mais rápido, mais espiritualizado, mesmo sem o uso. Logo vem a dependência e gradativamente a personalidade se transforma e o corpo perde a força e a vitalidade, que só torna a "normalizar" sob o efeito da droga. A coca,  folhas, se bem usada é positiva tanto para mente quanto para o corpo, inclusive pata cura, do mesmo modo que o café, chá verde, chimarrão e outros estimulantes naturais, mas a cocaína manipulada ou produzida é negativa. Mesmo assim ela na preparação da forma xamânica pode algumas vezes ser bem usada espiritialmte, produzir estados positivos, mas a razão disso é totalmente incerta e casual, fora do controle, o que é pior é isso, ela pode chegar a isso raramente, o que faz com que a pessoa use mais e mais e repetidas vezes na tentativa, e chegando rápido ao vício e muitas vezes a overdose, infarto ou derrame. Todo usuário tem a mesma ilusão, "comigo vai ser diferente, eu controlo, eu tenho força, fulano é fraco". E mais cedo ou mais tarde ele não consegue mais viver sem a droga. É um estado prazeroso seja bom ou ruim, seja positivo ou negativo, dura pouco, entre segundos até no máximo quinze minutos. No restante predomina o negativo, mesmo e até mais ainda se a pessoa logo usar outra dose. Com o tempo ela destrói os neurônios, mas cedo destrói e reconstrói sinapses para seus padrões de dependência, modificando a pessoa, o prazer que causa (que faz aos poucos esquecer os demais prazeres da vida, inclusive o sexual) será sempre mais procurado e urgente e a mesma quantidade nunca é novamente suficiente, sempre vai necessitando mais.Uma das coisas que a coca produz é a abeura de certos canais, o funcionamento mais rápido dos chacras e do metabolismo. Como resultado se a pessoa não estiver ligado a forças fortemente  positivas, as negativas não perderão a oportinunidade de sugá-la e influenciá-la. Espero que com isso já tenha dito o suticiente. Muito do que se pensa ou sente como positivo é, na verdade, negativo.
O mais conhecido exemplo é a maconha, é um droga negativa, que diminui a percepção e a consciência, e com o tempo a inteligência e a memória, no entanto o usuário sente justamente o contrário, mas novamente façam-se testes e comprovam-se perdas. Por isso quase toda as religiões e ordens não incluem a canabis sativa como algo espiritual, mas nocivo, os videntes equilibrados (cujos chacras se alinham e giram nos sentidos e nas velocidades corretas, o que é bem difícil) testemunham auras e chacras totalmente afetados por esse uso e seu efeito nocivo dura entre cinco a sete dias mesmo sem o uso. Há controvérisia sobre o uso da canabis indica, bem mais rara e difícil de conseguir até mesmo no oriente, muita gente compra gato por lebre. Por mais empolgação ou euforia que essas inovações vem a produzir como meio de sedução ao inexperiente, nem droga desse tipo pode por si só causar ou auxiliar a elevação espiritual, mas muito pelo contrário. Por tais motivos não se as utiliza. Até onde eu sei nenhum!a das ordens rosacruzés conhecidas as utiliza.
Nas tradições geralmente quando há tais usos ou uso medicinal são usadas drogas naturais, e no uso específico para alterar a mente ou a consciência apenas temporariamente se usam auxiliares e não provocadores, nada substitui a tricional cânfora e menta, chás, banhos; a alimentação correta e vegetariana; os exercícios respiratórios, de yoga e meditação. O melhor é a segurança dos métodos já comprovados. Não se utilizam entorpecentes para espiritualidade elevada, esta é uma característica definida. Mas há escolas e religiões que utilizam o alcool em pequena quantidade. O uso de alucinógenos cientificamente falando é bem complicado, e seus resultados podem ser inexistentes ou negativos, afinal são ilusões, ao contrário do que dizem (que é uma "abertura mental" ou expansão da consciência, eu me pergunto como se pode expandir o que já é infinito e absoluto, é apenas sair de uma prisão para outra, pois se continua ainda no pequeno e ilusório eu), nós jamais utilizamos, pois nosso intuito não é de iludir ninguém. Os calmantes não devem ser usados de forma generalizada, apenas quando a pessoa tem algum problema e um especialista ordenado indica algo específico. Os estimulantes são bastante usados em quantidade adequada, os exemplos mais comuns são o chá verde e a cânfora, nestes casos algum relaxante ou calmante natural pode ser combinado, nós usamos de preferência o mate cru (chimarrão) em combinação com outros, mas antagônicos, pois ele aumenta a eficiência mental, mas também pode deixar a mente agitada, a cânfora tanto estimula quanto acalma. Mas não são eles os responsáveis pelos resultados, apenas mais detalhe, um dos coadjuvantes.Parece que pesa muito a questão das proporções entre os elementos dos diferentes estimulantes viciantes em comparação à cânfora, ainda tem a questão do nitrogênio, que não existe na cânfora que apenas por sentiramos seu cheiro por um pouco de pasta perto das narinas já ajuda na meditação, calma mental, e não  agitação da mente como fazem os outros estimulantes. A semelhança química substituindo os estimulantes que já existem naturalmente no cérebro está relacionada a facilidade da dependência.  Existem outros como soníferos, hipnóticos, etc. nossa recomendação é nunca serem usados como elemento oficial das práticas, mas apenas na medicina individual conforme as necessidades.
(12) são sectários. Essa característica é difícil de ser detectada de fato, hoje a maioria a dilui bastante ou adia ao máximo a hora que forçará a pessoa à escolha, e apontará tudo mais como erro, condenação. Mas não é simplesmente assim, essa característica costuma estar associada a outras perniciosas. Vou apontar algumas: (a) as pessoas são levadas a crer que nunca devem falar sobre suas experiências espirituais, nem deve esperar ou perguntar aos outros sobre as deles, assim os mestres podem esconder que não são tão mestres ou terão que mentir e como a mentira é mais facilmente notada no meio ocultista, seja por alguns sinais, ou por um aviso interior nos mais desenvolvidos, eles preferem o silêncio aos testemunhos, mas são praticamente forçadas a relatar onde andam, o que lêem, etc., vigiados em sua vida congregacional particular e de estudos pessoais; (b) mete medos, geralmente ameaçam com o inferno, a perdição, a total involução, a segunda morte, etc. se não seguirem seu caminho, ou se se separarem deles ou do seu caminho, ou se os desobedecerem ou não seguir suas recomendações, falam que todos são degenerados e apresentam caminhos muito complicados e difíceis dizendo que se não for por eles não há salvação (se a salvação fosse tão difícil como dizem realmente Deus ou Buda não seria bondoso e compossivo e o sacrifício de Jesus seria em vão e todos os 84 mil ensinamentos do Buda seriam insuficientes ou ineficazes; a completa iluminação é difícil e rara, mas a salvação ensinada tanto por Jesus quanto por Buda é fácil e para todo que queira e confie); os mete medos podem também se expressar diretamente em proibições como de não ler livros ou sites de outras ordens, não frequentar certos lugares, não se relacionar com certas pessoas, entre outras restrições (regra geral: quanto mais restrições mais suspeito); (c) desprezo total a tradição, dizer que a sabedoria antiga não serve mais (ou mesmo alguns que dizem que só ela serve), se intularem como revolucionários, ou os únicos salvos, ou mestres que não erram, gênios, semideuses, ou que a humanidade precisa ser dirigida por grandes gênios ou mestres ou pessoas excepcionais de alguma forma, ou falarem de uma nova ordem que deve suplantar a velha, ou uma nova era ou uma nova ordem ou em uma grande síntese de todas as religiões e de todos os ensinamentos ou uma religião única superior e universal que no futuro suplantará todas as outras (e coincidentemente eles já a descobeiram e a praticam, esses seres excepcionais) ou que só eles entenderam corretamente as escrituras ou que só eles têm as chaves, às vezes têm seus próprios escritos que 'substituem' os sagrados mais antigos, constitui-se este ítem c na principal evidência de charlatanismo ou grande engano (há casos em que simplesmente se forma uma nova seita ou ordem a partir da visão de um esquizofrênico ou doente mental qualquer).
Esta característica mostra não apenas farsantes mal intencionados mas de serviçais do próprio maligno (enganadores ou enganados, sendo possível também encontrar débeis ou dementes ou seguidores facinados). Basta verificar nos evangelhos e apocalipses e nas previsões Buda, que se encontrará descritos tais, serviçais de Mara, serviçais do anticristo.
Existem outros características, mas para um livro que não pretende se alongar em nenhuma questão essa já foi bem longe. No geral a restrição da liberdade individual, uniformização de pensamento e grande numero de regras e obrigações constitui a principal característica do engano daqueles que inexperiente mente buscam a liberdade. Basta lembrar o exemplo de certas ideologias politicas ou religiosas que tem como principal bandeira a liberdade, mas que aos pouquinhos a vai retirando até se configurarem no que são, seu principal objetivo, um total domínio da religião ou do estado (como principais exemplos exagerados disso temos o confucionismo, o islã, o estado islâmico, o comunismo, a social democracia e o facismo, mas tudo é sempre misturado a verdades e boas idéias para irem devorando aos poucos como um câncer).

sábado, 3 de setembro de 2016

A Falsa Ordem

Existem três origens principais para todas as ordens, escolas e religiões: ou elas são fruto de revelações (comunicações com seres de outra natureza ou mundos); ou são herdeiras de outras tradições (sejam estas também ordens, religiões ou escolas) ou se constroem através dos que nós chamamos mestres, seres tais como Buda, Jesus, Hermes, Lao-Tsé, Padmasambhava, Dogen, Milarepa, Siva, Krisna, Patanjjali, Melquisedeque, Abraão, Moisés, Ozires, Rá, Zoroastro, Chiran, Apolônio de Tiana, Valentin Andrae e outros.
Como dito, não há diferença, concorrência, maledicência e nem inimizade entre verdadeiros mensageiros da luz. A suposta negação e o sectarismo não partem dos mestres, mas dos mal intencionados que não querem que os outros vejam a verdade, assim como também pode vir dos enganados por estes, dos quais devemos ter compaixão e aprendermos a ter paciência no trato com eles.
Vejam os livros sagrados e prestem bastante atenção ao que dizem os mestres quando se referem ao falso, eles apontam para tipos de indivíduos e de doutrinas e só dificilmente para alguma doutrina específica ou suposto mestre ou alguém especificamente.
O sectarismo, a maledicência e a intolerância entre religiões, escolas e ordens ditas descendentes desses mestres é obra dos despreparados, dos enganadores ou dos que são enganados por estes e que lutam para manter o ser humano cativo à matéria, a este mundo, a esta ilusão, a este estado de coisas.
Porém, assim como existem erros e enganos, existem também enganadores e falsas religiões, e nós devemos desmascará-las, através dessa tipologia. São elas as que se disfarçam de luz, mas são trevas; outras mesmo se declaram abertamente como trevas; e outras ainda misturaram as duas para agradar a gregos e troianos e atrair mais desavisados, mas as suas características luminosas são apenas propaganda enganosa, pois esse “produto” elas não cultivam e não têm.
O discurso difere muito dos fatos e dos resultados nestes casos, pois a mentira e a meia verdade são praticamente a mesma coisa e quase iguais em seus resultados.
Possui maior dolo aquele que recheia a mentira com verdades atraentes que confundem do que aquele que apenas mente e assim se torna mais evidente quando mente.
E é fácil reconhecer os falsários, os charlatões e os maléficos e suas obras, em sua maioria, já outros não, porém a maioria das pessoas não sabe como reconhecê-los e são na maior parte das vezes enganados. Esta falta de conhecimento é que faz com que abundem dia após dia os enganadores e os enganos. Este conhecimento é um dos mais combatidos neste mundo.
Esta falta desse conhecimento claramente permite que as obras das trevas terminam toleradas, frequentados e até mesmo glorificadas como obras das luz.

RESUMO DA TESE DA ESCOLA SOBRE O SEGREDO DO SER E DO UNIVERSO

Por Frater D.K.A.A.
Na iluminação não há dualidade. Tudo é um. O universo, em certo sentido que podemos testemunhar, é a consciência do universo. O fluxo de consciência (erradamente tido como pessoa ou alma ou eu ou espírito, etc.), que atinge a iluminação tem acesso, segundo sua vontade, ao todo e todas as consciências, atingindo assim o grau máximo de despertar, ou seja, de iluminação; isto que é chamado a Grande União. Este fluxo não pode regredir, nem se perde nem deixa de existir nem continua uma existência; seriam categorizações erradas pensar assim. Ele contém todo o universo e todas as consciências, ou seja, todos os fluxos, inclusive o "seu" próprio passado, não perdendo assim sua individualidade nem podendo ser considerado mais uma individualidade de forma alguma.
Mas o universo, em seu eterno retorno, um dia repetirá tal ser passado que terá naturalmente uma falsa percepção de um eu e um fluxo de consciência tal qual o deste que se tornou iluminado (porém sem sabê-lo ainda). Esse é o ser dito emanado, renascido ou reencarnado, e o fluxo já iluminado é o que se chama Anjo Guardião ou Pai Interno ou Buddha-dhatu ou natureza de Buda ou Tathāgatagarbha ou Christo interno é a testemunha consciente proviniente do Adi-buddha (Buda primordial, Deus, Uno, Dharmakaya...) dentro do ser, a porta de acesso a realidade última ou nirvânica ao Dhammakaya, ao incondicionado ou o Uno ou o Tal.
O vajrayana trás a ideia de que além do buda histórico e do buda interno há o buda primordial, aquele que sempre existiu, que é o que mais se assemelha a ideia de um deus absoluto ou não nascido ou como Rá, autogerado dos egípcios, ou o Uno dos gnósticos, ou Brahman dos hinduístas. Mas isto sem a ideia de criação, porém imanência. Tal ser supremo não é o criador, porém sim, a fonte de tudo. Se juntarmos a ideia de eterno retorno de Nietzsche e a de que “todos já somos budas apenas que somos inconscientes disso” do zen e do vajrayana e a ideia de um buda primordial eterno temos que: já que na eternidade todas as possibilidades já se realizaram na eternidade (como demonstra Nietzche), devemos ter nos tornado budas, pois todos temos o pertencial de nos tornaramos budas e todos já o somos (como afirma Buda), então temos todos um buda pessoal interno que obviamente comunga com todos e com o primordial; estaríamos aqui simplesmente pela repetição eterna dessa possibilidade até toda vez reencontrarmos o buda em nós, ou seja, vermos por nós mesmos a realidade do ponto de vista do buda, desperto.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Holywooda

Holywooda
O passarinho que nasceu na gaiola sonha que voa
Mesmo sem nunca ter voado
E às vezes seu ssonho é tão intenso que com olhos fechados ele decola
E acorda assustado tendo batido nas grades
Mas se o passarinho aprende a abrir a portinha e sair da gaiola
Ele realmente voa, ele está livre
Mas que bom se tivesse um amigo
Que bom se ao invés de ter descoberto sozinho como se abre a gaiola
Ele tivesse sido ensinado por um bom amigo
Conhecedor da liberdade ou pelo menos que soubesse como conseguir alimento
Porque a liberdade sem esse conhecimento é muito difícil
E cheia de perigos surpeendentes que fazem o passarinho viver assustado e faminto
Então ele volta para a gaiola
Assim somos nós também em relação a nossas potências
Assim somos nós em relação ao divino, à liberdade, à iluminação
Mas que bom que no mundo já surgiu um buda, um Cristo, um complentamente liberto
E deixou para nos todas as instruções de como abrir a gaiola e de como viver livres
E daí surgiram muitos amigos que já fizeram o mesmo
Ou que pelo menos já sabem sair da gaiola
O problema das pessoas em geral não é querer abrir a gaiola sozinhos
Mas é acreditar que já são livres ou anida pior, acreditar que a gaiola é tudo
Como eles vão sair daí?
Muitos engaiolados ouvem maus amigos e maus conselhos
Eles acreditam que voar é apenas um sonho
E que não existe vôo nem vida livre
Eles sonham que voam e se deparam com as grades
E isto para eles é a prova concreta de que não existe vôo e que liberdade fora é uma ilusão
Por isso eles não ouvem os bons amigos dos iluminados, eles até riem deles
Eles muitas vezes sequer os vêem
Eles preferem acreditar cegamente que não existe vida fora da gaiola
E chamam essa crença de sensata, ou de ceticismo, ou de comprovação, ou evidência...
E ensinam tal coisa a suas crianças
Mas ainda bem que os bodisatvas, os mensageiros da liberdade, são incansáveis
Existem sempre passarinhos que voam perto da gaiola ou mesmo pousam nela
E com seu canto falam de vôos e de liberdade...

                                          Antonio Gonzaga

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

ROSACRUZ HOJE (cont.)

A verdadeira origem da rosacruz

A verdadeira fraternidade rosacruz não é outra comunidade senão a fraternidade da luz, que não pertence a este mundo, e que se manifesta de tempos em tempos em diferentes modos, segundo a necessidade e as possibilidades do gênio humano, dando origem a diferentes ordens, religiões, escolas e mesmo ideias políticas, gerando reformas políticas, econômicas e educacionais necessárias para o bem da humanidade e para contribuir com um impulso ou mais uma possibilidade de desenvolvimento espiritual.
Quando a humanidade, uma cultura, um país ou um povo começa a degenerar, a fraternidade reaparece com uma “boa nova” para impedir que todos caiam na degeneração e corrigir os rumos. Mas nem sempre a luz vence as trevas quanto à maior parte da pulação. Nem todos "abrirão suficientemente os olhos" para enchergar e muitos nem sequer queirerão ver.
A rosacruz verdadeira se manifesta no mundo por meios tais como: da tradição já existente; ou quando uma pessoa, escola, religião ou ordem se enobrece para tal, alcançando o contato ou a inspiração da ordem; ou por herança e ou resgate de outras ordens mais antigas. Pode ocorrer também outros fatores e alguma combinação desses.
A ordem nesse mundo não tem começo histórico como muitos creem ou alegam, seria o mesmo que dizer que a luz abandonou os seres às trevas por um longo período.
Uns atribuem a origem com esse nome a Cristiano Rosacruz ou Ion Valentin Andrae, outros a Frances Bacon, outros a Da Vince, outros a Paracelso. Outros dizem que a rosacruz é bem mais antiga que sua aparição com esse nome e atribuem sua fundacão a Jesus, outros a Hermes, outros a Akhenaton, outros a Buda, outros a Melquisedeque, outros aos atlantes, etc.. Todos estão de certa forma certos e de certa forma errados...
Não há dúvidas que estas personagens têm o perfil da fraternidade da luz e sem dúvida alguma fazem parte dela. Mas a rosacruz não é uma invenção, nem obra de um inaugurador, porém uma ocorrência no universo dentro das leis cósmicas. Precisamos pensar além dos limites condicionados desse universo, na eternidade, e em todos os seres de todos os mundos de todos os universos no tempo e na eternidade. Tal limite condicionado de visão faz parte desse universo, nesse mundo e época específica, é uma das grades de nossa prisão.
Em cada mundo existem seres conscientes com um grau de sabedoria muito maior que os outros e em álbum momento, sem interferir no seu livre arbítrio, mas pelo contrário reforçando sua libedade, tais seres inspiram ou vêm diretamente inaugurar alguma instituição, ideia, procedimento, etc. que trarão uma libertação, uma nova visão, enfim, um catalizador na dissolução das correntes a que nos aferramos. Isto produz não só um aumento da felicidade sabedoria e  bem estar individual, mas também um crescimento espiritual, educacional (de caráter também) e científico de um povo e ou de uma época.
A rosacruz, sendo o mesmo que a fraternidade da luz, sempre existiu de algum forma ou sob algum nome, sempre modificando-se de acordo com as necessidades e aptidões de cada espécie em seu tempo. Pois os seres vendo não enxergam, imersos no teatro da ilusão, de modo que a fraternidade tem que usar artifícios para fazer com que os seres vejam. Assim ela pode trazer vários metodos, vários ensinamentos, novos ou anrifos , puros ou mistos. E assim como cada professor de uma mesma matéria tem diferentes metodologias, ênfases e ordem de apresentação, cada época ou cada ordem rosacruz tem sua didática.
A fraternidade vem ao mundo não para ser apenas mais uma alternativa, mas para corrigir o que já se degenerou, para retirar o que de mal ou inútil se acrescentou e principalmente para acelerar o que já se tornou lento e menos eficaz.
A cada nova manifestação seus mestres ou agentes, dizem aos seus mais altos realizados algo como: “ide levar a luz ao mundo e curar os doentes”. E é isto que a fraternidade faz.

Quem são os rosacruzes

Um rosacruz deve ter pelo menos alguns traços indispensáveis que o definirão como tal. Todo rosacruz intui que há muito mais para conhecer do que o que se mostra aos sentidos, e ele quer conhecer. Rosacruz tem aspiração ao conhecimento, mas principalmente daquele que é o supremo saber, o conhecimento supremo...
O rosacruz pode crer como o religioso, ou duvidar como o cético, a diferença é que ele não se contenta com isso, ele quer provar. Ele não se contenta em professar aquilo que estuda ou que acredita, ele quer falar com conhecimento direto, conhecimento de causa, visto e comprovado por si mesmo, não porque outro disse ou simplesmente porque é logico ou racional. Easa é a principal característica. e ele éum buscador da verdade. Isto está além da busca científica, pois essa se restringe à verdade convencional, a evidência dos sentidos. Rosacruz quer por fim a toda dúvida.
A rosacruz não anseia isso como um projeto egoísta, para satisfação e conforto pessoal apenas, mas par colaborar no avanço de todos. Para reduzir e mesmo por fim ao sofrimento, para a cura de todos os males e das doenças. Nisso seu projeto se iguala ao de um bodhisattva e a um médico. Além disso esta pessoa quer reduzir ou mesmo resolver o problema da carência e da conservação dos recursos e com mais isso se iguala também a um alquimista e um ecologista. E ele quer reduzir ou mesmo acabar com o problema do conhecimento, do acesso a este e da cegueira humana. Com mais isto se iguala a um professor, artista e psicólogo.
Estas são características sempre presentes em todos os verdadeiros rosacruzes, senão deste o início pelo menos a partir do momento que começa a compreender. existem outras, mas essas são muito importantes.
Por último e não menos importante, essa pessoa intui que há algo supremo, chame do que for ou caracterize de que forma que seja. Como tudo que conhece é limitado deve haver algo ilimitado. Como tudo é condicionado deve haver algo incondicionado. Como tudo é composto deve haver algo uno... Pela incompletude de qualquer argumento sobre isso contra ou a favor digamos apenas que toda pessoa que intui uma realidade última além das efêmeras aparências ou que suspeita da insubstancial idade das mesmas e que haja alguma verdade a ser descoberta está apta a se tornar um rosacruz. Nós almejamos a verdade, a completude...

AS CARACTERÍSTICAS DA NOSSA ROSACRUZ

Conosco agora não é diferente. Este impulso, esta “saudade do paraíso”, esta vontade, é uma manifestação divina. E nossa obra é uma manifestação da fraternidade da luz.
Escola não significa uma construção física, se trata de uma escola de pensamento, mais precisamente um modo de ver, e uma metodologia de estudo, e o conjunto dos conhecimentos resultados desses estudos. E aí sim, então, uma escola de pensamento, pois trata-se do tratamento do conhecimento, da interpretação, da exegese. temos assim no início a pergunta, no meio uma epistemologia w uma metodologia e por fim uma resposta...
Nossa escola, como as outras chamadas rosacruz ou ainda mais genericamente scolas de mistérios, tem princípios e observa fenômenos que parecem até mesmo surreais para o comum das percepções humanos, alguns procedimentos e teorias parecem até mesmo loucura, e as leis da natureza oculta que nós descobrimos, muitas vezes é paradoxal.
Mas ao contrário de algumas escolas, nós não tomamos tais fenômenos como uma realidade objetiva, nem como uma realidade última, nem como uma realidade em si mesma. Nem este mundo nós consideramos assim, como realidade, nem como uma realidade última, nem como uma realidade em si mesma. Mas todas as realidades são camadas, fases da ilusão, como uma miragem, como um sonho perigoso de consequências que podem ser boas ou dolorosas, como um delírio, como uma alucinação, da qual ao voltarmos nos deparamos com camadas cada vez menos espessas de ilusão.
O comum dos seres humanos está agora (e todo instante praticamente) alucinando sem saber disso. Um dos últimos estágios do despertar gradual é justamente perceber que isto é assim. O aprendiz, seja ele adepto de qualquer escola, ideologia, religião, filosofia, modo de vida, verá que esteve até este momento sonhando, e naturalmente quererá acordar e acordará.
Nós temos semelhanças e mesmo elementos iguais a muitas outras ordens, talvez mais até do que as diferenças que também são muitas. Mas nós procuramos preservar apenas o mais puro, o mais original vindo desta fonte única da qual fazem parte todos os grandes mestres da humanidade. Por isso hão similaridades e também por isso as diferenças.
Mas nós também não negamos a influência ou mesmo aproveitamento do que encontramos aqui, do que da verdade aqui se manteve preservado, do que aprendemos também aqui, e do que de fontes terrenas resgatamos da mensagem divina antiga ou de qualquer época, como que para recuperar os tesouros e os traços que nos identificam com nossa família.
Nem todo gnosticismo é facilmente classificado como rosacruz, mas todo rosacruz deve ser gnóstico pelo menos no sentido da palavra. A verdadeira igreja gnóstica (igreja no sentido original: comunidade) não está nesse mundo: nós, em todas as escolas, somos apenas imitadores, aprendizes que estamos treinando para chegar lá e usando meios para entrarmos em contato com ela.
Esta igreja se encontra em outra dimensão do universo, outra vibração da matéria e energia, muito mais intensa em sua vibração, portanto, mito mais sutil em sua materialidade, que não pode ser sentida por esta matéria e sentidos ordinários.
Dessa comunidade de mestres fazem parte Buda, Jesus, Lao-Tsé, Siva, Hermes, Krisna, Rama, Apolônio, Melquisedeque, entre outros. Não há diferença, não há concorrência, não há inimizade entre os verdadeiros mensageiros da luz.
Porém o sábio deve compreender que quanto ao divinal, ao supremo, tanto quanto ao resultado da grande obra, todos esses mestres falaram sobre a mesma coisa, se utilizando de diferentes linguagens, visões e abordagens para tal, de modo que alguma esperança e meta fossem vislumbradas.
Nós somos dos poucos (como uma ou outra rosacruz e a maçonaria) que destacamos Buda e Jesus dentre esses mestres como os principais (iluminados) e temos nossas razões pra isso (vaja em artigos específicos sobre o tema) e depois desses, Hermes e Lao-Tsé. Deles deriva nossa metodologia.

A principal tradução do simbolo da nossa rosacruz

No nosso simbolismo podemos mais resumidamente ainda dizer, como já dissemos e alguns já disseram de outras rosacruzes: a rosa representa Buda e a cruz representa Cristo.
Este símbolo assim nos ensina que estas duas palavras se referem à mesma coisa em suas diferentes características. Pois a rosa e a cruz são indissociavelmente uma coisa só. Quem se deu ao trabalho de estudar profundamente os dois ensinamentos sabe que sem budismo não existe nem gnosticismo nem cristianismo, dado que uma boa parte do ensinamento de Jesus é a mesma do anterior, de Buda, e, dizemos, que tem origem um no outro. Disso, e de outros pontos, vem ofato de ser tão diferente e mesmo oposto, em alguns aspectos, do judaísmo. Quem estudou profundamente também descobrirá que sem o adicionado por Jesus o ensinamento do Buda está incompleto para os tempos de hoje, apos os primeiros 500 anos em que o ensinamento de se transmitiu sem alteração. Além disso a capacidade intelectual do ser humano diminuiu sensivelmente junto com a degeneração moral generalizada. A maneira complementar, mais específicamente falando, do budismo apresentado por Jesus fica evidente na forma simples e direta como Jesus apresenta a salvação pela fé depois a iluminação pelo processo degnosis. Embora ambos apresentem esse último na forma simbólica, Buda nos tantras e Jesus nos discursos após a ressurreição, Buda  detalha bem mais a purificação enquanto Jesus enfatiza a salvação que Buda descreve como "para tempos degenerados" quando o ser humano tem dificuldade de atingir os estados elevados de concentração, de manter votos castidade, etc.. Esta salvação ensinada por Jesus Buda ensinou apenas em alguns discursos sobre a terra pura, semelhante ao céu descrito por Jesus. E o processo gnóstico ensinado por Jesus é em resultado o mesmo que Buda ensinou nos três giros da roda do dharma e sem esse entendimento é muito difícil tanto compreender os símbolos do tantra budista quanto da mitologia gnóstica ambos como chave para a gnosis, o despertar. Jesus simplifica tais procedimentos a seus eleitos mais efetivos e autônomos, e a simples operações mentais ao alcance de nossas mentes deficientes.
Porém, mesmo estes ficaram muito tempo escondidos ao longo da historiá. E assim como os tantras que foram achados centenas deanodepiis, o evangelhos apócrifos foram também recentemte encintrDos. durante o período de escuridão a fraternidade da luz não deixou a humanidade desamparadas, surgiu a fraternidade rosacruz que trouxe átona novamente tais processos. A partir de algumas pesquisas e de instrução direta e indireta de iluminados partes i portantes dessa sabedoria foram encontradas e novamente colocada juntas. Já a nossa rosacruz faz parte da renovação ou recuperação mais recente, a partir dos achados especialmente os de Nag Hammadi, juntamente com a divulga.cão publica dos segredos tântricos a exemplo das revelações mais recentes da escola Shingon.
Aplicando este aprendizado aos demais símbolos já explicitados aqui, temos os quatro braços agora, indissociáveis, da cruz com seu florescimento também indissociável na rosa, portanto garantido, inexorável, quando se unem os citados braços (hermetismo, gnosticismo, yoga-tantra-taoísmo e budismo).
A outra representação da cruz rosacruz é a cruz (com braços iguais, mais às vezes com o do pé maior) com o círculo, ou ainda a cruz com raios e círculo que é a que usamos. nesse modelo temos a cruz do Cristo e a roda do dharma ou roda do caminho óctuplo budista. Nesse modelo podemos encontrar ainda mais simbolismos. Poe exemplo, os quatro braços desde acima e seguindo no sentido horário: (1) Deus, o imanifesto ou o Tathagata, o Dharmakaya, á consciência pura e completa; (2) Pistis Sophia, o cículo que envolve tudo, a sabedoria fiel, o espírito santo de Deus; (3) Christo ou o manifesto, o bodhisattva; (4) atman ou o tathagatagarbha ou o buddha-datu; (5) Tao ou o caminho perfeito ou o tantra ou o dharma-datu; (6) a consciência humana ou animal ou aprisionadas na matéria, mas rumo à libertação; (7) Hermes ou o mensageiro, o estado intermediário, o esclarecido que conhece a Deus diretamente e obtem dele a revelação ou o consolador, o espírito santo enviado; (8) anatta, o não-eu, a libertação, a consciência pura em nós; (9) Buddha, o desperto, o iluminado, o que sabe, que voltou ao seio do Uno; e (10) Suniatta, o círculo no centro, o eixo da roda, a vacuidade, a gnosis ou o pleroma.
Nossa rosacruz é basicamente uma ordem iluminística, isto significa que seu principal objetivo é levar ao esclarecimento e à iluminação.

Mestres e caminhos da rosacruz

Não estamos dizendo que um mestre é igual ao outro nem que um é superior aos outros. O que colocamos é a complementariedade dos caminhos. Não resta dúvida que é muito melhor subir a montanha tendo escolhido um único caminho que se tenha escolhido com segurança, não se pode subir por todos os caminhos. Nessa montanha se você for muito rápido pode até subir por dois caminhos ou três, mas e se não chegar ao topo? Se não der tempo? O interessante é chegar ao topo, então será um melhor guia. Mas ter um mapa com muitos caminhos seguros e escolher o caminho que mais se ache preparado para trilhar é bem mais vantajoso. E uma escola rosacruz deve ser isso, uma escola e disponibiliza mapas e guias experientes.
Um budista poderá dizer que Buda é superior, um cristão dirá que é Jesus, mas um taoísta poderia dizer que é Lao Tsé, e as subdivisões desses caminhos poderão ainda se proclamar superiores umas às outras... Quem terá o tempo de testar todas as opções? A verdadeira rosacruz é uma especie de sincretismo, mas é um sincretismo diferente, ela não tenta apresentar uma grande síntese nem tampouco um resumão em seu sincretismo. Ela tenta apresentar e preservar o essencial de cada caminho, aquilo que é o elemento efetivo por trás das variadas ações, ela o depositário e o repositório das grandes escolas e religiões. De tal modo que quando uma doutrina verdadeira está amsacada ela pode se refugiar na rosacruz ou a rosacruz pode guardá-lá e protegê-la da deturpação, proibição ou mesmo da extiçáo .
E é assim que deve se comportar o seu membro, não sendo sectário de nenhuma forma. Que cada um siga o caminho que quiser, a rosacruz está aqui para ajudá-lo a percorrer melhor, mais rápido, com mais resultado, com mais segurança e com riqueza de conhecimento. Acrescentando a ele apenas o que o buscador quiser ou necessetar de nossa ciência. E se alguem não escolheu outro ou outros caminhos e tomou a rosacruz como seu caminho ou ainda está sem caminho, a rosacruz está aqui para ser o seu caminho.
No grau 32 da maçonaria o maçon entrará na câmara dos sábios onde ela conhecerá alguns dos mestres que falaram sobre o mistério da vida e da divindade e aquele grande mestre que há de vir que é esperado por todas as religiões. Não queremos nesse momento discutir se esses sábios são iluminados ou não, ou se concordamos ou não com sua sabedoria ou se ela é completa ou incompleta ou se todos aqueles ou apenas alguns estão no hall de nossos mestres, mas se quando vier aquele que cada religião espera, quem ele será? Como será chamado? Será que virão os de uma religião e não de outra? Será que uma religião interpretará aquele mestre de outra religião como sendo o da sua ou um falso como os judeus do passado que não acreditam que Jesus é o Cristo e ainda hoje o esperam? Ou será que num moemento virá o mestre esperado de uma religião noutro de outra e algum deixará de comparecer? Como será? A rosacruz diz que os mestres são membros da fraternidade da luz e que eles virão, mas serão reconhecidos como tal? O verdadeiro buscador da verdade, não esta buscando uma religião simplesmente, para seu consolo pessoal, para suas necessidades ou capricho, ele não esta buscando uma escola pelo fascínio dos mistérios ou de sua revelação da boca de outro, ele busca a verdade e a verdade o libertará. Ele busca verdade que doa ou que alivie, não importa, ele quer a verdade. Essa é a nossa religião. Um rosacruz deve ser um iluminacionista, aquele que não se contenta com uma verdade parcial, pois meia verdade e uma mentira são quase a mesma coisa. Assim, o rosacruz não busca um mestre ou um caminho porque lhe agrade ou lhe caia bem conforme sua maneira de pensar, mas ele escolhe o caminho que lhe conduza à verdade. Nossa religião não é um conjunto de práticas ou de idéias, nossa religião é um caminho que conduz à verdade porque nossa verdadeira religião de fato, no sentido da palavra, é a verdade.

A fraternidade é formada apenas por aqueles que recebem esse ensinamento e o praticam

A escola é o conjunto de idéias, métodos, práticas, psicologias, ciências e seus propositores. Portanto só podem fazer parte dessa escola iniciados que já são propositores, pois já tem a experiência acerca delas ou de parte considerável, e os estudantes que estão no curso de conhecimento e análise, passando pela prática para adquir a experiência ou pelo menos o conhecimento e a habilidade para atingi-las, e aqueles com graus avançados de experiência.
Assim para fazer parte da escola deve-se ou ser no mínimo apenas estudante ou no mínimo fazer parte da ordem.
A ordem é formada pelos graus de estudo, de iniciação e de experiências e por aqueles que passam por esse processo. Portanto para fazer parte da ordem é preciso no mínimo ser iniciado formalmente ou num grau de experiência. Assim como a simples presença não torna alguem participante da fraternidade, o simples estudo não o torna membro da ordem.
É bom no entanto esclarecer aqui a importância do alicerce, estudo e prática, ambos de mesmo valor e necessidade, e do cume da construção, a experiência fruto desse alicerce.
Existe também o tipo de experiência ou precocidade ou facilidade em obtê-la que deriva do mérito, da graça, da pureza interior, etc.. Toda essa experiência deve ser considerada, porém ela não exime da necessidade de se completarem os graus de prática e de estudo.

A verdadeira igreja rosacruz não é deste mundo

A verdeira vida não é aqui, onde temos uma passagem provisória, um terrível desvio do caminho. Embora as consequências do que fazemos aqui sejam carregadas pela vida futura, esta vida deve ser vista como um instante na eternidade, um sonho do qual queremos acordar, ou melhor, vivê-lo desperto, para então podermos escapar dele definitivamente.
A verdadeira igreja da luz não é deste mundo. Mas ela é para este mundo também: na compaixão dos irmãos invisíveis e dos iluminados. E na infinita compaixão dos grandes mestres ela é para todos os seres de todos os tempos que estão fora da verdadeira vida.
Assim deve ser também nossa fraternidade, ela não é composta apenas de membros iniciados, mas sim de toda humanidade, benfeitores e beneficiados, todos se beneficiam deveriam procurar também bensficiar. Nossas práticas também servem para beneficiar a todos os seres o que obviamente nos inclui. E a confraria ou fraternidade, a parte da ordem formada por aqueles que praticam ou já iniciados formalmente na ordem e com conhecimento e participação direta no intercambio com a fraternidade da luz, mesmo que alguns poucos ainda o façam de forma inconsciente já sentem a energia, a presença e os benefícios da fraternidade da luz, sendo testemunhas do processo de regeneração e desabrochar da visão interior sentem-se por vezes impulsionados a trabalhar de alguma maneira nessa grande obra em prol da humanidade doente.
A igreja é composta também de todos os que “ouvem o chamado” e comparecem e ou estudam presencialmente ou à distância. Mas contêm todos os seres entre seus irmãos beneficiados.
A escola é composta de todos os estudantes que almejam a verdadeira iniciação e o acesso aos mistérios, para verem por si mesmos e não ensinarem sobre o que apenas ouviram dizer ou encontram nos livros, mas sobre aquilo que conhecem cientificamente e diretamente e do qual participam.
Àqueles que ouvem a voz, os iniciados tanto externa como internamente nós consideramos membros ligados diretamente a esta fraternidade. Aqueles que comungam com o pai e conhecem a verdadeira vontade não voltam mais atrás. Estes serão representantes da fraternidade da luz na terra.

No entanto apesar de tudo isso ser belo e suficiente nós queremos mais alem, almejamos descobertas, e, como já foi dito, provas, que todo participante tanto mais cedo quanto possível comprove por si mesmo e seja testemunha a partir de sua própria experiêcia, não de teorias ou palavras de mestres, como fazem outras escolas, não fazendo segredo sua vivência (como fazem outras escolas para que os estudantes não compartilhem entre si que não tem tido experiência direta alguma ou que sua experiência mostra até mesmo o contrário da teoria), mas com testemunho de sua própria vida, experiência e exemplo, para outros que ainda não sabem. Pois aqui, principalmente nesses casos, o segredo é realmente inimigo da verdade.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Características da Rosacruz

Como religião somos ecumênicos e aceitamos pessoas de todas as religiões sem que tenham a necessidade de escolher entre uma e outra nem abandonar sua religião ou suas convicções religiosas ou antirreligiosas.
Como escola de ciências aceitamos pessoas de todas as religiões, ordens ou escolas, da mesma maneira como aceitamos da parte das religiões, porém, como uma escola científica que estuda o oculto aos sentidos do mundo, e também os fenômenos típicos da religião, nós temos práticas e procedimentos religiosos, experimentais ou não, que devem ser adotados pelo estudante independente da sua orientação religiosa (pois ele deve experimentá-los para ver por si mesmo e não ser um mero repetidor). Destes, os já comprovados e aceitos por nós nem sempre são compreendidos pelos aprendizes como científicos: pois eles ainda não os comprovaram.
Como tradição ela sempre conserva um elemento característico principal a partir de uma de suas manifestações, o hermetismo ou ciência hermética.
Porem, se identificarmos mais precisamente o elemento principal comum tanto à religiosidade quanto ao modo de investigação científica da rosacruz é o modo de conhecer diretamente a sabedoria, isto é, o modo gnóstico de conhecer é precisamente este elemento. Em resumo este modo de conhecer significa a experiência direta, tornar-se uno com o obejeto do conhecimento, ver por si e em si mesmo, conhecer a verdade. Este modo gnóstico não se restringe apenas à ciência hermética ou à religião gnóstica, ele é comum a algumas religiões como o budismo, o cristiabismo primitivo, o taoísmo, o jainismo, o hinduísmo, o xamanismo original, etc.. Mas na escola rosacruz ele deve novamente recuperar sua maneira de proceder original em cada uma dessas.
Outra característica da rosacruz que é sua base milenar está no sincretismo das civilizações orientais e ocidentais, pois na verdade tal separação não existe. Dentre esses elementos marcantes, temos novamente a ciência, é  o gnosticismo (que alguns insistem em chamar erroneamente de cristianismo primitivo, mas que podemos também recuperar este nesse estudo), o hinduísmo (mais precisamente a ciência yogue e tântrica), o budismo, do theravada ao tântrico (vajrayana), o taoísmo, que é fonte de inspiração religiosa, política (em sua maneira de viver) e como ciência (é também alquímico). Estes são num sentido os quatro braços da cruz em direção ao centro, o florescer da rosa.
Em outro sentido temos a cruz de Cristo (e do Egito alquímico-hermético) e a rosa que é a flor de lótus do budismo e da yoga, do hinduísmo e jainismo.  Num sentido mais sincrético e resumido temos ainda a cruz representando ocidente (cristianismo, gnosticismo, maçonaria, ciência, etc.) e a flor de lótus o oriente (budismo, yoga, taoísmo, tantrismo, etc.). Porém, não se pode dissociar a rosa da cruz como elementos separados, pois na realidade não existe tal divisão do mundo em oriental e ocidental. Devemos admitir, por exemplo, que Jesus viveu no oriente, que Hermes talvez seja chinês, que a filosofia gnóstica é um fenômeno da cultura helênica, e que não importa de onde venha a verdade mas que venha.
Em outro sentido mais profundo temos a união ou a dissolução mútua de atman e anatta das duas vertentes "rivais" da yoga, budismo ou jainismo que negam o eu e do hinduísmo, yoga ou  racionismo que afirmam eu, ou do ocidente que cultua a personalidade (embora Cristo tenha pregado a negação do eu) e do oriente que a desconstrói. Enfim, a superação da visão dual e limitada. A rosa central é o resultado desse processo. O desabrochar da da flor da não dualidade, da unidade de tudo.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

A Verdadeira Rosacruz - parte 1 (revisado e atualizado por fra. I.L.I.V.)

Por Fra. D.H.A.A.
Rosacruz é escola e é religião. Mas não é uma escola comum nem uma religião como as outras. Ela é religião para quem a queira tomar por religião e é escola para todos, mas nem todos querem e nem todos os que querem são aptos para estudar nessa escola.
Porém justamente para o inapto também ela pode ser uma religião.
De tempos em tempos a escola volta ao início para ensinar a humanidade a alcançar o nível mais elevado requerido para a escola e ensiná-la que qualquer um pode tornar-se apto desde que queira e aja adequadamente.
A rosacruz no mundo é uma igreja (comunidade) e uma confraria (aliança, fraternidade). Não é hierarquizada, mas tem graus, conselhos e coordenadores que precisam ser dos mais altos graus.
Os graus rosacruzes podem variar muito de escola para escola, algumas tem só um grau, uma iniciação, outras três, outras sete, outras nove, outras dez, outras onze...
As portas religiosas estarão abertas para todos, para que através da participação nos estudos teológicos e nos ritos simbólicos possam comungar da mesma fé e esperança dos justos e iniciados. E quiçá sejam inspirados a trabalhar na Grande Obra pela salvação e restauração dos seres humanos. As portas da escola só se abrirão àqueles buscadores sinceros após terem provado seu caráter, suas reais intenções e sua dignidade ao status de estudante. Apenas pessoas honestas e sinceras são admitidas. Por isso a escola deve ter uma etapa preparatória, exterior. Apenas verdadeiros cristãos podem e conseguem passar de estudante a iniciado, por isso que nem todo estudante pode ser chamado frater.
Outra capacidade que, embora não requerida a priori, o aprendiz deverá, sem dúvida, desenvolver é a dedicação ao estudo e à prática.

sábado, 2 de abril de 2016

OS LIVROS - primeira parte (A)

OS LIVROS

                Quando uma pessoa ingressa como estudante em nossa ordem, além de nossos textos e instruções, recebe indicações de livros e de livros sagrados; também recebe textos de outros autores, de outras ordens. Esses últimos só devem ser compartilhados entre os estudantes e membros da ordem. Isto significa que nós não devemos expor textos que não sejam ou textos da ordem ou de nossos livros considerados sagrados.
                Esta ordem não se baseia em descobertas de outras ordens nem em rituais nem em segredos de outras ordens. Sua descoberta tem que ser própria. Todo aquele que fizer uma descoberta própria no sentido último tem direito de fundar uma escola se for capaz de descrever o modus operandi completo que o levou a descoberta. Enquanto isso não ocorre seu comportamento deve ser de buscar sem poder ensinar (como professor) nem mesmo dentro de nossa escola. Não deixamos espaço para inexperiência nem imaturidade além do que é seu dever para consigo mesmo: estudar e praticar afim de ser uma luz para si mesmo e só então para outros.

“Leis” sobre “propriedade intelectual”

                Toda pessoa tem direito a distribuir a sabedoria como queira, seja esta sua própria ou de segunda mão, desde que respeite a autoria e credite devidamente os autores. Não existe “propriedade intelectual”, isto é um absurdo, um roubo, uma usurpação da liberdade de outro.
Se eu, por exemplo, decoro um livro ou parte de um livro eu posso citá-lo à vontade para quem eu quiser. É apenas meu dever pessoal como cidadão justo e honesto creditar o autor e não mentir dizendo que sou eu o autor ou que é outra pessoa que não o autor verdadeiro.
O mesmo então vale (e deve valer se um país pretende ter leis honestas) para a escrita. E se eu imprimo e tenho custos é meu direito cobrar pelo que gastei, não lucrar, desde que cite o responsável, ou responsáveis, pela obra (autor, editora, tradutor, etc.).
Mas se eu organizei ou tive qualquer trabalho com isso (mesmo que apenas o de “tirar xerox”) é justo que eu cobre pelo meu trabalho, portanto tenha algum ganho, que possa ser por alguns considerado lucros (mas isto não é lucro propriamente, pois cobro quanto quiser pelo meu trabalho e paga quem quiser).
Isso de considerar que a pessoa está lucrando depende da subjetividade de cada um, é uma opinião, não pode se transformar em lei, pois seria a imposição de uma mera opinião.
 Veja que eu não sou vendedor de xerox, que têm custo, nem de “CD’s piratas” que tem também custos e dão trabalho. Pelo contrário, eu sou autor, escritor, compositor e músico. E estou defendendo justamente aqueles perseguidos pelos autores e músicos mesquinhos.
Tais pessoas mesquinhas estão sendo tolos, pois defendem não a si mesmos, mas as editoras e gravadoras que dão uma pequena porcentagem de seus lucros aos autores, devido ao poder destas de produzir em série e em grande quantidade, não de serem autores. Os autores são tão tolos que ostentam pertencer, como uma propriedade mesmo, a tal editora ou gravadora, mas eles são bem recompensados por isso, como cachorrinhos treinados que fazem peripécias para o ganho de seus donos e se contentam com um biscoitinho.
Os autores são apenas reféns que assim preferem por que se submetendo ganham mais do que ganhariam com seu próprio investimento em curto prazo. Como não pensam como investidores (em ganhos em longo prazo) em se tornarem realmente proprietários do lucro de seus próprios investimentos e autorias cedem, muitas vezes covardemente, pois não por necessidade, os “direitos autorais” a outros.
Ora, se as editoras ou gravadoras produzem em quantidade muito maiores do que os “piratas” e mesmo assim cobram mais caro é problema delas que não se adaptam a livre concorrência do mercado e para isso recorrem injustamente a políticos que façam leis protecionistas, que só protegem na verdade as grandes corporações e não as pessoas nem o povo, do qual se arrogam serem representantes. Pelo contrário eles tornam com essas leis os livros e gravações mais caros e inacessíveis à grande maioria. Que eles se adaptem a livre concorrência e produzam de forma mais barata e acessível.
Livros nesse país são praticamente artigos de luxo quando comparado a outros países. E o poder aquisitivo do povo dos outros países é muito maior, devido a salários muito maiores do que os dos ingênuos brasileiros que quase em tudo acreditam nos governantes e que estes estão tentando fazer algo melhor para o povo.
                 Meus livros, artigos e ensaios eu posso vendê-los como bem entender, bem assim aqueles que o copiem, desde que respeitem minha autoria, seu trabalho e seu material pode ser cobrado como eles quiserem, se conseguem fazer de maneira mais barata que eu, parabéns! Que vendam e lucrem. Eu que me ajuste ao mercado e à livre concorrência e assim consiga vender mais barato ou com algo mais atrativo que a copia deles.
E mesmo se eu não consiga me adaptar à concorrência para mim ainda está bom pois para o autor sincero, não aquele que só pensa em vender, o que importa é que as ideias ali escritas sejam conhecidas, chegando ao máximo de pessoas possível. Se os “piratas” conseguirem fazer isso melhor que eu, minha eterna gratidão a eles.
Por que isso? Porque um livro é material. Alguém poderá argumentar, mas você teve muito mais trabalho e levou muito mais tempo. Pois bem, me resta agora ter trabalho também de tornar minha obra acessível, barata, se não tenho também essa ideia e outro tem, o incompetente fui eu.
Veja o caso dos CD’s: os originais tem encarte, um material melhor, de mais qualidade e de muito mais duração. Você escolhe segundo seus critérios que material comprar. Os mesquinhos, para nosso bem, têm que desaparecer do mundo e do comércio mesmo. Por causa deles o mundo está um caos comercial (que prejudica sempre os mais pobres) cheio de barreiras econômicas protecionistas, altos impostos e taxas. E pagamos outros vagabundos (os políticos, que nada produzem) para fazer a “fiscalização” sobre as leis que eles mesmos criaram para seu benefício e dos seus protegidos, para que lhe deem mais direitos e dinheiro. E com isso os vagabundos são os que mais ganham dinheiro.
No mundo da música, a máfia das gravadoras dominou o mercado por muitos anos, e ainda domina, embora esteja mais fraca. Mas os mesmos que gravam os trabalhos dos músicos e ganham a maior parte do dinheiro sem criar nada, são os mesmo que criam e vendem a tecnologia dos CD’s graváveis e também eles mesmos também produzem e vendem CD’s graváveis na grande maioria dos casos. Enquanto eles ganham dos dois lados quantias astronômicas, os que ganham porcentagens bem menores, os autores, gastam fortunas com processos e ações judiciais contra a pirataria. Por que as gravadoras só em bem menos casos entram nessas disputas judiciais?
Nós temos quase toda nossa obra exposta no blog, que qualquer um pode copiar e fazer o que quiser como vamos saber? É gratuito. Podemos também vendê-la como quisermos e podermos. Se colocarmos um preço muito caro poucas pessoas comprarão, qual a vantagem disso? Nenhuma. Mas é assim que fazem algumas editoras, e quando o livro é tão caro as pessoas tiram cópias. E o que eles fazem, eles baixam o preço pra vender mais? Não, eles processam os “xeroquistas”, eles fazem pressão política para que se criem leis que fiscalizem e punam quem copie e isso gera um gasto estatal e você é que pagará por isso, para que fiscalizem você e impeçam de fazer algo que é direito seu. Para que você seja impedido de tirar cópias e punido se fizer. Eles gastam fortunas com isso e então como recuperar e lucrar? Aumentando mais os impostos sobre os livros o que vai aumentar mais ainda o preço dos livros pra você.
Você paga ao estado para roubar seu direito de copiar, paga para que fiscalizem e policiem você para que não tire copias! E paga a editora que gerou isso tudo comprando o livro caro porque você precisa. Os políticos por outro lado são os maiores usurpadores dos direitos e você os paga salários extraordinários para que eles façam isso com você. O estado fiscalizador e interventor é um crime contra sua liberdade e você é forçado a sustenta-lo com seu voto e o dinheiro dos impostos que está embutido em cada produto (40% em cada produto no Brasil em média). Se todos tivessem direito de copiar livremente as editoras para lucrar teriam que baratear o custo dos livros, desenvolver tecnologias para isso, ou então oferecer um produto de qualidade tal que compense realmente a diferença.
O mesmo ocorre com qualquer serviço ou produto no livre mercado. Mas sob a regulação governamental você sempre está sujeito à máfia governamental e aos empresários que querem superfaturar sem esforço, sem criatividade e sem oferecer um bom produto e serviço. devemos raciocinar e procurar se desvincular dessa estrutura criminosa o máximo que pudermos.
                Imagine se eu chegasse numa biblioteca e resolvesse copiar a mão um livro. Será que seria justo criar uma lei que me impedisse de fazer isso, mesmo quando eu cito autores, editoras e todas as referencias necessárias na minha copia? Agora suponha que um amigo precisasse do livro que copiei e não tivesse acesso à biblioteca. Poderia se criar uma lei justa que o impedisse de fazer uma cópia, mesmo através de máquinas, da mina cópia? Agora suponha que eu quisesse copiar à mão todo o livro várias vezes e alguém quisesse comprar algumas copias. Seria justo criar uma lei que me impedisse de vender minhas cópias, meu trabalho de próprio punho literalmente? Se não seria justo nesses casos, por que seria justo a criar tais leis para os casos de cópias feitas por maquinas?

Como agimos com nosso trabalho autoral e o de outros autores

Nós distribuímos gratuitamente internamente textos de autores em sua parte que concordam conosco e ajudam em nosso trabalho pela humanidade. Mas não externamente. Cada membro só pode dar, ou emprestar aquele material que ele mesmo tenha lido e aprovado. Mesmo assim de tudo que lemos, que não é pouco de jeito nenhum, pouca coisa é distribuída por nós, porque do muito que nós lemos, ainda é muito pouco o que aprovamos completamente, diria que apenas uma pequeníssima porcentagem daquilo que lemos. Como são partes de livros, capítulos ou citações, que também podem em grande número serem encontradas na internet, precisaríamos no mínimo de uma biblioteca tão extensa como nossa biblioteca digital, quase nenhum estudante tem condições de possuir tal biblioteca, isto seria fora de propósito. E já temos os livros e a maioria em forma digital por que não compartilharmos?
Já externamente, podemos conforme o caso, distribuir ou cobrar por cópias (como faz qualquer pessoa que tira xerox numa escola ou universidade) dos livros sagrados ou auxiliares que usamos na ordem, mas não desses textos de outra ordens citados acima. Os livros auxiliares são livros que podemos comprar e revender de diversos autores, ou podemos fazer cópias desses, conforme o caso. Podemos comprá-lo e revendê-lo. Mas muitos não poderão pagar o livro, então tiramos cópias e cobramos pelo valor de cópias baratas, como fazem em todas as universidades por aqui.

Nosso material autoral, como dito acima, se encontra quase todo no blog e também em impressos que distribuímos ou vendemos a preços de cópias. Nossos livros sagrados, os temos, em forma virtual em várias edições e editoras diferentes, algumas traduções próprias e trechos ou capítulos com explicações ou comentários para distribuição gratuita, por e-mail ou através do blog. Temos também impressos de outras editoras os quais emprestamos e permitimos cópias. Isto se não estivermos em condições de doar um exemplar e a pessoa não esteja em condição de comprar. Mas se a pessoa tem essa condição indicamos as melhores traduções e editoras.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

O SISTEMA INICIÁTICO DA ORDEM (parte 3.2)

CLASSIFICAÇÃO GERAL

                Existem ritos puros, originais. E existem também alguns outros mistos ou derivações. Existem também ritos novos ou recém-criados, pois todo aquele que compreende o funcionamento e os elementos efetivos de rituais pode fazê-lo. Não vamos listar todos os ritos e seus elementos, mas os principais dentro de uma classificação organizada e alguns exemplos.
Os ritos podem ser classificados em sete tipos. Estes tipos são nominados segundo suas características, origens ou predominância. Se um rito é misto ele é nomeado pela característica predominante; se ele é misto de um original com adições ou até se é o original e tem adições ou simplificações ele é nomeado segundo sua origem; se ele é criado completamente ou mesmo a partir de um já existente, perdendo este suas características ele será nomeado pelas características e se estas forem muitas, então será pela predominantes, assim temos:              
( 1)    Ritos budistas. Neste estão também inclusos ritos ou elementos de yoga, tantra, zen, teosóficos e do zen-taoísmo.
( 2)    Ritos gnósticos. Se incluem aqui também novamente elementos ou ritos, são estes os zostrianos, herméticos, maçônicos, rosicrucianos, egípcios, budistas , tântricos e yóguicos. Gnosticismo e rosacruz são muito provavelmente os sincretismos mais abrangentes na história das ordens esotéricas.
( 3)    Ritos rosicrucianos. Novamente se incluem gnósticos, hindus, yóguicos, tântricos, maçônicos, herméticos, egípcios, budistas, antroposóficos e zostrianos.
( 4)    Ritos maçônicos. Se incluem os rosicrucianianos, zostrianos, herméticos, gnósticos, yóguicos, egípcios, hindus e budistas.
( 5)    Ritos herméticos que incluem egípcios e gnósticos.  Colocamos claramente que a alquimia tem caráter científico e não ritualístico, porém há rituais que são chamados às vezes de herméticos que contêm símbolos alquímicos. Mas da mesma forma há ritos budistas e tântricos que contem os mesmos e ou outros símbolos alquímicos. Disto pouquíssimos iniciados sabem. Assim podemos falar de símbolos hindus, taoístas e yóguicos (os tântricos) que contem símbolos alquímicos. Assim perceba que nossa escolha não é por simples gosto ou afinidade, tampouco pelo chamado de acaso, mas todos se ligam em três pontos: ciência (alquimia, ocultismo), religião verdadeira (yoga, tantra, gnosis, iluminação) e filantropia (o caminho do bodhisattva, que é a mais nobre das filantropias, do médico e do filantropo mesmo).
( 6)    Ritos egípcios. Estes incluem os herméticos, também os herméticos de origem chinesa. São ritos simbólicos, diga-se de passagem, não ritos politeístas como se pode aparentar, pois nos interessa dessa origem a parte hermética e esotérica, não a popular. Assim como alguns desses ritos tem origem nas pesquisas dos maçons, rosacruzes e gnósticos podemos classificar seus elementos também dentro dessas origens.
( 7)    Ritos do Tao. Veja que não estamos dizendo exatamente ritos taoístas. Este é o caso que não herdamos tais ritos, mas apenas a sabedoria taoísta. Embora esses ritos existam na religião taoísta não nos utilizamos deles, mas dos nossos próprios. Visto que alguns desses vêm da fonte da pesquisa ou do encontro cultural com o zen, podemos classificar seus elementos também como zen.
Os ritos são de origem simbólica, portanto não podemos dizer racionais, porém a base deles todos é de uma razão superior à nossa de tal modo que nós mesmos, quando escrevemos um rito, vamos aos poucos descobrindo seus elementos, desvendando seus efeitos e elementos de efetividade. A mente humana, naquela parte que a psicanálise chamou de inconsciente e nós chamamos de hiper consciente, pode comunicar-se com a mente ordinária através dessa linguagem a depender do processo. Felizmente para nós, e infelizmente para os cientistas acadêmicos, quando vamos falar da realidade de nossa mente por completo, precisamos fazer experimentos também ritualísticos (além dos de meditação profunda e experiências “fora do corpo”), se não toda descoberta estará incompleta e baseada numa fase da mente que mais se auto engana do que verdadeiramente vê alguma coisa.
 Os elementos humanos, é claro, se incluíram nesses ritos longo do tempo e das transmissões. Nossa missão como estudiosos e pesquisadores é recuperá-los ao mais puro e original possível levando em consideração o objetivo e o sucesso efetivo, mas também interferir com os elementos de nossa análise segundo nossas necessidades e elementos de eficiência. Na tensão desses dois extremos nascem também novos ritos, que são incluídos em alguns desses sete tipos classificatórios.
O ser humano tem feito ritos sempre desde que surgiu no planeta, não degenerar em leituras superficiais do símbolo é um a grande responsabilidade e nessa nos vemos muitas vezes no direito de interferir nos trabalhos de outras ordens quem tem lido erradamente os símbolos ou mesmo interpretado ao pé da letra, ou dando um símbolo diferente quando na verdade ás vezes não se trata nem de um símbolo. Devemos pacificamente tentar corrigir e ensinar, mas também devemos denunciar quando distorcem os símbolos indo contra a liberdade de outros ou fazendo-lhes mal. Ritos são mais perigosos por causa disso até do que por sua ação e poder efetivo. Aqui o segredo pode ser o inimigo da verdade. Os significados têm que ser esclarecidos muitas vezes quando possível. Outros que levam a poderes ou a perigos não devem ser revelados ao profano. Assim se inicia um de cada vez, não existe iniciação coletiva, quanto aos segredos mais avançados.
No mundo têm aparecido diferentes ordens e nós queremos inspirar sempre ordens boas e que surjam ordens boas em uma diversidade cada vez mais abrangente para que o ser humano possa acordar do sua sonolência e curar-se desse desvio no processo da sabedoria...
Diga-me você se não quer ficar curado, sadio e saber a verdade? Todos querem, e merecem saber a verdade (alguns, entretanto, estão tão doentes que não querem mais, e a maioria não sabe e nem concorda que esteja doente), mas incorrem em erros sobre erros, como alguém que tenta limpar um espelho jogando-lhe areia, poeira e diferentes materiais, tendo água a seu lado e nunca sequer imaginando em experimentar jogar água. O humano entrou nesse caminho nessa visão absurda e a fraternidade tem de usar muitos artifícios para convencê-lo a olhar para a água e vê-la como uma substância purificante, limpante. Que então trabalhe, limpe seu espelho, aos poucos, molhe, esfregue-o. É muito difícil, porém, fazer o humano trabalhar, pois ele se ocupa com muitas coisas tolas e desnecessárias, sem falar das tantas ocupações prejudiciais das quais poucos escapam. Se ocupar em ritos (os ritos certos) é como ir aprendendo a molhar as mãos, passar no espelho, um trabalho lento e cumulativo, não é tão milagroso como querem fazer pensar alguns, mas que exige um pouco de assiduidade, ligação, compromisso e entendimento também.
A meditação é o mais importante e nunca pode ser deixada de lado, todos os ritos em seu estado puro e original contêm meditação, ou antes, ou durante, ou várias vezes durante e depois. Mas se a pessoa não medita em sua vida diária ela terá pouco progresso, esparsa de resultados. Tudo é cumulativo e reservatório em matéria de mérito, exercício e esforços. É também um logo e detalhado trabalho de limpeza, cura. Todos devem aprender a ser verdadeiros médicos da psique. Essa é a função da fraternidade e da ordem. Então você limpará aos poucos a vista e então verá por si mesmo, e mesmo quando começa a limpar a visão e vir o que não via já pode aprender a ajudar os outros. Deve estudar, meditar, praticar. O humano sente-se mal, mas acostumou-se a isto. Quando ao longo do processo começa a sentir-se realmente bem pensa consigo mesmo “nunca de fato vivi como estou vivo hoje” ou “eu era, um morto-vivo, um cadáver, um doente e sequer sabia”. A ordem também é medicina neste sentido. Além de filantropia médica do corpo, que os médicos, terapeutas e enfermeiros podem fazer, há esta que todos devem mais cedo ou mais tarde se engajar.
Ritos são também um meio de presentear alguns tipos de mentalidade que não se aproximariam se não fosse desse modo. Desse modo os ritos sempre devem ter elementos de ensino, algo a ensinar, além de inspirar, curar, proteger, limpar...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

O SISTEMA INICIÁTICO DA ORDEM (parte 3)

PARTE III: RITUALÍSTICAS INICIÁTICAS MÍNIMAS

Os ritos da nossa ordem são variáveis e de caráter experimental para o estudante sendo a iniciação final de cada etapa fixa.
Ritos são artifícios para alcançar ou catalisar melhor um resultado pretendido. A causa real não é o rito em si, mas algum elemento ou mais comumente uma combinação de elementos ali escondidos do consciente do iniciante (ou mesmo do nosso muitas vezes). O objetivo do rito evidentemente não é descobrir estes elementos, mas se utilizar deles para alcançar o resultado pretendido.
Assim, os elementos efetivos muito dificilmente serão percebidos pelos iniciantes, mas os resultados serão facilmente percebidos, estes são o que interessa, o que pretendemos trazer ao consciente. Este mecanismo por outro lado é a causa de quase toda mistificação e engano com relação à efetividade de rituais, o iniciante atribui, sem saber, a alguma causa mágica, mística ou mesmo tem uma interpretação supersticiosa própria para o efeito;  ainda atribui a todo o rito nos mínimos detalhes aquilo que ele experienciou.
Muitas ordens são formadas de dissidentes de graus primários de outras ordens, que não entendendo o que são rituais atribuem causas mágicas sobrenaturais aos resultados (se é que ocorrem). As leis naturais não são quebradas ou suspensas por um capricho místico de alguns. Nós aqui, antes de tudo, esclarecemos esse ponto, afinal somos científicos e não mistificadores. Depois em algum ponto na carreira iniciática a iniciada será informada sobre os elementos efetivos podendo ela mesma até criar seus próprios ritos. Preferimos ritos tradicionais pelas questões da egrégora e ou da tradição que aumenta a efetividade e nos liga mais facilmente a correntes e manifestações anteriores da fraternidade da Luz. Imagine quantas vezes aquelas palavras, invocações, enfim ritos, já foram ditos, já foram feitos, já povoaram a imaginação de quantas pessoas, quantas já a pronunciaram tantas vezes, isto tem alguma ação...
Sinto muito se isto estraga o sentimento de magia de alguns. Se este for caso e você se sente mal com essa perda, simplesmente esqueça os três últimos parágrafos (isto mesmo, simples assim, não se preocupe, esqueça).
Há também ritos nos primeiros graus que não são de caráter experimental para nós, mas já experimentados e confirmados, sendo abertos ao público por serem considerados bons, que devem ser experimentados pelas estudantes, sendo para elas de caráter experimental, obrigatório à formação prática.
Os ritos da graduação são públicos ou secretos ou contêm alguma parte secreta, exceto os do grau I que são todos totalmente públicos. O rito final da graduação, a iniciação, é secreto, pelas razões que já foram explicadas em vários artigos.
Dos três rituais básicos, o primeiro e o segundo podem inclusive serem assistidos por convidados. Do último só os iniciados e o graduando poderá participar. Além desses três básicos há um quarto também básico que é o ritual rosacruz deste grau, deste podem participar convidados numa parte e outra é secreta (destacando mais uma vez que “secreto” neste caso significa apenas “particular”, do qual participam apenas os ordenados e se forem consecutivas, enquanto se dá essa parte particular os convidados podem permanecer em outro ambiente meditando e ou recebendo uma palestra curta, se não querem devem esperar fora ou irem embora).
Além desses quatro essenciais existem outros pontuais: os opcionais, os experimentais a critério da pesquisa do estudante e os anuais que são os dois equinociais, os dois dos solstícios, o Vesak e o Natal. E há também o sétimo, ou rito 11...
Além dos supracitados, públicos em geral, existem os rituais dos sete graus que podem ser assistidos por qualquer graduado (lembrando que graduado se refere a quem completou pelo menos a graduação, isto é, o 1º Grau composto de III graus, aqui nesta via chamado de torre vigilante) e distribuídos em sequência durante o ano ou repetidos em sequência semanalmente como se queiram durante todo o ano (que inicia em abril). E há também os ritos dos trinta e três graus rosacruzes que podem ocorrer paralelamente a partir da graduação do primeiro grau (ritos dos 33 e ou 95 ou 97 graus).
Existem estas e outras graduações ritualísticas opcionais, não é bom citar seus nomes sem necessidade, por isso a maiorias das ordens utiliza-se de abreviações; para evitar confusões com outras ordens preferimos aqui omitir na maioria das vezes também essas abreviações. Algumas dessas iniciações originalmente não têm graus e nós preferimos restaurá-las a isto, mas podemos utilizar graus. Algumas ordens fundiram certas iniciações a outras ou a graduações. Nós usamos tanto fusões sincréticas quanto as originais sem fusões, mas preferimos não fundir as iniciações a graduações de qualquer tipo (embora possamos também fazer isto), isto por vários motivos. Creio ser um dos principais motivos: não atrelar o progresso da pessoa a rituais ou graus ritualísticos, mas sempre enfatizar o progresso na prática, e ou realização, sempre que isto puder ser comprovado cientificamente.
Não damos importância a rituais por rituais, no sentido comum da palavra, nem acreditamos em sua eficácia milagrosa, os rituais são um mecanismo de ensinar e de impressionar ou imprimir no consciente do indivíduo significados arquetípicos que já estão presentes no seu inconsciente (é uma tentativa eficaz apenas de trazê-los à tona, para o consciente), sem usar necessariamente palavras, mas através de símbolos, encenações e outros artifícios.
A diferença em nossa ordem é que a consciência dos símbolos levará a consciência dos símbolos dos símbolos (isto acontece também em algumas ordens tântricas, herméticas e rosacruzes) e em seguida haverá a descoberta de que tudo é símbolo. Isto é para ser vivenciado não apenas entendido, nisto talvez nossa ordem seja a única. Nós descobrimos que não existem coisas, mas apenas símbolos na natureza. É como o dinheiro, ele é apenas um símbolo, não tem valor em si, mas representativo pelos números e símbolos impressos nele o que proporciona todas as trocas. Ele assim é efetivo e seu valor é uma norma, mesmo sabendo que a cédula em si não é o valor, usamos o dinheiro assim como ele é efetivo, como diz o ditado “só os loucos queimam dinheiro”. Assim é o mundo, a natureza, nossos corpos e conhecimentos. Assim também é tudo ao nosso redor e suas consequências. Tudo está ligado e as relações entre símbolos são uma norma imbatível. Porém assim como fora do país nosso dinheiro pode desde ter mais valor até não ter valor algum, nós descobrimos “lugares” onde os símbolos podem ser lidos de outro modo nos levando a uma gradativa independência das leis e relações forçosas e normais entre eles...
            Assim, nossa descoberta de que tudo é símbolo não é nova, mas as explicações de como é isso e os meios e de chegar a isso podem conter várias novidades. Ritos são formas de representar e manipular conscientemente esses símbolos de uma forma controlada. É como reproduzir a natureza em laboratório de forma controlada em tubos de ensaio, provetas e ambientes hermeticamente isolados. Então não é exagero dizer que alguns ritos podem conter chaves para certas compreensões, percepções ou realizações.